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Devagar ou rápido? Desfrutar o momento ligeiramente, ou aproveitar lentamente cada momento da experiência? Esses são dilemas que podem estar relacionados às práticas dos consumidores contemporâneos. A partir dessa questão, organizações de consumidores, que procuram ressignificar a relação do homem com o tempo e o espaço (como as de economia solidária, comércio justo, indicação geográfica etc.), estabelecem suas bandeiras.
O movimento internacional Slow Food, fundado pelo jornalista italiano Carlo Petrini, em 1986, parte do princípio de que a maneira como os indivíduos se alimentam tem profunda influência no mundo que os rodeia. Assim, buscar qualidade da alimentação e tempo para desfrutar o seu sabor é uma forma de tornar a vida cotidiana mais prazerosa.
O Slow Food apresenta, como princípio, o direito ao prazer da alimentação, pelo uso de produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. Tendo esses princípios como balizadores, coloca-se em oposição à tendência de padronização alimentar e defende que os consumidores sejam bem informados e que lhes seja oportunizado se tornarem coprodutores.
Assim como outros movimentos sociais, o Slow Food visa demarcar seu posicionamento e diferenciar-se dos demais, ao utilizar como uma de suas estratégias a demarcação fundacional por meio de um manifesto que expõe seus interesses. Lançado em 1989, nele se observa veemente crítica ao estilo e ao ritmo de vida acelerado construídos pela civilização ocidental, na sociedade contemporânea, e são propostas alternativas para diferentes estilos de vida, além de se censurar mudanças de hábitos tradicionais.
A negação do modo rápido (fast) de viver e comer é apontada como uma possibilidade de resgate do prazer frente a um mundo utilitarista. Em nome da produtividade, a vida rápida (fast life) mudou a forma de ser e ameaça o meio ambiente.
A proposta de mudança passa pela ressignificação da dimensão temporal. No curto manifesto, perpassam o texto não menos de treze palavras que remetem à noção de temporalidade, tais como “lento”, “slow”, ou seus opostos “rapidez” e “fast”. Segundo os autores do manifesto, “Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a fast life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer fast food”. Uma das proposições sugere que “nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência”.
Daniel Coelho de Oliveira. O slow food e a nova
dimensão temporal da modernidade. Barbarói, n.º 39, jul./dez./2013, p. 216-234 (com adaptações).
A respeito das ideias do texto, julgue o item.
A ideia central do texto explora a relação entre a alimentação consumida e a dimensão temporal proposta pelo movimento Slow Food.
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Devagar ou rápido? Desfrutar o momento ligeiramente, ou aproveitar lentamente cada momento da experiência? Esses são dilemas que podem estar relacionados às práticas dos consumidores contemporâneos. A partir dessa questão, organizações de consumidores, que procuram ressignificar a relação do homem com o tempo e o espaço (como as de economia solidária, comércio justo, indicação geográfica etc.), estabelecem suas bandeiras.
O movimento internacional Slow Food, fundado pelo jornalista italiano Carlo Petrini, em 1986, parte do princípio de que a maneira como os indivíduos se alimentam tem profunda influência no mundo que os rodeia. Assim, buscar qualidade da alimentação e tempo para desfrutar o seu sabor é uma forma de tornar a vida cotidiana mais prazerosa.
O Slow Food apresenta, como princípio, o direito ao prazer da alimentação, pelo uso de produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. Tendo esses princípios como balizadores, coloca-se em oposição à tendência de padronização alimentar e defende que os consumidores sejam bem informados e que lhes seja oportunizado se tornarem coprodutores.
Assim como outros movimentos sociais, o Slow Food visa demarcar seu posicionamento e diferenciar-se dos demais, ao utilizar como uma de suas estratégias a demarcação fundacional por meio de um manifesto que expõe seus interesses. Lançado em 1989, nele se observa veemente crítica ao estilo e ao ritmo de vida acelerado construídos pela civilização ocidental, na sociedade contemporânea, e são propostas alternativas para diferentes estilos de vida, além de se censurar mudanças de hábitos tradicionais.
A negação do modo rápido (fast) de viver e comer é apontada como uma possibilidade de resgate do prazer frente a um mundo utilitarista. Em nome da produtividade, a vida rápida (fast life) mudou a forma de ser e ameaça o meio ambiente.
A proposta de mudança passa pela ressignificação da dimensão temporal. No curto manifesto, perpassam o texto não menos de treze palavras que remetem à noção de temporalidade, tais como “lento”, “slow”, ou seus opostos “rapidez” e “fast”. Segundo os autores do manifesto, “Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a fast life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer fast food”. Uma das proposições sugere que “nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência”.
Daniel Coelho de Oliveira. O slow food e a nova
dimensão temporal da modernidade. Barbarói, n.º 39, jul./dez./2013, p. 216-234 (com adaptações).
No que se refere à estruturação linguístico- gramatical do texto, julgue o item.
O vocábulo “lhes” substitui a expressão “os consumidores”.
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Devagar ou rápido? Desfrutar o momento ligeiramente, ou aproveitar lentamente cada momento da experiência? Esses são dilemas que podem estar relacionados às práticas dos consumidores contemporâneos. A partir dessa questão, organizações de consumidores, que procuram ressignificar a relação do homem com o tempo e o espaço (como as de economia solidária, comércio justo, indicação geográfica etc.), estabelecem suas bandeiras.
O movimento internacional Slow Food, fundado pelo jornalista italiano Carlo Petrini, em 1986, parte do princípio de que a maneira como os indivíduos se alimentam tem profunda influência no mundo que os rodeia. Assim, buscar qualidade da alimentação e tempo para desfrutar o seu sabor é uma forma de tornar a vida cotidiana mais prazerosa.
O Slow Food apresenta, como princípio, o direito ao prazer da alimentação, pelo uso de produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. Tendo esses princípios como balizadores, coloca-se em oposição à tendência de padronização alimentar e defende que os consumidores sejam bem informados e que lhes seja oportunizado se tornarem coprodutores.
Assim como outros movimentos sociais, o Slow Food visa demarcar seu posicionamento e diferenciar-se dos demais, ao utilizar como uma de suas estratégias a demarcação fundacional por meio de um manifesto que expõe seus interesses. Lançado em 1989, nele se observa veemente crítica ao estilo e ao ritmo de vida acelerado construídos pela civilização ocidental, na sociedade contemporânea, e são propostas alternativas para diferentes estilos de vida, além de se censurar mudanças de hábitos tradicionais.
A negação do modo rápido (fast) de viver e comer é apontada como uma possibilidade de resgate do prazer frente a um mundo utilitarista. Em nome da produtividade, a vida rápida (fast life) mudou a forma de ser e ameaça o meio ambiente.
A proposta de mudança passa pela ressignificação da dimensão temporal. No curto manifesto, perpassam o texto não menos de treze palavras que remetem à noção de temporalidade, tais como “lento”, “slow”, ou seus opostos “rapidez” e “fast”. Segundo os autores do manifesto, “Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a fast life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer fast food”. Uma das proposições sugere que “nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência”.
Daniel Coelho de Oliveira. O slow food e a nova
dimensão temporal da modernidade. Barbarói, n.º 39, jul./dez./2013, p. 216-234 (com adaptações).
No que se refere à estruturação linguístico- gramatical do texto, julgue o item.
Mantém a correção gramatical, ainda que possa haver alteração dos sentidos originais do texto, a supressão da forma plural de “às” — à —, haja vista a obrigatoriedade do emprego do acento grave indicativo de crase no elemento antecedente a termos femininos definidos.
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Devagar ou rápido? Desfrutar o momento ligeiramente, ou aproveitar lentamente cada momento da experiência? Esses são dilemas que podem estar relacionados às práticas dos consumidores contemporâneos. A partir dessa questão, organizações de consumidores, que procuram ressignificar a relação do homem com o tempo e o espaço (como as de economia solidária, comércio justo, indicação geográfica etc.), estabelecem suas bandeiras.
O movimento internacional Slow Food, fundado pelo jornalista italiano Carlo Petrini, em 1986, parte do princípio de que a maneira como os indivíduos se alimentam tem profunda influência no mundo que os rodeia. Assim, buscar qualidade da alimentação e tempo para desfrutar o seu sabor é uma forma de tornar a vida cotidiana mais prazerosa.
O Slow Food apresenta, como princípio, o direito ao prazer da alimentação, pelo uso de produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. Tendo esses princípios como balizadores, coloca-se em oposição à tendência de padronização alimentar e defende que os consumidores sejam bem informados e que lhes seja oportunizado se tornarem coprodutores.
Assim como outros movimentos sociais, o Slow Food visa demarcar seu posicionamento e diferenciar-se dos demais, ao utilizar como uma de suas estratégias a demarcação fundacional por meio de um manifesto que expõe seus interesses. Lançado em 1989, nele se observa veemente crítica ao estilo e ao ritmo de vida acelerado construídos pela civilização ocidental, na sociedade contemporânea, e são propostas alternativas para diferentes estilos de vida, além de se censurar mudanças de hábitos tradicionais.
A negação do modo rápido (fast) de viver e comer é apontada como uma possibilidade de resgate do prazer frente a um mundo utilitarista. Em nome da produtividade, a vida rápida (fast life) mudou a forma de ser e ameaça o meio ambiente.
A proposta de mudança passa pela ressignificação da dimensão temporal. No curto manifesto, perpassam o texto não menos de treze palavras que remetem à noção de temporalidade, tais como “lento”, “slow”, ou seus opostos “rapidez” e “fast”. Segundo os autores do manifesto, “Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a fast life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer fast food”. Uma das proposições sugere que “nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência”.
Daniel Coelho de Oliveira. O slow food e a nova
dimensão temporal da modernidade. Barbarói, n.º 39, jul./dez./2013, p. 216-234 (com adaptações).
No que se refere à estruturação linguístico- gramatical do texto, julgue o item.
A forma “elaborados” poderia ser flexionada no feminino singular, em referência à expressão antecedente “qualidade especial”, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.
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Não há fenômeno psicológico mais relevante para o homem comum do que as emoções, seja na vida normal, seja nos estados patológicos, tanto é que, em 1872, Charles Darwin dedicou um de seus livros ao estudo da expressão das emoções no homem e nos animais. Elas foram examinadas na filosofia grega, e filósofos mais recentes, como Espinoza e Descartes, trataram extensamente do assunto. Na literatura de ficção, assim como nos mitos, as emoções humanas desempenham papel central. É no patrimônio cultural, e não na introspecção, que escritores e filósofos colhem sua matéria-prima. A linguagem cotidiana do homem comum tem um conjunto de palavras que designam variações ou tipos de emoções. A cultura não apenas fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece, também, um discurso sobre suas causas e consequências. Teria sido muito natural, portanto, que a construção da psicologia tivesse priorizado as emoções entre todos os seus assuntos, mas não foi isso que se verificou ao longo do século XX.
As emoções não são necessariamente conscientes. O cérebro foi projetado pela evolução para usar informações derivadas do ambiente e do próprio organismo a fim de regular, funcionalmente, o comportamento e o próprio corpo, e isso reúne aspectos cognitivos e emocionais, tais como aprendizagem com amor, ciúme e nojo.
O termo cognição é, às vezes, usado para se referir a um tipo de pensamento deliberado, voltado para a solução de um problema, como na matemática ou no jogo de xadrez, um pensamento frio, isento de paixão. Na perspectiva evolucionista, o conceito de cognição tem de
servir para todas as atividades cognitivas, quentes ou frias, e não para algum subconjunto de operações. As emoções, nessa perspectiva, podem ser compreendidas como forças impulsionadoras, moldadas pela seleção natural, que motivam o sujeito à ação, levando-o a fazer uso de suas capacidades cognitivas.
Assim como as estruturas físicas, as capacidades cognitivas e emocionais evoluíram para resolver problemas de significado adaptativo. Acrescenta-se a isso a compreensão funcional de que as emoções existem para levar o indivíduo a desejar as coisas que levaram os seus ancestrais hominídeos a serem bem-sucedidos em termos de aptidão abrangente (seleção no nível do gene, determinada pela sobrevivência de todos os indivíduos de dada população portadores desse gene) no ambiente de adaptação evolutiva (AAE) no qual eles viveram, cuja origem é estimada em mais de dois milhões de anos. Logo, o ser humano reage com alegria quando a busca de alvos biossociais significativos é bem-sucedida e reage com raiva ou tristeza quando é frustrada.
Angela Donato Oliva et al. Razão, emoção e ação em cena: a mente humana sob um olhar evolucionista. In: Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22, n.º 1, jan./abr./2006, p. 53-62 (com adaptações).
Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.
Manteria a correção gramatical e os sentidos textuais a substituição do vocábulo “portanto” por contanto.
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Não há fenômeno psicológico mais relevante para o homem comum do que as emoções, seja na vida normal, seja nos estados patológicos, tanto é que, em 1872, Charles Darwin dedicou um de seus livros ao estudo da expressão das emoções no homem e nos animais. Elas foram examinadas na filosofia grega, e filósofos mais recentes, como Espinoza e Descartes, trataram extensamente do assunto. Na literatura de ficção, assim como nos mitos, as emoções humanas desempenham papel central. É no patrimônio cultural, e não na introspecção, que escritores e filósofos colhem sua matéria-prima. A linguagem cotidiana do homem comum tem um conjunto de palavras que designam variações ou tipos de emoções. A cultura não apenas fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece, também, um discurso sobre suas causas e consequências. Teria sido muito natural, portanto, que a construção da psicologia tivesse priorizado as emoções entre todos os seus assuntos, mas não foi isso que se verificou ao longo do século XX.
