Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

2204571 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
SABER E SOFRER
Dizer que o conhecimento faz sofrer tornou-se habitual. O sofrimento foi ligado à filosofia e à literatura a ponto de que não podemos imaginar um filósofo, ou alguém com cara de sábio em meio a livros, pulando carnaval ou curtindo uma piscina. Isso é um mito. Os filósofos e os escritores são ainda hoje constantemente vistos como pessoas que sofrem por conhecerem a alma humana em sua profundidade inacessível aos demais. Não quer dizer que conheçam a alma, nem que haja nela uma profundidade inacessível. Isto é apenas possível. É, sobretudo, uma crença compartilhada e, como tal, organiza nossa visão de muitas coisas. Nunca saberemos se os filósofos antigos eram todos sofredores, nem se conheciam a alma humana. Sabemos apenas que deixaram seu testemunho, no qual confiamos e com os quais devemos discutir hoje para entender o nosso tempo.
Muitos dos pensadores contribuíram com esta imagem tratando o sofrimento como seu objeto de estudos, como Schopenhauer no século XIX. Outros fizeram de seu próprio sofrimento o objeto de suas filosofias, como Pascal no século XVII. Todos tentaram entender a relação entre conhecimento e sofrimento. Dos antigos, Aristóteles, por exemplo, usou um termo de Hipócrates, a melancolia, para explicar a relação do saber com o sofrimento. Tanto para o filósofo, quanto para o médico, a melancolia era um temperamento que explicava, inclusive, a inclinação intelectual de uma pessoa. Além de elucidar o pêndulo entre a loucura e genialidade que caracterizava alguns indivíduos.
Os mais interessantes, porém, são alguns dos padres filósofos da Idade Média que falavam de um certo “demônio do meio dia” que assolava os monges como um fantasma obsedante. Antes dos filósofos perderem a crença em entidades sobrenaturais devido ao longo processo de secularização que levou ao modo de se viver no ocidente sempre a crer em ciência e tecnologia, o dito demônio era considerado a causa da dispersão na leitura, da insatisfação no convívio dentro do mosteiro, do rancor, do torpor, da vontade de morrer, das fantasias de catástrofe, da preguiça, da indolência, e também da culpa por viver no mesmo lugar sem capacidade de agir e ajudar os outros, ao mesmo tempo que responsável por uma crítica geral a tudo, a todos que o cercavam em sua experiência monacal. Era o misto de maldade com desespero, de amor com ódio, de autocrítica com crítica dos outros que caracterizava o quadro melancólico que tanto fazia com que o monge se sentisse um inútil, quanto fazia com que ele se tornasse um escritor, um artista envolvido em ilustrar os livros, um filósofo em busca das verdades próximas ou distantes.
[...]
CONHECER PARA QUÊ?
Que pensar nos faz sofrer pode até ser verdade. Tanto quanto pode ser verdade que pensar pode ser um prazer imenso. Quem se ocupa em conhecer a si mesmo e ao mundo sabe que fará a experiência de prazer e desprazer nesta viagem. Os gregos tinham a ideia do phármakon, remédio e veneno ao mesmo tempo, para explicar a dialética da vida. Ela se aplica ao conhecimento. Podemos sofrer com ele e, do mesmo modo, alegrarmonos.
A melancolia antiga é ancestral direta da nossa depressão. O excesso de depressão nos dias de hoje não deixa de ter relação com a sociedade do conhecimento e da informação em que vivemos. Queremos resolver tudo pelo conhecimento, mas esquecemos de pensar que o conhecimento é uma saída que deve servir a algo mais do que o mero progresso da ciência. O conhecimento como potencial de saída da infelicidade, mesmo que tenha nascido dela. Se alguém busca conhecer a si é porque deve pretender com isso ser feliz. Ser feliz é mais ético e mais bonito do que apenas buscar a si mesmo como uma verdade absoluta. Sobre esta verdade de si ninguém tem garantia. A verdade não deve ser uma ilusão da resposta, mas a busca.
Adaptado de TIBURI, M. Disponível em: http://www.marciatiburi.com.br/textos/saberesofrer.htm. Acesso em 21 jun. 2017.
