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Foram encontradas 50 questões.

2205016 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A cidade, a casa e os livros (Memórias)
Antonio Candido
Para mim, Poços de Caldas está associada de modo essencial à ideia do livro e da leitura. A cidade tinha 12.000 habitantes quando nela fomos morar, em janeiro de 1930. Eu ia pelos onze anos e meio e era um pequeno leitor compulsivo, atraído pelos livros de um modo um pouco maníaco. Tendo lido até então, desde os seis anos, livros infantis e já alguns para adultos, mergulhei nestes em Poços, encontrando condições favoráveis para isso.
Meu pai era médico, mas além dos livros ligados à sua profissão tinha uma biblioteca de filosofia, história e literatura. Ela ficara na maior parte guardada alguns anos no Rio de Janeiro, enquanto morávamos na cidade sulmineira de Cássia. Abrindo os caixotes, meus irmãos e eu fomos vendo sair deles centenas de volumes, nas suas brochuras leves ou em sólidas encadernações. Nossos pais nos estimulavam a lê-los, nos puxando sempre para cima, isto é, para obras destinadas a adultos, das quais meu pai costumava nos ler e comentar trechos depois do jantar, antes de ir para o escritório e seus estudos.
[...]
Além disso, Poços de Caldas proporcionou a mim e meus irmãos o acesso a uma livraria pequena, de qualidade, a Vida Social, situada na antiga Rua Bahia, atual Prefeito Chagas, onde podíamos comprar não apenas livros em português, mas em francês e inglês. Os livros brasileiros se enquadravam em maior parte no grande movimento renovador dos anos 1930 e 40, quando o Brasil estava, por assim dizer, mudando de pele. Foi o tempo da produção de obras importantes de economia, política, estudos sociais, bem como de incorporação do Modernismo e fecundação das literaturas regionais. [...]
A Vida Social tinha singularidades, a maior das quais talvez tenha sido, como percebi muitos anos depois, o fato de ter sido a única, em toda a minha vida de frequentador contumaz de livrarias, onde vi posto à venda, em 1934, o Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, magra brochura editada à custa do autor, com tiragem creio que de apenas 500 exemplares pouco distribuídos. Muito divertidos com o seu humor esfuziante e desbragado, [meu amigo] José Bonifácio e eu o folheamos malemal na própria livraria com licença do amigo João Vilela, pois não ousaríamos levá-lo para casa à vista das muitas cenas e palavras “escabrosas”, como se dizia então. O que diriam os pais? Quanto ao público, só teve acesso fácil ao Serafim na 2ª edição, de caráter regular, quase quarenta anos depois...
[...]
Meu pai morreu prematuramente em 1942 e minha mãe foi morar em São Paulo, onde já estavam os filhos, mas conservamos a casa [de Poços de Caldas] e nela íamos sempre. Minhas filhas e meus sobrinhos a frequentaram até a maturidade e depois foi a vez dos netos. Minha filha Ana Luisa contou a sua experiência caldense no livro que escreveu sobre a sua infância: O pai, a mãe e a filha. Como disse com precisão poética em um de seus livros meu irmão Roberto, “a casa era a nossa epiderme de alvenaria”, e até 1989, quando a vendemos, uma espécie de sede da família. Para mim, foi sempre um remanso onde eu ia ler e escrever, até que um dia os livros e as pessoas migraram e ela própria acabou desaparecendo fisicamente.
[...]
Fonte: https://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/04/08/ineditode-antonio-candido-cita-raridade-escabrosa-de-oswald-de-andrade/.Acesso em: Junho/2017.
Assinale a alternativa em que NÃO há palavras e expressões, retiradas do texto, com sentido conotativo, ou seja, não literal.
 

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2204842 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Em relação ao reconhecimento inicial de uma transação em moeda estrangeira, informe se é verdadeiro ( V) ou falso ( F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Uma transação em moeda estrangeira deve ser reconhecida contabilmente, no momento inicial, pela moeda funcional, mediante a aplicação da taxa de câmbio à vista entre a moeda funcional e a moeda estrangeira, na data da transação, sobre o montante em moeda estrangeira.
( ) A data da transação é a data a partir da qual a transação se qualifica para fins de reconhecimento, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
( ) Uma transação em moeda estrangeira deve ser reconhecida contabilmente, no momento inicial, pela moeda de apresentação, mediante a aplicação da taxa de câmbio à vista entre a moeda de apresentação e a moeda estrangeira, na data da transação, sobre o montante em moeda estrangeira.
( ) Uma transação em moeda estrangeira deve ser reconhecida contabilmente, no momento inicial, pela moeda funcional, mediante a aplicação da taxa de câmbio à vista entre a moeda funcional e a moeda de apresentação, na data de vencimento da transação, sobre o montante em moeda de apresentação.
 

