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Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!
LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem. Disponível em:
<http://www.olhardireto.com.br/conceito/colunas>. Acesso em: jan. 2017.
No fragmento da obra “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector, o uso do futuro, nas formas verbais que dão progressão ao texto, tem como principal objetivo
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NÃO IMPORTA o tipo de homem que você é. Disponível em:
<http://www.arari.ma.gov.br/images/saude/imghomem.jpg> Acesso em: fev. 2017.
Alguns aspectos linguísticos, nessa campanha institucional, têm papel essencial para a constituição da função apelativa, e, por isso, o uso
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Para um professor de Medicina, como é o meu caso, trazer o médico de volta ao que realmente importa – o paciente – é um desafio diário. Mas o cinema tem-se mostrado um recurso eficaz para promover essa reflexão.
Lembro-me de uma ocasião, em um congresso de universitários, quando projetávamos a cena da batalha em O Último Samurai. Aqueles homens medievais, valentes, enfrentam as modernas metralhadoras, com a coragem e a espada. A atitude de servir e chegar até o fim, que parece ser a motivação dos samurais, arranca do inimigo o reconhecimento, a veneração e até a vitória moral.
Quando acabou a conferência e os comentários das cenas, antes de sair, um aluno veio até a frente, me segurou pelo braço e me disse com os olhos brilhando: “Professor, eu quero ser um samurai!”. O cinema é também um modo de entender, de exprimir aquilo que a racionalidade levaria muito tempo para explicitar, e acabaria resultando até enfadonho.
Vale esclarecer que a educação através da estética, que atinge as emoções e a sensibilidade, não é uma tentativa de apoiar a educação do jovem na emotividade. Trata-se de suscitar uma reflexão sobre valores e atitudes. É possível incorporar um conhecimento técnico ou mesmo treinar uma habilidade sem refletir sobre eles; mas é impossível adquirir valores, progredir em virtudes, incorporar atitudes, sem um prévio processo de reflexão. Esse processo requer tato, habilidade, evitar precipitações, promovendo um aprendizado que respeite, de alguma maneira, o ritmo quase fisiológico da emotividade.
Não se pode obrigar a ninguém a sentir o que não sente. Pode-se simplesmente mostrar, e o tempo e a reflexão sobre as emoções se encarregarão de aprimorar o paladar afetivo.
BLASCO, Pablo González. A sétima arte e humanização da Medicina. Disponível em:
<http://www. cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=893>. Acesso em: fev. 2017. Adaptado.
Para o articulista, a formação do futuro médico através da estética tem como objetivo
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Em dezembro de 1917, o centro de São Paulo abrigou uma pequena exposição individual de uma jovem pintora, que mostrava pela primeira vez o resultado de seus anos de estudo na Europa e nos Estados Unidos. Há 100 anos, Anita Malfatti (1889-1964) abalava as estruturas do academicismo nas artes plásticas nacionais e dava o primeiro passo em direção ao Modernismo e à Semana de Arte Moderna, que viria a ocorrer em 1922.
A primeira mostra de arte reconhecidamente modernista realizada no país suscitou todo tipo de reação, do assombro ao deslumbramento, da indignação ao entusiasmo. Enquanto o escritor Mário de Andrade gargalhava de alegria ao ver as obras, Monteiro Lobato publicava o famoso texto em que o criador da boneca Emília teceu severas críticas ao trabalho da artista, fazendo, inclusive, com que cinco obras compradas fossem devolvidas.
No entanto, passado um século, o que ficou do vigor artístico da obra daquela pintora tímida e até um pouco reclusa?
DUARTE, Maurício. Anita Malfatti, 100 anos depois. Disponível em:
<http://www.livrariacultura.com.br/ revistadacultura>. Acesso em: fev. 2017.
De acordo com o texto e o contexto da Primeira Geração Modernista no Brasil, é correto afirmar que Anita Malfatti
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A inventividade das empresas farmacêuticas reduz-se ao controle e direcionamento da autoridade e da força persuasória da preocupação com a saúde no sentido de uma busca cada vez mais intensa de aptidão física e de autoconfiança – luta que nós, consumidores numa sociedade de consumidores, fomos impelidos, persuadidos e treinados a travar.
Já se tornou parte de nossa filosofia de vida – ou melhor, de nosso senso comum – que acatar a via para melhorar a aptidão física e ter mais autoconfiança passa pelo estudo atento das novas peças publicitárias e termina nas lojas. Integrando nosso senso comum, isto é, fazendo parte da lista de coisas que “todo mundo sabe”, “todo mundo aceita” e “todo mundo faz”, esses truísmos se converteram no mais importante e inesgotável recurso das empresas em sua luta por lucros cada vez maiores.
BAUMAN, Zygmunt. Remédios e Doenças. In: 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno.
Tradução Vera Pereira. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 94.
Infere-se do discurso de Zygmunt Bauman que a saúde, na contemporaneidade,
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E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
[...]
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
[...]
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
[...]
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
[...]
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mão pensas.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A Máquina do Mundo. Disponível em: <http://www.revistabula.
com/254-os-10-maiores-poemas-dos-ultimos-200-anos/>. Acesso em: fev. 2017.
Os versos de Carlos Drummond de Andrade revelam as reflexões do eu lírico durante a sua jornada existencial, o qual, ao se deparar com a máquina do mundo, resolve
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NADA SUBSTITUI o olhar, o toque, a conversa. O calor humano também cura.
Disponível em: <http://www.cremesp.org.br>. Acesso em: fev. 2017. Adaptado.
A análise dos aspectos coesivos que dão progressão e sentido às ideias desenvolvidas no texto está correta em
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NADA SUBSTITUI o olhar, o toque, a conversa. O calor humano também cura.
Disponível em: <http://www.cremesp.org.br>. Acesso em: fev. 2017. Adaptado.
A análise da relação entre os elementos verbais e não verbais dessa campanha institucional permite afirmar que
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Pesquisadores do MIT construíram um protótipo de micro robô que realiza procedimentos simples no estômago sem incisões ou tubos externos. O micro robô é ingerível, encerrado em uma cápsula, e controlado remotamente pode levar e aplicar medicação em uma lesão interna ou tampá-la ao se assentar sobre o ferimento como um band-aid - o paciente apenas o engole. A cápsula se dissolve no estômago, e o robô se desdobra como uma peça de origami, sendo conduzida pelo cirurgião até a posição desejada.

Considere-se que a cápsula tenha a forma de um cilindro circular reto equilátero, e o robô, inserido nela, tenha a forma de um paralelepípedo reto de base quadrada, inscrito no cilindro.
Sabendo-se que a figura representa uma seção transversal da cápsula cuja capacidade é de !$ 0{,}001\pi\,\,u.v. !$, e que o volume do robô é igual a !$ k \, \sqrt{3} !$ u.v., pode-se afirmar que o valor de k é
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Em 2015, médicos pesquisadores de uma equipe canadense conseguiram transpor a camada de proteção do sistema nervoso central de modo que drogas que combatem o câncer pudessem chegar ao cérebro de forma adequada, injetando bolhas cheias de gás na corrente sanguínea de um paciente para realizar pequenas perfurações temporárias na barreira. Após as perfurações, os pesquisadores aplicaram ondas de ultrassom através do crânio, fazendo com que as bolhas vibrassem, levando com elas medicamentos quimioterápicos.
Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/>.
Acesso em: mar. 2017.
Com base nas informações do texto e considerando-se as propriedades físicas de ondas de ultrassom que produzem vibrações nas moléculas de gás contidas nas bolhas, é correto afirmar:
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