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64028 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Na carta abaixo, ocorre um deslize. Identifique-o.

TIMBRE

Loja Almada

Londrina, 2 de maio de 2010

DC– 1205-01

Atacadista Mundial Ltda

Demora nas entregas

Prezados senhores

Somos obrigados a abordar novamente o assunto das entregas. Infelizmente, continuamos insatisfeitos. O tempo decorrido entre a data da expedição e a efetiva entrega das mercadorias continua superior ao tolerável. Pedimos que revisem sua convicção de que a trans-portadora escolhida continua sendo a melhor opção.

Sugerimos, ainda, que seu representante agende esse assunto para a próxima visita.

Temos certeza de que V.Em.ª dará ao assunto a devida importância.

Atenciosamente,

Gilson Fernandes

GERENTE-GERAL

Em “Sugerimos, ainda, que seu representante agende esse assunto para a próxima visita.”, a oração grifada exerce função sintática de:

 

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64027 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Na carta abaixo, ocorre um deslize. Identifique-o.

TIMBRE

Loja Almada

Londrina, 2 de maio de 2010

DC– 1205-01

Atacadista Mundial Ltda

Demora nas entregas

Prezados senhores

Somos obrigados a abordar novamente o assunto das entregas. Infelizmente, continuamos insatisfeitos. O tempo decorrido entre a data da expedição e a efetiva entrega das mercadorias continua superior ao tolerável. Pedimos que revisem sua convicção de que a trans-portadora escolhida continua sendo a melhor opção.

Sugerimos, ainda, que seu representante agende esse assunto para a próxima visita.

Temos certeza de que V.Em.ª dará ao assunto a devida importância.

Atenciosamente,

Gilson Fernandes

GERENTE-GERAL

 

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64026 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Leia o texto abaixo, extraído do livro Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

“Era assim concebida a petição:

Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro de nosso país, os autores e escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.

O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais lata manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e mais original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.

Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima (...) é a única capaz de traduzir as nossas belezas de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.

Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade

P. e E. deferimento”.

Assinale a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo.

Passei telefonista mensagens endereçadas todos os departamentos.

 

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64025 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Leia o texto abaixo, extraído do livro Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

“Era assim concebida a petição:

Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro de nosso país, os autores e escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.

O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais lata manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e mais original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.

Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima (...) é a única capaz de traduzir as nossas belezas de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.

Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade

P. e E. deferimento”.

Identifique, abaixo, um trecho que NÃO funciona como argumento para defender a tese de Quaresma.

 

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64024 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Leia o texto abaixo, extraído do livro Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

“Era assim concebida a petição:

Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro de nosso país, os autores e escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.

O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais lata manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e mais original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.

Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima (...) é a única capaz de traduzir as nossas belezas de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.

Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade

P. e E. deferimento”.

Em “...evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal...”, segundo o autor da petição, as controvérsias são:

 

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64023 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Leia o texto abaixo, extraído do livro Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

“Era assim concebida a petição:

Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro de nosso país, os autores e escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.

O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais lata manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e mais original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.

Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima (...) é a única capaz de traduzir as nossas belezas de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.

Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade

P. e E. deferimento”.

Que solicitação o Major Quaresma faz ao Congresso?

 

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64022 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Assinale a alternativa em que, ao contrário da forma utilizada na frase “Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo...”, a concordância da palavra “meio” apresenta-se INCORRETA.

 

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64021 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Assinale a opção em que o termo grifado exerce a mesma função sintática do destacado em:

“Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna.”

 

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64020 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Apenas uma das opções abaixo NÃO pode ser usada para substituir a locução grifada, porque altera o sentido da frase.

Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos.

 

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64019 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: DER-RO
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Quem precisa saber escrever?

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar um inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?

É preciso dizer que não há ninguém que seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conheço um escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer, nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.

Escrever bem – não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo – deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo isso diz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar?

(Martha Medeiros, Revista O GLOBO, 15-5-2005)

Em apenas uma das opções abaixo se repete o mesmo ERRO detectado no trecho: “Espero não lhe encomodar com este e-mail...”

 

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