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2204835 Ano: 2017
Disciplina: Administração Geral
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Os objetivos de uma organização podem ser definidos no âmbito estratégico, tático e operacional. Em relação às características de objetivos eficazes assinale a alternativa INCORRETA.
 

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2204806 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A empresa X adquiriu um bem sujeito a depreciação em 01/02/XA pelo valor de R$ 5.400,00, com tempo de vida útil de 8 anos e valor residual previsto de R$ 600,00. Qual é o valor da depreciação acumulada ao final do ano XA, considerando que o bem começou a ser utilizado pela empresa em 01/03/XA e que a empresa usa o método linear para calcular a depreciação?
 

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2204804 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Na Demonstração dos Fluxos de Caixa, os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como
 

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2204799 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A cidade, a casa e os livros (Memórias)
Antonio Candido
Para mim, Poços de Caldas está associada de modo essencial à ideia do livro e da leitura. A cidade tinha 12.000 habitantes quando nela fomos morar, em janeiro de 1930. Eu ia pelos onze anos e meio e era um pequeno leitor compulsivo, atraído pelos livros de um modo um pouco maníaco. Tendo lido até então, desde os seis anos, livros infantis e já alguns para adultos, mergulhei nestes em Poços, encontrando condições favoráveis para isso.
Meu pai era médico, mas além dos livros ligados à sua profissão tinha uma biblioteca de filosofia, história e literatura. Ela ficara na maior parte guardada alguns anos no Rio de Janeiro, enquanto morávamos na cidade sulmineira de Cássia. Abrindo os caixotes, meus irmãos e eu fomos vendo sair deles centenas de volumes, nas suas brochuras leves ou em sólidas encadernações. Nossos pais nos estimulavam a lê-los, nos puxando sempre para cima, isto é, para obras destinadas a adultos, das quais meu pai costumava nos ler e comentar trechos depois do jantar, antes de ir para o escritório e seus estudos.
[...]
Além disso, Poços de Caldas proporcionou a mim e meus irmãos o acesso a uma livraria pequena, de qualidade, a Vida Social, situada na antiga Rua Bahia, atual Prefeito Chagas, onde podíamos comprar não apenas livros em português, mas em francês e inglês. Os livros brasileiros se enquadravam em maior parte no grande movimento renovador dos anos 1930 e 40, quando o Brasil estava, por assim dizer, mudando de pele. Foi o tempo da produção de obras importantes de economia, política, estudos sociais, bem como de incorporação do Modernismo e fecundação das literaturas regionais. [...]
A Vida Social tinha singularidades, a maior das quais talvez tenha sido, como percebi muitos anos depois, o fato de ter sido a única, em toda a minha vida de frequentador contumaz de livrarias, onde vi posto à venda, em 1934, o Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, magra brochura editada à custa do autor, com tiragem creio que de apenas 500 exemplares pouco distribuídos. Muito divertidos com o seu humor esfuziante e desbragado, [meu amigo] José Bonifácio e eu o folheamos malemal na própria livraria com licença do amigo João Vilela, pois não ousaríamos levá-lo para casa à vista das muitas cenas e palavras “escabrosas”, como se dizia então. O que diriam os pais? Quanto ao público, só teve acesso fácil ao Serafim na 2ª edição, de caráter regular, quase quarenta anos depois...
[...]
Meu pai morreu prematuramente em 1942 e minha mãe foi morar em São Paulo, onde já estavam os filhos, mas conservamos a casa [de Poços de Caldas] e nela íamos sempre. Minhas filhas e meus sobrinhos a frequentaram até a maturidade e depois foi a vez dos netos. Minha filha Ana Luisa contou a sua experiência caldense no livro que escreveu sobre a sua infância: O pai, a mãe e a filha. Como disse com precisão poética em um de seus livros meu irmão Roberto, “a casa era a nossa epiderme de alvenaria”, e até 1989, quando a vendemos, uma espécie de sede da família. Para mim, foi sempre um remanso onde eu ia ler e escrever, até que um dia os livros e as pessoas migraram e ela própria acabou desaparecendo fisicamente.
[...]
Fonte: https://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/04/08/ineditode-antonio-candido-cita-raridade-escabrosa-de-oswald-de-andrade/.Acesso em: Junho/2017.
Considere o excerto: “A Vida Social tinha singularidades, a maior das quais talvez tenha sido, como percebi muitos anos depois, o fato de ter sido a única, em toda a minha vida de frequentador contumaz de livrarias [...]”. Tendo em vista o contexto, qual alternativa apresenta, respectivamente, o significado das expressões destacadas?
 

