Foram encontradas 52 questões.
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicativo
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Indireto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplemento Nominal
As questões 9 e 10 referem-se à letra de canção a seguir.
-
Rotação
-
Você parado me olhando dançar.
Fisgado, quando viu já foi.
Pego por todos os sinais.
Letras garrafais.
Farei dos meus defeitos o assunto.
E dos ouvidos a boca.
Eles que vão devorar as histórias que você contar.
Quero dançar pra você.
Quero girar e sentir
tudo ao redor se mexer.
Quero girar e cair,
sem sentir que isso é perder.
Não quero ter que acertar.
Olhar o sol nascer faz entender a rotação da terra.
Eu rodarei mil vezes até você saber como é que a banda toca.
[...]
-
(CÉU; SALTERS, Hervé. Apká!. Som Livre, 2019. Adaptado.)
Na oração “Farei dos meus defeitos o assunto”, os termos “meus defeitos” e “assunto” exercem, respectivamente, a função de:
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As questões 9 e 10 referem-se à letra de canção a seguir.
-
Rotação
-
Você parado me olhando dançar.
Fisgado, quando viu já foi.
Pego por todos os sinais.
Letras garrafais.
Farei dos meus defeitos o assunto.
E dos ouvidos a boca.
Eles que vão devorar as histórias que você contar.
Quero dançar pra você.
Quero girar e sentir
tudo ao redor se mexer.
Quero girar e cair,
sem sentir que isso é perder.
Não quero ter que acertar.
Olhar o sol nascer faz entender a rotação da terra.
Eu rodarei mil vezes até você saber como é que a banda toca.
[...]
-
(CÉU; SALTERS, Hervé. Apká!. Som Livre, 2019. Adaptado.)
No texto, a analogia entre a dança do sujeito poético e o movimento de rotação da terra, expresso pelo próprio título, aponta para um sentido de:
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Leia o fragmento abaixo para responder às questões 7 e 8.
A dança dos cabelos
[...] Antônio estava feliz quando me disse que finalmente havia sido o indicado, sem precisar ir à convenção. E por estar tão alegre, e já confiante na vitória, queria que eu também compartilhasse, e fosse, com ele e alguns amigos, jantar na churrascaria. E que eu poderia ficar despreocupada, pois voltaríamos cedo e ele não beberia muito. Mas confesso que não estava disposta: havia enjoado, sentia a boca amarga e uma leve dor de estômago. Tentei ainda, como pude, fazê-lo entender os cuidados que eu precisava tomar. E o medo que sentia de que viesse, por imprudência, a acontecer alguma coisa. [...]
Mas Antônio já havia tomado umas cachaças e estava nervoso, as suas mãos tremiam, e ele disse: basta. E enquanto os meus olhos marejavam e eu continha o choro e pedia forças à minha mãe, já montado em um cavalo, e sem se despedir de mim, ele foi comemorar com os companheiros aquele seu dia de glória, só chegando de madrugada, logo após a saída dos cães, que voltaram a circular a nossa casa. E aos gritos e alheio ao frio e ao mal-estar que eu sentia obrigou-me a sair, de camisola, para rachar lenha, pois ele queria tomar café. E cenas como estas, a princípio dentro de casa, mas mais tarde — à medida que a campanha se acirrava — viriam a ocorrer, com uma frequência tão absurda que, quatro meses após a sua indicação, e dois dias depois de um chute que levei, em mais uma tentativa de fazê-lo desistir da disputa — enquanto ainda estava a tempo — depois de haver passado o dia limpando frangos e leitoas e dando ordens para que tudo corresse dentro do previsto e nada faltasse ao comício que seria realizado em frente ao curral antigo, com a presença de Cristiano Machado e de todos os deputados e líderes regionais, eu comecei a sentir, a princípio, uma branda contração. [...]
Mas como aquela dorzinha passou logo e nada mais aconteceu, continuei, normalmente, a medir as doses de temperos e a ferventar os frangos que já ultrapassavam a duzentos, quando veio a noite. E com ela, todo aquele movimento de alto-falantes e foguetes. E Antônio, que desde a manhã eu não via, mandou um menino me chamar. E, bastante agitado, passou a mão em minha cabeça, esboçou um sorriso, disse que haviam chegado uns compadres seus, e que fosse providenciada a comida. Enquanto ele tomava um banho, e eu — ao servir pela quarta vez a mesma mesa — deixava escapar um grito, após levar as mãos à barriga e pasmar os que estavam na sala ao dizer, procurando o encontro de uma cadeira: me ajudem, por favor, pois eu não posso perder o meu filho!
(LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, p. 67-69. Adaptado.)
Marque a alternativa em que a forma verbal em destaque está conjugada no mesmo tempo e modo de “comecei” em “[...] eu comecei a sentir, a princípio, uma branda contração [...]”:
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Os artigos 26 e 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9394/96 regulamentam a organização dos currículos das escolas de Educação Básica brasileira (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), sendo uma Base Nacional Comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada.
Avalie as afirmações sobre a organização desses currículos, considerando o que regulamentam esses artigos.
