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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
“em 1808 (...) toda a corte” (l.13-16): em 1808, quando os portugueses ameaçados pela invasão napoleônica da metrópole se trasladaram para o Brasil
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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
“Mesmo a iniciativa (...) foi destruída” (l.8-11): Até a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que fosse capaz de formar um clero brasileiro, que instituiu boa parte do pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi destruída
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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
“no Brasil (...) período colonial.” (l.3-5): durante todo o período colonial, não houve no Brasil universidades nem outras instituições de ensino superior.
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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
“não se criaram (...) profissionais liberais.” (l.39-41): não foram criadas universidades, e, sim, escolas autônomas para a formação de profissionais liberais.
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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
De acordo com o texto, Portugal não tinha interesse em fundar escolas no Brasil, o que pode ser comprovado pela expulsão da Companhia de Jesus do país.
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Texto para os itens de 1 a 10
1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
Um fato marcante na história das universidades nos países latino-americanos é que a maior parte delas foi fundada já no século XVI, no início da colonização.
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1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
A demora na efetivação da independência do Brasil está relacionada à presença da corte portuguesa no país no século XIX.
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1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
A Coroa portuguesa fundou escolas de ensino superior quando veio para o Brasil porque os membros da corte precisavam de um ensino de qualidade.
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1 Ao contrário do que aconteceu na América Hispânica,
onde universidades católicas foram criadas já no século XVI,
no início da colonização, no Brasil não existiram universidades
4 nem outras instituições de ensino superior durante todo o
período colonial. A política da coroa portuguesa sempre foi a
de impedir a formação de quadros intelectuais nas colônias, de
7 forma a concentrar na metrópole a formação de nível superior.
Mesmo a iniciativa jesuíta de estabelecer um seminário que
pudesse formar um clero brasileiro, o que instituiu boa parte do
10 pouco ensino organizado que então havia na colônia, foi
destruída quando ocorreu a expulsão da Companhia de Jesus,
efetuada pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII.
13 Foi apenas no início do século seguinte — em 1808,
quando a Coroa portuguesa, ameaçada pela invasão
napoleônica da metrópole, se transladou para o Brasil com toda
16 a corte — que teve início a história do ensino superior no país.
No mesmo ano da chegada do rei português, foram fundadas
duas escolas de cirurgia e anatomia, uma na Bahia e outra no
19 Rio de Janeiro, e a Academia de Guarda da Marinha, também
no Rio. Em 1927, foram criadas duas faculdades de direito,
uma em São Paulo e outra em Olinda.
22 Não houve então nenhuma preocupação e nenhum
interesse em criar uma universidade. O que se procurava era
formar alguns profissionais necessários ao aparelho do Estado
25 e às necessidades da elite local, como advogados, engenheiros
e médicos. Também não se cogitou entregar à Igreja Católica
a responsabilidade pelo ensino superior, como havia ocorrido
28 nas colônias da Espanha.
Com a presença da corte portuguesa, a independência
não só foi tardia, mas se deu com a preservação da monarquia
31 e da própria dinastia de Bragança, que governou o país até o
final do século. Isso caracterizou um desenvolvimento histórico
marcadamente diverso daquele que foi próprio dos demais
34 países do continente, nos quais a independência deu lugar a
regimes e ideais republicanos. Na área educacional, o processo
seguiu o modelo estabelecido em 1808. Embora se tenha
37 constituído como um sistema estatal sob a influência, mas não
sob a gestão, da Igreja Católica (seguindo uma tradição já
existente em Portugal desde o século anterior), não se criaram
40 universidades, mas escolas autônomas para a formação de
profissionais liberais. A criação dessas escolas era de iniciativa
exclusiva da Coroa.
Eunice R. Durham. O ensino superior no Brasil: público
e privado. Internet: < http://nupps.usp.br > (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue os itens que se seguem.
O ensino organizado que se verificou durante o Brasil colônia teve grande participação dos jesuítas.
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Considerando as transformações sofridas pela contabilidade brasileira a partir do processo de sua harmonização com as normas internacionais de contabilidade, julgue os itens a seguir.
Um mercado com muitos vendedores e poucos compradores pode ser considerado ativo, para fins de aplicação dos procedimentos de avaliação do valor recuperável de ativos, ainda que, em alguns momentos, devido às características desse mercado, os vendedores possam não encontrar compradores para suas mercadorias.
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Caderno Container