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Na pergunta que aparece no primeiro quadrinho, o uso do sinal de interrogação seguido do sinal de exclamação transmite a ideia de que o interlocutor achou inusitada a compra da geladeira.
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O emprego do pronome “Elas”, no terceiro quadrinho, evidencia que os personagens ilustrados são meninas.
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O texto é uma tirinha que mostra o diálogo entre os dois personagens ilustrados.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
O texto é essencialmente argumentativo, visto que o objetivo do autor é alegar a existência de um equívoco na história sobre a primeira edição das Olimpíadas.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
A substituição de “já que” (linha 12) por por que manteria a correção gramatical do texto e seus sentidos originais.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
Na linha 12, o segmento “levar mensagens entre as cidades” exerce a função de sujeito de “era”, o que justifica a flexão desta forma verbal no singular.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
Na linha 25, a coerência das ideias do texto seria mantida se o vocábulo “só” fosse deslocado para imediatamente depois de “pancrácio”.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
A oração “há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze” (linha 22) expressa uma conclusão.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
O conectivo “porém” (linha 24) poderia ser substituído por mas, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.
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Em 776 a. C., após deixar para trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos.
Diferentemente do que se imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis percorreu
apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o
primeiro esporte olímpico, portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490 a. C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para buscar ajuda. Outra versão conta que um
homem chamado Eucles percorreu a distância entre Atenas e a cidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40 quilômetros entre ida e volta que teria
custado sua vida.
O equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. Isso que chamamos de corrida
de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, já que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função
de servos e escravos.
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Seus direitos incluíam as decisões
políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a
atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as
guerras — e acabou dando origem às Olimpíadas.
Embora a primeira Olimpíada tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo dos
mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos,
inauguraram um novo espaço de competições, o hipódromo, em 680 a.C.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade. Um busto representando um
lutador de boxe de 330 a. C. dá conta da violência da modalidade — há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não
havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira
Olímpiada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de
mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela plateia mesmo
quando provocava a morte do oponente.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem
mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob o domínio dos macedônicos e dos romanos, as competições
esportivas deixaram de ser realizadas.
A forma pronominal em “mantê-los” (linha 16) retoma “homens livres” (linha 14).
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