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I. O termo “cultura brasileira”, ainda que se trate de uma generalização, faz-se necessário, tendo em vista a variedade cultural do Brasil. No que diz respeito à indústria cultural, tal generalização nunca impediu que seus representantes levassem em conta as particularidades da cultura negra e seu papel na formação do país.
II. “Cultura popular” diz respeito à cultura produzida pelas camadas populares, de maneira relativamente espontânea ou como parte de uma tradição. Tal característica se perde quando da apropriação da cultura negra pela indústria cultural, por exemplo.
III. A cultura negra, tal como entendida pelos representantes da indústria cultural, não diz respeito necessariamente à cultura produzida no Brasil, não estando descartada a influência estrangeira.
É correto o que se afirma em :
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( ) Um dos principais problemas quanto à concepção de “cultura negra”, tal como utilizada pela indústria cultural, diz respeito ao fato de estar restrita a uma elite intelectual.
( ) O desenvolvimento de uma indústria cultural interessada na cultura negra não implica que seu consumo se dê exclusiva e necessariamente pela população negra.
( ) O uso da cultura negra pela indústria cultural sempre se deu e se dá de maneira paralela ao de outras minorias étnicas brasileiras. Por exemplo, o da cultura indígena.
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( ) A indústria cultural foi responsável pelo surgimento de uma sociedade de consumo, o que resultou em uma ampla inclusão da população negra ao mercado consumidor.
( ) A indústria cultural tem por característica a incorporação de elementos culturais para o consumo. No que diz respeito à cultura negra, isso nem sempre significou a diminuição dos preconceitos em relação a tais manifestações culturais.
( ) A abertura do mercado de consumo à cultura afro- brasileira trouxe a expansão do mercado de trabalho à população negra.
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Disciplina: Direito Cultural, Desportivo e da Comunicação
Banca: CETRO
Orgão: FCP
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A crônica “Filho da dor e pai do prazer”, de Santiago Dias, inicia-se com uma menção ao passado escravocrata:
Uma vez, um negro velho contou-me que, no tempo da escravidão, os homens dormiam acorrentados nas barras de ferro que havia nas paredes das senzalas. Depois de trabalhar exaustivamente e maltratados, tinham que se ajeitar para descansar de qualquer maneira naquele lugar sujo e fétido.
(O Plantador de manhãs. Crônicas. Inédito).
Percebe-se a denúncia do tratamento dispensado aos escravos, e a referência à dura realidade a que estavam submetidos na sociedade escravocrata.
Se, por um lado, o sofrimento e a insatisfação eram motivo de tristeza, por outro, o samba e a capoeira representavam alegria e prazer. A dualidade dor/ prazer anda lado a lado. Privados da possibilidade de serem donos de si mesmos, os escravos viam, na manifestação cultural afro-brasileira, uma maneira de manter viva sua tradição ancestral. Para tanto, faziam uso de alguns artifícios, como tocar durante a noite e usar instrumentos como código de comunicação, inclusive durante fugas, a fim de enganar os perseguidores que pensavam ser canto de LITERAFRO – www.letras.ufmg.br/literafro pássaros.
Assim, os afrodescendentes conseguiam preservar parte de sua cultura. Neste sentido, o samba surge, nas senzalas, como forma de sufocar a dor e o lamento e como forma de resistência, para depois se configurar como manifestação tipicamente afro-brasileira. Por isso, o samba é entendido como “filho da dor e pai do prazer”.
O samba, enquanto manifestação cultural afro-brasileira, nasceu da influência de ritmos africanos adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu transformações de caráter social, econômico e musical até atingir as características conhecidas hoje. É a respeito disso que nos fala Santiago, na crônica citada. Nela, o autor apresenta os elementos que compõem o samba e ao mesmo tempo resgata a identidade cultural dos seus ancestrais, construindo a história desse ritmo através da descrição dos elementos de percussão que o acompanham.
“O samba e a capoeira representavam alegria e prazer.”
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