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2204798 Ano: 2017
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A disjunção (inclusiva) entre duas proposições compostas tem valor falso se
 

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2204793 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A cidade, a casa e os livros (Memórias)
Antonio Candido
Para mim, Poços de Caldas está associada de modo essencial à ideia do livro e da leitura. A cidade tinha 12.000 habitantes quando nela fomos morar, em janeiro de 1930. Eu ia pelos onze anos e meio e era um pequeno leitor compulsivo, atraído pelos livros de um modo um pouco maníaco. Tendo lido até então, desde os seis anos, livros infantis e já alguns para adultos, mergulhei nestes em Poços, encontrando condições favoráveis para isso.
Meu pai era médico, mas além dos livros ligados à sua profissão tinha uma biblioteca de filosofia, história e literatura. Ela ficara na maior parte guardada alguns anos no Rio de Janeiro, enquanto morávamos na cidade sulmineira de Cássia. Abrindo os caixotes, meus irmãos e eu fomos vendo sair deles centenas de volumes, nas suas brochuras leves ou em sólidas encadernações. Nossos pais nos estimulavam a lê-los, nos puxando sempre para cima, isto é, para obras destinadas a adultos, das quais meu pai costumava nos ler e comentar trechos depois do jantar, antes de ir para o escritório e seus estudos.
[...]
Além disso, Poços de Caldas proporcionou a mim e meus irmãos o acesso a uma livraria pequena, de qualidade, a Vida Social, situada na antiga Rua Bahia, atual Prefeito Chagas, onde podíamos comprar não apenas livros em português, mas em francês e inglês. Os livros brasileiros se enquadravam em maior parte no grande movimento renovador dos anos 1930 e 40, quando o Brasil estava, por assim dizer, mudando de pele. Foi o tempo da produção de obras importantes de economia, política, estudos sociais, bem como de incorporação do Modernismo e fecundação das literaturas regionais. [...]
A Vida Social tinha singularidades, a maior das quais talvez tenha sido, como percebi muitos anos depois, o fato de ter sido a única, em toda a minha vida de frequentador contumaz de livrarias, onde vi posto à venda, em 1934, o Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, magra brochura editada à custa do autor, com tiragem creio que de apenas 500 exemplares pouco distribuídos. Muito divertidos com o seu humor esfuziante e desbragado, [meu amigo] José Bonifácio e eu o folheamos malemal na própria livraria com licença do amigo João Vilela, pois não ousaríamos levá-lo para casa à vista das muitas cenas e palavras “escabrosas”, como se dizia então. O que diriam os pais? Quanto ao público, só teve acesso fácil ao Serafim na 2ª edição, de caráter regular, quase quarenta anos depois...
[...]
Meu pai morreu prematuramente em 1942 e minha mãe foi morar em São Paulo, onde já estavam os filhos, mas conservamos a casa [de Poços de Caldas] e nela íamos sempre. Minhas filhas e meus sobrinhos a frequentaram até a maturidade e depois foi a vez dos netos. Minha filha Ana Luisa contou a sua experiência caldense no livro que escreveu sobre a sua infância: O pai, a mãe e a filha. Como disse com precisão poética em um de seus livros meu irmão Roberto, “a casa era a nossa epiderme de alvenaria”, e até 1989, quando a vendemos, uma espécie de sede da família. Para mim, foi sempre um remanso onde eu ia ler e escrever, até que um dia os livros e as pessoas migraram e ela própria acabou desaparecendo fisicamente.
[...]
Fonte: https://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/04/08/ineditode-antonio-candido-cita-raridade-escabrosa-de-oswald-de-andrade/.Acesso em: Junho/2017.
Sobre o gênero textual do texto de Antonio Candido, é correto afirmar que, predominantemente, trata-se de
 

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2204761 Ano: 2017
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Considere que (p), (q) e (r) sejam proposições lógicas e que V e F são abreviações para os valores lógicos verdadeiro e falso, respectivamente. Além disso, considere que os símbolos !$ \vee !$, !$ \wedge !$, !$ \rightarrow !$ e !$ \neg !$ representam a disjunção, conjunção, condicional e negação lógicas, respectivamente. Assinale a alternativa correta a respeito das proposições compostas.
 

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2204735 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Uma empresa industrial produz diversos produtos durante o transcorrer do exercício social, gerando custos e despesas. A partir dos saldos das contas da empresa, descrita a seguir, assinale o valor que corresponde ao total dos Custos Indiretos.
- Matéria-prima consumida R$ 302.000,00.
- Mão de obra direta R$ 150.000,00.
- Mão de obra indireta R$ 134.000,00.
- Comissão de vendedores R$ 58.000,00.
- Aluguel do setor de produção da fábrica R$ 42.000,00.
- Salários do setor de vendas R$ 67.000,00.
- Impostos incidentes sobre vendas R$ 190.000,00.
- Depreciação dos bens do escritório da parte administrativa R$ 22.000,00.
 

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