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A questão refere-se ao texto abaixo.
A REAL SOBRE A EXTINÇÃO DAS ABELHAS
Rafael Battaglia
A conversa sobre extinção das abelhas começou a tomar forma nos anos 1990, mas só se intensificou mesmo, com grande repercussão na impressa, a partir de 2006. Naquele ano, apicultores do EUA começaram a relatar perdas incomuns de 30% a 90% de suas colônias de abelhas melíferas: as operárias simplesmente começaram a morrer. Responsáveis por buscar água e alimento, além de cuidar do ninho e das crias, elas são vitais para a colônia – na sua ausência, a colmeia entra em colapso.
Não à toa, o fenômeno recebeu o nome de Distúrbio do Colapso das Colônias. Não faltaram hipóteses para o problema: um novo vírus, uso indevido de pesticidas, má nutrição. Em seis anos, o distúrbio afetou 10 milhões de colônias – e causou um prejuízo de US$ 2 bilhões. A situação se complicou a ponto de uma única cultura agrícola, a de amêndoas, na Califórnia, precisar de 60% das abelhas restantes de todo os EUA para que a polinização desse certo. Era um problema de escala global, já que é de lá que saem 80% das amêndoas consumidas no mundo.
Mas afinal qual foi a causa do problema? Até hoje, não se sabe exatamente. Um artigo analisou 61 explicações possíveis, e concluiu que nenhuma era consistente o bastante para ser apontada como a única culpada. O mais provável é que as mortes das abelhas tenham acontecido não por uma, mas por várias razões: doenças, pesticidas, perda de habitat, pouca diversidade de plantas (algo comum em áreas de monocultura e que afeta a dieta desses insetos).
Com o tempo, o número de mortes diminuiu – mas não parou. Entre 2020 e 2021, os EUA perderam 45% de suas abelhas por conta de um ácaro parasita. Porém, isso não é exatamente um problema: as colônias se recompõem rapidamente. E, apesar da situação americana, o número de colmeias cresce a cada ano no mundo: hoje, já são mais de 90 milhões. Ou seja: as abelhas melíferas não estão ameaçadas de extinção. Mas não podemos dizer o mesmo das outras, as abelhas selvagens ou silvestres.
Não existem dados suficientes para estimar quantas abelhas selvagens existem no mundo nem quantas exatamente estão morrendo. Entretanto, há indícios de que elas estão sumindo. Um estudo analisou os registros de abelhas do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), em que instituições do mundo todo disponibilizam dados de plantas, animais, fungos e micróbios. Os pesquisadores notaram que, desde o início do século 20, o número anual de abelhas registradas só cresceu. Faz sentido: com mais cientistas dedicados ao tema e novas técnicas de observação, essa era a tendência esperada. Mas, considerando apenas o número de espécies, o jogo muda. De 2006 a 2015, 25% menos espécies foram registradas em comparação com antes de 1990. “Na melhor das hipóteses, isso pode indicar que milhares de espécies de abelhas se tornaram muito raras”, escrevem os autores do estudo. “No pior cenário, elas já podem ter sido extintas local ou globalmente”
Quais as causas desse desaparecimento das abelhas selvagens? A crise climática é uma delas. Se uma região esquenta demais e se torna inabitável para uma espécie, as abelhas vão atrás de outro lugar para morar. E aí podem se deparar com novos predadores, doenças contra as quais não têm anticorpos e falta de alimento. Esse desarranjo ecológico pode, inclusive, fazer com que as abelhas selvagens disputem espaço e comida com as melíferas. E, nessa luta, as duas perdem: uma pesquisa feita na França apontou que, em áreas com grandes colônias de melíferas, a taxa de sucesso das selvagens em encontrar néctar diminui 50% a das melíferas, 40%
Entretanto, o principal problema está na forma como usamos a terra – e como a agricultura se desenvolveu nas últimas décadas. A partir dos anos 1960, o agro passou por uma série de transformações, o que diminuiu o tempo das colheitas e aumentou a produtividade. Foi a chamada Revolução Verde, em que tratores e outras grandes máquinas agrícolas se popularizaram. Foi também quando o uso de produtos químicos se disseminou: fertilizantes, que dão um boost de nutrientes no solo, e os pesticidas – venenos que matam pragas.
A união de tudo isso permitiu áreas cada vez maiores de plantação. Quase sempre na forma de monocultura, mais rentáveis para quem produz. Mas isso se tornou um problema para os polinizadores. A expansão de áreas agrícolas pode significar a perda de habitat natural desses animais. Além disso, representa menos diversidades de plantas. Assim, especialistas defendem que a integração entre polinização e agricultura precisa acontecer o quanto antes, e que ela pode trazer uma série de benefícios, tanto para a preservação dos animais quanto para a produção de alimentos. No fim das contas, um mundo sem abelhas não significa, necessariamente, que morreremos de fome. Vários alimentos que compõem a base de nossa alimentação (cereais, cana de açúcar, parte de tubérculos e legumes) não dependem de polinização animal. Mas seria uma dieta pobre, pois 90% de produção de frutas, por exemplo, depende desse processo.
Superinteressante, novembro de 2022. [Adaptado]
No quinto parágrafo, a ideia central está
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A questão refere-se ao texto abaixo.
A REAL SOBRE A EXTINÇÃO DAS ABELHAS
Rafael Battaglia
A conversa sobre extinção das abelhas começou a tomar forma nos anos 1990, mas só se intensificou mesmo, com grande repercussão na impressa, a partir de 2006. Naquele ano, apicultores do EUA começaram a relatar perdas incomuns de 30% a 90% de suas colônias de abelhas melíferas: as operárias simplesmente começaram a morrer. Responsáveis por buscar água e alimento, além de cuidar do ninho e das crias, elas são vitais para a colônia – na sua ausência, a colmeia entra em colapso.
Não à toa, o fenômeno recebeu o nome de Distúrbio do Colapso das Colônias. Não faltaram hipóteses para o problema: um novo vírus, uso indevido de pesticidas, má nutrição. Em seis anos, o distúrbio afetou 10 milhões de colônias – e causou um prejuízo de US$ 2 bilhões. A situação se complicou a ponto de uma única cultura agrícola, a de amêndoas, na Califórnia, precisar de 60% das abelhas restantes de todo os EUA para que a polinização desse certo. Era um problema de escala global, já que é de lá que saem 80% das amêndoas consumidas no mundo.
Mas afinal qual foi a causa do problema? Até hoje, não se sabe exatamente. Um artigo analisou 61 explicações possíveis, e concluiu que nenhuma era consistente o bastante para ser apontada como a única culpada. O mais provável é que as mortes das abelhas tenham acontecido não por uma, mas por várias razões: doenças, pesticidas, perda de habitat, pouca diversidade de plantas (algo comum em áreas de monocultura e que afeta a dieta desses insetos).
Com o tempo, o número de mortes diminuiu – mas não parou. Entre 2020 e 2021, os EUA perderam 45% de suas abelhas por conta de um ácaro parasita. Porém, isso não é exatamente um problema: as colônias se recompõem rapidamente. E, apesar da situação americana, o número de colmeias cresce a cada ano no mundo: hoje, já são mais de 90 milhões. Ou seja: as abelhas melíferas não estão ameaçadas de extinção. Mas não podemos dizer o mesmo das outras, as abelhas selvagens ou silvestres.
Não existem dados suficientes para estimar quantas abelhas selvagens existem no mundo nem quantas exatamente estão morrendo. Entretanto, há indícios de que elas estão sumindo. Um estudo analisou os registros de abelhas do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), em que instituições do mundo todo disponibilizam dados de plantas, animais, fungos e micróbios. Os pesquisadores notaram que, desde o início do século 20, o número anual de abelhas registradas só cresceu. Faz sentido: com mais cientistas dedicados ao tema e novas técnicas de observação, essa era a tendência esperada. Mas, considerando apenas o número de espécies, o jogo muda. De 2006 a 2015, 25% menos espécies foram registradas em comparação com antes de 1990. “Na melhor das hipóteses, isso pode indicar que milhares de espécies de abelhas se tornaram muito raras”, escrevem os autores do estudo. “No pior cenário, elas já podem ter sido extintas local ou globalmente”
Quais as causas desse desaparecimento das abelhas selvagens? A crise climática é uma delas. Se uma região esquenta demais e se torna inabitável para uma espécie, as abelhas vão atrás de outro lugar para morar. E aí podem se deparar com novos predadores, doenças contra as quais não têm anticorpos e falta de alimento. Esse desarranjo ecológico pode, inclusive, fazer com que as abelhas selvagens disputem espaço e comida com as melíferas. E, nessa luta, as duas perdem: uma pesquisa feita na França apontou que, em áreas com grandes colônias de melíferas, a taxa de sucesso das selvagens em encontrar néctar diminui 50% a das melíferas, 40%
Entretanto, o principal problema está na forma como usamos a terra – e como a agricultura se desenvolveu nas últimas décadas. A partir dos anos 1960, o agro passou por uma série de transformações, o que diminuiu o tempo das colheitas e aumentou a produtividade. Foi a chamada Revolução Verde, em que tratores e outras grandes máquinas agrícolas se popularizaram. Foi também quando o uso de produtos químicos se disseminou: fertilizantes, que dão um boost de nutrientes no solo, e os pesticidas – venenos que matam pragas.
A união de tudo isso permitiu áreas cada vez maiores de plantação. Quase sempre na forma de monocultura, mais rentáveis para quem produz. Mas isso se tornou um problema para os polinizadores. A expansão de áreas agrícolas pode significar a perda de habitat natural desses animais. Além disso, representa menos diversidades de plantas. Assim, especialistas defendem que a integração entre polinização e agricultura precisa acontecer o quanto antes, e que ela pode trazer uma série de benefícios, tanto para a preservação dos animais quanto para a produção de alimentos. No fim das contas, um mundo sem abelhas não significa, necessariamente, que morreremos de fome. Vários alimentos que compõem a base de nossa alimentação (cereais, cana de açúcar, parte de tubérculos e legumes) não dependem de polinização animal. Mas seria uma dieta pobre, pois 90% de produção de frutas, por exemplo, depende desse processo.
Superinteressante, novembro de 2022. [Adaptado]
Nos dois primeiros parágrafos, existe a dominância da sequência
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A REAL SOBRE A EXTINÇÃO DAS ABELHAS
Rafael Battaglia
A conversa sobre extinção das abelhas começou a tomar forma nos anos 1990, mas só se intensificou mesmo, com grande repercussão na impressa, a partir de 2006. Naquele ano, apicultores do EUA começaram a relatar perdas incomuns de 30% a 90% de suas colônias de abelhas melíferas: as operárias simplesmente começaram a morrer. Responsáveis por buscar água e alimento, além de cuidar do ninho e das crias, elas são vitais para a colônia – na sua ausência, a colmeia entra em colapso.
Não à toa, o fenômeno recebeu o nome de Distúrbio do Colapso das Colônias. Não faltaram hipóteses para o problema: um novo vírus, uso indevido de pesticidas, má nutrição. Em seis anos, o distúrbio afetou 10 milhões de colônias – e causou um prejuízo de US$ 2 bilhões. A situação se complicou a ponto de uma única cultura agrícola, a de amêndoas, na Califórnia, precisar de 60% das abelhas restantes de todo os EUA para que a polinização desse certo. Era um problema de escala global, já que é de lá que saem 80% das amêndoas consumidas no mundo.
Mas afinal qual foi a causa do problema? Até hoje, não se sabe exatamente. Um artigo analisou 61 explicações possíveis, e concluiu que nenhuma era consistente o bastante para ser apontada como a única culpada. O mais provável é que as mortes das abelhas tenham acontecido não por uma, mas por várias razões: doenças, pesticidas, perda de habitat, pouca diversidade de plantas (algo comum em áreas de monocultura e que afeta a dieta desses insetos).
Com o tempo, o número de mortes diminuiu – mas não parou. Entre 2020 e 2021, os EUA perderam 45% de suas abelhas por conta de um ácaro parasita. Porém, isso não é exatamente um problema: as colônias se recompõem rapidamente. E, apesar da situação americana, o número de colmeias cresce a cada ano no mundo: hoje, já são mais de 90 milhões. Ou seja: as abelhas melíferas não estão ameaçadas de extinção. Mas não podemos dizer o mesmo das outras, as abelhas selvagens ou silvestres.
Não existem dados suficientes para estimar quantas abelhas selvagens existem no mundo nem quantas exatamente estão morrendo. Entretanto, há indícios de que elas estão sumindo. Um estudo analisou os registros de abelhas do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), em que instituições do mundo todo disponibilizam dados de plantas, animais, fungos e micróbios. Os pesquisadores notaram que, desde o início do século 20, o número anual de abelhas registradas só cresceu. Faz sentido: com mais cientistas dedicados ao tema e novas técnicas de observação, essa era a tendência esperada. Mas, considerando apenas o número de espécies, o jogo muda. De 2006 a 2015, 25% menos espécies foram registradas em comparação com antes de 1990. “Na melhor das hipóteses, isso pode indicar que milhares de espécies de abelhas se tornaram muito raras”, escrevem os autores do estudo. “No pior cenário, elas já podem ter sido extintas local ou globalmente”
Quais as causas desse desaparecimento das abelhas selvagens? A crise climática é uma delas. Se uma região esquenta demais e se torna inabitável para uma espécie, as abelhas vão atrás de outro lugar para morar. E aí podem se deparar com novos predadores, doenças contra as quais não têm anticorpos e falta de alimento. Esse desarranjo ecológico pode, inclusive, fazer com que as abelhas selvagens disputem espaço e comida com as melíferas. E, nessa luta, as duas perdem: uma pesquisa feita na França apontou que, em áreas com grandes colônias de melíferas, a taxa de sucesso das selvagens em encontrar néctar diminui 50% a das melíferas, 40%
Entretanto, o principal problema está na forma como usamos a terra – e como a agricultura se desenvolveu nas últimas décadas. A partir dos anos 1960, o agro passou por uma série de transformações, o que diminuiu o tempo das colheitas e aumentou a produtividade. Foi a chamada Revolução Verde, em que tratores e outras grandes máquinas agrícolas se popularizaram. Foi também quando o uso de produtos químicos se disseminou: fertilizantes, que dão um boost de nutrientes no solo, e os pesticidas – venenos que matam pragas.
