Foram encontradas 531 questões.
Paciente de 38 anos, nuligesta, diagnosticada
com carcinoma ductal invasor de mama
esquerda. Ao exame físico inicial: tumor de 7 cm
em QSL, com retração cutânea, linfonodo axilar
palpável de 3 cm, fixo. Mamografia: massa
espiculada de 7,5 cm, BI-RADS 6.
Ultrassonografia axilar: linfonodo suspeito de
3,2 cm. Core biopsy do tumor: carcinoma ductal
invasor grau 3, RE negativo, RP negativo, HER2
negativo (triplo negativo), Ki-67: 78%. PAAF do
linfonodo axilar: positivo para metástase.
Estadiamento complementar (TC tórax/abdome,
cintilografia óssea): sem metástases à distância.
Classificada como estádio IIIB (T3 N1 M0).
Submetida a quimioterapia neoadjuvante com 6
ciclos de AC-T (adriamicina/ciclofosfamida
seguido de paclitaxel). Após tratamento, apresenta regressão tumoral significativa: nódulo
residual de 1,5 cm, sem fixação cutânea,
linfonodo axilar não mais palpável. RM de mama
pós-QT: área de realce irregular de 1,8 cm, sem
outros focos. Considerando a resposta ao
tratamento neoadjuvante e o objetivo de controle
locorregional, qual a melhor conduta cirúrgica?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 29 anos, G2P2, com vida sexual ativa
desde os 17 anos, procura unidade básica de
saúde para consulta de rotina. Refere último
exame preventivo há 5 anos com resultado
"normal". Nega sintomas ginecológicos,
corrimento ou sangramento anormal. Nega
tabagismo. Parceiro fixo há 3 anos, nega outras
parcerias. Ao exame especular: colo uterino de
aspecto normal, sem lesões visíveis. Foi
realizada coleta de citologia oncótica cujo
resultado é: "Lesão intraepitelial de alto grau
(HSIL) não podendo excluir microinvasão.
Células escamosas atípicas de significado
indeterminado possivelmente não neoplásicas
(ASC-US) também presentes." Paciente retorna
assintomática e preocupada com o resultado. Considerando as diretrizes atuais de
rastreamento e manejo das lesões precursoras do
câncer de colo uterino, qual a conduta mais
adequada?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 58 anos, menopausa aos 49 anos,
procura atendimento após fratura vertebral por
compressão (T12) ocorrida após queda da
própria altura há 2 meses. Refere dorsalgia
crônica persistente. História patológica
pregressa: tabagista (20 anos-maço), etilismo
social, sedentarismo. Mãe com fratura de fêmur
aos 72 anos. IMC: 21 kg/m². Nega uso prévio de
terapia hormonal. Exame físico: cifose dorsal.
Densitometria óssea (DXA): coluna lombar Tscore: -3,2, colo do fêmur T-score: -2,8,
diagnóstico de osteoporose estabelecida. Exames
laboratoriais: cálcio total: 9,3 mg/dL, cálcio
iônico: 4,8 mg/dL, fósforo: 3,5 mg/dL, FA: 82
U/L (VR: 40-150), 25-OH vitamina D: 18 ng/mL
(insuficiência), PTH: 58 pg/mL (VR: 15-65), creatinina: 0,9 mg/dL, TSH: 2,1 mUI/L.
Mamografia bilateral (BI-RADS 1) e
ultrassonografia transvaginal (endométrio 3 mm,
sem massas anexiais) sem alterações.
Considerando a fratura prévia e a necessidade de
redução rápida do risco de novas fraturas, qual a
melhor estratégia terapêutica inicial?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 29 anos, previamente hígida, deu
entrada no pronto-socorro com quadro de dor
pélvica intensa há 3 dias, febre (38,5 °C), náuseas
e corrimento vaginal fétido há 1 semana. Relata
novo parceiro sexual há 2 meses, não usa
preservativo. Nega gestações prévias, usa
anticoncepcional oral combinado. Ao exame
físico: regular estado geral, descorada +/4, PA:
100/60 mmHg, FC: 110 bpm, Tax: 38,2 °C.
