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Cor-de-Rosa
O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de
azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a
algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso
companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do
que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na
civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que
todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.
De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações
humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem
botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através
da destruição de algo fundamental como é a casa em que
vivemos.
Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali
sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer
que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para
consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que
não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o
convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga,
metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo
desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando?
Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo,
esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo
véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e
reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização
naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário,
isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por
semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos,
e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de
inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe
pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis,
de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos
ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o
vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama
o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais
e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa
bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos
onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem
derruba minha casinha!
(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
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Cor-de-Rosa
O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de
azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a
algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso
companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do
que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na
civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que
todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.
De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações
humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem
botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através
da destruição de algo fundamental como é a casa em que
vivemos.
Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali
sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer
que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para
consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que
não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o
convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga,
metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo
desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando?
Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo,
esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo
véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e
reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização
naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário,
isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por
semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos,
e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de
inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe
pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis,
de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos
ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o
vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama
o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais
e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa
bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos
onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem
derruba minha casinha!
(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
• “A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.” (2º parágrafo)
É correto afirmar que as palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem prejuízo de sentido original, por:
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Cor-de-Rosa
O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de
azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a
algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso
companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do
que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na
civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que
todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.
De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações
humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem
botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através
da destruição de algo fundamental como é a casa em que
vivemos.
Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali
sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer
que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para
consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que
não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o
convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga,
metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo
desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando?
Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo,
esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo
véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e
reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização
naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário,
isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por
semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos,
e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de
inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe
pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis,
de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos
ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o
vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama
o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais
e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa
bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos
onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem
derruba minha casinha!
(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
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azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a
algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso
companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do
que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na
civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que
todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.
De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações
humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem
botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através
da destruição de algo fundamental como é a casa em que
vivemos.
Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali
sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer
que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para
consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que
não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o
convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga,
metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo
desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando?
Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo,
esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo
véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e
reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização
naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário,
isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por
semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos,
e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de
inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe
pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis,
de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos
ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o
vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama
o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais
e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa
bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos
onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem
derruba minha casinha!
(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
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azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a
algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso
companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do
que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na
civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que
todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.
De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações
humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem
botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através
da destruição de algo fundamental como é a casa em que
vivemos.
Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali
sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer
que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para
consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que
não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o
convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga,
metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo
desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando?
Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo,
esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo
véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e
reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização
naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário,
isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por
semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos,
e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de
inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe
pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis,
de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos
ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o
vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama
o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais
e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa
bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos
onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem
derruba minha casinha!
(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
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Um retorno necessário na estrada da vida
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno
necessário para que rumos possam ser alterados na estrada
da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros.
Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho
do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que
são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos
trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a
educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.
É um contingente desafiador que representa quase sete
vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos
colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre
outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a
história deste país, que, tendo proclamado a República em
1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres,
pretas e periféricas.
Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica,
apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do
número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no
Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para
1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu
de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas
(74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há
número considerável de matrículas na zona rural (36%).
Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem
educação básica são trabalhadores estudantes que precisam
da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais,
nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e
de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas
é também parte das razões para a redução das matrículas
nessa modalidade.
(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”,
Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/
eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
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Um retorno necessário na estrada da vida
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno
necessário para que rumos possam ser alterados na estrada
da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros.
Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho
do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que
são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos
trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a
educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.
É um contingente desafiador que representa quase sete
vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos
colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre
outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a
história deste país, que, tendo proclamado a República em
1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres,
pretas e periféricas.
Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica,
apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do
número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no
Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para
1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu
de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas
(74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há
número considerável de matrículas na zona rural (36%).
Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem
educação básica são trabalhadores estudantes que precisam
da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais,
nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e
de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas
é também parte das razões para a redução das matrículas
nessa modalidade.
(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”,
Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/
eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
• “… Portugal, país do qual fomos colônia por mais de três séculos…” (2º parágrafo)
• “A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda…” (3º parágrafo)
• “… trabalhadores estudantes que precisam da EJA e, por características muito próprias a essa condição…” (4º parágrafo)
É correto afirmar que as palavras destacadas expressam, respectivamente, sentido de
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Um retorno necessário na estrada da vida
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno
necessário para que rumos possam ser alterados na estrada
da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros.
Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho
do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que
são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos
trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a
educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.
É um contingente desafiador que representa quase sete
vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos
colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre
outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a
história deste país, que, tendo proclamado a República em
1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres,
pretas e periféricas.
Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica,
apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do
número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no
Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para
1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu
de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas
(74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há
número considerável de matrículas na zona rural (36%).
Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem
educação básica são trabalhadores estudantes que precisam
da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais,
nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e
de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas
é também parte das razões para a redução das matrículas
nessa modalidade.
(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”,
Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/
eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno
necessário para que rumos possam ser alterados na estrada
da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros.
Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho
do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que
são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos
trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a
educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.
É um contingente desafiador que representa quase sete
vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos
colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre
outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a
história deste país, que, tendo proclamado a República em
1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres,
pretas e periféricas.
Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica,
apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do
número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no
Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para
1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu
de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas
(74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há
número considerável de matrículas na zona rural (36%).
Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem
educação básica são trabalhadores estudantes que precisam
da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais,
nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e
de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas
é também parte das razões para a redução das matrículas
nessa modalidade.
(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”,
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da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros.
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do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que
são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos
trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a
educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.
É um contingente desafiador que representa quase sete
vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos
colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre
outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a
história deste país, que, tendo proclamado a República em
1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres,
pretas e periféricas.
Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica,
apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do
número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no
Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para
1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu
de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas
(74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há
número considerável de matrículas na zona rural (36%).
Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem
educação básica são trabalhadores estudantes que precisam
da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais,
nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e
de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas
é também parte das razões para a redução das matrículas
nessa modalidade.
(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”,
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