Foram encontradas 50 questões.
Leia o trecho da crônica de Kalaf Epalanga para responder
a questão.
Banho de caneca
Não me canso, o angolano é o meu assunto favorito.
Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical.
E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a
reconhecer que somos um povo subdesenvolvido com uma
coragem arrebatadora, engenhoso no alto da sua miséria
semi-institucionalizada, de sorriso aberto, mestre de esquemas e especialista na arte do banho de caneca. Desde muito
cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon1
,
que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com
água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu
amanhecer madrugador
Ah, se essas bacias falassem! Realmente certas coisas
são como andar de bicicleta, nunca se esquecem. Amanheci
na minha Benguela2
materna e me bastou ver aquela bacia
repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca,
para que as memórias se tornassem palpáveis. Não há lar,
seja ele um palácio ou um barraco de adobe3
e pau a pique,
que não exiba esse indispensável utensílio. Tão democrático
e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não
foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba4
que lhes servisse de ode. Sim, porque não são só as classes
menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. Todo o lar,
seja ele de um ministro, de uma zungueira5
e até, por ironia,
de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham
torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa: crônicas, 2023)
1 Bidon: brincadeira angolana em que um jogador, o “segurança”, precisa
defender uma garrafa ou “bidon” (bidão) no chão, enquanto os outros jogadores tentam chutá-la.
2Benguela: cidade angolana.
3Adobe: tijolo de argila.
4Semba: movimento de dança que consiste no embate, de frente, entre dois
dançarinos; umbigada.
5Zungueira: vendedora ambulante.
• Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical. (1º parágrafo) • Ah, se essas bacias falassem! (2º parágrafo) • Sim, porque não são só as classes menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. (2º parágrafo)
No contexto da crônica, as expressões destacadas têm como referências, correta e respectivamente:
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Leia o trecho da crônica de Kalaf Epalanga para responder
a questão.
Banho de caneca
Não me canso, o angolano é o meu assunto favorito.
Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical.
E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a
reconhecer que somos um povo subdesenvolvido com uma
coragem arrebatadora, engenhoso no alto da sua miséria
semi-institucionalizada, de sorriso aberto, mestre de esquemas e especialista na arte do banho de caneca. Desde muito
cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon1
,
que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com
água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu
amanhecer madrugador
Ah, se essas bacias falassem! Realmente certas coisas
são como andar de bicicleta, nunca se esquecem. Amanheci
na minha Benguela2
materna e me bastou ver aquela bacia
repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca,
para que as memórias se tornassem palpáveis. Não há lar,
seja ele um palácio ou um barraco de adobe3
e pau a pique,
que não exiba esse indispensável utensílio. Tão democrático
e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não
foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba4
que lhes servisse de ode. Sim, porque não são só as classes
menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. Todo o lar,
seja ele de um ministro, de uma zungueira5
e até, por ironia,
de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham
torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa: crônicas, 2023)
1 Bidon: brincadeira angolana em que um jogador, o “segurança”, precisa
defender uma garrafa ou “bidon” (bidão) no chão, enquanto os outros jogadores tentam chutá-la.
2Benguela: cidade angolana.
3Adobe: tijolo de argila.
4Semba: movimento de dança que consiste no embate, de frente, entre dois
dançarinos; umbigada.
5Zungueira: vendedora ambulante.
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a questão.
Banho de caneca
Não me canso, o angolano é o meu assunto favorito.
Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical.
E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a
reconhecer que somos um povo subdesenvolvido com uma
coragem arrebatadora, engenhoso no alto da sua miséria
semi-institucionalizada, de sorriso aberto, mestre de esquemas e especialista na arte do banho de caneca. Desde muito
cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon1
,
que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com
água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu
amanhecer madrugador
Ah, se essas bacias falassem! Realmente certas coisas
são como andar de bicicleta, nunca se esquecem. Amanheci
na minha Benguela2
materna e me bastou ver aquela bacia
repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca,
para que as memórias se tornassem palpáveis. Não há lar,
seja ele um palácio ou um barraco de adobe3
e pau a pique,
que não exiba esse indispensável utensílio. Tão democrático
e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não
foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba4
que lhes servisse de ode. Sim, porque não são só as classes
menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. Todo o lar,
seja ele de um ministro, de uma zungueira5
e até, por ironia,
de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham
torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa: crônicas, 2023)
1 Bidon: brincadeira angolana em que um jogador, o “segurança”, precisa
defender uma garrafa ou “bidon” (bidão) no chão, enquanto os outros jogadores tentam chutá-la.
2Benguela: cidade angolana.
3Adobe: tijolo de argila.
4Semba: movimento de dança que consiste no embate, de frente, entre dois
dançarinos; umbigada.
5Zungueira: vendedora ambulante.
