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1609620 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Paciente de 47 anos de idade é internado para investigação diagnóstica, por apresentar quadro de apatia, alteração na fala, incoordenação motora, emagrecimento e prejuízo de memória, há cerca de 6 meses, com piora nos últimos dias antes da internação, quando passou a apresentar confusão mental. Durante esses dias, pediu demissão do trabalho e fez algumas compras desnecessárias com elevado valor monetário pela internet. Após exames solicitados pela equipe médica, o paciente é diagnosticado com síndrome da imunodeficiência adquirida.

Com relação ao caso clínico descrito e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

O vírus da imunodeficiência adquirida atravessa a barreira hematoencefálica usando macrófagos infectados e, no cérebro, replica-se, secretando neurotoxinas após infectar as células gliais, levando à morte neuronal.
 

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1609619 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Um psiquiatra foi chamado para atender um homem de 53 anos de idade que começou a gritar que havia intrusos no respectivo quarto de hospital. O paciente havia sido internado há 3 dias para tratamento de quadro de pneumonia intersticial. Parecia estar se recuperando bem com a antibioticoterapia, sem complicações. Afirmou ter visto, na noite anterior, vários duendes parados perto do banheiro do quarto e que eles não falavam nada, mas que "tinha certeza de que iriam fazer uma magia contra ele". Nunca havia enxergado nada de incomum antes e não apresentava história prévia psiquiátrica. Os técnicos de enfermagem do turno da noite relatavam que ele estava agitado e irrequieto, embora em alguns momentos durante a noite também estivesse confuso e estuporoso, condição que não havia sido observada nas noites anteriores. Ao exame, o paciente estava alerta e orientado para pessoa e lugar, mas achava que a data era vários anos antes da data real. Sem outras alterações no exame do estado mental.

Quanto ao caso clínico descrito e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

O eletroencefalograma (EEG) é um exame solicitado para esse transtorno e normalmente mostra lentidão difusa de atividade de segundo plano.
 

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1609618 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Um psiquiatra foi chamado para atender um homem de 53 anos de idade que começou a gritar que havia intrusos no respectivo quarto de hospital. O paciente havia sido internado há 3 dias para tratamento de quadro de pneumonia intersticial. Parecia estar se recuperando bem com a antibioticoterapia, sem complicações. Afirmou ter visto, na noite anterior, vários duendes parados perto do banheiro do quarto e que eles não falavam nada, mas que "tinha certeza de que iriam fazer uma magia contra ele". Nunca havia enxergado nada de incomum antes e não apresentava história prévia psiquiátrica. Os técnicos de enfermagem do turno da noite relatavam que ele estava agitado e irrequieto, embora em alguns momentos durante a noite também estivesse confuso e estuporoso, condição que não havia sido observada nas noites anteriores. Ao exame, o paciente estava alerta e orientado para pessoa e lugar, mas achava que a data era vários anos antes da data real. Sem outras alterações no exame do estado mental.

Quanto ao caso clínico descrito e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

O tratamento desse transtorno tem base na administração de antipsicótico típico de alta potência, como o haloperidol, em baixa dose. Outro antipsicótico útil na abordagem terapêutica é a risperidona.
 

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1609617 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Um psiquiatra foi chamado para atender um homem de 53 anos de idade que começou a gritar que havia intrusos no respectivo quarto de hospital. O paciente havia sido internado há 3 dias para tratamento de quadro de pneumonia intersticial. Parecia estar se recuperando bem com a antibioticoterapia, sem complicações. Afirmou ter visto, na noite anterior, vários duendes parados perto do banheiro do quarto e que eles não falavam nada, mas que "tinha certeza de que iriam fazer uma magia contra ele". Nunca havia enxergado nada de incomum antes e não apresentava história prévia psiquiátrica. Os técnicos de enfermagem do turno da noite relatavam que ele estava agitado e irrequieto, embora em alguns momentos durante a noite também estivesse confuso e estuporoso, condição que não havia sido observada nas noites anteriores. Ao exame, o paciente estava alerta e orientado para pessoa e lugar, mas achava que a data era vários anos antes da data real. Sem outras alterações no exame do estado mental.

Quanto ao caso clínico descrito e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

O transtorno descrito é comum, sendo que grande parte da incidência e dos índices de prevalência é relatada em idosos, ocorrendo em 30% a 40% destes quando hospitalizados e apresentando índice de mortalidade que varia de 21% a 75% durante o período no hospital.
 

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1609616 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Um psiquiatra foi chamado para atender um homem de 53 anos de idade que começou a gritar que havia intrusos no respectivo quarto de hospital. O paciente havia sido internado há 3 dias para tratamento de quadro de pneumonia intersticial. Parecia estar se recuperando bem com a antibioticoterapia, sem complicações. Afirmou ter visto, na noite anterior, vários duendes parados perto do banheiro do quarto e que eles não falavam nada, mas que "tinha certeza de que iriam fazer uma magia contra ele". Nunca havia enxergado nada de incomum antes e não apresentava história prévia psiquiátrica. Os técnicos de enfermagem do turno da noite relatavam que ele estava agitado e irrequieto, embora em alguns momentos durante a noite também estivesse confuso e estuporoso, condição que não havia sido observada nas noites anteriores. Ao exame, o paciente estava alerta e orientado para pessoa e lugar, mas achava que a data era vários anos antes da data real. Sem outras alterações no exame do estado mental.

Quanto ao caso clínico descrito e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

O transtorno apresentado caracteriza-se por prejuízo grave na memória, no julgamento, na orientação e na cognição.
 

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1609615 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

Acerca de medicações administradas concomitantemente à eletroconvulsoterapia (ECT), o uso dos benzodiazepínicos deve ser interrompido em razão da respectiva atividade anticonvulsivante; o lítio deve ser retirado porque pode ocasionar aumento de delirium pós-ictal e prolongar a atividade convulsiva; e a clozapina deve ser retirada porque está associada ao desenvolvimento de convulsões de surgimento tardio.
 

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1609614 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

A refratariedade desse transtorno pode levar o paciente a ser submetido à eletroconvulsoterapia (ECT), que não apresenta contraindicações absolutas, sendo um dos efeitos adversos mais comuns a perda de memória após a convulsão, enquanto o paciente desperta da anestesia; esse efeito pode ser tratado com o uso de metilfenidato.
 

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1609613 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

A clozapina, um dos medicamentos utilizados para tratar esse transtorno, tem inúmeros efeitos colaterais que tornam de difícil administração, sendo o mais grave destes o elevado risco de agranulocitose, uma condição potencialmente fatal e que ocorre em 13% dos pacientes tratados durante o primeiro ano de exposição.
 

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1609612 Ano: 2017
Disciplina: Psiquiatria
Banca: IADES
Orgão: FEPECS

Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

É recomendado que pacientes com episódios múltiplos desse transtorno recebam tratamento de manutenção por pelo menos 5 anos, e muitos especialistas recomendam a farmacoterapia por tempo indeterminado.
 

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Banca: IADES
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Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

Cerca de 10% a 20% dos pacientes com esse transtorno podem ser descritos como tendo um desfecho positivo e mais de 50% deles apresentam resultado insatisfatório, com hospitalizações repetidas, maior exacerbação de sintomas, episódios de transtorno do humor e tentativas de suicídio.
 

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