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Gestante de 34 anos, G2P1, com 35 semanas de gestação, é admitida no pronto-socorro com queixa de
dor em hipocôndrio direito de forte intensidade há 6 horas, associada a náuseas e vômitos. Refere
cefaleia occipital intensa e "visão embaçada" há 2 dias. Nega contrações uterinas ou perda de líquido.
Pré-natal irregular, última consulta há 1 mês quando foi diagnosticada hipertensão arterial (PA:
150/100 mmHg) e iniciado metildopa 500 mg 8/8h. Ao exame físico: PA: 170/110 mmHg, FC: 98
bpm, Tax: 37,2 °C. Consciente, orientada, hiperreflexia patelar 3+/4+ com clônus aquileu. Dor intensa
à palpação de hipocôndrio direito. AU: 32 cm, BCF: 152 bpm, tônus uterino normal. Exames
laboratoriais: Hemoglobina: 9,2 g/dL (prévia: 12,1 g/dL há 1 mês), plaquetas: 68.000/mm³, TGO: 198
U/L, TGP: 176 U/L, DHL: 890 U/L, bilirrubina total: 2,8 mg/dL (indireta: 2,1 mg/dL), creatinina: 1,4
mg/dL, proteinúria 24h: 4,2 g. Esfregaço de sangue periférico: esquizócitos presentes. Ultrassonografia
obstétrica: feto único, cefálico, peso estimado 2.100 g (percentil 15), líquido amniótico normal,
placenta grau II de localização fúndica. Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual a melhor
conduta?
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Paciente de 53 anos, menopausa há 2 anos, procura consultório com queixa de fogachos intensos (12-
15 episódios/dia), sudorese noturna, insônia, irritabilidade e dispareunia. Sintomas interferem
significativamente em sua qualidade de vida e trabalho. Refere também secura vaginal importante.
Nega sangramento vaginal. História ginecológica: G3P3, último parto aos 32 anos, não amamentou
(opção pessoal). Histerectomia total aos 46 anos por miomatose uterina (benigna), ovários preservados.
História familiar: mãe diagnosticada com câncer de mama aos 58 anos (RE positivo, tratada com
cirurgia e hormonioterapia, atualmente com 78 anos, sem recidiva). Irmã saudável, 55 anos. Tia paterna
com câncer de ovário aos 65 anos. História pessoal: hipertensão arterial controlada (losartana 50
mg/dia), sem diabetes. Nega tabagismo. IMC: 27 kg/m². Exame físico: PA: 128/82 mmHg. Exame
ginecológico: atrofia vulvovaginal acentuada. Mamas sem nódulos ou alterações. Mamografia
realizada há 6 meses: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou
microcalcificações, BI-RADS 1. Considerando os sintomas climatéricos intensos e a história familiar
de câncer de mama, qual a melhor orientação sobre terapia hormonal?
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Paciente de 38 anos, nuligesta, procura consultório com queixa de dor bilateral nas mamas há 8 meses,
com piora progressiva. Refere dor intensa que irradia para axilas e braços, principalmente na segunda
fase do ciclo menstrual (10 dias antes da menstruação), com melhora parcial após menstruação. Dor
interfere em atividades diárias e sono. Nega nódulos palpáveis, descarga papilar ou alterações cutâneas.
Ciclos menstruais regulares (28 dias). Usa anticoncepcional oral combinado (etinilestradiol 30 mcg +
levonorgestrel 150 mcg) há 5 anos. Nega história familiar de câncer de mama. IMC: 29 kg/m².
Consome 4-5 xícaras de café/dia. Ao exame físico: mamas simétricas, difusamente nodulares (aspecto
fibrocístico), sem nódulos dominantes, sem alterações cutâneas ou axilares. Dor bilateral à palpação,
mais intensa em quadrantes superiores externos. Mamografia (realizada há 3 meses): mamas
heterogeneamente densas (ACR tipo C), múltiplos cistos bilaterais, sem nódulos sólidos ou
microcalcificações, BI-RADS 2. Ultrassonografia: múltiplos cistos simples bilaterais, sem massas
sólidas. Considerando o diagnóstico de mastalgia cíclica intensa e as opções terapêuticas disponíveis,
qual a melhor sequência de conduta?
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Paciente de 42 anos, nuligesta, procura
atendimento referindo nódulo palpável em mama
direita há 4 meses, com crescimento progressivo.
Nega dor, descarga papilar ou alterações
cutâneas. História familiar negativa para câncer
de mama. Ao exame físico: nódulo de
aproximadamente 5 cm em QSL de mama
direita, móvel, bem delimitado, consistência
fibroelástica, indolor. Linfonodo axilar palpável
de 1 cm, móvel. Mamografia: nódulo ovalado,
circunscrito, de alta densidade, medindo 52 mm,
sem microcalcificações, BI-RADS 3.
Ultrassonografia: nódulo sólido, ovalado,
hipoecoico, heterogêneo, com algumas fendas
internas, bem delimitado, medindo 54 x 38 x 42
mm, sem sombra acústica. Vascularização
periférica e central ao Doppler. Linfonodo axilar
reacional. Core biopsy guiada por ultrassom: neoplasia fibroepitelial de baixo grau, estroma
hipercelular, mitoses 3/10 CGA, sem atipias
epiteliais, margens não avaliáveis. Imunohistoquímica: Ki-67 15%. Considerando o
diagnóstico anatomopatológico e as
características clínicas, qual a conduta mais
adequada?
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Paciente de 48 anos, procura consultório para
avaliação de risco de câncer de mama. Relata que
a irmã foi recentemente diagnosticada com
câncer de mama aos 52 anos (triplo negativo).
Mãe falecida aos 65 anos por câncer de ovário.
Tia materna teve câncer de mama bilateral aos 45
anos. Paciente está preocupada com seu risco.
História pessoal: menarca aos 12 anos, G2P2
(primeiro parto aos 28 anos), amamentou por 1
ano cada filho, não usa terapia hormonal. Nega
tabagismo. IMC: 24 kg/m². Exame físico das
mamas: sem nódulos ou alterações. Mamografia
de rastreamento realizada há 6 meses: mamas
heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem
nódulos ou microcalcificações, BI-RADS 1.
Paciente questiona sobre teste genético para
mutações BRCA e possibilidade de mastectomia
profilática. Considerando a história familiar e as opções de rastreamento e prevenção, qual a
melhor orientação inicial para esta paciente?
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Puérpera de 26 anos, primípara, no 5º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo,
procura atendimento referindo que as mamas
estão "muito cheias, duras e doloridas" desde o
dia anterior. Refere dificuldade para o bebê pegar
a mama devido à tensão areolar. Nega febre,
calafrios ou sinais inflamatórios focais. Parto
vaginal sem intercorrências, alta hospitalar no 2º
dia pós-parto. Ao exame físico: Tax: 36,8 °C,
estado geral bom. Ambas as mamas aumentadas
de volume, difusamente endurecidas, quentes,
brilhantes, tensas, com dor à palpação. Aréolas
distendidas e aplanadas. Mamilos sem fissuras.
Sem áreas de eritema localizado ou flutuação.
Expressão láctea difícil devido à tensão mamária.
Observação da mamada: bebê apresenta
dificuldade na pega devido ao aplanamento
areolar, sucção fraca e curta, choro após tentativas. Considerando o quadro clínico e o
diagnóstico mais provável, qual a conduta inicial
mais adequada?
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Paciente de 35 anos, G2P2, em aleitamento
materno exclusivo há 6 meses, comparece ao
consultório com queixa de nódulo palpável em
mama direita há 2 meses, que aumentou
discretamente de tamanho. Nega dor, hiperemia,
febre ou descarga papilar. História obstétrica:
último parto há 6 meses (cesariana sem
intercorrências). História familiar: mãe com
câncer de mama aos 58 anos (receptor hormonal
positivo). Ao exame físico: mama direita com
nódulo palpável de aproximadamente 3 cm em
QSL móvel, consistência elástica, indolor, sem
alterações cutâneas ou axilares. Mama esquerda
sem alterações. Ultrassonografia mamária:
nódulo sólido, ovalado, bem delimitado,
hipoecoico, homogêneo, com eixo paralelo à
pele, sem sombra acústica posterior, medindo 28
x 18 x 22 mm em mama direita. Ausência de vascularização significativa ao Doppler.
Linfonodos axilares de aspecto habitual
bilateralmente. Considerando o contexto clínico
de lactação e as características da lesão, qual a
conduta mais adequada?
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Paciente de 45 anos, sem comorbidades, procura
atendimento referindo descarga papilar
sanguinolenta unilateral em mama direita há 3
meses, espontânea, por orifício único. Nega
nódulo palpável, dor ou alterações cutâneas.
História familiar negativa para câncer de mama.
Ao exame físico: expressão de secreção
sanguinolenta em papila direita, oriunda de ducto
único às 2 horas, sem massa palpável. Mama
esquerda sem alterações. Mamografia bilateral:
mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C),
sem nódulos ou microcalcificações suspeitas, BIRADS 2. Ultrassonografia mamária: mama
direita com área hipoecoica intraductal de 8 mm
em região retroareolar, sem fluxo ao Doppler,
distante 12 mm da papila. Mama esquerda sem
alterações. Realizada biópsia percutânea (core biopsy) guiada por ultrassom da lesão
intraductal. Resultado anatomopatológico:
papiloma intraductal com áreas de hiperplasia
ductal atípica focal. Considerando o resultado da
biópsia percutânea e o risco de subestimação
diagnóstica (upgrade), qual a conduta mais
adequada?
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Paciente de 52 anos, pós-menopausa, submetida
a mamografia de rastreamento que evidenciou
microcalcificações agrupadas em mama
esquerda com 4,5 cm de extensão, BI-RADS 4C.
Realizada biópsia percutânea guiada por
estereotaxia, com retirada de 12 fragmentos.
Resultado anatomopatológico: carcinoma ductal
in situ (CDIS) grau nuclear alto,
comedocarcinoma. Ausência de componente
invasor. Imuno-histoquímica: RE positivo 90%,
RP positivo 70%, HER2 negativo, Ki-67 35%.
Ressonância magnética de mamas: área de realce
não-massa segmentar de 4,0 cm em QSL de
mama esquerda, sem outras lesões. Mama
contralateral sem alterações. Paciente ansiosa,
questiona sobre risco de recidiva e necessidade de retirada total da mama. Considerando o
diagnóstico, extensão da lesão e fatores
prognósticos, qual a melhor conduta terapêutica?
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Puérpera de 28 anos, primípara, no 18º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo,
procura atendimento com queixa de dor intensa
na mama direita há 2 dias, associada a hiperemia
e febre de 38,5 °C iniciada há 24 horas. Refere
fissuras mamilares bilaterais desde o início da
amamentação. Nega episódios prévios
semelhantes. Ao exame físico: estado geral
regular, Tax: 38,2 °C. Mama direita: eritema
difuso em QSL, calor local, edema e dor intensa
à palpação, sem flutuação. Não há áreas de
necrose cutânea. Mama esquerda sem alterações. Mantém amamentação bilateral, porém com dor
importante à pega na mama direita. Nega saída
de secreção purulenta pelo mamilo.
Considerando o quadro clínico e as
recomendações atuais sobre manejo de
intercorrências da lactação, qual a conduta mais
adequada?
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