As emoções não são necessariamente conscientes. O cérebro foi projetado pela evolução para usar informações derivadas do ambiente e do próprio organismo a fim de regular, funcionalmente, o comportamento e o próprio corpo, e isso reúne aspectos cognitivos e emocionais, tais como aprendizagem com amor, ciúme e nojo.
O termo cognição é, às vezes, usado para se referir a um tipo de pensamento deliberado, voltado para a solução de um problema, como na matemática ou no jogo de xadrez, um pensamento frio, isento de paixão. Na perspectiva evolucionista, o conceito de cognição tem de
servir para todas as atividades cognitivas, quentes ou frias, e não para algum subconjunto de operações. As emoções, nessa perspectiva, podem ser compreendidas como forças impulsionadoras, moldadas pela seleção natural, que motivam o sujeito à ação, levando-o a fazer uso de suas capacidades cognitivas.
Assim como as estruturas físicas, as capacidades cognitivas e emocionais evoluíram para resolver problemas de significado adaptativo. Acrescenta-se a isso a compreensão funcional de que as emoções existem para levar o indivíduo a desejar as coisas que levaram os seus ancestrais hominídeos a serem bem-sucedidos em termos de aptidão abrangente (seleção no nível do gene, determinada pela sobrevivência de todos os indivíduos de dada população portadores desse gene) no ambiente de adaptação evolutiva (AAE) no qual eles viveram, cuja origem é estimada em mais de dois milhões de anos. Logo, o ser humano reage com alegria quando a busca de alvos biossociais significativos é bem-sucedida e reage com raiva ou tristeza quando é frustrada.
Angela Donato Oliva et al. Razão, emoção e ação em cena: a mente humana sob um olhar evolucionista. In: Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22, n.º 1, jan./abr./2006, p. 53-62 (com adaptações).
Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.
Mantém a correção gramatical e os sentidos textuais a seguinte reescrita do trecho “A cultura não apenas fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece, também, um discurso sobre suas causas e consequências.”: A cultura não oferece apenas os nomes de um conjunto de emoções, mas também um discurso sobre suas causas e consequências.
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Não há fenômeno psicológico mais relevante para o homem comum do que as emoções, seja na vida normal, seja nos estados patológicos, tanto é que, em 1872, Charles Darwin dedicou um de seus livros ao estudo da expressão das emoções no homem e nos animais. Elas foram examinadas na filosofia grega, e filósofos mais recentes, como Espinoza e Descartes, trataram extensamente do assunto. Na literatura de ficção, assim como nos mitos, as emoções humanas desempenham papel central. É no patrimônio cultural, e não na introspecção, que escritores e filósofos colhem sua matéria-prima. A linguagem cotidiana do homem comum tem um conjunto de palavras que designam variações ou tipos de emoções. A cultura não apenas fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece, também, um discurso sobre suas causas e consequências. Teria sido muito natural, portanto, que a construção da psicologia tivesse priorizado as emoções entre todos os seus assuntos, mas não foi isso que se verificou ao longo do século XX.
As emoções não são necessariamente conscientes. O cérebro foi projetado pela evolução para usar informações derivadas do ambiente e do próprio organismo a fim de regular, funcionalmente, o comportamento e o próprio corpo, e isso reúne aspectos cognitivos e emocionais, tais como aprendizagem com amor, ciúme e nojo.
O termo cognição é, às vezes, usado para se referir a um tipo de pensamento deliberado, voltado para a solução de um problema, como na matemática ou no jogo de xadrez, um pensamento frio, isento de paixão. Na perspectiva evolucionista, o conceito de cognição tem de
servir para todas as atividades cognitivas, quentes ou frias, e não para algum subconjunto de operações. As emoções, nessa perspectiva, podem ser compreendidas como forças impulsionadoras, moldadas pela seleção natural, que motivam o sujeito à ação, levando-o a fazer uso de suas capacidades cognitivas.
