Magna Concursos

Foram encontradas 24 questões.

1994346 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Provas:

Leia atentamente a tirinha abaixo para responder às questões 23 e 24.


enunciado 1739674-1

Analise as afirmações abaixo sobre a tirinha.

I. É possível produzir sentido na tirinha mesmo sem a presença de balões.

II. A ausência do Pequeno Príncipe no terceiro quadrinho compromete a produção de sentido.

III. O ambiente em que ocorre o diálogo permanece inalterado nos três quadrinhos.

IV. A linguagem não verbal da raposa, no segundo quadrinho, indica uma escuta atenta.

Assinale a opção que indique as afirmações corretas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994345 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Provas:

Leia atentamente a tirinha abaixo para responder às questões 23 e 24.


enunciado 1739673-1

A tirinha estabelece um diálogo com o texto 1, no entanto, ela tem efeito de ironia. Assinale a opção que indique corretamente essa afirmativa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994344 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Provas:

Leia o texto 2 e responda às questões de 7 a 10.


TEXTO 2


O sucesso da Mala


Cybele Meyer


  • Respiro ofegante. Trago nas mãos uma pequena mala e uma agenda
  • tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora
  • que teve que se ausentar “por motivo de força maior”. Entro timidamente na
  • sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me
  • deixar mais à vontade, pergunta:
  • — É você que veio substituir a Edith?
  • — Sim — respondo num fio de voz.
  • — Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos — e
  • morre de rir.
  • — Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? — e a equipe toda se
  • diverte com a minha cara.
  • Convidada a sentar-me, aceito para não parecer antipática. Eles
  • continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca
  • o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham
  • curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem,
  • acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos
  • curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta. Eu a coloco
  • em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
  • — O que tem aí, professora?
  • — Em breve vocês saberão.
  • No fim do dia, fecho a mala, junto com minhas coisas e saio. No dia
  • seguinte, comporto-me da mesma maneira, e no outro e no outro... As aulas
  • correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse.
  • Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de
  • olhares curiosos.
  • Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na
  • semana seguinte. Na sala dos professores, ouço a pergunta guardada há
  • tantos dias:
  • — Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que
  • conseguiu modificar a sala em tão pouco tempo?
  • — Podem olhar — respondo abrindo o fecho.
  • — Mas não tem nada aí! – comentam.
  • — O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.
  • Todos ficaram me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse.
  • Pego meu material, despeço-me e saio.

  • Meyer, Cybele. O sucesso da Mala. In: NOVA ESCOLA. Edição 226,01 de outubro de 2009. Texto adaptado.

    TEXTO 1

    XXI

    1. E foi então que apareceu a raposa:
    2. — Bom dia disse a raposa.
    3. — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
    4. olhando a sua volta, nada viu.
    5. — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
    6. — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
    7. — Sou uma raposa — disse a raposa.
    8. — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
    9. — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
    10. ainda.
    11. — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
    12. Mas, após refletir, acrescentou:
    13. — O que quer dizer “cativar”?
    14. — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
    15. — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
    16. “cativar”?
    17. — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
    18. Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
    19. procuras galinhas?
    20. — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
    21. “cativar”?
    22. — Significa “criar laços”...
    23. — Criar laços?
    24. — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
    25. garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
    26. necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
    27. teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
    28. cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
    29. mundo. E eu serei para ti única no mundo...
    30. — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
    31. flor... creio que ela me cativou...
    32. — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
    33. — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
    34. A raposa pareceu intrigada:
    35. — Num outro planeta?
    36. — Sim.
    37. — Há caçadores nesse planeta?
    38. — Não.
    39. — Que bom! E galinhas?
    40. — Também não.
    41. — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
    42. Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
    43. — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
    44. caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
    45. também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
    46. será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
    47. dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
    48. chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
    49. longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
    50. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
    51. cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
    52. trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
    53. do vento no trigo...
    54. A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
    55. — Por favor... cativa-me! — disse ela.
    56. — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
    57. tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
    58. — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
    59. homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
    60. pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
    61. mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
    62. — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
    63. — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
    64. primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
    65. olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
    66. cada dia, te sentarás mais perto...
    67. No dia seguinte, o principezinho voltou.
    68. — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
    69. tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
    70. feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
    71. da felicidade!
    72. [...]
    73. Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
    74. hora da partida, a raposa disse:
    75. — Ah! Eu vou chorar.
    76. — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
    77. mas tu quiseste que eu te cativasse...
    78. — Quis — disse a raposa.
    79. — Mas tu vais chorar! — disse ele.
    80. — Vou — disse a raposa.
    81. — Então, não terás ganhado nada!
    82. — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
    83. Depois ela acrescentou:
    84. — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
    85. mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
    86. [...]
    87. E voltou, então, à raposa:
    88. — Adeus... — disse ele.
    89. — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
    90. vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
    91. — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
    92. se esquecer.

    SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.

    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Ao se relacionar o texto 1 com o texto 2, pode-se inferir que:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994343 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Leia o texto 2 e responda às questões de 7 a 10.


    TEXTO 2


    O sucesso da Mala


    Cybele Meyer


  • Respiro ofegante. Trago nas mãos uma pequena mala e uma agenda
  • tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora
  • que teve que se ausentar “por motivo de força maior”. Entro timidamente na
  • sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me
  • deixar mais à vontade, pergunta:
  • — É você que veio substituir a Edith?
  • — Sim — respondo num fio de voz.
  • — Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos — e
  • morre de rir.
  • — Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? — e a equipe toda se
  • diverte com a minha cara.
  • Convidada a sentar-me, aceito para não parecer antipática. Eles
  • continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca
  • o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham
  • curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem,
  • acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos
  • curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta. Eu a coloco
  • em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
  • — O que tem aí, professora?
  • — Em breve vocês saberão.
  • No fim do dia, fecho a mala, junto com minhas coisas e saio. No dia
  • seguinte, comporto-me da mesma maneira, e no outro e no outro... As aulas
  • correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse.
  • Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de
  • olhares curiosos.
  • Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na
  • semana seguinte. Na sala dos professores, ouço a pergunta guardada há
  • tantos dias:
  • — Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que
  • conseguiu modificar a sala em tão pouco tempo?
  • — Podem olhar — respondo abrindo o fecho.
  • — Mas não tem nada aí! – comentam.
  • — O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.
  • Todos ficaram me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse.
  • Pego meu material, despeço-me e saio.

