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O choque é o estado de perfusão tecidual inadequada que gera suprimento insuficiente de oxigênio (O2) e nutrientes aos tecidos, além de impedir a remoção dos produtos de excreção celular, caracterizado pelo desequilíbrio entre a perfusão e as necessidades celulares. Dentre os tipos de choque, assinale a alternativa que corresponde ao choque cardiogênico.
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Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom, essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. s vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
A alternativa em que a palavra sublinhada tem seu significado corretamente indicado é:
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Texto para responder à questão.
“Não pensar mais em si”
Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]
(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)
“O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência (I), talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos (II). Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós (III) mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também (IV) nos espia; mesmo que fosse como simples indício (V) da incerteza e da fragilidade humanas [...]” No trecho selecionado anteriormente, foram destacadas as palavras em que o emprego da acentuação gráfica é demonstrado. Acerca de tal emprego pode-se afirmar que
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A Lei Orgânica do Distrito Federal, com redação atual, determina expressamente que representante do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal integrará o Conselho de:
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No Windows 10 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil) quando for necessário fechar uma aplicação podemos clicar no X, que normalmente está localizado no canto superior direito, ou seguir algum caminho até o comando sair e/ou fechar. Quando se está navegando na Internet, e utilizando-se de várias abas no navegador, o procedimento é o mesmo, ou seja, clicar no X para fechar a respectiva aba. Quando se deseja fechar a aba/guia ativa do navegador, ou mesmo fechar o arquivo atual (que se está utilizando), uma combinação de teclas também pode ser utilizada. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa combinação.
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Alguns pacientes, principalmente aqueles com doença da artéria coronária, podem desenvolver isquemia miocárdica quando a frequência cardíaca é aumentada. A explicação correta para este fato é que o aumento da frequência cardíaca:
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As lesões cerebrais podem ser divididas em lesões primárias, as que ocorrem no momento do trauma, e lesões secundárias as que resultam de complicações ocorridas após o trauma. De acordo com esta classificação, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Lesão primária.
2. Lesão secundária.
2. Lesão secundária.
( ) Contusão cerebral.
( ) Tumefação cerebral.
( ) Hematoma subdural agudo.
( ) Lesão axonal difusa da substância branca.
( ) Tumefação cerebral.
( ) Hematoma subdural agudo.
( ) Lesão axonal difusa da substância branca.
A sequência está correta em
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Para produzir a reação de luta ou fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas, aumentando a frequência cardíaca, a frequência respiratória e o retorno venoso. Estas alterações fisiológicas são estimuladas pelo(s):
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Os sinais de fratura da base do crânio são indicativos de gravidade no trauma cranioencefálico. São sinais clínicos indicativos deste tipo de lesão, EXCETO:
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No Sistema Operacional Linux a barra invertida (\) é pouco utilizada. Na utilização para designar diretórios, como por exemplo, a barra comum (/) é utilizada. No Linux a barra invertida possui apenas duas finalidades, sendo uma delas proteger um caractere que possui um significado especial (curingas e metacaracteres), para que o mesmo seja interpretado como um caractere comum. Assinale a alternativa que apresenta a outra finalidade da barra invertida (\).
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