Foram encontradas 50 questões.
Uma máquina produz 120 peças por hora de determinado produto. Porém, os técnicos decidiram reduzir a produção para 100 peças por hora, na tentativa de melhorar a qualidade de acabamento dessas peças. Para uma produção total de 1800 peças, essa redução na velocidade da máquina implicou um aumento no tempo total de produção, em horas, de:
Provas
Para administrar certo medicamento, há indicação de que seja misturado 30 ml do medicamento concentrado com 50 ml de água. Para que se tenha disponível 240 ml dessa mistura, é necessária uma quantidade de medicamento concentrado, em ml, igual a:
Provas
Leia o excerto a seguir:
Na próxima terça-feira, 29 de novembro, às 15 horas, no auditório da Biblioteca Universitária, campus 1 da FURB, ocorre a inauguração da rede local do Programa Redes Metropolitanas Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep) para Blumenau e região. O projeto, apresentado em solenidade realizada na Furb, integra a Rede Acadêmica Catarinense, e seu objetivo é:
Fontes:
FURB. Blumenau ganha rede de alta velocidade para educação e pesquisa. Jornalismo. nov. 2022. Disponível em < https://bityli.com/zcM3h> Acesso em 08 fev 2023.
RNP. RNP, Furb, Fapesc e prefeitura inauguram rede metropolitana de Blumenau. nov. 2022. Disponível em < https://bityli.com/7m4Yy> Acesso em 08 fev 2023.
Provas
Leia o excerto a seguir:
A FURB é feita de pessoas. Cada uma delas - com a sua característica - acreditou e fez do sonho uma realidade que hoje encanta pela grandiosidade. Um universo de conhecimento que extrapola os limites das salas de aula e laboratórios e interfere diretamente em muitos lares, empresas e cidades.
FURB. Apresentação. A FURB. Disponível em <766 ps://www.furb.br/web/1488/institucional/a-furb/apresentacao/balao/4276 > Acesso em 08 fev 2023.
Ao encontro disso, analise as afirmações a seguir:
I-A FURB é uma universidade comunitária.
II-A FURB é uma universidade privada.
III-A FURB é uma universidade pública.
É correto o que se afirma em:
Provas
A ansiedade para postar uma foto e o desejo de sair apenas ou principalmente para conseguir novas fotos para mais postagens. Quando a vida pessoal, afetiva, social e profissional gira em torno de likes, estamos diante de um vício (Fellipelli, 2022). Esse medo e angústia de estar sem o telefone celular ou aparelhos eletrônicos disponíveis é chamado de:
Provas
Para a historiadora Lilia Moritz Schwarcz, as cenas de vandalismo na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, mostram um atentado contra o direito à memória. Foi uma tentativa de dilapidação do patrimônio público. As pessoas que lá entraram quebraram, destruíram, pela mera vontade de destruição do Estado. No que se refere ao patrimônio público, significou um ataque muito forte a propriedades materiais, mas também a propriedades imateriais. Porque propriedades imateriais falam do nosso direito à memória. Quem é que tem o direito de atacar a nossa memória? Ninguém (Lins, 2023). Ao encontro disso, entre as obras destruídas pelos vândalos, uma era exposta no Palácio do Planalto. A obra integra uma série realizada pelo pintor modernista que retrata as figuras de mulheres de ascendência africana. As perfurações espalhadas pelo mural, avaliado em R$ 8 milhões, geram mais do que um prejuízo financeiro, mas também carregam um triste simbolismo. Para o autor, a tela era o retrato do Brasil miscigenado. Estamos de falando de:
Provas
Bruna precisa comprar sabão líquido. Ela tem a opção de comprar um galão de 7 litros por R$ 90,00, uma garrafa de 5 litros pelo valor de R$ 60,00 ou uma garrafa de 3 litros pelo valor de R$ 40,00. A melhor opção de compra é a embalagem de litros, com um custo de R$ por litro.
A alternativa que completa corretamente as lacunas é:
Provas
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas
Apontado como um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, o setor de transportes busca formas de ser mais sustentável e investe em produtos e processos de menor impacto ambiental. A indústria automotiva tem usado uma alternativa que vem se consolidando em todo o mundo: o emprego de fibras naturais, de origem vegetal, na fabricação de peças e acessórios. Mais do que um simples fornecedor de matéria-prima, o Brasil é um dos centros de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
Em agosto de 2022, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) firmou convênio com a Volkswagen do Brasil para desenvolver novos compósitos que incluam em sua formulação fibras vegetais - compósitos são materiais formados por dois ou mais componentes, como vidro e metal, com propriedades superiores às que lhe deram origem. O objetivo é que esses novos materiais sejam utilizados em peças do acabamento interno dos automóveis da montadora.
O projeto é liderado pelo engenheiro-agrônomo Alcides Lopes Leão e pela química Ivana Cesarino, coordenadores do Laboratório de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), e tem duração de 18 meses. Ao final do período, a multinacional espera contar com peças mais sustentáveis, em razão da redução do uso de plástico de origem fóssil em sua composição, e, sobretudo, com automóveis mais leves e eficientes do ponto de vista energético. A principal vantagem da substituição dos ingredientes minerais por fibras vegetais - materiais de menor densidade - é a redução do peso do veículo e, consequentemente, do consumo de combustível. Algumas limitações, contudo, ainda precisam ser superadas, como a baixa resistência das fibras naturais à umidade, a suscetibilidade a fungos e sua longevidade.
Leão estuda o uso de fibras vegetais em materiais compostos desde a década de 1990. A atual parceria com a Volkswagen é herdeira de um projeto financiado pela FAPESP em 2000. Naquela época, Leão investigava o potencial da fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta nativa da floresta amazônica que conhecera durante uma pescaria nos rios da região.
O projeto despertou o interesse da Volkswagen, que chegou a produzir algumas peças automotivas com a fibra, e o pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá e engavetou o projeto. Passadas duas décadas, Leão foi surpreendido por um novo convite.
Agora, para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções: coco, juta, sisal e bambu. Vai pesar na decisão a questão do abastecimento, que o pesquisador acredita estar mais bem equacionada. "Como o projeto atual tem alcance global, a Alemanha pode contar com fornecedores de fibras em diversos países", considera. Inicialmente as fibras serão incorporadas ao polímero em escala macrométrica em seis peças que compõem o porta-malas de um dos carros da Marca. Depois, a ideia é trabalhar na escala nanométrica. "A incorporação de nanocelulose dobra a resistência do compósito", explica Leão.
Segundo o pesquisador, as fibras naturais já são usadas em diferentes tipos de compósitos, em escala reduzida, por alguns fabricantes de automóveis no mundo. "A maior consumidora é a alemã Mercedes-Benz, que emprega por volta de 30 quilos de fibras por veículo. Na Volks, vamos começar com aproximadamente 8 quilos por veículo. Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo", diz. Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço. O uso sozinho da fibra para confeccionar peças automotivas não iria conferir a resistência de que o material necessita.
Desenvolver materiais de alta performance para a indústria automotiva a partir de matérias-primas regionais é também o propósito de uma equipe das universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados, com sede em Bremen, na Alemanha. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. No Brasil, é coordenado pela engenheira de materiais Renate Wellen, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFPB.
Os pesquisadores começaram o projeto trabalhando com fibras de sisal, no Brasil, e linho, na Alemanha. "As melhores propriedades foram obtidas com o linho, que se molda melhor como tecido para ser incorporado ao compósito por compressão. O objetivo é utilizar o material na parte interna da porta, escolhida pela alta demanda da indústria e por ser uma estrutura de menor complexidade", revela Wellen.
O novo polímero reforçado com fibras naturais está em fase de finalização e o protótipo de uma peça automotiva feita com ele foi apresentado em outubro na Feira K 2022, maior evento internacional da indústria de plásticos e borracha, realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Já existe a perspectiva de desenvolvimento de um novo material compósito, possivelmente formulado com fibra de coco, matéria-prima abundante no Brasil.
Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: uir-peeccas-auuommoivas/fapesp.br/fibras-vegetais-sao-usadas-para-produzir-pecas-automotivas/
Assinale a alternativa que apresenta correção no que diz respeito à ortografia da língua portuguesa:
Provas
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas
Apontado como um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, o setor de transportes busca formas de ser mais sustentável e investe em produtos e processos de menor impacto ambiental. A indústria automotiva tem usado uma alternativa que vem se consolidando em todo o mundo: o emprego de fibras naturais, de origem vegetal, na fabricação de peças e acessórios. Mais do que um simples fornecedor de matéria-prima, o Brasil é um dos centros de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
Em agosto de 2022, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) firmou convênio com a Volkswagen do Brasil para desenvolver novos compósitos que incluam em sua formulação fibras vegetais - compósitos são materiais formados por dois ou mais componentes, como vidro e metal, com propriedades superiores às que lhe deram origem. O objetivo é que esses novos materiais sejam utilizados em peças do acabamento interno dos automóveis da montadora.
O projeto é liderado pelo engenheiro-agrônomo Alcides Lopes Leão e pela química Ivana Cesarino, coordenadores do Laboratório de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), e tem duração de 18 meses. Ao final do período, a multinacional espera contar com peças mais sustentáveis, em razão da redução do uso de plástico de origem fóssil em sua composição, e, sobretudo, com automóveis mais leves e eficientes do ponto de vista energético. A principal vantagem da substituição dos ingredientes minerais por fibras vegetais - materiais de menor densidade - é a redução do peso do veículo e, consequentemente, do consumo de combustível. Algumas limitações, contudo, ainda precisam ser superadas, como a baixa resistência das fibras naturais à umidade, a suscetibilidade a fungos e sua longevidade.
Leão estuda o uso de fibras vegetais em materiais compostos desde a década de 1990. A atual parceria com a Volkswagen é herdeira de um projeto financiado pela FAPESP em 2000. Naquela época, Leão investigava o potencial da fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta nativa da floresta amazônica que conhecera durante uma pescaria nos rios da região.
O projeto despertou o interesse da Volkswagen, que chegou a produzir algumas peças automotivas com a fibra, e o pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá e engavetou o projeto. Passadas duas décadas, Leão foi surpreendido por um novo convite.
Agora, para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções: coco, juta, sisal e bambu. Vai pesar na decisão a questão do abastecimento, que o pesquisador acredita estar mais bem equacionada. "Como o projeto atual tem alcance global, a Alemanha pode contar com fornecedores de fibras em diversos países", considera. Inicialmente as fibras serão incorporadas ao polímero em escala macrométrica em seis peças que compõem o porta-malas de um dos carros da Marca. Depois, a ideia é trabalhar na escala nanométrica. "A incorporação de nanocelulose dobra a resistência do compósito", explica Leão.
Segundo o pesquisador, as fibras naturais já são usadas em diferentes tipos de compósitos, em escala reduzida, por alguns fabricantes de automóveis no mundo. "A maior consumidora é a alemã Mercedes-Benz, que emprega por volta de 30 quilos de fibras por veículo. Na Volks, vamos começar com aproximadamente 8 quilos por veículo. Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo", diz. Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço. O uso sozinho da fibra para confeccionar peças automotivas não iria conferir a resistência de que o material necessita.
Desenvolver materiais de alta performance para a indústria automotiva a partir de matérias-primas regionais é também o propósito de uma equipe das universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados, com sede em Bremen, na Alemanha. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. No Brasil, é coordenado pela engenheira de materiais Renate Wellen, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFPB.
Os pesquisadores começaram o projeto trabalhando com fibras de sisal, no Brasil, e linho, na Alemanha. "As melhores propriedades foram obtidas com o linho, que se molda melhor como tecido para ser incorporado ao compósito por compressão. O objetivo é utilizar o material na parte interna da porta, escolhida pela alta demanda da indústria e por ser uma estrutura de menor complexidade", revela Wellen.
O novo polímero reforçado com fibras naturais está em fase de finalização e o protótipo de uma peça automotiva feita com ele foi apresentado em outubro na Feira K 2022, maior evento internacional da indústria de plásticos e borracha, realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Já existe a perspectiva de desenvolvimento de um novo material compósito, possivelmente formulado com fibra de coco, matéria-prima abundante no Brasil.
Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: uir-peeccas-auuommoivas/fapesp.br/fibras-vegetais-sao-usadas-para-produzir-pecas-automotivas/
A partir da leitura do texto "Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)Uma das razões para que a indústria automobilística esteja investindo em novos materiais, como as fibras vegetais, é a busca por menos poluição, menor impacto ambiental.
(__)As pesquisas desenvolvidas no Brasil têm focado, especificamente, nas seguintes fibras vegetais: linho, coco, juta, sisal e bambu.
