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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 8 a 16.
Sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos do texto, a sentença “Hoje, se os assalariados forem resguardados nas empresas e se forem mantidas vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema produtivo estará intacto” (linhas de 44 a 47) poderá ser assim reescrita: O sistema produtivo ficará intato, se, caso os assalariados sejam guardados nas empresas, fossem mantidas as empresas vivas pelos incentivos financeiros do Estado.
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 8 a 16.
A oração iniciada pelo termo “que” (linha 27) retoma a expressão “populações dos diversos países” (linhas 26 e 27).
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 8 a 16.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto, o vocábulo “arrefecer” (linha 21) pode ser substituído por esquentar.
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 8 a 16.
Na linha 3, anteriormente a “Prêmio Nobel de Economia de 2014”, está elíptica a expressão Ganhador do.
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Do texto se deduz que os impactos da pandemia do novo coronavírus abriram portas para o aumento do protecionismo estatal.
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Depreende-se do texto que a necessidade de prestação de informações aos cidadãos é importante para o funcionamento da democracia.
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Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Uma das características do texto é o emprego de linguagem rebuscada e prolixa.
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Em relação ao exercício da profissão de técnico industrial, julgue os itens de 116 a 120.
A diplomação por instituto técnico industrial estrangeiro não garante, mesmo após revalidação do diploma no Brasil, o exercício da profissão de técnico industrial.
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Em relação ao exercício da profissão de técnico industrial, julgue os itens de 116 a 120.
Aquele que haja concluído um dos cursos do segundo ciclo de ensino técnico industrial, tenha sido diplomado por escola oficial autorizada ou reconhecida, de nível médio, regularmente constituída, poderá exercer a profissão de técnico industrial.
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Em relação ao exercício da profissão de técnico industrial, julgue os itens de 116 a 120.
Os cargos de técnico industrial de nível médio, no serviço público federal, estadual ou municipal ou em órgãos dirigidos indiretamente pelo Poder Público, bem como na economia privada, somente serão exercidos por profissionais legalmente habilitados.
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