Foram encontradas 40 questões.
Certo contrato de obra de longo prazo tem preços fixos para sua execução, contudo, estabelece o reajuste de preços através índices relativos a dois meses anteriores aos eventos, sempre que o índice do mês do evento realização dos serviços (I1) alcance variação superior a 10,0% em relação ao índice do mês do evento proposta (I0).
P1 =!$ \dfrac{P_0\,x\,I_1\,_{(-2)}}{I_0\,1_{(-2)}} !$ P0 = Preço original da proposta. I0 = Índice do mês do evento - proposta.
P1 = Preço reajustado. I1 = Índice do mês do evento - realização dos serviços.
(-2) = dois meses anteriores aos eventos.
INDÍCES ECONÔMICOS X
| Ano Dia | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 |
| 1 | 642,561 | 658,153 | 678,160 | 696,003 | 721,455 | 740,437 | 812,551 | 893,215 | 972,906 |
| 2 | 643,846 | 659,470 | 679,517 | 697,395 | 722,898 | 741,918 | 814,176 | 895,001 | 974,851 |
| 3 | 645,134 | 660,788 | 680,876 | 698,790 | 724,344 | 743,402 | 820,689 | 912,901 | 976,801 |
| 4 | 646,424 | 662,110 | 682,238 | 700,187 | 725,793 | 749,349 | 823,972 | 920,204 | 978,755 |
| 5 | 647,717 | 663,434 | 683,602 | 701,588 | 728,696 | 750,848 | 825,620 | 927,566 | 980,712 |
| 6 | 649,012 | 668,742 | 684,969 | 707,200 | 730,153 | 780,881 | 832,225 | 929,421 | 982,674 |
| 7 | 650,310 | 670,079 | 686,339 | 708,615 | 731,614 | 782,443 | 835,554 | 948,010 | 986,604 |
| 8 | 651,611 | 671,419 | 689,085 | 710,032 | 733,077 | 784,008 | 837,225 | 955,594 | 988,578 |
| 9 | 652,914 | 672,762 | 690,463 | 711,452 | 734,543 | 787,144 | 838,899 | 959,416 | 990,555 |
| 10 | 654,220 | 674,108 | 691,844 | 717,144 | 736,012 | 793,441 | 880,844 | 967,091 | 1020,271 |
| 11 | 655,529 | 675,456 | 693,227 | 718,578 | 737,484 | 795,028 | 882,606 | 969,026 | 1022,312 |
| 12 | 656,840 | 676,807 | 694,614 | 720,015 | 738,959 | 796,618 | 884,371 | 970,964 | 1024,356 |
Recomendações:
1 – Utilize 2 casas decimais, despreze as demais.
Ainda nas circunstâncias acima, marque a afirmativa correta se a proposta fosse de maio/2006 e os serviços realizados em março/2007:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Certo contrato de obra de longo prazo tem preços fixos para sua execução, contudo, estabelece o reajuste de preços através índices relativos a dois meses anteriores aos eventos, sempre que o índice do mês do evento realização dos serviços (I1) alcance variação superior a 10,0% em relação ao índice do mês do evento proposta (I0).
P1 =!$ \dfrac{P_0\,x\,I_1\,_{(-2)}}{I_0\,1_{(-2)}} !$ P0 = Preço original da proposta. I0 = Índice do mês do evento - proposta.
P1 = Preço reajustado. I1 = Índice do mês do evento - realização dos serviços.
(-2) = dois meses anteriores aos eventos.