Em “Os filósofos e os escritores são ainda hoje constantemente vistos como pessoas que sofrem por conhecerem a alma humana [...]”, o termo destacado é um advérbio de
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204562 Ano: 2017
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
O uso do aparelho de telefone celular, associado à direção veicular, está cada vez mais frequente e, hoje em dia, é umas principais causas de acidentes automobilísticos. Novas mudanças entraram em vigor em 1° de novembro de 2016 sobre infrações e valores referentes a multas. Quais são a infração e a penalidade imposta ao condutor que for flagrado “segurando ou manuseando telefone celular” ao dirigir um veículo?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204560 Ano: 2017
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Conforme artigo 191. CTB, quais são a infração e a penalidade impostas ao condutor que for flagrado forçando passagem entre veículos que, transitando em sentidos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204543 Ano: 2017
Disciplina: Segurança Privada e Transportes
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Direção defensiva é o ato de conduzir o veículo, adotando um conjunto de medidas e procedimentos que são utilizados para prevenir ou reduzir a possibilidade de envolvimento nos acidentes de trânsito. Penumbra, ofuscamento e noite fazem parte de qual condição e/ou fator adverso?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204533 Ano: 2017
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:

O turismo é uma atividade econômica extremamente importante, podendo desempenhar um papel decisivo em termos de desenvolvimento de determinadas regiões. Nesse sentido, o Paraná apresenta uma vasta riqueza cultural, histórica e natural, evidenciada pelos seguintes locais, EXCETO

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204532 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Mitologia: as dietas
Daniel Piza
A neurose por emagrecimento no mundo atual é diretamente proporcional à falta de tempo no dia-a-dia. Porque tem poucas horas livres, exceto para a TV, a maioria das pessoas come mal e é sedentária; logo, está mais e mais vulnerável à propaganda de regimes e exercícios milagrosos – que as fazem emagrecer por alguns meses e depois voltar ao que eram ou a situação pior. Há fenômenos que ressurgem periodicamente, como agora o da corrida (“cooper”, no passado), mas que são subprodutos das mesmas questões. O que menos se encontra é a tão alardeada moderação. O tom dominante é o exagero para cima ou para baixo.
O ponto é o seguinte: se você quiser emagrecer, precisa comer menos e melhor; reduzir doces, massas e gorduras, principalmente à noite. O resto é redundância midiática. Praticar esportes é para manter o peso (depois de emagrecer) e o condicionamento, afinal 30 minutos na esteira consomem menos que 400 calorias ou dois sucos de laranja. Esse papo de que caminhar uma hora por dia emagrece é bobagem, assim como essas dietas que suprimem um grupo de alimentos (a carne vermelha é sempre o diabo da lista, embora tenha proteínas dificilmente substituíveis), para não falar de regimes “da lua” e outros semi-esoterismos. Capas e capas de revistas anunciam “segredos” numa área em que eles não existem. Mas, tal como o silicone e a fast-food, seu apelo está em iludir o público com efeitos fáceis.
Já virar maratonista amador depois de certa idade, lamento, não vai lhe garantir vida mais longeva. Muito menos pele bonita. Se esse for o estilo de vida que deseja, parabéns e boa sorte. Mas não venha dizer que é uma espécie de existência ideal, como se passar duas ou três horas do dia se exercitando fosse uma prerrogativa de perfeição moral ou visual, não um vício narcisista em muitos casos (que poderiam ser batizados de “serotoninômanos”). Não dá para querer que todo mundo seja atleta. Três dias de atividade física por semana são mais que suficientes para um cidadão empregado que tenha filhos, vida social e cultural, etc. E ajudam a emagrecer, mas bem menos que a redução calórica. A mania do emagrecimento é sintoma de uma sociedade que cada vez mais convive com a obesidade por mistura de fatores alimentares e genéticos. Olhar feio para pessoas que estão 5 kg acima do peso, como se fosse motivo de discriminação, é, para dizer o mínimo, irrealista. Não é preciso ter, sei lá, 10% de taxa de gordura para ter saúde, autoestima ou beleza, itens que dependem de muitos fatores além da vontade e do dinheiro. Mas a boa forma física pode ter alguma chance quando não é exaltada como fonte de juventude eterna.
Fonte: http://www.estadao.com.br/blogs/daniel-piza/mitologias-as-dietas/. Acesso em: Junho/2017.
Sobre o o título “Mitologia: as dietas” e sua relação com o tex to, é correto afirmar que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204526 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
SABER E SOFRER
Dizer que o conhecimento faz sofrer tornou-se habitual. O sofrimento foi ligado à filosofia e à literatura a ponto de que não podemos imaginar um filósofo, ou alguém com cara de sábio em meio a livros, pulando carnaval ou curtindo uma piscina. Isso é um mito. Os filósofos e os escritores são ainda hoje constantemente vistos como pessoas que sofrem por conhecerem a alma humana em sua profundidade inacessível aos demais. Não quer dizer que conheçam a alma, nem que haja nela uma profundidade inacessível. Isto é apenas possível. É, sobretudo, uma crença compartilhada e, como tal, organiza nossa visão de muitas coisas. Nunca saberemos se os filósofos antigos eram todos sofredores, nem se conheciam a alma humana. Sabemos apenas que deixaram seu testemunho, no qual confiamos e com os quais devemos discutir hoje para entender o nosso tempo.
Muitos dos pensadores contribuíram com esta imagem tratando o sofrimento como seu objeto de estudos, como Schopenhauer no século XIX. Outros fizeram de seu próprio sofrimento o objeto de suas filosofias, como Pascal no século XVII. Todos tentaram entender a relação entre conhecimento e sofrimento. Dos antigos, Aristóteles, por exemplo, usou um termo de Hipócrates, a melancolia, para explicar a relação do saber com o sofrimento. Tanto para o filósofo, quanto para o médico, a melancolia era um temperamento que explicava, inclusive, a inclinação intelectual de uma pessoa. Além de elucidar o pêndulo entre a loucura e genialidade que caracterizava alguns indivíduos.
Os mais interessantes, porém, são alguns dos padres filósofos da Idade Média que falavam de um certo “demônio do meio dia” que assolava os monges como um fantasma obsedante. Antes dos filósofos perderem a crença em entidades sobrenaturais devido ao longo processo de secularização que levou ao modo de se viver no ocidente sempre a crer em ciência e tecnologia, o dito demônio era considerado a causa da dispersão na leitura, da insatisfação no convívio dentro do mosteiro, do rancor, do torpor, da vontade de morrer, das fantasias de catástrofe, da preguiça, da indolência, e também da culpa por viver no mesmo lugar sem capacidade de agir e ajudar os outros, ao mesmo tempo que responsável por uma crítica geral a tudo, a todos que o cercavam em sua experiência monacal. Era o misto de maldade com desespero, de amor com ódio, de autocrítica com crítica dos outros que caracterizava o quadro melancólico que tanto fazia com que o monge se sentisse um inútil, quanto fazia com que ele se tornasse um escritor, um artista envolvido em ilustrar os livros, um filósofo em busca das verdades próximas ou distantes.
[...]
CONHECER PARA QUÊ?
Que pensar nos faz sofrer pode até ser verdade. Tanto quanto pode ser verdade que pensar pode ser um prazer imenso. Quem se ocupa em conhecer a si mesmo e ao mundo sabe que fará a experiência de prazer e desprazer nesta viagem. Os gregos tinham a ideia do phármakon, remédio e veneno ao mesmo tempo, para explicar a dialética da vida. Ela se aplica ao conhecimento. Podemos sofrer com ele e, do mesmo modo, alegrarmonos.
A melancolia antiga é ancestral direta da nossa depressão. O excesso de depressão nos dias de hoje não deixa de ter relação com a sociedade do conhecimento e da informação em que vivemos. Queremos resolver tudo pelo conhecimento, mas esquecemos de pensar que o conhecimento é uma saída que deve servir a algo mais do que o mero progresso da ciência. O conhecimento como potencial de saída da infelicidade, mesmo que tenha nascido dela. Se alguém busca conhecer a si é porque deve pretender com isso ser feliz. Ser feliz é mais ético e mais bonito do que apenas buscar a si mesmo como uma verdade absoluta. Sobre esta verdade de si ninguém tem garantia. A verdade não deve ser uma ilusão da resposta, mas a busca.
Adaptado de TIBURI, M. Disponível em: http://www.marciatiburi.com.br/textos/saberesofrer.htm. Acesso em 21 jun. 2017.
No que se refere à natureza tipológica, em Saber e sofrer, o tipo predominante é
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204523 Ano: 2017
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
A sinalização de advertência tem por finalidade alertar os usuários da via para condições potencialmente perigosas, indicando sua natureza. Das alternativas a seguir, qual é a que tem caráter de brevidade e utilização temporária?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204518 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
A tirinha a seguir possui como parte verbal apenas a frase “começa mais um dia”. Apesar de aparentar ser simples, essa frase ganha novos e mais complexos sentidos a partir das imagens que a antecedem e acompanham. Sobre isso, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s) correta(s).
I. No último quadrinho, a imagem é esclarecida apenas por “mais um dia”, de modo que a palavra “começa” é irrelevante.
II. O verbo “começa” é invariável, de modo que, se fossem “vários dias” em vez de “mais um dia”, a frase ficaria “começa vários dias”.
III. A palavra “começa” se relaciona com os fatos descritos nos primeiros quadrinhos: acordar, comer algo e sair de casa (pegando o elevador), na medida em que são ações típicas do começo do dia de um trabalhador.
Enunciado 2618363-1
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204512 Ano: 2017
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
As vias terrestres são classificadas como urbanas e rurais. Vias urbanas são ruas, avenidas, vielas, ou caminhos abertos à circulação pública, situados na área urbana. Vias rurais são estradas e rodovias. A velocidade máxima de cada via é definida pela legislação e pela sinalização. Onde não existir sinalização regulamentadora, qual é a velocidade máxima para uma via arterial?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas