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2342714 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Enunciado 3594945-1
Internet: <https://laerte.art.br> (com adaptações).
Julgue o item, referentes ao texto apresentado.

Na pergunta que aparece no primeiro quadrinho, o uso do sinal de interrogação seguido do sinal de exclamação transmite a ideia de que o interlocutor achou inusitada a compra da geladeira.
 

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2342713 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Enunciado 3594944-1
Internet: <https://laerte.art.br> (com adaptações).
Julgue o item, referentes ao texto apresentado.

O emprego do pronome “Elas”, no terceiro quadrinho, evidencia que os personagens ilustrados são meninas.
 

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2342712 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Enunciado 3594943-1
Internet: <https://laerte.art.br> (com adaptações).
Julgue o item, referentes ao texto apresentado.

O texto é uma tirinha que mostra o diálogo entre os dois personagens ilustrados.
 

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2342711 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

O texto é essencialmente argumentativo, visto que o objetivo do autor é alegar a existência de um equívoco na história sobre a primeira edição das Olimpíadas.
 

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2342710 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

A substituição de “já que” (linha 12) por por que manteria a correção gramatical do texto e seus sentidos originais.
 

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2342709 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

Na linha 12, o segmento “levar mensagens entre as cidades” exerce a função de sujeito de “era”, o que justifica a flexão desta forma verbal no singular.
 

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2342708 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Texto para o item.


Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

Na linha 25, a coerência das ideias do texto seria mantida se o vocábulo “só” fosse deslocado para imediatamente depois de “pancrácio”.
 

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2342707 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

A oração “há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze” (linha 22) expressa uma conclusão.
 

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2342706 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

O conectivo “porém” (linha 24) poderia ser substituído por mas, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.
 

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2342705 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREF-5
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria

conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.

Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu

apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o

primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.

Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado

Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um

homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a

vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria

custado sua vida.

O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida

de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função

de servos e escravos.

Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões

políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a

atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as

guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.

Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos

mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,

inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.

Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um

lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não

havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.

A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira

Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de

mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo

quando provocava a morte do oponente.

Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem

mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições

esportivas deixaram de ser realizadas.

Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

A forma pronominal em “mantê-los” (linha 16) retoma “homens livres” (linha 14).
 

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