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Foram encontradas 120 questões.

2572847 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.

O termo “infinito” (linha 18) qualifica o vocábulo “uso” (linha 17).

 

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2572846 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

O primeiro parágrafo do texto apresenta a capacidade de expressão poética, como a de Carlos Drummond de Andrade, e a capacidade de formar frases sem fim, típica da espécie humana e relacionada à recursividade, como coisas distintas.

 

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2572845 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

O texto não fornece nenhum exemplo do que seria o “mínimo que um ser humano pode fazer”, referido no segundo parágrafo.

 

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2572844 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

Infere-se do texto que não há fundamentos nem dados científicos que respaldem a proposta de Chomsky e seus colegas de que a recursividade torna a linguagem humana única; tal proposta configura mera especulação, típica do fazer científico.

 

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2572843 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

O texto é construído com base na certeza de que o órgão da linguagem, presente no cérebro humano, surgiu com a finalidade de realizar cálculos combinatórios, sendo posteriormente utilizado com o intuito de combinar informações linguísticas.

 

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2572842 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

Segundo o texto, animais considerados inteligentes, como o papagaio Alex, possuem um tipo de órgão da linguagem mais limitado que o associado à linguagem humana.

 

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2572841 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MS
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

Depreende-se do trecho “Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem” (linhas 13 e 14) que Marc Hauser concluiu que a linguagem humana guarda mais semelhanças com a linguagem animal que diferenças.

 

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2572840 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

Infere-se do quarto parágrafo do texto que as abelhas, apesar de terem desenvolvido uma forma de linguagem, não dispõem de recursividade, portanto não se comunicam como os seres humanos, na visão de Hauser.

 

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2572839 Ano: 2021
Disciplina: Português
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Por que somos o único bicho com linguagem? Porque só a gente é capaz de se expressar como em tantos poemas que conhecemos. Bem… em termos. Na verdade, poesia assim é para poucos, como Carlos Drummond de Andrade, mas os seres humanos se destacam entre outras espécies consideradas inteligentes, como chimpanzés e golfinhos, porque, entre outras coisas, são capazes de encaixar uma ideia na outra, formando frases quilométricas, sem fim. Esse componente, presente apenas na linguagem da nossa espécie, é chamado de recursividade.

Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

A expressão “Esse potencial inesgotável” (linha 18) refere-se à propriedade da recursividade, sendo empregada no texto como recurso coesivo.

 

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2572838 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
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Anos de trabalho para ensinar outros animais (como os internacionalmente famosos papagaio Alex e bonobo Kanzi) a se comunicarem com a linguagem humana serviram para provar que, por mais que possam avançar, há um limite, bem distante do mínimo que um ser humano pode fazer.

Para o linguista americano Noam Chomsky, que estuda esse assunto há mais de seis décadas, o que nos torna diferentes é que temos uma espécie de “órgão da linguagem” no cérebro, que talvez nem tenha surgido com esse fim, mas com a finalidade de realizar cálculos combinatórios. Daí a ideia de que a recursividade seja o fato que torna a linguagem humana única, como propõem Chomsky e seus colegas Marc Hauser e Tecumseh Fitch.

No começo de 2008, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Hauser comparou a comunicação humana com a dança das abelhas, considerada uma forma de linguagem. Após acharem comida, esses animais voltam para a colmeia e informam onde está o alimento por meio dessa dancinha. “É uma linguagem simbólica e separada da ação no tempo e no espaço. O problema é que as abelhas só conversam sobre comida”, afirma o pesquisador da Universidade Harvard. Já a recursividade permite que nosso uso da linguagem seja praticamente infinito — basta combinar unidades menores para formar frases nunca ouvidas antes. Esse potencial inesgotável é ideal para comunicar todo tipo de informação e ideia, o que torna óbvia a vantagem trazida por essa capacidade aos seres humanos.

Mas o que dizer das capacidades do papagaio cinza, africano, Alex, morto em 2007, aos 31 anos de idade? O trabalho feito pela psicóloga Irene Pepperberg ao longo de toda a vida do animal mostrou que a ave era capaz de entender alguns conceitos. Ele aprendeu a separar palavras por categorias e a contar pequenas quantidades e sabia até reconhecer algumas cores e formas. E, apesar de haver relatos de que, às vezes, ele ajudava outros papagaios do laboratório a falarem melhor e que, de vez em quando, ele se mostrava aborrecido com exercícios repetitivos, ele não mostrava sinais de lógica ou capacidade de generalização tal como nós.

Para Hauser, estudos com outros animais “falantes”, por mais que mostrem que eles têm capacidade de reagir emocionalmente e de discriminar algumas percepções, acabam por comprovar que “essas habilidades não interagem no cérebro como a cognição humana”. Ao juntar tudo isso, criamos a linguagem.

Giovana Girardi. Por que somos o único bicho com linguagem? In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

A ideia central do texto é apresentada no primeiro parágrafo, sendo desenvolvida nos parágrafos subsequentes.

 

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