• E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a reconhecer que somos um povo subdesenvolvido… (1º parágrafo)
• Todo o lar, seja ele de um ministro, de uma zungueira e até, por ironia, de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca. (2º parágrafo)
No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
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Banho de caneca
Não me canso, o angolano é o meu assunto favorito.
Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical.
E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a
reconhecer que somos um povo subdesenvolvido com uma
coragem arrebatadora, engenhoso no alto da sua miséria
semi-institucionalizada, de sorriso aberto, mestre de esquemas e especialista na arte do banho de caneca. Desde muito
cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon1
,
que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com
água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu
amanhecer madrugador
Ah, se essas bacias falassem! Realmente certas coisas
são como andar de bicicleta, nunca se esquecem. Amanheci
na minha Benguela2
materna e me bastou ver aquela bacia
repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca,
para que as memórias se tornassem palpáveis. Não há lar,
seja ele um palácio ou um barraco de adobe3
e pau a pique,
que não exiba esse indispensável utensílio. Tão democrático
e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não
foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba4
que lhes servisse de ode. Sim, porque não são só as classes
menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. Todo o lar,
seja ele de um ministro, de uma zungueira5
e até, por ironia,
de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham
torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa: crônicas, 2023)
1 Bidon: brincadeira angolana em que um jogador, o “segurança”, precisa
defender uma garrafa ou “bidon” (bidão) no chão, enquanto os outros jogadores tentam chutá-la.
2Benguela: cidade angolana.
3Adobe: tijolo de argila.
4Semba: movimento de dança que consiste no embate, de frente, entre dois
dançarinos; umbigada.
5Zungueira: vendedora ambulante.
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a questão.
Banho de caneca
Não me canso, o angolano é o meu assunto favorito.
Reparem bem, o lúcido afeto que lhe dedico é umbilical.
E como o amor, ainda que cego, é exigente, não me furto a
reconhecer que somos um povo subdesenvolvido com uma
coragem arrebatadora, engenhoso no alto da sua miséria
semi-institucionalizada, de sorriso aberto, mestre de esquemas e especialista na arte do banho de caneca. Desde muito
cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon1
,
que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com
água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu
amanhecer madrugador
Ah, se essas bacias falassem! Realmente certas coisas
são como andar de bicicleta, nunca se esquecem. Amanheci
na minha Benguela2
materna e me bastou ver aquela bacia
repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca,
para que as memórias se tornassem palpáveis. Não há lar,
seja ele um palácio ou um barraco de adobe3
e pau a pique,
que não exiba esse indispensável utensílio. Tão democrático
e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não
foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba4
que lhes servisse de ode. Sim, porque não são só as classes
menos favorecidas que se dedicam a esse ritual. Todo o lar,
seja ele de um ministro, de uma zungueira5
e até, por ironia,
de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham
torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa: crônicas, 2023)
1 Bidon: brincadeira angolana em que um jogador, o “segurança”, precisa
defender uma garrafa ou “bidon” (bidão) no chão, enquanto os outros jogadores tentam chutá-la.
2Benguela: cidade angolana.
3Adobe: tijolo de argila.
4Semba: movimento de dança que consiste no embate, de frente, entre dois
dançarinos; umbigada.
5Zungueira: vendedora ambulante.
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Empenho contra a fome
Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da
Organização das Nações Unidas (ONU), o de número 2 visa
acabar com a fome e a desnutrição até 2030, garantindo que
as pessoas, especialmente crianças, tenham alimentos suficientes durante todo o ano. O Brasil é signatário dos ODS,
assim como outros 192 países.
A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica –,
mas, aqui no Brasil, retomamos o caminho de combate à
fome e estamos avançando contra esse flagelo. Em 2024,
2,2 milhões de lares saíram da insegurança alimentar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADC), divulgada pelo IBGE na semana passada. Um
recuo de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024.
Os dados do IBGE foram divulgados menos de três
meses após a FAO/ONU anunciar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O país já tinha deixado essa lista
sombria em 2014, mas retornou em 2021.
Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo, ainda havia 6,48 milhões de pessoas, em 2024, atingidas por essa calamidade. O número –
embora signifique o menor nível de brasileiros nessa situação
desde 2004 – é absurdamente alto. E torna-se inaceitável em
se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo.
Mas estamos vendo progressos. Isso nos dá esperança
de, enfim, alcançarmos a segurança alimentar no nosso país.
Se não até 2030, ao menos o mais próximo possível disso.
(Cida Barbosa, 16.10.2025.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
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Empenho contra a fome
Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da
Organização das Nações Unidas (ONU), o de número 2 visa
acabar com a fome e a desnutrição até 2030, garantindo que
as pessoas, especialmente crianças, tenham alimentos suficientes durante todo o ano. O Brasil é signatário dos ODS,
assim como outros 192 países.
