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Nas escolas, existem regras aplicadas ao cotidiano, sobretudo aos alunos. Entre as regras internas, as que mais suscitam reações variadas são as que se relacionam com a observância do horário das aulas, o uso do uniforme, a identificação e as práticas permitidas ou proibidas no espaço escolar. Na maioria das escolas, existem regras diferentes referentes a esses aspectos, não existindo consenso entre os diversos atores que convivem na comunidade escolar em relação a elas.
ABRAMOVAY, M. et al. Violência nas escolas: versão resumida. Brasília: Unesco Brasil, Rede Pitágoras, Instituto Ayrton Senna, Unaids, Banco Mundial, Usaid, Fundação Ford, Consed, Undine, 2003. p. 34.
Uma estratégia que pode ser adotada pela escola para evitar os conflitos relativos à observância das regras é a
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Conflito é toda opinião divergente ou maneira diferente de ver ou interpretar algum acontecimento. Assim, todos os que vivemos em sociedade temos a experiência do conflito (CHRISPINO; CHRISPINO, 2004). E, se o conflito é inevitável, torna-se muito importante aprender o ofício da mediação de conflitos para que esta técnica seja aprimorada e sirva de auxílio nas situações do ambiente escola.
CHRISPINO, A. Mediação de conflitos: cabe à escola tornar-se competente para promover transformações. Revista do Professor, Porto Alegre, ano 20, n. 79, p. 45-48, jul./set. 2004.
CHRISPINO, A. Gestão do conflito escolar: da classificação dos conflitos aos modelos de mediação. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/TytpKNQ94yYRNYmhqBXTwxP/?lang=pt&format=pdf.
Nessa perspectiva, analise as afirmativas a seguir:
I. Consideramos mediação de conflito o procedimento no qual os participantes, com a assistência de uma pessoa imparcial – o mediador –, colocam as questões com o objetivo de desenvolver opções, considerar alternativas e chegar a um acordo que seja mutuamente aceitável.
II. A prática da mediação de conflitos desenvolvida na escola tem sido uma ótima ferramenta para ajudar na pacificação e democratização escolar, bem como fortalecer os estudantes para que desenvolvam com mais facilidade as competências socioemocionais, como evidencia a Base Nacional Comum Curricular.
III. No processo de mediação, o mediador deve intervir, interpretar, julgar e emitir opinião, ou seja, atuar como árbitro.
IV. A mediação de conflitos é uma prática importante para firmar a cultura de paz, diminuir a violência e na administração de problemas de forma pacífica.
Estão corretas
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Texto III

LAERTE. Disponível em: http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/2206712.jpeg. Acesso em: 4 abr. 2022.
No último quadrinho da tira, o personagem masculino substituiu o pronome indefinido “alguém”, usado anteriormente em sua pergunta, por “ninguém”. Tal mudança se deve ao fato de que
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O GÊNERO DA DOCÊNCIA
Se as diferentes instituições e práticas sociais são constituídas pelos gêneros (e também os constituem), isso significa que essas instituições e práticas não somente “fabricam” os sujeitos como também são, elas próprias, produzidas (ou engendradas) por representações de gênero, bem como por representações étnicas, sexuais, de classe, etc. De certo modo poderíamos dizer que essas instituições têm gênero, classe, raça. Sendo assim, qual o gênero da escola?
Ora, respondem imediatamente alguns/as, a escola é feminina, porque é, primordialmente, um lugar de atuação de mulheres — elas organizam e ocupam o espaço, elas são as professoras; a atividade escolar é marcada pelo cuidado, pela vigilância e pela educação, tarefas tradicionalmente femininas. Além disso, os discursos pedagógicos (as teorias, a legislação, a normalização) buscam demonstrar que as relações e as práticas escolares devem se aproximar das relações familiares, devem estar embasadas em afeto e confiança, devem conquistar a adesão e o engajamento dos/as estudantes em seu próprio processo de formação. Em tais relações e práticas, a ação das agentes educativas deve guardar, pois, semelhanças com a ação das mulheres no lar, como educadoras de crianças ou adolescentes.
Ao contrário, dizem outras/os, a escola é masculina, pois ali se lida, fundamentalmente, com o conhecimento — e esse conhecimento foi historicamente produzido pelos homens. A escola não trata de qualquer conhecimento, ela lida, como afirma Jean-Claude Forquin (1993, p. 11), com alguns aspectos da cultura que foram selecionados por serem reconhecidos como podendo ou devendo dar lugar a uma transmissão deliberada e mais ou menos institucionalizada"— enfim, aquilo que uma dada sociedade considera digno de integrar o currículo. Portanto, é possível argumentar que, ainda que as agentes do ensino possam ser mulheres, elas se ocupam de um universo marcadamente masculino — não apenas porque as diferentes disciplinas escolares se construíram pela ótica dos homens, mas porque a seleção, a produção e a transmissão dos conhecimentos (os programas, os livros, as estatísticas, os mapas; as questões, as hipóteses e os métodos de investigação "científicos" e válidos; a linguagem e a forma de apresentação dos saberes) são masculinos.
Difícil decidir qual a resposta mais adequada ou mais completa. Ambas as argumentações apelam para noções com as quais usualmente concordamos e que reconhecemos nas nossas práticas escolares. O que fica evidente, sem dúvida, é que a escola é atravessada pelos gêneros; é impossível pensar sobre a instituição sem que se lance mão das reflexões sobre as construções sociais e culturais de masculino e feminino.
Na verdade isso pode ser estendido para qualquer instituição social. No entanto, nosso olhar se volta especialmente para a escola não apenas devido à temática deste livro, mas porque, nas sociedades urbanas, historicamente ela veio ganhando um lugar especial dentre as demais instâncias e instituições sociais. Alvo de atenção dos religiosos, dos estados e das famílias, ela foi se constituindo como necessária para formação de meninos e meninas, ao mesmo tempo em que deslocava a importância de outros espaços formadores. À escola foi atribuída, em diferentes momentos, a produção do cristão; do cidadão responsável; dos homens e das mulheres virtuosos/as; das elites condutoras; do povo sadio e operoso; etc. Certamente não se esperava que ela desempenhasse sozinha essas tarefas, embora, com muita frequência, elas lhe fossem explícita e pontualmente endereçadas.
LOURO, G. L. Gênero, sexualidade
e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 2017. p. 88-90.
“Sendo assim, qual o gênero da escola?"
Pode-se substituir a expressão destacada, sem prejuízo de sentido, por
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Texto V
CORPO NO MUNDO
Atravessei o mar
Um sol da América do Sul me guiaa
Trago uma mala de mão
Dentro uma oraçãob
Um adeus
Eu sou um corpo
Um ser
Um corpo só
Tem cor, tem cortec
E a história do meu lugar
Eu sou a minha própria embarcação
Sou minha própria sorte
E Je suis ici*, ainda que não queiram não
Je suis ici, ainda que eu não queria mais
Je suis ici agora
Cada rua dessa cidade cinza sou eu
Olhares brancos me fitam
Há perigo nas esquinas
E eu falo mais de três línguas
E palavra amor, cadê?
Je suis ici, ainda que não queiram não
Je suis ici, ainda que eu não queira mais
Je suis ici, agora
Je suis ici
E a palavra amor, cadê?d
*Je suis ici: frase em francês que significa “Eu estou aqui”
LUNA, L. Disponível em: www.letras.com.br. Acesso em: 04 abr. 2022.
A letra de “Um corpo no mundo”, em vários pontos de sua textualidade, evoca a ideia de deslocamento.
Um verso que sinaliza a travessia do sujeito poético é
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