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Foram encontradas 48 questões.

1994370 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

No segundo parágrafo do texto 1, a autora utiliza-se da expressão “segunda pele” para:

 

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1994369 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.


Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.


TEXTO 2


enunciado 1739697-1

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48 Acesso em: 08/09/2020

Leia as seguintes afirmações sobre os textos 1 e 2.

I. o texto 1 incentiva pais e filhos a relacionarem-se melhor.

II. o texto 2 critica os jovens por sua impaciência para com os adultos.

III. o texto 1 atribui o sucesso da relação jovens/adultos ao diálogo cortês.

IV. o texto 2 apresenta, de forma direta e explícita, o anseio dos jovens por uma boa convivência com os adultos.

Assinale a alternativa em que as afirmativas acima estejam corretas.

 

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1994368 Ano: 2020
Disciplina: Português
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TEXTO 2

enunciado 1739696-1

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48

Acesso em: 08/09/2020

Sobre a tirinha acima, do personagem “Armandinho”, pode-se afirmar que:

 

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1994367 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

Leia os fragmentos do texto 1:

I. “[...] pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio, paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo, [...]” (ll. 33 e 34)

II. “Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta.” (ll. 3 e 4)

III. “Os pais devem definir, como ponto de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez.” (ll. 18 e 19)

IV. “Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem sempre de forma muito delicada, é bem comum.” (ll. 1 e 2)

V. “Quem quer mudanças, porém, deve conversar de forma educada e argumentar embasadamente.” (ll. 39 e 40)

Analise a opção que contém estratégias necessárias para que as contestações familiares sejam proveitosas:

 

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1994366 Ano: 2020
Disciplina: Português
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TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

A relação semântico-discursiva está corretamente indicada em:

 

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TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

Assinale a opção cujo trecho contenha um referente para o termo que:

 

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1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

A posição do pronome, em relação ao verbo, só não pode ser alterada em:

 

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Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

Leia o fragmento a seguir:

“E o que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.” (ll. 22 e 23)

A partir do contexto em que está inserido o fragmento acima, pode-se inferir que há, entre os lados citados, os seguintes sentimentos:

 

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1994362 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

Observe o emprego da crase em:

“A resistência à mudança surge daí.” (l.24)

Indique em que alternativa deve ocorrer o acento grave indicativo de crase pelo mesmo motivo do excerto apresentado

 

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1994361 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

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Melhorando as relações

Tania Zagury

1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem

2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.

3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se

4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer

5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam

6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam

7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as

8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.

9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que

10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos

11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com

12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de

13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.

14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o

15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda

16 habilidade.

17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais

18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto

19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a

20 mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está

21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a

22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o

23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.

24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é

25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro

26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.

27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.

28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente

29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre

30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre

31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,

32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar

33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,

34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,

35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às

36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar

37 adequadamente.

38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,

39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve

40 conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, 41 cabe-lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar

42 atitudes maduras.

43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a

44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte:

Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.

Texto adaptado.




Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.

Assinale a alternativa em que ocorre mudança de sentido alterando-se a posição do termo caracterizador em relação ao vocábulo destacado.

 

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