Foram encontradas 50 questões.
Quando a menina nasceu, nenhum vizinho foi dar os
parabéns aos seus pais. Em regiões do Paquistão como o
Vale do Swat, onde ela vivia, só o nascimento de meninos é
celebrado. Das meninas, espera-se apenas que vivam
quietinhas atrás das cortinas, cozinhem e tenham filhos –
preferencialmente antes dos 18 anos de idade. Aos 12 anos,
para poder continuar indo à escola, desafiou uma das mais
cruéis e violentas milícias em ação, o fundamentalista Talibã.
Aos 15 anos, foi baleada na cabeça em uma tentativa do
grupo de silenciá-la. Sobreviveu ao atentado e, aos 16 anos,
tornou-se porta-voz mundial de uma causa até há pouco
quase obscura, entre outros motivos, por ter surgido em uma
região que já parecia ter problemas a tratar: as milhares de
meninas no Afeganistão e no Paquistão que, graças a uma
interpretação do Islã eivada de ignorância e ódio, são
impedidas de ter acesso à educação e a um futuro melhor.
Revista Veja, 16/10/2013, edição 2.343. Editora Abril, pag. 86, com adaptações
Essa autobiografia da jovem paquistanesa é narrada no livro.
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Quando arquiteto e morador encontram-se para
discutir um projeto de habitação, tem-se, por um lado, uma
dimensão de liberdade e de escolha a partir da possibilidade
de pensar e imaginar a casa que se quer e se sonha, baseada
em uma construção cultural, histórica, ideológica e
antropológica. Por outro, há a dimensão da necessidade e da
urgência, quando se trata de população de baixa renda e de
habitação social, traduzida nas ideias da casa como abrigo e
da habitação mínima com sua respectiva solução técnica.
A relação entre essas dimensões revela a
complexidade que caracteriza o diálogo entre arquiteto e
morador e se expressa pelos vínculos e dilemas entre
carência, liberdade, ideologia, gestão, política, técnica e
autonomia. Não me refiro a uma análise dessas categorias em
si, mas às ambiguidades que elas imprimem na produção do
objeto arquitetônico, problematizando o seu processo de
concepção e de construção.
Nesse espaço de diálogos e interlocuções entre
indivíduos e grupos carregados de experiências que ora os
diferenciam, ora os agrupam, efetivam-se as dimensões
participativas, que considero como uma esfera micro da
participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se
conceber e se construir algo coletivamente.
A análise das questões colocadas nessa esfera da
participação pode contribuir para o debate sobre o conceito
de sustentabilidade, aplicado na produção do ambiente
construído, na medida em que pode indicar as limitações e as
potencialidades de um projeto que procura integrar, na
prática, as suas múltiplas dimensões, na perspectiva de se
evitar as categorizações socialmente vazias que são
encontradas em muitas noções sobre sustentabilidade que não
contemplam a diversidade social e suas formas de
apropriação e de uso dos recursos e do ambiente. Além disso,
na discussão sobre princípios e estratégias gerais sobre a
sustentabilidade, há o destaque para a dimensão política por
meio da criação de mecanismos que incrementam a
participação da sociedade nas tomadas de decisão.
SHIMBO, Lúcia Zanin; INO, Akemi. Questões, conflitos e potencialidades do diálogo entre moradores e arquitetos sobre materiais construtivos sustentáveis para habitação. Disponível em: http://www.habitare.org.br/doc/docs_revista/artigo_lucia_shimbo.pdf. Acesso em: 1º/11/2013, com adaptações
Analise as reescrituras do terceiro parágrafo do texto, considerando corretas as que não alteram sintática e semanticamente o texto, e julgue os itens que se seguem.
I. Efetivam-se as dimensões participativas nesse espaço de diálogos e interlocuções entre indivíduos e grupos carregados de experiências que ora os diferenciam, ora os agrupam, que considero como uma esfera micro da participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se conceber e se construir algo coletivamente.
II. Efetivam-se as dimensões participativas nesse espaço de diálogos e interlocuções entre indivíduos e grupos, carregados de experiências baseadas no falar e no ouvir o outro, que ora os diferenciam, ora os agrupam, a fim de se conceber e se construir algo coletivamente que considero como uma esfera micro da participação.
III. Nesse espaço de diálogos e interlocuções entre indivíduos e grupos, carregados de experiências que ora os diferenciam, ora os agrupam, as dimensões participativas, que considero como uma esfera micro da participação, efetivam-se, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se conceber e se construir algo coletivamente.
IV. As dimensões participativas, que considero como uma esfera micro da participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se conceber e se construir algo coletivamente, efetivam-se nesse espaço de diálogos e interlocuções entre indivíduos e grupos, carregados de experiências que ora os diferenciam, ora os agrupam.
A quantidade de itens certos é igual a
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Quando arquiteto e morador encontram-se para
discutir um projeto de habitação, tem-se, por um lado, uma
dimensão de liberdade e de escolha a partir da possibilidade
de pensar e imaginar a casa que se quer e se sonha, baseada
em uma construção cultural, histórica, ideológica e
antropológica. Por outro, há a dimensão da necessidade e da
urgência, quando se trata de população de baixa renda e de
habitação social, traduzida nas ideias da casa como abrigo e
da habitação mínima com sua respectiva solução técnica.
A relação entre essas dimensões revela a
complexidade que caracteriza o diálogo entre arquiteto e
morador e se expressa pelos vínculos e dilemas entre
carência, liberdade, ideologia, gestão, política, técnica e
autonomia. Não me refiro a uma análise dessas categorias em
si, mas às ambiguidades que elas imprimem na produção do
objeto arquitetônico, problematizando o seu processo de
concepção e de construção.
Nesse espaço de diálogos e interlocuções entre
indivíduos e grupos carregados de experiências que ora os
diferenciam, ora os agrupam, efetivam-se as dimensões
participativas, que considero como uma esfera micro da
participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se
conceber e se construir algo coletivamente.
A análise das questões colocadas nessa esfera da
participação pode contribuir para o debate sobre o conceito
de sustentabilidade, aplicado na produção do ambiente
construído, na medida em que pode indicar as limitações e as
potencialidades de um projeto que procura integrar, na
prática, as suas múltiplas dimensões, na perspectiva de se
evitar as categorizações socialmente vazias que são
encontradas em muitas noções sobre sustentabilidade que não
contemplam a diversidade social e suas formas de
apropriação e de uso dos recursos e do ambiente. Além disso,
na discussão sobre princípios e estratégias gerais sobre a
sustentabilidade, há o destaque para a dimensão política por
meio da criação de mecanismos que incrementam a
participação da sociedade nas tomadas de decisão.
SHIMBO, Lúcia Zanin; INO, Akemi. Questões, conflitos e potencialidades do diálogo entre moradores e arquitetos sobre materiais construtivos sustentáveis para habitação. Disponível em: http://www.habitare.org.br/doc/docs_revista/artigo_lucia_shimbo.pdf. Acesso em: 1º/11/2013, com adaptações
Português Caroline Cardoso 1 Considere as afirmações acerca da leitura do texto e julgue os itens subsequentes.
I. O texto é essencialmente informativo.
II. O texto trata da complexa relação entre o processo de concepção da habitação, o produto arquitetônico e o perfil do morador.
III. O texto mostra que é intrínseco à profissão do arquiteto passar por um dilema para escolher entre utilidade e estética.
IV. Os autores do texto assumem um posicionamento crítico em relação ao conceito de sustentabilidade.
A quantidade de itens certos é igual a
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Quando arquiteto e morador encontram-se para
discutir um projeto de habitação, tem-se, por um lado, uma
dimensão de liberdade e de escolha a partir da possibilidade
de pensar e imaginar a casa que se quer e se sonha, baseada
em uma construção cultural, histórica, ideológica e
antropológica. Por outro, há a dimensão da necessidade e da
urgência, quando se trata de população de baixa renda e de
habitação social, traduzida nas ideias da casa como abrigo e
da habitação mínima com sua respectiva solução técnica.
A relação entre essas dimensões revela a
complexidade que caracteriza o diálogo entre arquiteto e
morador e se expressa pelos vínculos e dilemas entre
carência, liberdade, ideologia, gestão, política, técnica e
autonomia. Não me refiro a uma análise dessas categorias em
si, mas às ambiguidades que elas imprimem na produção do
objeto arquitetônico, problematizando o seu processo de
concepção e de construção.
Nesse espaço de diálogos e interlocuções entre
indivíduos e grupos carregados de experiências que ora os
diferenciam, ora os agrupam, efetivam-se as dimensões
participativas, que considero como uma esfera micro da
participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se
conceber e se construir algo coletivamente.
A análise das questões colocadas nessa esfera da
participação pode contribuir para o debate sobre o conceito
de sustentabilidade, aplicado na produção do ambiente
construído, na medida em que pode indicar as limitações e as
potencialidades de um projeto que procura integrar, na
prática, as suas múltiplas dimensões, na perspectiva de se
evitar as categorizações socialmente vazias que são
encontradas em muitas noções sobre sustentabilidade que não
contemplam a diversidade social e suas formas de
apropriação e de uso dos recursos e do ambiente. Além disso,
na discussão sobre princípios e estratégias gerais sobre a
sustentabilidade, há o destaque para a dimensão política por
meio da criação de mecanismos que incrementam a
participação da sociedade nas tomadas de decisão.
SHIMBO, Lúcia Zanin; INO, Akemi. Questões, conflitos e potencialidades do diálogo entre moradores e arquitetos sobre materiais construtivos sustentáveis para habitação. Disponível em: http://www.habitare.org.br/doc/docs_revista/artigo_lucia_shimbo.pdf. Acesso em: 1º/11/2013, com adaptações
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Quando arquiteto e morador encontram-se para
discutir um projeto de habitação, tem-se, por um lado, uma
dimensão de liberdade e de escolha a partir da possibilidade
de pensar e imaginar a casa que se quer e se sonha, baseada
em uma construção cultural, histórica, ideológica e
antropológica. Por outro, há a dimensão da necessidade e da
urgência, quando se trata de população de baixa renda e de
habitação social, traduzida nas ideias da casa como abrigo e
da habitação mínima com sua respectiva solução técnica.
A relação entre essas dimensões revela a
complexidade que caracteriza o diálogo entre arquiteto e
morador e se expressa pelos vínculos e dilemas entre
carência, liberdade, ideologia, gestão, política, técnica e
autonomia. Não me refiro a uma análise dessas categorias em
si, mas às ambiguidades que elas imprimem na produção do
objeto arquitetônico, problematizando o seu processo de
concepção e de construção.
Nesse espaço de diálogos e interlocuções entre
indivíduos e grupos carregados de experiências que ora os
diferenciam, ora os agrupam, efetivam-se as dimensões
participativas, que considero como uma esfera micro da
participação, baseadas no falar e no ouvir o outro a fim de se
conceber e se construir algo coletivamente.
A análise das questões colocadas nessa esfera da
participação pode contribuir para o debate sobre o conceito
de sustentabilidade, aplicado na produção do ambiente
construído, na medida em que pode indicar as limitações e as
potencialidades de um projeto que procura integrar, na
prática, as suas múltiplas dimensões, na perspectiva de se
evitar as categorizações socialmente vazias que são
encontradas em muitas noções sobre sustentabilidade que não
contemplam a diversidade social e suas formas de
apropriação e de uso dos recursos e do ambiente. Além disso,
na discussão sobre princípios e estratégias gerais sobre a
sustentabilidade, há o destaque para a dimensão política por
meio da criação de mecanismos que incrementam a
participação da sociedade nas tomadas de decisão.
SHIMBO, Lúcia Zanin; INO, Akemi. Questões, conflitos e potencialidades do diálogo entre moradores e arquitetos sobre materiais construtivos sustentáveis para habitação. Disponível em: http://www.habitare.org.br/doc/docs_revista/artigo_lucia_shimbo.pdf. Acesso em: 1º/11/2013, com adaptações
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