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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Longe de casa eu choro e não quero nada
Pois fora do chão ninguém quer e não pode nada
Sinto falta de São Paulo
De escutar na madrugada
Uns bordões de violões
E uma flauta a chorar prata
Dor de amor não me magoa
A saudade da garoa é que me mata
E eu saio pra rua
Assobiando comprido
Um samba comovido
Que Silvio Caldas cantasse
E me iludo que a garoa
Vem molhar a minha face
Mas é pranto e choro tanto
Quem me dera que hoje mesmo
Eu voltasse pro chão que eu adoro
Pois longe de casa eu choro e não quero nada.
(Longe de casa. Paulo Vanzolini. Disponível em: http://www.musica.com.br. Acesso em: 27/01/14)
Depreende-se da leitura do poema que o poeta
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Uma redação alternativa para um segmento do texto, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, está em:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Os publicitários descobriram que é possível... (2º parágrafo)
Transpondo-se o segmento acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida... (2º parágrafo)
Acrescentando-se uma vírgula imediatamente antes de o sujeito, o trecho grifado acima pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido original, por:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos... (2º parágrafo)
... no produto que lhe é oferecido. (2º parágrafo)
Os elementos grifados acima referem-se, respectivamente, a:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Considere as afirmativas abaixo:
I. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. (1º parágrafo)
Uma vírgula pode ser inserida imediatamente após Hoje, sem prejuízo para a correção e o sentido original.
II. A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas... (1º parágrafo)
O ponto e vírgula pode ser substituído por ponto final, fazendo-se as devidas alterações entre maiúsculas e minúsculas.
III. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade... (2º parágrafo)
A vírgula colocada imediatamente depois de desejos pode ser suprimida, sem qualquer alteração do sentido original.
Está correto o que se afirma APENAS em
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
... mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias.
Mantendo-se o sentido original e a correção, os elementos sublinhados acima podem ser substituídos, respectivamente, por:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
De acordo com o contexto, a “fabricação concreta da alienação” refere-se
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A publicidade se estabeleceu nas economias capitalistas como um recurso indispensável para o escoamento dos bens de consumo; mas o desenvolvimento de suas técnicas de aliciamento do consumidor extrapolou o objetivo original de promover a venda de certas mercadorias. Hoje a publicidade não serve apenas para convencer o possível comprador de que um carro é mais potente do que o outro. Junto com carros e cartões de crédito acessíveis a uma parcela da sociedade, a publicidade vende sonhos, ideais, atitudes e valores para a sociedade inteira. Mesmo quem não consome nenhum dos objetos alardeados pela publicidade como se fossem a chave da felicidade, consome a imagem deles. Consome o desejo de possuí-los. Consome a identificação com o ‘bem’, com o ideal de vida que eles supostamente representam.
Os publicitários descobriram que é possível fazer o inconsciente do consumidor trabalhar a favor do lucro de seus clientes. O inconsciente, como se sabe, não é ético ou antiético. O inconsciente é amoral. Ele funciona de acordo com a lógica da realização (imediata) dos desejos, que na verdade não é tão individual quanto parece. O desejo é social. Desejamos o que os outros desejam, ou o que nos convidam a desejar. Uma imagem publicitária eficaz deve apelar ao desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que se oferece como objeto de satisfação. Ela determina quais serão os objetos imaginários de satisfação do desejo, e assim faz o inconsciente trabalhar para o capital.
Só que o sujeito do inconsciente nunca encontra toda a satisfação prometida no produto que lhe é oferecido.
O que a publicidade propõe aos consumidores em potencial é uma pseudoescolha. “Seja livre: escolha o melhor modelo de automóvel do mercado − da marca x”. Aqueles que podem comprar um carro naquela faixa de preço perceberão que as marcas se equivalem; para os que não podem – a grande maioria − a escolha não se coloca. Os que não se incluem entre os que podem comprar ficam de fora. Fora da representação. Fora do discurso. Ou são incluídos pela identificação com as imagens: esta a “fabricação concreta da alienação” a que se refere o escritor Guy Debord.
A publicidade dirige-se ao desejo e responde a ele com mercadorias. Interessa-se pelos sonhos e fantasias para captá-los como “tendências de mercado”, e até mesmo os anseios políticos por liberdade e democracia são vertidos na forma dos “direitos de escolha do consumidor”.
(Adaptado de: KHEL, Maria Rita. Videologias. São Paulo, Boitempo Editorial, 2004. p. 61-62)
Depreende-se do texto:
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Surge um radioator
Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.
Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.
Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.
Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.
(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)
... muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor.
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o destacado acima está empregado em:
Provas
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