  • Meyer, Cybele. O sucesso da Mala. In: NOVA ESCOLA. Edição 226,01 de outubro de 2009. Texto adaptado.

    Leia o trecho a seguir:

    “ Quando duas pessoas interagem por meio da linguagem, elas levam em conta não apenas o que é dito, mas outros elementos da situação, por exemplo, quem são os interlocutores, o papel social que eles exercem, o que uma pensa da outra, o lugar, o momento, a intenção, etc.”

    (CEREJA, W.R; MAGALHÃES, T.C. Gramática, texto reflexão e uso; São Paulo: Atual, 2012, p. 33)

    Tendo em vista o fragmento acima e o contexto do texto 2, assinale a alternativa a qual sugere que a professora substituta esquiva-se de seus interlocutores para não revelar um segredo.

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994342 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Leia o texto 2 e responda às questões de 7 a 10.


    TEXTO 2


    O sucesso da Mala


    Cybele Meyer


  • Respiro ofegante. Trago nas mãos uma pequena mala e uma agenda
  • tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora
  • que teve que se ausentar “por motivo de força maior”. Entro timidamente na
  • sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me
  • deixar mais à vontade, pergunta:
  • — É você que veio substituir a Edith?
  • — Sim — respondo num fio de voz.
  • — Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos — e
  • morre de rir.
  • — Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? — e a equipe toda se
  • diverte com a minha cara.
  • Convidada a sentar-me, aceito para não parecer antipática. Eles
  • continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca
  • o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham
  • curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem,
  • acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos
  • curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta. Eu a coloco
  • em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
  • — O que tem aí, professora?
  • — Em breve vocês saberão.
  • No fim do dia, fecho a mala, junto com minhas coisas e saio. No dia
  • seguinte, comporto-me da mesma maneira, e no outro e no outro... As aulas
  • correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse.
  • Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de
  • olhares curiosos.
  • Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na
  • semana seguinte. Na sala dos professores, ouço a pergunta guardada há
  • tantos dias:
  • — Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que
  • conseguiu modificar a sala em tão pouco tempo?
  • — Podem olhar — respondo abrindo o fecho.
  • — Mas não tem nada aí! – comentam.
  • — O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.
  • Todos ficaram me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse.
  • Pego meu material, despeço-me e saio.

  • Meyer, Cybele. O sucesso da Mala. In: NOVA ESCOLA. Edição 226,01 de outubro de 2009. Texto adaptado.

    O texto 2 apresenta a seguinte frase:

    “O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.” (l. 33)

    Esse trecho sugere que:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994341 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Leia o texto 2 e responda às questões de 7 a 10.


    TEXTO 2


    O sucesso da Mala


    Cybele Meyer


  • Respiro ofegante. Trago nas mãos uma pequena mala e uma agenda
  • tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora
  • que teve que se ausentar “por motivo de força maior”. Entro timidamente na
  • sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me
  • deixar mais à vontade, pergunta:
  • — É você que veio substituir a Edith?
  • — Sim — respondo num fio de voz.
  • — Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos — e
  • morre de rir.
  • — Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? — e a equipe toda se
  • diverte com a minha cara.
  • Convidada a sentar-me, aceito para não parecer antipática. Eles
  • continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca
  • o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham
  • curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem,
  • acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos
  • curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta. Eu a coloco
  • em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
  • — O que tem aí, professora?
  • — Em breve vocês saberão.
  • No fim do dia, fecho a mala, junto com minhas coisas e saio. No dia
  • seguinte, comporto-me da mesma maneira, e no outro e no outro... As aulas
  • correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse.
  • Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de
  • olhares curiosos.
  • Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na
  • semana seguinte. Na sala dos professores, ouço a pergunta guardada há
  • tantos dias:
  • — Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que
  • conseguiu modificar a sala em tão pouco tempo?
  • — Podem olhar — respondo abrindo o fecho.
  • — Mas não tem nada aí! – comentam.
  • — O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.
  • Todos ficaram me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse.
  • Pego meu material, despeço-me e saio.

  • Meyer, Cybele. O sucesso da Mala. In: NOVA ESCOLA. Edição 226,01 de outubro de 2009. Texto adaptado.

    Aponte a opção em que não ocorre relação semântica de modo.

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994340 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Observe o emprego da vírgula em:

    “E depois, olha!” (l. 48)

    “Se tu queres um amigo, cativa-me!” (l. 61)

    Pode-se afirmar que as vírgulas destacam a mesma ideia nas frases 1 e 2, que é:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994339 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Releia a seguinte passagem do texto:

    “— Os homens — disse a raposa — têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?” (l. 17 a 19)

    Pode-se inserir pela e pressão “única coisa que fazem de interessante” que a visão da raposa a respeito dos homens é:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994338 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Leia o excerto a seguir:

    “ Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia te sentarás mais perto...” (l. 64 a 66)

    Assinale a alternativa que contém a compreensão coerente com o trecho acima.

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994337 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Releia, atentamente, a seguinte passagem do texto:

    “Mas tu tens cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti.” (l. 50 a 52)

    Este excerto apresenta, entre suas partes, as seguintes relações:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas