Magna Concursos

Foram encontradas 60 questões.

64023 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Leia o texto abaixo, extraído do livro Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

“Era assim concebida a petição:

Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro de nosso país, os autores e escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.

O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais lata manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e mais original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.

Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima (...) é a única capaz de traduzir as nossas belezas de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.

Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade

P. e E. deferimento”.

Que solicitação o Major Quaresma faz ao Congresso?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64022 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Assinale a alternativa em que, ao contrário da forma utilizada na frase “Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo...”, a concordância da palavra “meio” apresenta-se INCORRETA.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64021 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Assinale a opção em que o termo grifado exerce a mesma função sintática do destacado em:

“Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna.”

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64020 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Apenas uma das opções abaixo NÃO pode ser usada para substituir a locução grifada, porque altera o sentido da frase.

Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64019 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Em apenas uma das opções abaixo se repete o mesmo ERRO detectado no trecho: “Espero não lhe encomodar com este e-mail...”

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64018 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

No trecho abaixo, a concordância do verbo dizer, na 3ª pessoa do singular, se explica pela presença:

“Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é.”

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64017 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

As características do texto “Quem precisa saber escrever?” estão vinculadas ao texto:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64016 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Indique a alternativa em que se verifica o uso conotativo da linguagem.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64015 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

No texto, a autora alterna elementos típicos da oralidade com estruturas perfeitamente adequadas do ponto de vista do português escrito. Assinale a opção em que se verifica marca de oralidade.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
64014 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
Provas:

Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Da leitura do texto, pode-se inferir que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas