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Foram encontradas 209 questões.

490098 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Fim do mundo ‘físico’

Meu amigo Daniel Chomski, dono do sebo Berinjela, no Rio de Janeiro, surpreendeu-se outro dia usando uma expressão que, em anos de trato com livros, nunca lhe ocorrera pronunciar: “livro físico”. E caiu em si no ato: por que livro “físico” se, até então, todos os livros que haviam passado por suas mãos eram apenas livros - objetos físicos - e não havia motivo para aquele apêndice boboca?

É claro que Daniel sabe a resposta e eu também. De algum tempo para cá, as pessoas têm falado de “livro físico” para diferenciá-lo do livro que, a poder de dois ou três cliques, sai de um lugar não sabido do ciberespaço e desembarca numa tabuleta eletrônica chamada, em português castiço, “tablet” - o e-book, ou livro eletrônico, que se lê mais com os dedos do que com os olhos. Considerando-se que o livro “físico”, de papel, existe há cerca de 1500 anos, deveria ter o direito de continuar sendo apenas e somente livro, não? Mas não é o que acontece.

O mesmo está acontecendo com o CD, o “disco físico” - que, ironicamente, passou a se chamar assim em pleno processo de extinção física -, em contraposição à música que também sai de qualquer lugar e nos entra pelas orelhas quase sem depender de intermediário.

E, idem, com o “filme físico”, o DVD, prestes a se tornar um objeto tão pré-histórico quanto uma mandíbula de pterodáctilo.

Há pouco, vi pela primeira vez alguém pagando as compras com o celular num supermercado sem caixas. É quase certo que, em breve, as últimas moças que ainda conservarem seus empregos serão chamadas de “caixas físicas”. E o “dinheiro físico” também ameaça deixar de ser impresso, tal o número de pessoas que hoje pagam até uma bala Juquinha com o cartão.

Imagino que, um dia, as pessoas “físicas”, tipo você e eu, também deixaremos de existir. Mas isso é problema de vocês.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 28.12.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a circunstância expressa pelo termo em destaque está corretamente identificada nos parênteses.
 

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490097 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Fim do mundo ‘físico’

Meu amigo Daniel Chomski, dono do sebo Berinjela, no Rio de Janeiro, surpreendeu-se outro dia usando uma expressão que, em anos de trato com livros, nunca lhe ocorrera pronunciar: “livro físico”. E caiu em si no ato: por que livro “físico” se, até então, todos os livros que haviam passado por suas mãos eram apenas livros - objetos físicos - e não havia motivo para aquele apêndice boboca?

É claro que Daniel sabe a resposta e eu também. De algum tempo para cá, as pessoas têm falado de “livro físico” para diferenciá-lo do livro que, a poder de dois ou três cliques, sai de um lugar não sabido do ciberespaço e desembarca numa tabuleta eletrônica chamada, em português castiço, “tablet” - o e-book, ou livro eletrônico, que se lê mais com os dedos do que com os olhos. Considerando-se que o livro “físico”, de papel, existe há cerca de 1500 anos, deveria ter o direito de continuar sendo apenas e somente livro, não? Mas não é o que acontece.

O mesmo está acontecendo com o CD, o “disco físico” - que, ironicamente, passou a se chamar assim em pleno processo de extinção física -, em contraposição à música que também sai de qualquer lugar e nos entra pelas orelhas quase sem depender de intermediário.

E, idem, com o “filme físico”, o DVD, prestes a se tornar um objeto tão pré-histórico quanto uma mandíbula de pterodáctilo.

Há pouco, vi pela primeira vez alguém pagando as compras com o celular num supermercado sem caixas. É quase certo que, em breve, as últimas moças que ainda conservarem seus empregos serão chamadas de “caixas físicas”. E o “dinheiro físico” também ameaça deixar de ser impresso, tal o número de pessoas que hoje pagam até uma bala Juquinha com o cartão.

Imagino que, um dia, as pessoas “físicas”, tipo você e eu, também deixaremos de existir. Mas isso é problema de vocês.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 28.12.2018. Adaptado)

A substituição da expressão em destaque na frase “... em breve, as últimas moças que ainda conservarem seus empregos...” está em conformidade com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronomes em:
 

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490096 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto a seguir para responder a questõão.
Um bom neto
Quem é um bom neto será um bom filho. Porque a criança aprenderá a ouvir aquele que veio antes, a se importar com as lembranças familiares, a respeitar o ritmo da idade e da calma. Terá paciência para caminhar mais devagar e suportar ouvir várias vezes a mesma história. Perderá o egoísmo da pressa. Verá que as pessoas envelhecem e precisam de cuidados maiores.
Nada mais generoso do que assistir à televisão com os avós e ser afastar um pouco do celular. Neto que passa uma noite com os avós conhece o que é saudade e tem medo da morte. Manterá em si um pouco do jeito de enfermeiro e de cuidador por toda a vida.
(Fabrício Carpinejar. Cuide de seus pais antes que seja tarde. 5ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
Na frase “Nada mais generoso do que assistir à televisão com os avós...”, a palavra “generoso” significa
 

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490095 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Os benefícios da imigração para um país

Muitos daqueles que se opõem à imigração ignoram uma verdade inconveniente: os imigrantes costumam ser os melhores cidadãos.

Historicamente, imigrantes mexicanos e seus filhos resgataram cidades menores com população em declínio nos Estados Unidos, informou Alfredo Corchado ao The New York Times. Cerca de metade das 6 mil pessoas de Kennett Square, perto da Filadélfia, por exemplo, são de ascendência hispânica, e é provável que a cidade teria se extinguido sem elas.

Kennett Square alega ser a capital mundial dos cogumelos, o centro de uma indústria de US$ 2,7 bilhões no sudeste da Pensilvânia que emprega 10 milhões de trabalhadores.

Mas, nos últimos dez anos, o número de imigrantes mexicanos nos EUA diminuiu em mais de um milhão. Alguns foram deportados, e outros foram embora espontaneamente por receio das autoridades.

“Os mexicanos estão indo embora, e isso é má notícia para todos”, disse Chris Alonzo, presidente da Pietro Industries, uma das maiores empresas de cogumelos. “Toda essa negatividade e estímulo ao medo geraram um sentimento anti-imigração que está prejudicando nossa cidadezinha. Temos escassez de mão de obra, o que ameaça a vibração da nossa comunidade”.

Os recém-chegados também ajudaram a dar novo ânimo à vida cultural da região.

“Os mexicanos tiveram um impacto positivo na comunidade ao trazer mais cor e sabor para uma vida sem graça”, explicou Loretta Perna, coordenadora de programas da Escola Kennett High.

(Tom Brady, The New York Times. Publicado em O Estado de S.Paulo. 23.09.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, na reescrita da frase “Mas, nos últimos dez anos, o número de imigrantes mexicanos nos EUA diminuiu...”, a substituição do termo em destaque mantém o sentido original e o uso das vírgulas está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
 

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490094 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto para responder à questão.
Chris Bolin, engenheiro de software da Formidable, empresa de Seattle (EUA), criou uma página de internet cujo conteúdo só pode ser lido offline – ou seja, você tem que desconectar sua internet no PC ou celular e só assim a página mostrará o texto.
Se você ainda não está pronto para desligar sua internet por dois minutos, a gente te ajuda: Veja abaixo o manifesto de Chris Bolin:
“2017. 2 minutos de leitura.
Você quer ser produtivo? Basta desligar, pois manter uma conexão constante com a internet é manter uma conexão constante com interrupções, tanto externas como internas.
As interrupções externas são uma legião e bem documentadas: você tem uma nova mensagem no Gmail, Slack, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, LinkedIn. Amigos, familiares, colegas de trabalho e spammers: cada um tem acesso direto à sua preciosa atenção.
Mas são as distrações internas verdadeiramente perniciosas. Você pode silenciar as notificações do Twitter e sair do Slack, mas como você impede sua própria mente de descarrilar sua atenção? Passei horas capturadas em teias da minha própria curiosidade. O mais perigoso é o capricho dividido, a propósito do nada: ‘Eu me pergunto qual é o segundo idioma mais falado?’ Aqueles 500 milissegundos poderiam mudar seu dia, porque nunca é apenas uma pesquisa no Google, apenas um artigo da Wikipédia. A desconexão da internet faz um curto-circuito desses caprichos, permitindo que você se mova sem embaraços.
Esta página em si é um experimento nesta veia: e se certo conteúdo nos obrigasse a desconectar? E se os leitores tivessem acesso a essa gloriosa atenção que faz devorar um romance por horas de uma forma tão gratificante? E se os criadores pudessem emparelhar isso com o poder dos aparelhos modernos? Nossos telefones e laptops são incríveis plataformas para novos conteúdos – se apenas pudéssemos aproveitar nossa própria atenção.
O conteúdo offline apenas obrigaria os criadores a pensar de forma diferente. Olhe para esta página: não há um único link, nenhuma oferta de nota de rodapé para distrair os leitores. Quantos bons artigos você deixou a metade da leitura porque você caçou um cintilante link sublinhado? Quando você está offline, aqui é o único lugar em que você pode estar.
Eu já posso ouvir os gemidos: ‘Mas eu tenho que estar online para o meu trabalho.’ Eu não ligo. Crie tempo. Aposto que o que o torna valioso não é a sua capacidade para o Google, mas a sua capacidade de sintetizar informações. Faça suas pesquisas online, mas crie offline.
Agora volte para sua internet acessada regularmente. Apenas lembre-se de se dar um presente ocasional de desconexão.”
(https://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)
Observe o 7º parágrafo do texto: “Esta página em si é um experimento nesta veia: e se certo conteúdo nos obrigasse a desconectar? E se os leitores tivessem acesso a essa gloriosa atenção que faz devorar um romance por horas de uma forma tão gratificante? E se os criadores pudessem emparelhar isso com o poder dos aparelhos modernos? Nossos telefones e laptops são incríveis plataformas para novos conteúdos – se apenas pudéssemos aproveitar nossa própria atenção.”
Com relação ao modo como as informações estão apresentadas, é correto afirmar que Bolin
 