A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica –,
mas, aqui no Brasil, retomamos o caminho de combate à
fome e estamos avançando contra esse flagelo. Em 2024,
2,2 milhões de lares saíram da insegurança alimentar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADC), divulgada pelo IBGE na semana passada. Um
recuo de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024.
Os dados do IBGE foram divulgados menos de três
meses após a FAO/ONU anunciar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O país já tinha deixado essa lista
sombria em 2014, mas retornou em 2021.
Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo, ainda havia 6,48 milhões de pessoas, em 2024, atingidas por essa calamidade. O número –
embora signifique o menor nível de brasileiros nessa situação
desde 2004 – é absurdamente alto. E torna-se inaceitável em
se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo.
Mas estamos vendo progressos. Isso nos dá esperança
de, enfim, alcançarmos a segurança alimentar no nosso país.
Se não até 2030, ao menos o mais próximo possível disso.
(Cida Barbosa, 16.10.2025.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
• A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica… (2º parágrafo)
• Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo… (4º parágrafo)
• E torna-se inaceitável em se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo. (4º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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Empenho contra a fome
Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da
Organização das Nações Unidas (ONU), o de número 2 visa
acabar com a fome e a desnutrição até 2030, garantindo que
as pessoas, especialmente crianças, tenham alimentos suficientes durante todo o ano. O Brasil é signatário dos ODS,
assim como outros 192 países.
A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica –,
mas, aqui no Brasil, retomamos o caminho de combate à
fome e estamos avançando contra esse flagelo. Em 2024,
2,2 milhões de lares saíram da insegurança alimentar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADC), divulgada pelo IBGE na semana passada. Um
recuo de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024.
Os dados do IBGE foram divulgados menos de três
meses após a FAO/ONU anunciar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O país já tinha deixado essa lista
sombria em 2014, mas retornou em 2021.
Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo, ainda havia 6,48 milhões de pessoas, em 2024, atingidas por essa calamidade. O número –
embora signifique o menor nível de brasileiros nessa situação
desde 2004 – é absurdamente alto. E torna-se inaceitável em
se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo.
Mas estamos vendo progressos. Isso nos dá esperança
de, enfim, alcançarmos a segurança alimentar no nosso país.
Se não até 2030, ao menos o mais próximo possível disso.
(Cida Barbosa, 16.10.2025.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
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Empenho contra a fome
Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da
Organização das Nações Unidas (ONU), o de número 2 visa
acabar com a fome e a desnutrição até 2030, garantindo que
as pessoas, especialmente crianças, tenham alimentos suficientes durante todo o ano. O Brasil é signatário dos ODS,
assim como outros 192 países.
A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica –,
mas, aqui no Brasil, retomamos o caminho de combate à
fome e estamos avançando contra esse flagelo. Em 2024,
2,2 milhões de lares saíram da insegurança alimentar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADC), divulgada pelo IBGE na semana passada. Um
recuo de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024.
Os dados do IBGE foram divulgados menos de três
meses após a FAO/ONU anunciar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O país já tinha deixado essa lista
sombria em 2014, mas retornou em 2021.
Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo, ainda havia 6,48 milhões de pessoas, em 2024, atingidas por essa calamidade. O número –
embora signifique o menor nível de brasileiros nessa situação
desde 2004 – é absurdamente alto. E torna-se inaceitável em
se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo.
Mas estamos vendo progressos. Isso nos dá esperança
de, enfim, alcançarmos a segurança alimentar no nosso país.
Se não até 2030, ao menos o mais próximo possível disso.
(Cida Barbosa, 16.10.2025.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
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Empenho contra a fome
Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da
Organização das Nações Unidas (ONU), o de número 2 visa
acabar com a fome e a desnutrição até 2030, garantindo que
as pessoas, especialmente crianças, tenham alimentos suficientes durante todo o ano. O Brasil é signatário dos ODS,
assim como outros 192 países.
A meta é ambiciosa – alguns diriam até utópica –,
mas, aqui no Brasil, retomamos o caminho de combate à
fome e estamos avançando contra esse flagelo. Em 2024,
2,2 milhões de lares saíram da insegurança alimentar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADC), divulgada pelo IBGE na semana passada. Um
recuo de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024.
Os dados do IBGE foram divulgados menos de três
meses após a FAO/ONU anunciar que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O país já tinha deixado essa lista
sombria em 2014, mas retornou em 2021.
Mesmo com o enfrentamento à fome como uma das prioridades do atual governo, ainda havia 6,48 milhões de pessoas, em 2024, atingidas por essa calamidade. O número –
embora signifique o menor nível de brasileiros nessa situação
desde 2004 – é absurdamente alto. E torna-se inaceitável em
se tratando de um país que figura entre os principais produtores de alimentos do mundo.
Mas estamos vendo progressos. Isso nos dá esperança
de, enfim, alcançarmos a segurança alimentar no nosso país.
Se não até 2030, ao menos o mais próximo possível disso.
(Cida Barbosa, 16.10.2025.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
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