INDÍCES ECONÔMICOS X
| Ano Dia | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 |
| 1 | 642,561 | 658,153 | 678,160 | 696,003 | 721,455 | 740,437 | 812,551 | 893,215 | 972,906 |
| 2 | 643,846 | 659,470 | 679,517 | 697,395 | 722,898 | 741,918 | 814,176 | 895,001 | 974,851 |
| 3 | 645,134 | 660,788 | 680,876 | 698,790 | 724,344 | 743,402 | 820,689 | 912,901 | 976,801 |
| 4 | 646,424 | 662,110 | 682,238 | 700,187 | 725,793 | 749,349 | 823,972 | 920,204 | 978,755 |
| 5 | 647,717 | 663,434 | 683,602 | 701,588 | 728,696 | 750,848 | 825,620 | 927,566 | 980,712 |
| 6 | 649,012 | 668,742 | 684,969 | 707,200 | 730,153 | 780,881 | 832,225 | 929,421 | 982,674 |
| 7 | 650,310 | 670,079 | 686,339 | 708,615 | 731,614 | 782,443 | 835,554 | 948,010 | 986,604 |
| 8 | 651,611 | 671,419 | 689,085 | 710,032 | 733,077 | 784,008 | 837,225 | 955,594 | 988,578 |
| 9 | 652,914 | 672,762 | 690,463 | 711,452 | 734,543 | 787,144 | 838,899 | 959,416 | 990,555 |
| 10 | 654,220 | 674,108 | 691,844 | 717,144 | 736,012 | 793,441 | 880,844 | 967,091 | 1020,271 |
| 11 | 655,529 | 675,456 | 693,227 | 718,578 | 737,484 | 795,028 | 882,606 | 969,026 | 1022,312 |
| 12 | 656,840 | 676,807 | 694,614 | 720,015 | 738,959 | 796,618 | 884,371 | 970,964 | 1024,356 |
Recomendações:
1 – Utilize 2 casas decimais, despreze as demais.
Utilizando os índices marque a afirmativa correta nos termos contratuais se a proposta é julho/2003 e os serviços no valor de R$10.900,00 foram realizados em setembro/2005:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Elaborando o cronograma físico de empreendimento construtivo de edificação, foram definidas aleatoriamente as seguintes etapas construtivas:
(1) Escavações manuais (06) Movimentação de solos em geral (11) Cabeamentos elétricos
(2) Reaterros (07) Concretagem (12) Coberturas
(3) Fundações (08) Pinturas (13) Sondagens
(4) Escavações mecânicas (09) Formas (14) Pavimentações
(5) Alvenarias (10) Tubulações hidro-sanitárias (15) Limpeza da obra
Entre as seqüências abaixo, assinale qual se encontra na ordem construtiva mais lógica:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Para iniciar a execução de uma obra, a construtora contratada terá que utilizar um equipamento pelo período de 6 meses e, devido a condições particulares, há somente duas opções: a aquisição ou a locação do equipamento. Neste cenário, a construtora contratada terá direitos contratuais à receita somente após aceite pelo contratante da medição mensal dos serviços executados, não há recebimento por mobilização, entretanto o contratante antecipa valores à taxa de juros de 5%
a.m. para desconto quando do pagamento das medições dos serviços.
Dados complementares:
Condições no mercado do equipamento a utilizar.
Valor de aquisição: R$12.000,00 – condição de pagamento: 1mês após a entrega (n+1).
Valor residual p/revenda: R$3.600,00 – condição de recebimento: 1mês após a entrega (n+1).
Valor da locação mensal: R$1.500,00 – condição de pagamento: 1mês após mês da utilização (n+1).
Receita contratual pela utilização do equipamento junto ao cliente.
Valor Mensal: R$2.000,00 – condição de recebimento: 1mês após aceite da medição mensal dos serviços (sendo 2 a 3 dias
para elaboração e aceite da medição após execução mensal dos serviços) (n+2).
Juros do adiantamento do contratante: 5% a.m. – Descontado na medição.
Adiantamento do contratante – Abatido nas medições.
Recomendações:
1ª – Despreze os centavos.
2ª – Desconsidere os custos de manutenção do equipamento.
3ª – Não há remuneração dos saldos de caixa quando positivo.
4ª – Considere que o contratante efetuará adiantamento ao contratado.
5ª – Analise o período em meses.
Sob o aspecto financeiro da situação proposta, caso a contratada execute a obra optando pela locação do equipamento, seu saldo de caixa acumulado:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
Em “Deus me perdoe, se a julgo mal” (3º§), a palavra sublinhada anteriormente tem valor semântico de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
As palavras há, preparatórios e títulos são acentuadas da mesma razão que, respectivamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
Assinale em qual das alternativas abaixo há uma oração que deve receber a mesma classificação da que está grifada anteriormente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
Metonímia é uma figura de linguagem que consiste na troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma relação real, concreta, objetiva. Há um exemplo de metonímia em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meianoite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
Na frase “Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo...” (1º§), observa-se a utilização de sinal indicativo de crase. A utilização deste mesmo sinal também é obrigatória em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Missa do Galo (excertos)
Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meianoite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados – Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. P. 75)
O que sobressai, nesse texto, é a:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container