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490093 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto para responder à questão.
Chris Bolin, engenheiro de software da Formidable, empresa de Seattle (EUA), criou uma página de internet cujo conteúdo só pode ser lido offline – ou seja, você tem que desconectar sua internet no PC ou celular e só assim a página mostrará o texto.
Se você ainda não está pronto para desligar sua internet por dois minutos, a gente te ajuda: Veja abaixo o manifesto de Chris Bolin:
“2017. 2 minutos de leitura.
Você quer ser produtivo? Basta desligar, pois manter uma conexão constante com a internet é manter uma conexão constante com interrupções, tanto externas como internas.
As interrupções externas são uma legião e bem documentadas: você tem uma nova mensagem no Gmail, Slack, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, LinkedIn. Amigos, familiares, colegas de trabalho e spammers: cada um tem acesso direto à sua preciosa atenção.
Mas são as distrações internas verdadeiramente perniciosas. Você pode silenciar as notificações do Twitter e sair do Slack, mas como você impede sua própria mente de descarrilar sua atenção? Passei horas capturadas em teias da minha própria curiosidade. O mais perigoso é o capricho dividido, a propósito do nada: ‘Eu me pergunto qual é o segundo idioma mais falado?’ Aqueles 500 milissegundos poderiam mudar seu dia, porque nunca é apenas uma pesquisa no Google, apenas um artigo da Wikipédia. A desconexão da internet faz um curto-circuito desses caprichos, permitindo que você se mova sem embaraços.
Esta página em si é um experimento nesta veia: e se certo conteúdo nos obrigasse a desconectar? E se os leitores tivessem acesso a essa gloriosa atenção que faz devorar um romance por horas de uma forma tão gratificante? E se os criadores pudessem emparelhar isso com o poder dos aparelhos modernos? Nossos telefones e laptops são incríveis plataformas para novos conteúdos – se apenas pudéssemos aproveitar nossa própria atenção.
O conteúdo offline apenas obrigaria os criadores a pensar de forma diferente. Olhe para esta página: não há um único link, nenhuma oferta de nota de rodapé para distrair os leitores. Quantos bons artigos você deixou a metade da leitura porque você caçou um cintilante link sublinhado? Quando você está offline, aqui é o único lugar em que você pode estar.
Eu já posso ouvir os gemidos: ‘Mas eu tenho que estar online para o meu trabalho.’ Eu não ligo. Crie tempo. Aposto que o que o torna valioso não é a sua capacidade para o Google, mas a sua capacidade de sintetizar informações. Faça suas pesquisas online, mas crie offline.
Agora volte para sua internet acessada regularmente. Apenas lembre-se de se dar um presente ocasional de desconexão.”
(https://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)
As informações textuais permitem afirmar que as interrupções internas
 