I. A parte diversificada que integrará esses currículos será exigida conforme as características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
II. A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular da Base Nacional Comum, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 6 (seis) horas mensais.
III. O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e americana.
IV. O estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira na formação da sociedade nacional resgatarão as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
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As Diretrizes Curriculares Nacionais reforçam que uma Educação Básica de qualidade é um direito assegurado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O acesso e a permanência na escola são fatores para a conquista dessa qualidade (BRASIL, DCNEB, 2013).
Indique se é Verdadeiro (V) ou Falso (F) o que se afirma sobre os requisitos listados para o investimento no acesso e na permanência na escola.
( ) Conhecimento dos interesses sociais da comunidade escolar para interação efetivada entre princípios e finalidades educacionais, objetivos, conhecimentos e concepções curriculares.
( ) Socialização da cultura inserida no padrão de qualidade da educação escolar, em vista dos sujeitos das aprendizagens, da redução da evasão e da repetência e correção da distorção idade, ano e série.
( ) Realização da proposta pedagógica da escola mediante mais envolvimento dos sujeitos da comunidade educativa e menos utilização de laboratórios, salas-ambiente, biblioteca e videoteca no ensino.
( ) Entendimento do conceito de qualidade, inserido no conceito de escola de qualidade social, o que pressupõe priorizar ações no estabelecimento de ensino para a carreira profissional do professor.
( ) Atendimento a quesitos da qualidade na escola, como o da revisão das referências conceituais quanto aos diferentes espaços e tempos educativos, abrangendo espaços sociais na escola e fora dela.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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Leia o fragmento abaixo para responder às questões 7 e 8.
A dança dos cabelos
[...] Antônio estava feliz quando me disse que finalmente havia sido o indicado, sem precisar ir à convenção. E por estar tão alegre, e já confiante na vitória, queria que eu também compartilhasse, e fosse, com ele e alguns amigos, jantar na churrascaria. E que eu poderia ficar despreocupada, pois voltaríamos cedo e ele não beberia muito. Mas confesso que não estava disposta: havia enjoado, sentia a boca amarga e uma leve dor de estômago. Tentei ainda, como pude, fazê-lo entender os cuidados que eu precisava tomar. E o medo que sentia de que viesse, por imprudência, a acontecer alguma coisa. [...]
Mas Antônio já havia tomado umas cachaças e estava nervoso, as suas mãos tremiam, e ele disse: basta. E enquanto os meus olhos marejavam e eu continha o choro e pedia forças à minha mãe, já montado em um cavalo, e sem se despedir de mim, ele foi comemorar com os companheiros aquele seu dia de glória, só chegando de madrugada, logo após a saída dos cães, que voltaram a circular a nossa casa. E aos gritos e alheio ao frio e ao mal-estar que eu sentia obrigou-me a sair, de camisola, para rachar lenha, pois ele queria tomar café. E cenas como estas, a princípio dentro de casa, mas mais tarde — à medida que a campanha se acirrava — viriam a ocorrer, com uma frequência tão absurda que, quatro meses após a sua indicação, e dois dias depois de um chute que levei, em mais uma tentativa de fazê-lo desistir da disputa — enquanto ainda estava a tempo — depois de haver passado o dia limpando frangos e leitoas e dando ordens para que tudo corresse dentro do previsto e nada faltasse ao comício que seria realizado em frente ao curral antigo, com a presença de Cristiano Machado e de todos os deputados e líderes regionais, eu comecei a sentir, a princípio, uma branda contração. [...]
Mas como aquela dorzinha passou logo e nada mais aconteceu, continuei, normalmente, a medir as doses de temperos e a ferventar os frangos que já ultrapassavam a duzentos, quando veio a noite. E com ela, todo aquele movimento de alto-falantes e foguetes. E Antônio, que desde a manhã eu não via, mandou um menino me chamar. E, bastante agitado, passou a mão em minha cabeça, esboçou um sorriso, disse que haviam chegado uns compadres seus, e que fosse providenciada a comida. Enquanto ele tomava um banho, e eu — ao servir pela quarta vez a mesma mesa — deixava escapar um grito, após levar as mãos à barriga e pasmar os que estavam na sala ao dizer, procurando o encontro de uma cadeira: me ajudem, por favor, pois eu não posso perder o meu filho!
(LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, p. 67-69. Adaptado.)
Pode-se afirmar que, nesse trecho do romance A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes, o elemento responsável por produzir o efeito de estranhamento estético no leitor é:
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Com base na leitura do poema a seguir, responda à questão 6.
-
A mão suja
-
Minha mão está suja.
Preciso cortá-la.
Não adianta lavar.
A água está podre.
Nem ensaboar.
O sabão é ruim.
A mão está suja,
suja há muitos anos.
-
[...]
-
Ai, quantas noites
no fundo de casa
lavei essa mão,
poli-a, escovei-a.
-
[...]
-
Eu era um sujo vil,
não sujo de terra,
sujo de carvão,
casca de ferida,
suor na camisa
de quem trabalhou.
Era um triste sujo
feito de doença
e de mortal desgosto
na pele enfarada.
Não era sujo preto
― o preto tão puro
numa coisa branca.
Era sujo pardo,
pardo, tardo, cardo.
-
Inútil reter
a ignóbil mão suja
posta sobre a mesa.
Depressa, cortá-la,
fazê-la em pedaços
e jogá-la ao mar!
Com o tempo, a esperança
e seus maquinismos,
outra mão virá
pura ― transparente ―
colar-se a meu braço.
-
(ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 108. Adaptado.)
A ideia de ter que cortar a “mão suja” sugere o anseio do sujeito por uma transformação de ordem:
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- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplemento Nominal
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração Coordenada
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Para responder às questões 9 e 10, considere a letra de canção abaixo.
Lama nas ruas
Deixa desaguar tempestade,
inundar a cidade,
porque arde um sol dentro de nós.
Queixas, sabes bem que não temos.
E seremos serenos.
Sentiremos prazer no tom da nossa voz.
Veja o olhar de quem ama.
Não reflete um drama, não.
É a expressão mais sincera, sim.
Vim pra provar que o amor, quando é puro,
desperta e alerta o mortal.
Aí é que o bem vence o mal.
Deixa a chuva cair, que o bom tempo há de vir.
Quando o amor decidir mudar o visual,
trazendo a paz no sol,
que importa se o tempo lá fora vai mal?
Que importa?
Se há tanta lama nas ruas
e o céu é deserto e sem brilho de luar,
se o clarão da luz
do teu olhar vem me guiar,
conduz meus passos
por onde quer que eu vá.
(GUINETO, Almir; PAGODINHO, Zeca. Lama nas ruas. In: Site Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br/zeca-pagodinho/78416/. Acesso em: 13 jul.2020. Adaptado.)
Considere as sentenças acerca do trecho “Vim pra provar que o amor, quando é puro, / desperta e alerta o mortal”:
I. Trata-se de um período composto por subordinação e coordenação.
II. O termo “o amor, quando é puro” é uma oração subordinada adverbial temporal.
III. A expressão “pra provar que” exige complemento nominal.
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Para responder às questões 9 e 10, considere a letra de canção abaixo.
Lama nas ruas
Deixa desaguar tempestade,
inundar a cidade,
porque arde um sol dentro de nós.
Queixas, sabes bem que não temos.
E seremos serenos.
Sentiremos prazer no tom da nossa voz.
Veja o olhar de quem ama.
Não reflete um drama, não.
É a expressão mais sincera, sim.
Vim pra provar que o amor, quando é puro,
desperta e alerta o mortal.
Aí é que o bem vence o mal.
Deixa a chuva cair, que o bom tempo há de vir.
Quando o amor decidir mudar o visual,
trazendo a paz no sol,
que importa se o tempo lá fora vai mal?
Que importa?
Se há tanta lama nas ruas
e o céu é deserto e sem brilho de luar,
se o clarão da luz
do teu olhar vem me guiar,
conduz meus passos
por onde quer que eu vá.
(GUINETO, Almir; PAGODINHO, Zeca. Lama nas ruas. In: Site Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br/zeca-pagodinho/78416/. Acesso em: 13 jul.2020. Adaptado.)
Em comparação à tradição lírica cultivada pelas escolas literárias, o texto apresenta:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
Considere o fragmento literário a seguir, ao responder às questões 7 e 8.
Campo geral
Em todo dia, também, arrastavam os bichos matados, por caça. O coelhinho tinha toca na borda da mata, saía só no escurecer, queria comer, queria brincar, sessepe, serelé, coelhinho da silva, remexendo com a boquinha de muitos jeitos, esticava pinotes e sentava a bundinha no chão, cismado, as orelhas dele estremeciam constantemente. Devia de ter o companheiro, marido ou mulher, ou irmão, que agora esperava lá na beira do mato, onde eles moravam, sozim. [...] Mais que matavam eram os tatus, tanto tatu lá, por tudo. Tatu de morada era o que assistia num buraco exato, a gente podia abrir com ferramenta, então-se via: o caminho comprido debaixo do chão, todo formando voltas de ziguezague. Aí tinha outros buracos, deixados, não eram mais moradia de tatu, ou eram só de acaso, ou prontos de lado, para eles temperarem de escapulir. Tão gordotes, tão espertos ― e estavam assim só para morrer, o povo ia acabar com todos? O tatu correndo sopressado dos cachorros, fazia aquele barulhinho com o casculho dele, as chapas arrepiadas, pobrezinho ― quase um assovio. Ecô! ― os cachorros mascaravam de um demônio. Tatu corria com o rabozinho levantado ― abre que abria, cavouca o buraco e empruma suas escamas de uma só vez, entrando lá, tão depressa, tão depressa ― e Miguilim ansiava para ver quando o tatu conseguia fugir a salvo.
(ROSA, João Guimarães. Campo geral. In: . Manuelzão e Miguilim (Corpo de baile). 11. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-41. Adaptado.)
No texto, são traços da linguagem literária de Guimarães Rosa:
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