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220913 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
“Ninguém nasce borboleta”, pensou Breno. Depois disse baixinho: “A borboleta é um presente do tempo”. Lá fora, ela, a borboleta, não pensava nada disso. Ocupava-se em voar pela noite de árvore em árvore. Era azul e sem dúvida um dia havia sido lagarta. Breno tem nove anos e é uma criança, a lagarta é como se fosse uma borboleta criança, mas quando Breno for adulto vira homem e não borboleta, e homens não voam. Sonho de Breno é voar, seja como piloto de avião ou jogador de futebol. Como borboleta, Breno nunca chegou a pensar, tem nove anos mas sabe que é menino e não lagarta. (MARTINS, Geovani. O caso da borboleta. In: O sol na cabeça: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.)
Nesse fragmento, Martins utiliza a repetição de uma mesma palavra, borboleta, como recurso coesivo. Na frase “Ocupava-se em voar pela noite de árvore em árvore”, o autor utiliza outro recurso, com a mesma finalidade. Assinale a alternativa que indica o recurso utilizado nessa frase.
 

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220912 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II

TEXTO I

Mapa dos sonhos


A guerra devastou nosso país. Os prédios ruíram, viraram pó. Perdemos tudo o que tínhamos e fugimos de mãos vazias.

Percorremos um longo caminho, rumo ao leste, e chegamos a um país de verões quentes e invernos gelados, a uma cidade cujas casas eram de barro, palha e estrume de camelo, rodeada por estepes poeirentas, abrasadas pelo sol.

Fomos morar num quartinho, com um casal que não conhecíamos. Dormíamos no chão de terra batida. Eu não tinha brinquedos nem livros. E o pior: a comida era pouca.

Um dia, meu pai foi ao mercado comprar pão. A tarde foi caindo, e ele não voltava. Minha mãe e eu o esperávamos, preocupados e famintos. Já estava escurecendo quando ele chegou, trazendo um rolo de papel embaixo do braço.

– Comprei um mapa – anunciou, triunfante.

– Onde está o pão? – minha mãe perguntou.

– Comprei um mapa – ele repetiu.

Mamãe e eu não dissemos nada.

– Meu dinheiro só dava para comprar um pedaço minúsculo de pão, que não mataria nossa fome – ele explicou, se desculpando.

– Não temos nada para comer – minha mãe disse, amargurada.

– Em compensação, temos um mapa.

Fiquei furioso. Achei que não ia conseguir perdoá-lo, e fui para a cama com fome, enquanto o casal que morava conosco comia seu jantar minguado.

O marido era escritor. Ele escrevia em silêncio, mas fazia um barulhão danado quando mastigava. Mastigava uma casquinha de pão com o maior entusiasmo, como se fosse a guloseima mais deliciosa do mundo. Senti inveja do pão dele. Quem dera eu pudesse mastigá-lo! Cobri a cabeça com o cobertor para não ouvi-lo estalar os lábios com aquela satisfação tão barulhenta.

No dia seguinte, meu pai pendurou o mapa. Ele ocupou a parede inteira! Nosso quartinho sem graça inundou-se de cores.

Fiquei fascinado pelo mapa e passei horas olhando para ele, examinando cada detalhe. E durante muitos dias eu o desenhei em cada pedacinho de papel que me aparecia pela frente.

Eu encontrava nomes desconhecidos naquele mapa. Lia-os em voz alta, me deliciando com seu som estranho e usando-os para compor quadrinhas rimadas:

Fukuoka Takaoka Omsk,

Fukuyama Nagayama Tomsk,

Okasaki Miyasaki Pinsk,

Pensilvânia Transilvânia Minsk!

Eu repetia esses versos como uma fórmula mágica, e, sem nunca sair do quarto, me transportava para longe.

Aterrissei em desertos abrasadores.

Percorri praias, sentindo a areia entre os dedos dos pés.

Escalei montanhas nevadas onde o vento gelado me lambia o rosto.

Vi templos maravilhosos com esculturas de pedra dançando nas paredes e pássaros de todas as cores cantando nos telhados.

Atravessei pomares cheios de frutas, comi mamões e mangas até me fartar.

Bebi água fresquinha e descansei à sombra de palmeiras.

Cheguei a uma cidade de arranha-céus e tentei contar suas janelas. Eram tantas que caí no sono antes de acabar.

E assim passei horas de encantamento longe da fome e da miséria.

E perdoei meu pai. Afinal, ele fez a coisa certa.

Nota do autor: Nasci em Varsóvia, na Polônia. O bombardeio de Varsóvia aconteceu em 1939, quando eu tinha 4 anos. Lembro-me das ruas afundando, dos edifícios queimados ou desmoronando, virando pó, e de uma bomba que caiu no vão da escada do nosso prédio. Pouco depois, fugi da Polônia com minha família. Durante seis anos moramos na União Soviética, a maior parte do tempo na Ásia Central, na cidade de Turquestão, onde hoje é o Casaquistão. Por fim chegamos a Paris, em 1947, e nos mudamos para Israel em 1949. Vim para os Estados Unidos em 1959. A história desse livro é de quando eu tinha quatro ou cinco anos, nos primeiros tempos de nossa permanência no Turquestão. O mapa original se perdeu há muito tempo.


SHULEVITZ, Uri. Mapa dos sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude. (QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Manifesto por um Brasil literário. Parati, RJ, 2009. Disponível em: http://www.brasilliterario.org.br. Acesso em: 6 jul. 2018.)
No Texto I, o narrador nos convida a acompanhar as aventuras no mundo imaginário criado pelo menino, por entre desertos, praias, montanhas.
Nele está presente um narrador
 

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220911 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
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Enunciado 220911-1

Ainda que as histórias da literatura brasileira tradicionalmente insiram Machado de Assis no bojo do Realismo, parte da crítica contemporânea vê em sua narrativa traços sui generis, que extrapolam os limites daquele estilo de época.

O traço presente no Texto V que o afasta da proposta realista, segundo a qual a literatura deve apresentar-se ao leitor como uma representação o mais possível mimética da realidade, dissimulando o jogo literário, é a

 

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220909 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
De acordo com uma pesquisa – Infant and Kids Study – realizada pelo Ibope com mais de mil crianças da Grande São Paulo, 54% das crianças de 0 a 12 anos passam mais de 4 horas por dia em contato com aparelhos eletrônicos. O tempo máximo “recomendado” pela Academia de Pediatria é de duas horas diárias.
Disponível em: https://catraquinha.catracalivre.com.br. Acesso em: 26 jul. 2018.
Um dos sistemas afetados pela exposição aos aparelhos eletrônicos é o sistema nervoso da criança.
Assinale a alternativa que apresenta áreas do sistema nervoso central que são afetadas.
 

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220908 Ano: 2018
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
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Um professor fez um investimento de R$ 200.000,00 no Banco X, por um prazo de 24 meses, a uma taxa de 20% a.a. No vencimento, resgatou a aplicação e investiu todo o montante no Banco Y, a uma taxa de 25% a.a., por um prazo de 36 meses.

Assumindo que é utilizado o regime de juros simples e que não há custos financeiros sobre a operação, o valor de resgate, ao final dos dois períodos, será de

 

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