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490092 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto para responder à questão.
Chris Bolin, engenheiro de software da Formidable, empresa de Seattle (EUA), criou uma página de internet cujo conteúdo só pode ser lido offline – ou seja, você tem que desconectar sua internet no PC ou celular e só assim a página mostrará o texto.
Se você ainda não está pronto para desligar sua internet por dois minutos, a gente te ajuda: Veja abaixo o manifesto de Chris Bolin:
“2017. 2 minutos de leitura.
Você quer ser produtivo? Basta desligar, pois manter uma conexão constante com a internet é manter uma conexão constante com interrupções, tanto externas como internas.
As interrupções externas são uma legião e bem documentadas: você tem uma nova mensagem no Gmail, Slack, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, LinkedIn. Amigos, familiares, colegas de trabalho e spammers: cada um tem acesso direto à sua preciosa atenção.
Mas são as distrações internas verdadeiramente perniciosas. Você pode silenciar as notificações do Twitter e sair do Slack, mas como você impede sua própria mente de descarrilar sua atenção? Passei horas capturadas em teias da minha própria curiosidade. O mais perigoso é o capricho dividido, a propósito do nada: ‘Eu me pergunto qual é o segundo idioma mais falado?’ Aqueles 500 milissegundos poderiam mudar seu dia, porque nunca é apenas uma pesquisa no Google, apenas um artigo da Wikipédia. A desconexão da internet faz um curto-circuito desses caprichos, permitindo que você se mova sem embaraços.
Esta página em si é um experimento nesta veia: e se certo conteúdo nos obrigasse a desconectar? E se os leitores tivessem acesso a essa gloriosa atenção que faz devorar um romance por horas de uma forma tão gratificante? E se os criadores pudessem emparelhar isso com o poder dos aparelhos modernos? Nossos telefones e laptops são incríveis plataformas para novos conteúdos – se apenas pudéssemos aproveitar nossa própria atenção.
O conteúdo offline apenas obrigaria os criadores a pensar de forma diferente. Olhe para esta página: não há um único link, nenhuma oferta de nota de rodapé para distrair os leitores. Quantos bons artigos você deixou a metade da leitura porque você caçou um cintilante link sublinhado? Quando você está offline, aqui é o único lugar em que você pode estar.
Eu já posso ouvir os gemidos: ‘Mas eu tenho que estar online para o meu trabalho.’ Eu não ligo. Crie tempo. Aposto que o que o torna valioso não é a sua capacidade para o Google, mas a sua capacidade de sintetizar informações. Faça suas pesquisas online, mas crie offline.
Agora volte para sua internet acessada regularmente. Apenas lembre-se de se dar um presente ocasional de desconexão.”
(https://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
• As interrupções externas são uma legião... (5º parágrafo) • Mas são as distrações internas verdadeiramente perniciosas. (6º parágrafo) • “Apenas lembre-se de se dar um presente ocasional de desconexão.” (último parágrafo)
Conforme o contexto em que estão empregados, os termos em destaque significam, correta e respectivamente:
 

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490091 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto a seguir para responder a questõão.
Um bom neto
Quem é um bom neto será um bom filho. Porque a criança aprenderá a ouvir aquele que veio antes, a se importar com as lembranças familiares, a respeitar o ritmo da idade e da calma. Terá paciência para caminhar mais devagar e suportar ouvir várias vezes a mesma história. Perderá o egoísmo da pressa. Verá que as pessoas envelhecem e precisam de cuidados maiores.
Nada mais generoso do que assistir à televisão com os avós e ser afastar um pouco do celular. Neto que passa uma noite com os avós conhece o que é saudade e tem medo da morte. Manterá em si um pouco do jeito de enfermeiro e de cuidador por toda a vida.
(Fabrício Carpinejar. Cuide de seus pais antes que seja tarde. 5ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
O texto valoriza os cuidados que é preciso ter com pessoas
 

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490090 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Leia o texto para responder à questão.
Chris Bolin, engenheiro de software da Formidable, empresa de Seattle (EUA), criou uma página de internet cujo conteúdo só pode ser lido offline – ou seja, você tem que desconectar sua internet no PC ou celular e só assim a página mostrará o texto.
Se você ainda não está pronto para desligar sua internet por dois minutos, a gente te ajuda: Veja abaixo o manifesto de Chris Bolin:
“2017. 2 minutos de leitura.
Você quer ser produtivo? Basta desligar, pois manter uma conexão constante com a internet é manter uma conexão constante com interrupções, tanto externas como internas.
As interrupções externas são uma legião e bem documentadas: você tem uma nova mensagem no Gmail, Slack, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, LinkedIn. Amigos, familiares, colegas de trabalho e spammers: cada um tem acesso direto à sua preciosa atenção.
Mas são as distrações internas verdadeiramente perniciosas. Você pode silenciar as notificações do Twitter e sair do Slack, mas como você impede sua própria mente de descarrilar sua atenção? Passei horas capturadas em teias da minha própria curiosidade. O mais perigoso é o capricho dividido, a propósito do nada: ‘Eu me pergunto qual é o segundo idioma mais falado?’ Aqueles 500 milissegundos poderiam mudar seu dia, porque nunca é apenas uma pesquisa no Google, apenas um artigo da Wikipédia. A desconexão da internet faz um curto-circuito desses caprichos, permitindo que você se mova sem embaraços.
Esta página em si é um experimento nesta veia: e se certo conteúdo nos obrigasse a desconectar? E se os leitores tivessem acesso a essa gloriosa atenção que faz devorar um romance por horas de uma forma tão gratificante? E se os criadores pudessem emparelhar isso com o poder dos aparelhos modernos? Nossos telefones e laptops são incríveis plataformas para novos conteúdos – se apenas pudéssemos aproveitar nossa própria atenção.
O conteúdo offline apenas obrigaria os criadores a pensar de forma diferente. Olhe para esta página: não há um único link, nenhuma oferta de nota de rodapé para distrair os leitores. Quantos bons artigos você deixou a metade da leitura porque você caçou um cintilante link sublinhado? Quando você está offline, aqui é o único lugar em que você pode estar.
Eu já posso ouvir os gemidos: ‘Mas eu tenho que estar online para o meu trabalho.’ Eu não ligo. Crie tempo. Aposto que o que o torna valioso não é a sua capacidade para o Google, mas a sua capacidade de sintetizar informações. Faça suas pesquisas online, mas crie offline.
Agora volte para sua internet acessada regularmente. Apenas lembre-se de se dar um presente ocasional de desconexão.”
(https://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)
Quando estão conectados, os internautas dão muita atenção __________ mensagens que recebem em seus e-mails e nas redes sociais. De mais __________ mais, ainda __________ muitas distrações internas de cada um. Frente __________ tudo isso, como as pessoas devem começar __________ pensar sua forma de se relacionar com a conectividade?
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com
 

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490089 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Monte Alto-SP
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Fim do mundo ‘físico’

Meu amigo Daniel Chomski, dono do sebo Berinjela, no Rio de Janeiro, surpreendeu-se outro dia usando uma expressão que, em anos de trato com livros, nunca lhe ocorrera pronunciar: “livro físico”. E caiu em si no ato: por que livro “físico” se, até então, todos os livros que haviam passado por suas mãos eram apenas livros - objetos físicos - e não havia motivo para aquele apêndice boboca?

É claro que Daniel sabe a resposta e eu também. De algum tempo para cá, as pessoas têm falado de “livro físico” para diferenciá-lo do livro que, a poder de dois ou três cliques, sai de um lugar não sabido do ciberespaço e desembarca numa tabuleta eletrônica chamada, em português castiço, “tablet” - o e-book, ou livro eletrônico, que se lê mais com os dedos do que com os olhos. Considerando-se que o livro “físico”, de papel, existe há cerca de 1500 anos, deveria ter o direito de continuar sendo apenas e somente livro, não? Mas não é o que acontece.

O mesmo está acontecendo com o CD, o “disco físico” - que, ironicamente, passou a se chamar assim em pleno processo de extinção física -, em contraposição à música que também sai de qualquer lugar e nos entra pelas orelhas quase sem depender de intermediário.

E, idem, com o “filme físico”, o DVD, prestes a se tornar um objeto tão pré-histórico quanto uma mandíbula de pterodáctilo.

Há pouco, vi pela primeira vez alguém pagando as compras com o celular num supermercado sem caixas. É quase certo que, em breve, as últimas moças que ainda conservarem seus empregos serão chamadas de “caixas físicas”. E o “dinheiro físico” também ameaça deixar de ser impresso, tal o número de pessoas que hoje pagam até uma bala Juquinha com o cartão.

Imagino que, um dia, as pessoas “físicas”, tipo você e eu, também deixaremos de existir. Mas isso é problema de vocês.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 28.12.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a redação está em conformidade com a norma-padrão de concordância da língua portuguesa.
 

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