A união de tudo isso permitiu áreas cada vez maiores de plantação. Quase sempre na forma de monocultura, mais rentáveis para quem produz. Mas isso se tornou um problema para os polinizadores. A expansão de áreas agrícolas pode significar a perda de habitat natural desses animais. Além disso, representa menos diversidades de plantas. Assim, especialistas defendem que a integração entre polinização e agricultura precisa acontecer o quanto antes, e que ela pode trazer uma série de benefícios, tanto para a preservação dos animais quanto para a produção de alimentos. No fim das contas, um mundo sem abelhas não significa, necessariamente, que morreremos de fome. Vários alimentos que compõem a base de nossa alimentação (cereais, cana de açúcar, parte de tubérculos e legumes) não dependem de polinização animal. Mas seria uma dieta pobre, pois 90% de produção de frutas, por exemplo, depende desse processo.
Superinteressante, novembro de 2022. [Adaptado]
De acordo com o texto, a problemática da extinção de abelhas
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A REAL SOBRE A EXTINÇÃO DAS ABELHAS
Rafael Battaglia
A conversa sobre extinção das abelhas começou a tomar forma nos anos 1990, mas só se intensificou mesmo, com grande repercussão na impressa, a partir de 2006. Naquele ano, apicultores do EUA começaram a relatar perdas incomuns de 30% a 90% de suas colônias de abelhas melíferas: as operárias simplesmente começaram a morrer. Responsáveis por buscar água e alimento, além de cuidar do ninho e das crias, elas são vitais para a colônia – na sua ausência, a colmeia entra em colapso.
Não à toa, o fenômeno recebeu o nome de Distúrbio do Colapso das Colônias. Não faltaram hipóteses para o problema: um novo vírus, uso indevido de pesticidas, má nutrição. Em seis anos, o distúrbio afetou 10 milhões de colônias – e causou um prejuízo de US$ 2 bilhões. A situação se complicou a ponto de uma única cultura agrícola, a de amêndoas, na Califórnia, precisar de 60% das abelhas restantes de todo os EUA para que a polinização desse certo. Era um problema de escala global, já que é de lá que saem 80% das amêndoas consumidas no mundo.
Mas afinal qual foi a causa do problema? Até hoje, não se sabe exatamente. Um artigo analisou 61 explicações possíveis, e concluiu que nenhuma era consistente o bastante para ser apontada como a única culpada. O mais provável é que as mortes das abelhas tenham acontecido não por uma, mas por várias razões: doenças, pesticidas, perda de habitat, pouca diversidade de plantas (algo comum em áreas de monocultura e que afeta a dieta desses insetos).
Com o tempo, o número de mortes diminuiu – mas não parou. Entre 2020 e 2021, os EUA perderam 45% de suas abelhas por conta de um ácaro parasita. Porém, isso não é exatamente um problema: as colônias se recompõem rapidamente. E, apesar da situação americana, o número de colmeias cresce a cada ano no mundo: hoje, já são mais de 90 milhões. Ou seja: as abelhas melíferas não estão ameaçadas de extinção. Mas não podemos dizer o mesmo das outras, as abelhas selvagens ou silvestres.
