Foram encontradas 77 questões.
O mosaico é uma arte que consiste no revestimento de um plano por figuras planas que seguem um padrão sem que haja entre elas espaços vazios ou superposições.

Mosaico “Butterfly” do artista gráfico M.C. Escher
(Disponível em http://www.mcescher.com/)
Dentre os diversos tipos de mosaico existentes, temos os mosaicos regulares, que são compostos por polígonos regulares, como o da figura abaixo, formado por hexágonos regulares.

Desse mosaico, 75% dos hexágonos serão pintados, sendo que !$ \dfrac{1}{5} !$ deles serão pintados com a cor vermelha. Quantos hexágonos desse mosaico não serão vermelhos?
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Em um armazém estavam depositadas 125 caixas iguais. Após transferir várias destas caixas para outro armazém, restaram ainda algumas, conforme mostrado na figura abaixo. A fração que representa a quantidade de caixas transferidas, em relação ao total inicial de caixas, é:

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Um número de 3 algarismos possui as seguintes características:

De acordo com as informações dadas, podemos afirmar que o número com as características mencionadas é:
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Carlos foi à sorveteria Sorvebom com seus sobrinhos e comprou 4 sorvetes, 3 milk shakes e 5 picolés. Pagou com uma nota de R$ 100,00 e recebeu R$ 34,00 de troco. Com as informações dadas e observando a figura abaixo, se ele comprar apenas 2 de cada item mencionado acima, quanto pagará?

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Quatro amigas foram ao cinema e, além dos ingressos, compraram dois baldes de pipoca e quatro copos de refrigerante, gastando, ao todo, R$ 100,00. Quanto custou cada ingresso do cinema, sabendo-se que cada copo de refrigerante custou R$ 7,00 e que o preço de um balde de pipoca custou o dobro do preço de um ingresso?
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Juliana e Manuela treinam corrida diariamente ao redor de uma praça com o formato e dimensões apresentadas na figura da malha quadriculada abaixo. O treino de Juliana consiste em correr 8 voltas completas e o de Manuela consiste em correr 3km. A partir das informações dadas, podemos afirmar que:

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Dona Josefa faz trufas para vender. Ela recebeu uma encomenda de 580 trufas, sendo 240 de chocolate, 180 de coco, 120 de morango e as restantes de cupuaçu. As trufas foram arrumadas em embalagens iguais, contendo apenas um tipo de trufa em cada embalagem, com a mesma e a maior quantidade possível. Quantas embalagens com trufas foram entregues nessa encomenda?
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OS PEQUENOS MALABARISTAS
Walcyr Carrasco

ASDParo no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama:
ASD– Você não devia ter dado.
ASDNa minha opinião, não se trata propriamente de esmola:
ASD– Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.
ASDDe fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente.
ASD– Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.
ASDJá ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável.
ASD– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma.
ASDHouve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua.
ASDCada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.
ASDDo ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!
ASDEnfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos.
ASDMuitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica.
ASD– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido.
ASDConcordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?
(Carrasco, Walcyr.crônicas . Histórias para a sala de aula:do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)
Considere o fragmento: “Recentemente, deparei com um engolidor de fogo” (11º parágrafo). Atente para a significação do uso da vírgula no trecho acima e assinale a alternativa em que as vírgulas foram usadas com a mesma finalidade:
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OS PEQUENOS MALABARISTAS
Walcyr Carrasco

ASDParo no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama:
ASD– Você não devia ter dado.
ASDNa minha opinião, não se trata propriamente de esmola:
ASD– Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.
ASDDe fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente.
ASD– Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.
ASDJá ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável.
ASD– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma.
ASDHouve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua.
ASDCada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.
ASDDo ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!
ASDEnfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos.
ASDMuitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica.
ASD– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido.
ASDConcordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?
(Carrasco, Walcyr.crônicas . Histórias para a sala de aula:do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)
Releia o primeiro parágrafo do texto. Ele é composto, em sua maioria, por frases curtas e encerradas por pontos finais, cuja finalidade é indicar:
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OS PEQUENOS MALABARISTAS
Walcyr Carrasco

ASDParo no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama:
ASD– Você não devia ter dado.
ASDNa minha opinião, não se trata propriamente de esmola:
ASD– Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.
ASDDe fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente.
ASD– Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.
ASDJá ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável.
ASD– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma.
ASDHouve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua.
ASDCada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.
ASDDo ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!
ASDEnfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos.
ASDMuitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica.
ASD– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido.
ASDConcordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?
(Carrasco, Walcyr.crônicas . Histórias para a sala de aula:do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)
A pontuação presente no trecho “Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira”(11ºparágrafo) indica que:
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