Foram encontradas 59 questões.
Por volta de 1968, impressionado com a quantidade de
bois que Guimarães Rosa conduzia do pasto ao sonho, julguei
que o bom mineiro não ficaria chateado comigo se usasse um
deles num poema cabuloso que estava precisando de um boi,
só um boi.
Mas por que diabos um poema panfletário de um cara de vinte anos de idade, que morava num bairro inteiramente urbanizado, iria precisar de um boi? Não podia então ter pensado naqueles bois que puxavam as grandes carroças de lixo que chegara a ver em sua infância? O fato é que na época eu estava lendo toda a obra publicada de Guimarães Rosa, e isso influiu direto na minha escolha. Tudo bem, mas onde o boi ia entrar no poema? Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda dentro dos seus versos. Mas você disse que era um poema panfletário; o que é que um boi pode fazer num poema panfletário?
Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria; queria que a minha namorada visse que eu seria capaz de pegar um boi de Guimarães Rosa e desfilar sua solidão bovina num mundo completamente estranho para ele, sangrando a língua sem encontrar senão o chão duro e escaldante, perplexo diante dos homens de cabeça baixa, desviando-se dos bêbados e dos carros, sem saber muito bem onde ele entrava nessa história toda de opressores e oprimidos; no fundo, dentro do meu egoísmo libertador, eu queria um boi poema concreto no asfalto, para que minha impotência diante dos donos do poder se configurasse no berro imenso desse boi de literatura, e o meu coração, ou minha índole, ficasse para sempre marcado por esse poderoso símbolo de resistência.
Fez muito sucesso, entre os colegas, o meu boi no asfalto; sei até onde está o velho caderno com o velho poema. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, transformado em minha própria estrela.
(Adaptado de: GUERRA, Luiz, "Boi no Asfalto", Disponível em: www.recantodasletras.com.br. Acessado em: 29/10/2015)
Mantendo-se o sentido em ... sangrando a língua sem encontrar
senão o chão duro e escaldante... (3° parágrafo), o
segmento sublinhado pode ser corretamente substituído
porMas por que diabos um poema panfletário de um cara de vinte anos de idade, que morava num bairro inteiramente urbanizado, iria precisar de um boi? Não podia então ter pensado naqueles bois que puxavam as grandes carroças de lixo que chegara a ver em sua infância? O fato é que na época eu estava lendo toda a obra publicada de Guimarães Rosa, e isso influiu direto na minha escolha. Tudo bem, mas onde o boi ia entrar no poema? Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda dentro dos seus versos. Mas você disse que era um poema panfletário; o que é que um boi pode fazer num poema panfletário?
Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria; queria que a minha namorada visse que eu seria capaz de pegar um boi de Guimarães Rosa e desfilar sua solidão bovina num mundo completamente estranho para ele, sangrando a língua sem encontrar senão o chão duro e escaldante, perplexo diante dos homens de cabeça baixa, desviando-se dos bêbados e dos carros, sem saber muito bem onde ele entrava nessa história toda de opressores e oprimidos; no fundo, dentro do meu egoísmo libertador, eu queria um boi poema concreto no asfalto, para que minha impotência diante dos donos do poder se configurasse no berro imenso desse boi de literatura, e o meu coração, ou minha índole, ficasse para sempre marcado por esse poderoso símbolo de resistência.
Fez muito sucesso, entre os colegas, o meu boi no asfalto; sei até onde está o velho caderno com o velho poema. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, transformado em minha própria estrela.
(Adaptado de: GUERRA, Luiz, "Boi no Asfalto", Disponível em: www.recantodasletras.com.br. Acessado em: 29/10/2015)
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Por volta de 1968, impressionado com a quantidade de
bois que Guimarães Rosa conduzia do pasto ao sonho, julguei
que o bom mineiro não ficaria chateado comigo se usasse um
deles num poema cabuloso que estava precisando de um boi,
só um boi.
Mas por que diabos um poema panfletário de um cara de vinte anos de idade, que morava num bairro inteiramente urbanizado, iria precisar de um boi? Não podia então ter pensado naqueles bois que puxavam as grandes carroças de lixo que chegara a ver em sua infância? O fato é que na época eu estava lendo toda a obra publicada de Guimarães Rosa, e isso influiu direto na minha escolha. Tudo bem, mas onde o boi ia entrar no poema? Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda dentro dos seus versos. Mas você disse que era um poema panfletário; o que é que um boi pode fazer num poema panfletário?
Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria; queria que a minha namorada visse que eu seria capaz de pegar um boi de Guimarães Rosa e desfilar sua solidão bovina num mundo completamente estranho para ele, sangrando a língua sem encontrar senão o chão duro e escaldante, perplexo diante dos homens de cabeça baixa, desviando-se dos bêbados e dos carros, sem saber muito bem onde ele entrava nessa história toda de opressores e oprimidos; no fundo, dentro do meu egoísmo libertador, eu queria um boi poema concreto no asfalto, para que minha impotência diante dos donos do poder se configurasse no berro imenso desse boi de literatura, e o meu coração, ou minha índole, ficasse para sempre marcado por esse poderoso símbolo de resistência.
Fez muito sucesso, entre os colegas, o meu boi no asfalto; sei até onde está o velho caderno com o velho poema. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, transformado em minha própria estrela.
(Adaptado de: GUERRA, Luiz, "Boi no Asfalto", Disponível em: www.recantodasletras.com.br. Acessado em: 29/10/2015)
Alterando-se as orações justapostas no segmento Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda...
(2° parágrafo), de modo que se obtenha uma subordinação que mantenha, em linhas gerais, o sentido original, deve-se usar a
conjunçãoMas por que diabos um poema panfletário de um cara de vinte anos de idade, que morava num bairro inteiramente urbanizado, iria precisar de um boi? Não podia então ter pensado naqueles bois que puxavam as grandes carroças de lixo que chegara a ver em sua infância? O fato é que na época eu estava lendo toda a obra publicada de Guimarães Rosa, e isso influiu direto na minha escolha. Tudo bem, mas onde o boi ia entrar no poema? Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda dentro dos seus versos. Mas você disse que era um poema panfletário; o que é que um boi pode fazer num poema panfletário?
Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria; queria que a minha namorada visse que eu seria capaz de pegar um boi de Guimarães Rosa e desfilar sua solidão bovina num mundo completamente estranho para ele, sangrando a língua sem encontrar senão o chão duro e escaldante, perplexo diante dos homens de cabeça baixa, desviando-se dos bêbados e dos carros, sem saber muito bem onde ele entrava nessa história toda de opressores e oprimidos; no fundo, dentro do meu egoísmo libertador, eu queria um boi poema concreto no asfalto, para que minha impotência diante dos donos do poder se configurasse no berro imenso desse boi de literatura, e o meu coração, ou minha índole, ficasse para sempre marcado por esse poderoso símbolo de resistência.
Fez muito sucesso, entre os colegas, o meu boi no asfalto; sei até onde está o velho caderno com o velho poema. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, transformado em minha própria estrela.
(Adaptado de: GUERRA, Luiz, "Boi no Asfalto", Disponível em: www.recantodasletras.com.br. Acessado em: 29/10/2015)
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Em setembro de 2015, a Amazônia Legal teve 229 quilômetros quadrados (km2) de floresta desmatada. O dado
representa uma redução de 43% em relação ao mesmo
período de 2014, quando o desmatamento somou 402 km2.
As informações são do boletim do Sistema de Alertas de
Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio
Ambiente da Amazônia (Imazon).
(Adaptado de: http://portalamazonia.com/noticias)
Os dois estados mais desmatados foram
(Adaptado de: http://portalamazonia.com/noticias)
Os dois estados mais desmatados foram
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Uma pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania
(CESeC) da Universidade Candido Mendes, mapeou
a avaliação que os policiais têm do projeto das Unidades
de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008.
Justamente por causa do crescimento do número de
confrontos, acreditam os pesquisadores, há uma queda da
avaliação positiva dessa política de segurança nos últimos
anos.
(Adaptado de: http://www.valor.com.br/brasil)
As UPPs, conhecidas em todo o Brasil pelos constantes confrontos entre policiais e traficantes, foram criadas para aumentar a segurança da cidade
(Adaptado de: http://www.valor.com.br/brasil)
As UPPs, conhecidas em todo o Brasil pelos constantes confrontos entre policiais e traficantes, foram criadas para aumentar a segurança da cidade
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No início do mês de setembro de 2015 a mídia tornou conhecida
do público brasileiro a agência Standard & Poor's
(S & P), uma das maiores agências de classificação de
riscos do mundo. A Standard & Poor’s
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira
(19/08) em segundo turno, por 320 votos a favor, 152 contra
e 1 abstenção, a proposta de emenda à Constituição
(PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
O texto segue agora para o Senado, onde precisará
passar por duas votações para ser promulgado.
(Adaptado de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015)
A redução da maioridade ocorrerá quando o menor praticar atos como
(Adaptado de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015)
A redução da maioridade ocorrerá quando o menor praticar atos como
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Em outubro, o Banco Central manteve a taxa básica de
juros (Selic) em 14,25% ao ano. Desde julho (2015), a
instituição afirmava que seu objetivo era atingir esse valor
no final de 2016.
(Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado)
A manutenção de taxa de juros (Selic) pelo Banco Central teve como um dos objetivos
(Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado)
A manutenção de taxa de juros (Selic) pelo Banco Central teve como um dos objetivos
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Um dos assuntos mais discutidos pela imprensa brasileira
diz respeito à reforma política. Neste ano de 2015, a Câmara dos deputados, em Brasília, deu um pequeno passo
ao aprovar um Projeto de Emenda à Constituição − PEC
que ainda deverá ser votado também no Senado. Este
PEC trata
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Considere verdadeiras as afirmações:
− Se José acordar cedo, então Maria poderá dormir mais.
− Se Denise for à feira, então Marcos ficará cuidando do filho.
− Marcos não ficou cuidando do filho e João acordou cedo.
A partir dessas afirmações, é possível concluir corretamente que
− Se José acordar cedo, então Maria poderá dormir mais.
− Se Denise for à feira, então Marcos ficará cuidando do filho.
− Marcos não ficou cuidando do filho e João acordou cedo.
A partir dessas afirmações, é possível concluir corretamente que
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