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OS VERDADEIROS CHINELÕES
Aconteceu há alguns dias. Um humilde trabalhador rural do interior do Paraná, chamado Joani, tinha uma audiência marcada no fórum da cidade. Colocou sua melhor camisa, sua única calça e seu único calçado: um chinelo de dedos. Destes que são cobiçados em qualquer lugar da Europa (são vendidos a 24 euros em Paris!) e que aqui são usados por toda a população, de cima a baixo da pirâmide social. Mas Joani foi impedido de entrar no tribunal. Não tinha um sapato, assim como não tem uma gravata, um cinto, um terno e um armário – os poucos calçados da família são guardados dentro de um fogão velho. Ele não compareceu ao fórum usando chinelos para provocar, e sim porque a outra alternativa seria ir descalço. Isso faz de Joani um chinelão? Chinelão foi o juiz que o mandou de volta para casa e remarcou a audiência para daqui a dois meses. Faltou jogo de cintura, flexibilidade e consciência do país em que vive.
Claro que há costumes apropriados e outros inapropriados, e ir de chinelo a uma audiência pública, a um casamento ou à ópera faz parte do segundo grupo. Não é preciso fazer curso de etiqueta para saber o que é adequado, basta um pouquinho de bom senso. Mas este mesmo bom senso que nos faz intuir o traje correto para cada ocasião também tem que ser usado para abrir algumas exceções.
Chinelagem nada tem a ver com pobreza, e sim com falta de educação. Um homem de paletó Ermenegildo Zegna que joga lixo pela janela do carro é o Mr. Pé-de-Chinelo, não importa que seja um alto executivo e que ganhe uma fortuna. Homem que bate em mulher, chinelão. Mulher que faz escândalo em público, chinelona.
Outro dia acordei às 5h para pegar um voo às 7h. Estava na fila do check-in (auge do apagão, aeroporto caótico) quando uma lindinha chegou perto de mim com seu casaquinho de pele e com cara de quem tinha acordado há minutos do seu sono de princesa e perguntou com candura: posso passar na tua frente? Nem gestante, nem idosa, nem com dificuldade de locomoção. Não a reprimo por isso, mas não, não pode, respondi com o meu sorriso mais cordial.
Anotem, crianças, um exemplo de chinelagem explícita: furar fila.
Há outros: falta de pontualidade (tolerância de 10 minutos para encontros informais), palavrão em momento impróprio (use seu feeling), abrir o porta-malas do carro para ouvir som alto na rua (jamais! Deveria ser passível de prisão perpétua), depredar patrimônio público, enganar no troco, fiscalizar o celular do namorado, abrir correspondência alheia, perguntar o salário dos outros, agredir desconhecidos por pura diversão e a chinelagem suprema: soltar foguetes em torno do hotel onde está hospedado o time adversário. Como se viu recentemente, isso, além de chinfrim, é ineficaz.
A elegância não está atrelada ao dinheiro, e sim à atitude. Não duvido nada que Jaoni, aquele que tomou banho, se barbeou, se penteou, botou camisa limpa e foi ao fórum com o único calçado que tinha, tenha educação para botar muito marmanjo no chinelo.
(Adaptado de: MEDEIROS, Martha. Zero Hora. 1° de julho de 2007)
Qual alternativa apresenta palavras que substituiriam, sem alteração de sentido, as palavras humilde, apropriados e atrelada?
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OS VERDADEIROS CHINELÕES
Aconteceu há alguns dias. Um humilde trabalhador rural do interior do Paraná, chamado Joani, tinha uma audiência marcada no fórum da cidade. Colocou sua melhor camisa, sua única calça e seu único calçado: um chinelo de dedos. Destes que são cobiçados em qualquer lugar da Europa (são vendidos a 24 euros em Paris!) e que aqui são usados por toda a população, de cima a baixo da pirâmide social. Mas Joani foi impedido de entrar no tribunal. Não tinha um sapato, assim como não tem uma gravata, um cinto, um terno e um armário – os poucos calçados da família são guardados dentro de um fogão velho. Ele não compareceu ao fórum usando chinelos para provocar, e sim porque a outra alternativa seria ir descalço. Isso faz de Joani um chinelão? Chinelão foi o juiz que o mandou de volta para casa e remarcou a audiência para daqui a dois meses. Faltou jogo de cintura, flexibilidade e consciência do país em que vive.
Claro que há costumes apropriados e outros inapropriados, e ir de chinelo a uma audiência pública, a um casamento ou à ópera faz parte do segundo grupo. Não é preciso fazer curso de etiqueta para saber o que é adequado, basta um pouquinho de bom senso. Mas este mesmo bom senso que nos faz intuir o traje correto para cada ocasião também tem que ser usado para abrir algumas exceções.
Chinelagem nada tem a ver com pobreza, e sim com falta de educação. Um homem de paletó Ermenegildo Zegna que joga lixo pela janela do carro é o Mr. Pé-de-Chinelo, não importa que seja um alto executivo e que ganhe uma fortuna. Homem que bate em mulher, chinelão. Mulher que faz escândalo em público, chinelona.
Outro dia acordei às 5h para pegar um voo às 7h. Estava na fila do check-in (auge do apagão, aeroporto caótico) quando uma lindinha chegou perto de mim com seu casaquinho de pele e com cara de quem tinha acordado há minutos do seu sono de princesa e perguntou com candura: posso passar na tua frente? Nem gestante, nem idosa, nem com dificuldade de locomoção. Não a reprimo por isso, mas não, não pode, respondi com o meu sorriso mais cordial.