Exame especular: corrimento mucopurulento em
grande quantidade. Toque vaginal: colo uterino
amolecido com dor à mobilização, útero
doloroso, massa palpável e extremamente
dolorosa em anexo direito de aproximadamente
8 cm. Exames laboratoriais: Leucócitos: 18.500/mm³ (bastões 12%), PCR: 156 mg/L,
VHS: 68 mm. Ultrassonografia transvaginal:
imagem cística complexa em anexo direito
medindo 7,5 x 6,2 cm, com debris internos e
septações grosseiras, sugestiva de abscesso tuboovariano. Anexo esquerdo normal. Teste de
gravidez negativo. Foi iniciado tratamento com
ceftriaxona 2g IV/dia + doxiciclina 100 mg VO
12/12 h + metronidazol 500 mg IV 8/8 h. Após
72 horas de antibioticoterapia, paciente mantém
febre (38 °C), dor pélvica intensa (EVA 8/10),
sem melhora clínica. Nova ultrassonografia:
abscesso com 8 cm, sem redução dimensional.
Qual a conduta mais adequada neste momento?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 42 anos, nuligesta, com história de
menorragia progressiva há 2 anos, anemia
ferropriva crônica refratária a tratamento oral
(Hb: 8,2 g/dL, ferritina: 8 ng/mL), apesar de uso
de ácido tranexâmico e sistema intrauterino
liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) há 18
meses. Refere fadiga intensa e limitação nas
atividades diárias. Nega desejo de gravidez
futura. Ao exame físico: útero aumentado de
volume, equivalente a 14 semanas, móvel.
Ultrassonografia transvaginal: útero com 480
cm³, mioma submucoso tipo 1 (FIGO) de 6 cm
em parede anterior do corpo uterino, projetando-se 80% para cavidade, com pedículo de 2,5 cm
de diâmetro. Outros 3 miomas intramurais entre
2-4 cm. Endométrio com 8 mm. Ressonância
magnética confirma achados e não evidencia
adenomiose. Histeroscopia diagnóstica: mioma
submucoso ocupando 60% da cavidade uterina. Considerando o desejo de preservação uterina e
as características do mioma submucoso, qual a
melhor abordagem terapêutica?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Casal de 36 (mulher) e 38 anos (homem), com 3
anos de infertilidade primária, procura
atendimento especializado. Paciente relata ciclos
menstruais regulares (28-30 dias), nega cirurgias
pélvicas prévias. Parceiro sem comorbidades.
Exames da paciente: FSH no 3º dia do ciclo: 14,2
mUI/mL (VR: 3-10), hormônio antimülleriano
(AMH): 0,8 ng/mL (VR: 1-4), estradiol no 3º dia:
65 pg/mL, ultrassonografia transvaginal:
contagem de folículos antrais (CFA) = 4 (ambos
os ovários). Histerossalpingografia: tubas
pérvias bilateralmente. Espermograma do
parceiro: volume 3,2 mL, concentração 48
milhões/mL, motilidade progressiva 52%,
morfologia 5% (critério de Kruger). Cariotipo do casal: 46,XX e 46,XY normais. Sorologias
negativas para ambos. Considerando os
marcadores de reserva ovariana e as diretrizes
atuais de reprodução assistida, qual a melhor
estratégia terapêutica para este casal?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 34 anos, nuligesta, com história de
dismenorreia progressiva grave (EVA 9/10)
refratária a anti-inflamatórios e
anticoncepcionais combinados contínuos há 3
anos, dispareunia profunda e disquezia cíclica
intensa. Refere dois episódios de hematoquezia
durante menstruação. Ao exame físico:
espessamento e nodulações dolorosas em fundo
de saco posterior, útero retrovertido e fixo.