Não existem dados suficientes para estimar quantas abelhas selvagens existem no mundo nem quantas exatamente estão morrendo. Entretanto, há indícios de que elas estão sumindo. Um estudo analisou os registros de abelhas do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), em que instituições do mundo todo disponibilizam dados de plantas, animais, fungos e micróbios. Os pesquisadores notaram que, desde o início do século 20, o número anual de abelhas registradas só cresceu. Faz sentido: com mais cientistas dedicados ao tema e novas técnicas de observação, essa era a tendência esperada. Mas, considerando apenas o número de espécies, o jogo muda. De 2006 a 2015, 25% menos espécies foram registradas em comparação com antes de 1990. “Na melhor das hipóteses, isso pode indicar que milhares de espécies de abelhas se tornaram muito raras”, escrevem os autores do estudo. “No pior cenário, elas já podem ter sido extintas local ou globalmente”
Quais as causas desse desaparecimento das abelhas selvagens? A crise climática é uma delas. Se uma região esquenta demais e se torna inabitável para uma espécie, as abelhas vão atrás de outro lugar para morar. E aí podem se deparar com novos predadores, doenças contra as quais não têm anticorpos e falta de alimento. Esse desarranjo ecológico pode, inclusive, fazer com que as abelhas selvagens disputem espaço e comida com as melíferas. E, nessa luta, as duas perdem: uma pesquisa feita na França apontou que, em áreas com grandes colônias de melíferas, a taxa de sucesso das selvagens em encontrar néctar diminui 50% a das melíferas, 40%
Entretanto, o principal problema está na forma como usamos a terra – e como a agricultura se desenvolveu nas últimas décadas. A partir dos anos 1960, o agro passou por uma série de transformações, o que diminuiu o tempo das colheitas e aumentou a produtividade. Foi a chamada Revolução Verde, em que tratores e outras grandes máquinas agrícolas se popularizaram. Foi também quando o uso de produtos químicos se disseminou: fertilizantes, que dão um boost de nutrientes no solo, e os pesticidas – venenos que matam pragas.
A união de tudo isso permitiu áreas cada vez maiores de plantação. Quase sempre na forma de monocultura, mais rentáveis para quem produz. Mas isso se tornou um problema para os polinizadores. A expansão de áreas agrícolas pode significar a perda de habitat natural desses animais. Além disso, representa menos diversidades de plantas. Assim, especialistas defendem que a integração entre polinização e agricultura precisa acontecer o quanto antes, e que ela pode trazer uma série de benefícios, tanto para a preservação dos animais quanto para a produção de alimentos. No fim das contas, um mundo sem abelhas não significa, necessariamente, que morreremos de fome. Vários alimentos que compõem a base de nossa alimentação (cereais, cana de açúcar, parte de tubérculos e legumes) não dependem de polinização animal. Mas seria uma dieta pobre, pois 90% de produção de frutas, por exemplo, depende desse processo.
Superinteressante, novembro de 2022. [Adaptado]
Considerando o texto em sua totalidade, a intenção comunicativa prioritária é
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Dentro das classificações dos esportes, optou-se, inicialmente, por aquela que permite dividir os esportes em quatro grandes categorias a partir da combinação de outras duas distribuições, que são individuais ou coletivas, o que permite construir uma matriz de análise que, embora não inclua todos os esportes, envolve uma importante parte do universo das modalidades. Podemos afirmar como CORRETA alternativa:
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O professor Bob está com seus alunos na piscina explicando várias formas de nadar, ou melhor, técnicas como: crawl e costas. Na aula ele possibilita os alunos ficarem diante da prática de se deslocar na piscina, procurando alternativas de nadar da forma que eles melhor se adaptarem. Durante o desenvolvimento da atividade, que era uma brincadeira de aquecimento, o professor Bob estimula os alunos com palavras. No exemplo prático acima, a Metodologia de Ensino usada pelo professor Bob é:
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Paciente de 45 anos, tabagista, dislipidêmico, diabético tipo II e insulinodependente, comparece para atendimento de urgência com quadro de dor torácica retroesternal, sendo diagnosticado infarto agudo do miocárdio. Foi monitorizado, apresentando quadro de ritmo ideoventricular acelerado com estabilidade hemodinâmica. Nessa situação, a melhor conduta a ser adotada é
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A punção do calcanhar é preconizada para a realização do teste do pezinho, um dos exames de triagem neonatal realizados no Brasil. Sobre essa punção, um cuidado a ser seguido pelo profissional para uma adequada realização é
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Devido à dor, muitos procedimentos odontológicos seriam impraticáveis caso não existisse o recurso da anestesia local. Os anestésicos locais são fármacos que suprimem a condução do estímulo nervoso de forma reversível, promovendo a insensibilidade de uma determinada região do corpo. Em relação à anestesia local em odontologia, é correto afirmar:
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As receitas e despesas públicas são subdivididas em etapas ou estágios a fim de se uniformizar a operacionalização do orçamento. O estágio de Arrecadação é um estágio da despesa pública que corresponde à
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