Anotem, crianças, um exemplo de chinelagem explícita: furar fila.
Há outros: falta de pontualidade (tolerância de 10 minutos para encontros informais), palavrão em momento impróprio (use seu feeling), abrir o porta-malas do carro para ouvir som alto na rua (jamais! Deveria ser passível de prisão perpétua), depredar patrimônio público, enganar no troco, fiscalizar o celular do namorado, abrir correspondência alheia, perguntar o salário dos outros, agredir desconhecidos por pura diversão e a chinelagem suprema: soltar foguetes em torno do hotel onde está hospedado o time adversário. Como se viu recentemente, isso, além de chinfrim, é ineficaz.
A elegância não está atrelada ao dinheiro, e sim à atitude. Não duvido nada que Jaoni, aquele que tomou banho, se barbeou, se penteou, botou camisa limpa e foi ao fórum com o único calçado que tinha, tenha educação para botar muito marmanjo no chinelo.
(Adaptado de: MEDEIROS, Martha. Zero Hora. 1° de julho de 2007)
Analise as afirmativas a respeito do texto.
I- Chinelão é o adjetivo de quem usa chinelos de dedo.
II- Segundo o texto, chinelagem não é sinônimo de pobreza.
III- Chinelagem é todo mau comportamento em relação ao mundo que independe de classe social.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Um possível discurso indireto da sentença “- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma.” (linha 28) está na alternativa
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
A partir do processo de derivação, é possível transformar palavras em outras com o acréscimo de um prefixo ou de um sufixo, por exemplo. Esse é o caso da palavra reformulado. Em qual das alternativas, ocorre exatamente o mesmo processo de formação que o da palavra citada?
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
O dígrafo (duas letras = um fonema) ocorre em muitas palavras da Língua Portuguesa, mas deixa de acontecer na palavra da alternativa
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Em Língua Portuguesa, as letras representam fonemas: algumas letras representam mais de um fonema, e um mesmo fonema pode ser representado por várias letras. Assinale a alternativa em que a letra destacada representa um fonema diferente das demais.
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Qual alternativa apresenta palavras que substituiriam, sem alteração de sentido, as palavras promover , reformulada e obsoleto?
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Analise as afirmativas, abaixo.
I- A segunda vírgula da linha 28 isola corretamente um aposto.
II- Essa mesma vírgula poderia ser substituída por um sinal de dois pontos.
III- Se o período que se inicia na linha 42 fosse colocado após o sinal de dois pontos do parágrafo anterior, a única alteração necessária seria a colocação das aspas no lugar do travessão.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Assinale a alternativa que apresenta as palavras que completam correta e respectivamente as lacunas das linhas 07, 11, 22 e 25.
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OS SEXOS DA LEI
A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) quer transformar uma proposta polêmica em lei. Ela quer que seja obrigatória a referência à mulher toda vez que o substantivo “homem” designar ambos os sexos.
A medida é, na realidade, um substitutivo de outra proposição da própria deputada, apreciada pela Câmara dos Deputados em 2001. O projeto de Lei n° 4.610-B propunha que as leis e os atos normativos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios usem vocábulos no masculino só em referência ao homem, e no feminino em toda alusão mulher.
Depois de passar pela Câmara, o projeto foi ao Senado, que o rejeitou após a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) provar que a medida é inviável. Se aprovada como estava, disse Serys, seria necessário reescrever praticamente toda legislação. Tomou como exemplo o artigo 12 da Constituição, que ficaria assim:
“Artigo 12. São brasileiros e brasileiras:
I- natos e natas:
a) os nascidos e as nascidas na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros e mães estrangeiras, desde que estes e estas não estejam a serviço de seu país.” (grifo da senadora)
O projeto, denominado Linguagem Inclusiva, foi então reformulado. Caso aprovado desta vez, o termo “homem” não poderá mais ser usado em referência ao ser humano em geral, em textos oficiais.
TERMO NEUTRO
O documento será submetido votação do plenário. A deputada alega que terá mais tempo para aprofundar a discussão. Diz que a ideia é promover igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- A gramática é excludente deveria haver “presidente” e “presidenta”, por exemplo.
Linguistas, como Maria Helena Moura Neves, discordam.
- Mesmo reformulada, a medida é absurda, um atestado de desconhecimento do idioma. A professora diz que a mudança sugerida teria implicações profundas na língua. Pois a palavra “homem”, como “ser humano”, tem equivalentes no latim (homo) e no grego (anthrópos). As duas línguas têm termos distintos para o sexo masculino (latim vir e grego aner). “Homem” significando pessoa, indivíduo, não seria excludente. Equivaleria a homo e a anthrópos, que se referem tanto a homens como a mulheres.
- Não há como atribuir caráter feminino ou masculino a um termo que é neutro.
Numa asserção conhecida, como “todos os homens são iguais perante a lei”, atribuir gênero à frase (“todos os homens e mulheres...”) é, para a professora, quebrar o princípio de igualdade nela expresso.
Maria Helena diz que a conscientização, pretendida pela deputada, não encontrará espaço em documentos oficiais, que são neutros e pouco ideais a se marcar posição. Pedro de Moraes Garcez, do departamento de Linguística da UFRGS, concorda com o caráter obsoleto dos projetos de deputados:
- Na maioria, são desinformados e operam quixotescamente num plano além dos efetivos poderes que qualquer legislação tem sobre a prática social e linguística.
(Revista da Língua Portuguesa, agosto de 2006).
Se a palavra medida fosse pluralizada, quantas outras palavras sofreriam, obrigatoriamente, ajustes para fins de concordância nesse mesmo período?
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