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Foram encontradas 50 questões.

1505636 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

“Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas mamãe ficou calma.” (linhas 19 e 20). Qual das alternativas abaixo mantém o mesmo sentido do fragmento acima?

 

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1505635 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

No trecho “Estava certa. Ninguém continuou me infernizando.” (linha 28), a palavra destacada, no contexto, equivale a:

 

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1505634 Ano: 2017
Disciplina: Português
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Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

Nas linhas 25 e 26, na frase “Aos poucos me acalmou, porque eu estava muito nervoso.”, considerando as diferentes grafias da palavra porque, assinale a alternativa em que seu emprego está de acordo com a norma formal.

 

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1505633 Ano: 2017
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Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

Nos trechos “— Fiz xixi na calça!”

“— É brincadeira?” [...] (linhas 17 e 18).

O sinal em destaque, travessão (—), é utilizado para indicar a:

 

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1505632 Ano: 2017
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Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

O motivo de a mãe do personagem não estar mais “do outro lado” (linha 33) é:

 

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1505631 Ano: 2017
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01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

A ideia predominante que se pode atribuir ao personagem principal ao término do texto é a de um:

 

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1505630 Ano: 2017
Disciplina: Português
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Texto 1


Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


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Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

A expressão “Ela brincou com meus cabelos” (linha 25), indica que a mãe provavelmente:

 

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1505629 Ano: 2017
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01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

Na linha 37, último parágrafo, as palavras bom e ruim são usadas como:

 

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1505628 Ano: 2017
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Xixi na Calça


01 Aos nove anos, eu tinha uma professora muito brava. Não sem motivo. Boa parte dos

alunos pedia para ir ao banheiro somente para fugir. Eu era dos mais quietinhos. Certo dia

me deu uma vontade tremenda de fazer xixi. Ergui o braço. Era o terceiro querendo sair.

Ouvi um sonoro “não”. Foi um desespero. Tentava segurar a vontade. O final do período

05 se aproximava. Torcia as pernas e me remexia. Os minutos pareciam mais lentos!

De repente, aconteceu!

Senti um calorzinho nas pernas e uma bruta sensação de alívio. Relaxei. Minhas

calças, minhas meias, molhadas! Ainda tive esperança. Minha carteira era ao lado da

parede. Talvez ninguém notasse a enorme poça embaixo dos meus pés! [...]

10 Tocou o sinal. Peguei a mochila. Meias pingando, uma enorme roda úmida no

bumbum!

A infância é cruel. Saí da classe com a molecada gritando atrás:

- Ele fez xixi na calça! Ele fez xixi na calça! [...]

Corri ainda mais depressa! Nunca, nunca mais queria voltar às aulas!

15 Mamãe tinha um pequeno bazar. Morávamos nos fundos. Entrei pela loja. Ela estava

sozinha no balcão. Lamentei-me angustiado.

- Fiz xixi na calça!

- É brincadeira? - espantou-se.

Mostrei. Preparei-me para a bronca. Minha sensação era de culpa, pavor! Mas

20 mamãe ficou calma.

- Então depressa. Toma um banho! Ponha uma roupa limpa!

Deu uma fugidinha da loja. Botou a calça de molho. Serviu o almoço. De tanta

angústia, eu quase chorava:

- Nunca, nunca mais eu vou para a escola! Vou parar de estudar!

25 Ela brincou com meus cabelos. [...] Aos poucos me acalmou, porque eu estava

muito nervoso. Transformou o drama em brincadeira. De noite, quando papai chegou

voltou ao assunto. Até consegui dar risada.

Estava certa. Ninguém continuou me infernizando. Não fui o primeiro, nem o

último, a fazer xixi em plena aula!

30 Agora, depois de tanto tempo, lembro das vezes que desabafava com ela. Também

era ótimo dividir os grandes momentos. [...]

s vezes, quando acontece uma coisa importante, meu primeiro impulso é lhe

telefonar. Em seguida, meu coração se aperta. Lembro que não está mais do outro lado.

Como posso esquecer, até por um instante? Descobri o motivo. Podia contar com mamãe,

35 como os filhos nunca deixam de contar. Ela ficaria do meu lado, como no dia em que fiz

xixi na calça! Não é a memória que me trai, mas saudade. Seu amor deixou uma lacuna

que nunca vou preencher. Seja algo bom ou ruim, sempre terei vontade de compartilhar

com ela.


Adaptado. CARRASCO, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. Ia edição.São Paulo: Moderna, 2009. (Coleção Veredas).


Responda os itens de 1 a 9 de acordo com o Texto 1.

Na oração: “Ela ficaria do meu lado”, (linha 35), o pronome pessoal do caso reto destacado substitui, no parágrafo, a palavra:

 

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1505638 Ano: 2017
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Texto 2


enunciado 1505638-1


Nik. Gaturro. Cotia:Vergara & Ribas Editoras, 2008. p.7.


Responda os itens 10 e 11 de acordo com o Texto 2.

No último quadrinho há o uso de dois-pontos. Qual alternativa exemplifica e explica o uso desse recurso no quadrinho?

Questão Anulada

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