(__)Tal qual aconteceu nos anos 2000, os pesquisadores têm medo de que não haja abastecimento suficiente de fibras vegetais para a demanda da indústria automobilística.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Provas
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas
Apontado como um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, o setor de transportes busca formas de ser mais sustentável e investe em produtos e processos de menor impacto ambiental. A indústria automotiva tem usado uma alternativa que vem se consolidando em todo o mundo: o emprego de fibras naturais, de origem vegetal, na fabricação de peças e acessórios. Mais do que um simples fornecedor de matéria-prima, o Brasil é um dos centros de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
Em agosto de 2022, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) firmou convênio com a Volkswagen do Brasil para desenvolver novos compósitos que incluam em sua formulação fibras vegetais - compósitos são materiais formados por dois ou mais componentes, como vidro e metal, com propriedades superiores às que lhe deram origem. O objetivo é que esses novos materiais sejam utilizados em peças do acabamento interno dos automóveis da montadora.
O projeto é liderado pelo engenheiro-agrônomo Alcides Lopes Leão e pela química Ivana Cesarino, coordenadores do Laboratório de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), e tem duração de 18 meses. Ao final do período, a multinacional espera contar com peças mais sustentáveis, em razão da redução do uso de plástico de origem fóssil em sua composição, e, sobretudo, com automóveis mais leves e eficientes do ponto de vista energético. A principal vantagem da substituição dos ingredientes minerais por fibras vegetais - materiais de menor densidade - é a redução do peso do veículo e, consequentemente, do consumo de combustível. Algumas limitações, contudo, ainda precisam ser superadas, como a baixa resistência das fibras naturais à umidade, a suscetibilidade a fungos e sua longevidade.
Leão estuda o uso de fibras vegetais em materiais compostos desde a década de 1990. A atual parceria com a Volkswagen é herdeira de um projeto financiado pela FAPESP em 2000. Naquela época, Leão investigava o potencial da fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta nativa da floresta amazônica que conhecera durante uma pescaria nos rios da região.
O projeto despertou o interesse da Volkswagen, que chegou a produzir algumas peças automotivas com a fibra, e o pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá e engavetou o projeto. Passadas duas décadas, Leão foi surpreendido por um novo convite.
Agora, para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções: coco, juta, sisal e bambu. Vai pesar na decisão a questão do abastecimento, que o pesquisador acredita estar mais bem equacionada. "Como o projeto atual tem alcance global, a Alemanha pode contar com fornecedores de fibras em diversos países", considera. Inicialmente as fibras serão incorporadas ao polímero em escala macrométrica em seis peças que compõem o porta-malas de um dos carros da Marca. Depois, a ideia é trabalhar na escala nanométrica. "A incorporação de nanocelulose dobra a resistência do compósito", explica Leão.
Segundo o pesquisador, as fibras naturais já são usadas em diferentes tipos de compósitos, em escala reduzida, por alguns fabricantes de automóveis no mundo. "A maior consumidora é a alemã Mercedes-Benz, que emprega por volta de 30 quilos de fibras por veículo. Na Volks, vamos começar com aproximadamente 8 quilos por veículo. Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo", diz. Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço. O uso sozinho da fibra para confeccionar peças automotivas não iria conferir a resistência de que o material necessita.
Desenvolver materiais de alta performance para a indústria automotiva a partir de matérias-primas regionais é também o propósito de uma equipe das universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados, com sede em Bremen, na Alemanha. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. No Brasil, é coordenado pela engenheira de materiais Renate Wellen, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFPB.
Os pesquisadores começaram o projeto trabalhando com fibras de sisal, no Brasil, e linho, na Alemanha. "As melhores propriedades foram obtidas com o linho, que se molda melhor como tecido para ser incorporado ao compósito por compressão. O objetivo é utilizar o material na parte interna da porta, escolhida pela alta demanda da indústria e por ser uma estrutura de menor complexidade", revela Wellen.
O novo polímero reforçado com fibras naturais está em fase de finalização e o protótipo de uma peça automotiva feita com ele foi apresentado em outubro na Feira K 2022, maior evento internacional da indústria de plásticos e borracha, realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Já existe a perspectiva de desenvolvimento de um novo material compósito, possivelmente formulado com fibra de coco, matéria-prima abundante no Brasil.
Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: uir-peeccas-auuommoivas/fapesp.br/fibras-vegetais-sao-usadas-para-produzir-pecas-automotivas/
Assinale a alternativa que apresenta a função da linguagem predominante no texto "Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas":
Provas
Caderno Container