Ressonância magnética de pelve: múltiplos
implantes endometrióticos no septo retovaginal,
ligamentos uterossacros espessados e retração do
fundo de saco posterior, além de lesão nodular em parede anterior do retossigmoide (8 cm da
borda anal) medindo 3,5 cm, com envolvimento
da camada muscular própria e alcançando até
camada submucosa, determinando estenose
luminal de aproximadamente 60%.
Endometriomas bilaterais (direito: 4 cm,
esquerdo: 3 cm). Colonoscopia: compressão
extrínseca em retossigmoide com mucosa
íntegra. CA-125: 185 U/mL. Considerando a
complexidade do quadro e as melhores
evidências atuais, qual a conduta mais adequada?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 62 anos, nuligestas, hipertensa e
diabética tipo 2 em tratamento, IMC 36 kg/m²,
apresenta sangramento vaginal irregular há 4
meses. Nega terapia hormonal. Ultrassonografia
transvaginal: endométrio espessado medindo 18
mm, heterogêneo, útero com 280 cm³. Biópsia de
endométrio: adenocarcinoma endometrioide
grau 2. Ressonância magnética de pelve: lesão
restrita ao endométrio sem invasão miometrial
visível, colo uterino livre, ovários sem alterações.
CA-125: 28 U/mL. Tomografia de tórax e
abdome sem evidências de doença metastática.
Paciente é submetida a histerectomia total com
salpingo-ooforectomia bilateral e
linfadenectomia pélvica. Anatomopatológico da
peça cirúrgica: adenocarcinoma endometrioide
grau 2, invasão de 8 mm em miométrio com
espessura total de 10 mm (80% de invasão), sem invasão linfovascular, sem comprometimento
cervical. Foram ressecados 18 linfonodos
pélvicos, todos negativos. Segundo os critérios
de risco para metástases linfonodais e a
classificação FIGO atual, qual o estadiamento e
a conduta adjuvante mais adequada?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 68 anos, 4 gestações e 4 partos
vaginais, IMC 29 kg/m², procura atendimento
com queixa de "sensação de bola saindo pela
vagina" há 18 meses, com piora progressiva.
Refere necessidade de redução digital para
evacuar, incontinência urinária aos esforços
moderada e sensação de esvaziamento vesical
incompleto. Nega cirurgias pélvicas prévias. Ao
exame físico em posição de litotomia com
manobra de Valsalva: prolapso da parede vaginal
anterior com exteriorização de 4 cm além do
hímen, associado a prolapso da cúpula vaginal
(pós-histerectomia há 15 anos por miomatose)
que atinge 2 cm além do hímen. Parede vaginal
posterior sem alterações significativas. Teste do
cotonete positivo (ângulo > 30°). Exame
urodinâmico: incontinência urinária de esforço
sem instabilidade detrusora, ausência de obstrução infravesical. Resíduo pós-miccional:
120 mL. Segundo a classificação POP-Q e
considerando o melhor resultado anatômico a
longo prazo, qual o procedimento cirúrgico mais
adequado?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Paciente de 28 anos, IMC 34 kg/m², comparece ao ambulatório com queixa de irregularidade menstrual
desde a menarca (ciclos de 45-90 dias), hirsutismo moderado (escore de Ferriman-Gallwey: 14) e
infertilidade primária há 2 anos. Nega galactorreia. Exame físico: acantose nigricans em região cervical
e axilas, razão cintura/quadril: 0,89. Exames laboratoriais: testosterona total: 82 ng/dL (VR: 15-70),
SDHEA: 180 mcg/dL (VR: 35-430), 17-OH-progesterona: 1,2 ng/mL, TSH: 2,4 mUI/L, prolactina: 18
ng/mL. ultrassonografia transvaginal: ovários com volume aumentado (direito: 14 cm³, esquerdo: 12
cm³) e > 12 folículos antrais de 2-9 mm em cada ovário, distribuídos perifericamente. Glicemia de
jejum: 104 mg/dL, insulina de jejum: 28 mcUI/mL (VR: 2-25), HOMA-IR: 7,2. Além das orientações
de mudança de estilo de vida, qual a melhor abordagem terapêutica inicial para esta paciente?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container