Assim como as estruturas físicas, as capacidades cognitivas e emocionais evoluíram para resolver problemas de significado adaptativo. Acrescenta-se a isso a compreensão funcional de que as emoções existem para levar o indivíduo a desejar as coisas que levaram os seus ancestrais hominídeos a serem bem-sucedidos em termos de aptidão abrangente (seleção no nível do gene, determinada pela sobrevivência de todos os indivíduos de dada população portadores desse gene) no ambiente de adaptação evolutiva (AAE) no qual eles viveram, cuja origem é estimada em mais de dois milhões de anos. Logo, o ser humano reage com alegria quando a busca de alvos biossociais significativos é bem-sucedida e reage com raiva ou tristeza quando é frustrada.
Angela Donato Oliva et al. Razão, emoção e ação em cena: a mente humana sob um olhar evolucionista. In: Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22, n.º 1, jan./abr./2006, p. 53-62 (com adaptações).
Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.
Sem prejuízo à correção gramatical, o elemento “de” poderia ser substituído pelo vocábulo por.
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Devagar ou rápido? Desfrutar o momento ligeiramente, ou aproveitar lentamente cada momento da experiência? Esses são dilemas que podem estar relacionados às práticas dos consumidores contemporâneos. A partir dessa questão, organizações de consumidores, que procuram ressignificar a relação do homem com o tempo e o espaço (como as de economia solidária, comércio justo, indicação geográfica etc.), estabelecem suas bandeiras.
O movimento internacional Slow Food, fundado pelo jornalista italiano Carlo Petrini, em 1986, parte do princípio de que a maneira como os indivíduos se alimentam tem profunda influência no mundo que os rodeia. Assim, buscar qualidade da alimentação e tempo para desfrutar o seu sabor é uma forma de tornar a vida cotidiana mais prazerosa.
O Slow Food apresenta, como princípio, o direito ao prazer da alimentação, pelo uso de produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. Tendo esses princípios como balizadores, coloca-se em oposição à tendência de padronização alimentar e defende que os consumidores sejam bem informados e que lhes seja oportunizado se tornarem coprodutores.
Assim como outros movimentos sociais, o Slow Food visa demarcar seu posicionamento e diferenciar-se dos demais, ao utilizar como uma de suas estratégias a demarcação fundacional por meio de um manifesto que expõe seus interesses. Lançado em 1989, nele se observa veemente crítica ao estilo e ao ritmo de vida acelerado construídos pela civilização ocidental, na sociedade contemporânea, e são propostas alternativas para diferentes estilos de vida, além de se censurar mudanças de hábitos tradicionais.
A negação do modo rápido (fast) de viver e comer é apontada como uma possibilidade de resgate do prazer frente a um mundo utilitarista. Em nome da produtividade, a vida rápida (fast life) mudou a forma de ser e ameaça o meio ambiente.
A proposta de mudança passa pela ressignificação da dimensão temporal. No curto manifesto, perpassam o texto não menos de treze palavras que remetem à noção de temporalidade, tais como “lento”, “slow”, ou seus opostos “rapidez” e “fast”. Segundo os autores do manifesto, “Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a fast life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer fast food”. Uma das proposições sugere que “nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência”.
Daniel Coelho de Oliveira. O slow food e a nova
dimensão temporal da modernidade. Barbarói, n.º 39, jul./dez./2013, p. 216-234 (com adaptações).
No que se refere à estruturação linguístico- gramatical do texto, julgue o item.
Sem prejuízo da correção gramatical, a expressão “desfrutar o seu sabor” poderia ser substituída por desfrutar do seu sabor.
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As duas primeiras décadas do século XXI confirmam a realidade que o século anterior criara: a crescente importância do conhecimento científico e as incessantes inovações tecnológicas; a economia globalizada, ampliando os mercados e a circulação de capitais e de produtos; a mudança climática, negada por alguns, mas parecendo cada vez mais evidente; e as enormes desigualdades, que não dão sinal de arrefecimento.
Considerando esse cenário da atualidade como referência inicial, julgue o item.
Talvez pelas históricas diferenças e divergências que remontam à colonização, os países da América do Sul viram frustradas todas as tentativas de integração regional, o que inviabilizou a criação de um bloco econômico no Cone Sul.
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Características marcantes do mundo atual são as mudanças, rápidas e profundas, que alteram a vida no Planeta. São transformações econômicas, políticas, sociais, culturais e ambientais que não encontram paralelo no passado. Considerando esse cenário, com seus aspectos positivos e negativos, e a realidade brasileira atual, julgue o item.
Sob a vigência da Constituição de 1988, o Brasil tem eleições a cada dois anos; em 2020, foi a vez das eleições presidenciais.
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