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"O Menino Marrom"
Já falei dos seus dentes? Ihhh, vai começar outra longa conversa para explicar que não existem dentes absolutamente brancos. E realmente, não existem. Se você ficasse com a boca cheia de dentes brancos como a neve, você iria ficar ridículo, parecendo um vampiro sem presas.
Quando os dentes são o mais próximo do branco, a gente diz que eles são clarinhos. Aliás, até repete: “Clarinhos, clarinhos!”
Pois o menino marrom tinha os dentes claros, certinhos, certinhos. Pareciam teclas de um piano, sem as cáries (vocês sabem: os bemóis e os sustenidos são as cáries do piano).
Quando o menino ria, era aquela luz no meio do seu rosto marrom. O branco dos olhos diminuía, ficavam aqueles dois tracinhos assim, no lugar dos olhos: um traço de cada lado do nariz. Mas o brilho das duas jabuticabas permanecia.
Os cabelos eram enroladinhos e fofos. Pareciam uma esponja. Logo depois do banho, quando seus cabelos secavam, era um prazer ficar fazendo assim, com os dedos em gancho, fofando a cabecinha do menino marrom. Sempre achei que seus cabelos eram pretíssimos. Mas, um dia, um amigo, especialista em identificação do Instituto Félix Pacheco, me disse: “Não existem cabelos humanos absolutamente pretos, você sabia?”
Retirado da obra “O menino marrom”, de Ziraldo.
Indique a alternativa em que, de acordo com o texto "O Menino Marrom", o substantivo está incorretamente qualificado:
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"O Menino Marrom"
Já falei dos seus dentes? Ihhh, vai começar outra longa conversa para explicar que não existem dentes absolutamente brancos. E realmente, não existem. Se você ficasse com a boca cheia de dentes brancos como a neve, você iria ficar ridículo, parecendo um vampiro sem presas.
Quando os dentes são o mais próximo do branco, a gente diz que eles são clarinhos. Aliás, até repete: “Clarinhos, clarinhos!”
Pois o menino marrom tinha os dentes claros, certinhos, certinhos. Pareciam teclas de um piano, sem as cáries (vocês sabem: os bemóis e os sustenidos são as cáries do piano).
Quando o menino ria, era aquela luz no meio do seu rosto marrom. O branco dos olhos diminuía, ficavam aqueles dois tracinhos assim, no lugar dos olhos: um traço de cada lado do nariz. Mas o brilho das duas jabuticabas permanecia.
Os cabelos eram enroladinhos e fofos. Pareciam uma esponja. Logo depois do banho, quando seus cabelos secavam, era um prazer ficar fazendo assim, com os dedos em gancho, fofando a cabecinha do menino marrom. Sempre achei que seus cabelos eram pretíssimos. Mas, um dia, um amigo, especialista em identificação do Instituto Félix Pacheco, me disse: “Não existem cabelos humanos absolutamente pretos, você sabia?”
Retirado da obra “O menino marrom”, de Ziraldo.
Qual das palavras abaixo, retiradas do texto "O Menino Marrom", não apresenta hiato?
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Em qual das frases abaixo a vírgula foi utilizada incorretamente?
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Marque a frase em que todos os artigos são definidos:
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Relacione as duas colunas e marque a alternativa certa.
1) meia-calça
2) Rússia
3) janela
4) inteligência
( ) substantivo concreto
( ) substantivo abstrato
( ) substantivo composto
( ) substantivo próprio
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Assinale a opção em que as duas palavras apresentam ditongos decrescentes:
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Quarto de Menina:
Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente? Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro.
Acho que ainda não contei que papai quase não fala. Nesse dia, quando chegou para me buscar, estava mais calado ainda. Devia ter engolido todas as palavras dos livros.
Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando... falando... Sua boca não se cansa nunca! Fez tantas recomendações que esqueci a metade. Tão preocupada comigo... Não queria que fosse assim.
Papai e mamãe não conversam. Ela fala e ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe; a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer.
Retirado de: Garcia-Roza, Livia. Quarto de menina. 2. ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009, p. 21.
"Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro."
O trecho destacado demonstra:
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Quarto de Menina:
Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente? Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro.
Acho que ainda não contei que papai quase não fala. Nesse dia, quando chegou para me buscar, estava mais calado ainda. Devia ter engolido todas as palavras dos livros.
Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando... falando... Sua boca não se cansa nunca! Fez tantas recomendações que esqueci a metade. Tão preocupada comigo... Não queria que fosse assim.
Papai e mamãe não conversam. Ela fala e ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe; a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer.
Retirado de: Garcia-Roza, Livia. Quarto de menina. 2. ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009, p. 21.
Qual das palavras abaixo, retiradas do texto Quarto de Menina, não é um substantivo?
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Quarto de Menina:
Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente? Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro.
Acho que ainda não contei que papai quase não fala. Nesse dia, quando chegou para me buscar, estava mais calado ainda. Devia ter engolido todas as palavras dos livros.
Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando... falando... Sua boca não se cansa nunca! Fez tantas recomendações que esqueci a metade. Tão preocupada comigo... Não queria que fosse assim.
Papai e mamãe não conversam. Ela fala e ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe; a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer.
Retirado de: Garcia-Roza, Livia. Quarto de menina. 2. ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009, p. 21.
"Acho que ainda não contei que papai quase não fala."
O verbo sublinhado está no:
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Quarto de Menina:
Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente? Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro.
Acho que ainda não contei que papai quase não fala. Nesse dia, quando chegou para me buscar, estava mais calado ainda. Devia ter engolido todas as palavras dos livros.
Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando... falando... Sua boca não se cansa nunca! Fez tantas recomendações que esqueci a metade. Tão preocupada comigo... Não queria que fosse assim.
Papai e mamãe não conversam. Ela fala e ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe; a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer.
Retirado de: Garcia-Roza, Livia. Quarto de menina. 2. ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009, p. 21.
Por que o narrador do texto Quarto de Menina diz que sua mão esquerda vive cansada de tanto se mexer?
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