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Foram encontradas 150 questões.

Fiscais do IBAMA encontraram oitenta animais mortos no zoológico Bwana Park, em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Entre os animais mortos, havia macacos, jacarés, cisnes, araras, corujas, jabutis, gaviões, cobras e até uma onça pintada.

Segundo o delegado titular da Delegacia Móvel do Meio Ambiente (DMMA), os animais morreram devido a maus-tratos e inanição. Todos eles foram encontrados dentro de um freezer.

Além das carcaças, os fiscais do IBAMA encontraram cem animais vivos e muito magros. A delegacia enviou meia tonelada de alimentos para eles.

Folha de S. Paulo, 16/8/2001 (com adaptações).

Acerca de maus-tratos a animais domésticos e selvagens em cativeiro, julgue o item abaixo.

Na hipótese de cassação da licença de funcionamento de um jardim zoológico, os animais poderão ser libertados em seu hábitat natural, dependendo de suas condições de adaptação à vida silvestre.

 

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Apesar de sua importância para o estudo das espécies, a falta de um plano de preservação e fiscalização faz que as ilhas se tornem alvo de especulação imobiliária, turismo predatório e urbanização acelerada. “Só o estado de São Paulo tem 1,3 milhão de hectares de águas territoriais e menos de 10 mil deles protegidos”, alerta o biólogo e diretor de Operações da Fundação Florestal, Fausto Pires de Campos. Apesar de a legislação determinar que não só a União como também estados e municípios respondam pela preservação ambiental, os ambientes marinhos não estão sendo nem estudados nem protegidos.

Segundo a professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) Sueli Ângelo Furlan, há no litoral de São Paulo 106 ilhas, 23 ilhotas e 20 lajes (formação rochosa quase sem vegetação). Pelo menos um terço é unidade de proteção integral e as demais estão tombadas. Mesmo assim, várias espécies da flora e da fauna foram reduzidas pela ação humana.

Sem defesas contra espécies invasoras, as ilhas têm como grandes inimigos os desmatamentos, queimadas, caça, coleta de ovos e filhotes e introdução de animais e plantas. (...) Às vezes, até as boas intenções prejudicam. Triste com a situação da ilha do Apara, em São Sebastião – SP, um pescador plantou mudas de coqueiro e cana-de-açúcar, espécies que nada têm a ver com a região. Na ilha do Toque-Toque, foram introduzidas cabras, que estavam destruindo a vegetação nativa. “Apesar de ter placa proibindo o desembarque, sempre tem barco e lancha parando ali, gente armando rede de pesca ou pessoas estressando as aves”, conta o dono de um camping em Ilhabela, Enzo Marques Cabezaolias, que vive expulsando intrusos de uma ilhota em frente da Praia da Prainha, onde no inverno andorinhas do mar, vindas da Argentina e do Chile, fazem ninhos. “Uma vez peguei um garoto enchendo um saco com ovinhos.”

O Estado de S. Paulo, 26/1/2003 (com adaptações).

A respeito dos temas abordados no texto acima, julgue o item que se seguem.

A Lei n.º 5.197/1967 permite a coleta de ovos, desde que destinados a criadouros legalizados e quando solicitada licença.

 

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Apesar de sua importância para o estudo das espécies, a falta de um plano de preservação e fiscalização faz que as ilhas se tornem alvo de especulação imobiliária, turismo predatório e urbanização acelerada. “Só o estado de São Paulo tem 1,3 milhão de hectares de águas territoriais e menos de 10 mil deles protegidos”, alerta o biólogo e diretor de Operações da Fundação Florestal, Fausto Pires de Campos. Apesar de a legislação determinar que não só a União como também estados e municípios respondam pela preservação ambiental, os ambientes marinhos não estão sendo nem estudados nem protegidos.

Segundo a professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) Sueli Ângelo Furlan, há no litoral de São Paulo 106 ilhas, 23 ilhotas e 20 lajes (formação rochosa quase sem vegetação). Pelo menos um terço é unidade de proteção integral e as demais estão tombadas. Mesmo assim, várias espécies da flora e da fauna foram reduzidas pela ação humana.

Sem defesas contra espécies invasoras, as ilhas têm como grandes inimigos os desmatamentos, queimadas, caça, coleta de ovos e filhotes e introdução de animais e plantas. (...) Às vezes, até as boas intenções prejudicam. Triste com a situação da ilha do Apara, em São Sebastião – SP, um pescador plantou mudas de coqueiro e cana-de-açúcar, espécies que nada têm a ver com a região. Na ilha do Toque-Toque, foram introduzidas cabras, que estavam destruindo a vegetação nativa. “Apesar de ter placa proibindo o desembarque, sempre tem barco e lancha parando ali, gente armando rede de pesca ou pessoas estressando as aves”, conta o dono de um camping em Ilhabela, Enzo Marques Cabezaolias, que vive expulsando intrusos de uma ilhota em frente da Praia da Prainha, onde no inverno andorinhas do mar, vindas da Argentina e do Chile, fazem ninhos. “Uma vez peguei um garoto enchendo um saco com ovinhos.”

O Estado de S. Paulo, 26/1/2003 (com adaptações).

A respeito dos temas abordados no texto acima, julgue o item que se seguem.

Inventariar e mapear as espécies exóticas invasoras e as espécies-problema, bem como promover e apoiar pesquisas para subsidiar sua prevenção, erradicação e controle é um dos objetivos explicitados pela Política Nacional de Meio Ambiente.

 

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2077326 Ano: 2003
Disciplina: Biologia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IBAMA
Brasil

mundo

táxon

número de
espécies
conhecidas
total
projetado de
espécies
intervalo de confiança
do total de espécies
razão1

total projetado
de espécies

vírus

400 55.000 (39.000 - 71.000) 136 400.000

bactérias2

1.400 136.000 (97.000 - 176.000) 96 1.000.000

protozoários

3.200 27.000 (19.000 - 35.000) 8 200.000

fungos

13.000 205.000 (145.000 - 264.000) 15 1.500.000

algas

4.900 55.000 (39.000 - 71.000) 10 400.000

plantas

47.000 52.000 (49.000 - 56.000) 0,1 320.000

artrópodes

116.500 1.214.000 (860.000 - 1.568.000) 9 8.900.000

outros invert.3

9.700 116.000 (82.000 - 150.000) 11 850.000

vertebrados4

6.200 8.000 (7.000 - 9.000) 0,3 50.000

total

202.300 1.868.000 (1.340.000 - 2.400.000) 8 13.620.000

GeoBrasil 2002: Perspectivas do meio ambiente no Brasil. IBAMA. Brasília, 2002 (com adaptações).

* Todos os valores foram arredondados para milhar, exceto os da primeira coluna.

1 A razão é igual a (total projetado – espécies desconhecidas)/conhecidas.

2 Incluem as cianobactérias (algas azuis).

3 Outros invertebrados são todos exceto os artrópodes.

4 Os vertebrados incluem os demais cordados.

A partir dos dados apresentados na tabela acima, julgue o item a seguir.

No conjunto dos artrópodes é que se encontra o maior número de espécies conhecidas ameaçadas de extinção no Brasil.

 

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2077080 Ano: 2003
Disciplina: Biologia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IBAMA
Brasil

mundo

táxon

número de
espécies
conhecidas
total
projetado de
espécies
intervalo de confiança
do total de espécies
razão1

total projetado
de espécies

vírus

400 55.000 (39.000 - 71.000) 136 400.000

bactérias2

1.400 136.000 (97.000 - 176.000) 96 1.000.000

protozoários

3.200 27.000 (19.000 - 35.000) 8 200.000

fungos

13.000 205.000 (145.000 - 264.000) 15 1.500.000

algas

4.900 55.000 (39.000 - 71.000) 10 400.000

plantas

47.000 52.000 (49.000 - 56.000) 0,1 320.000

artrópodes

116.500 1.214.000 (860.000 - 1.568.000) 9 8.900.000

outros invert.3

9.700 116.000 (82.000 - 150.000) 11 850.000

vertebrados4

6.200 8.000 (7.000 - 9.000) 0,3 50.000

total

202.300 1.868.000 (1.340.000 - 2.400.000) 8 13.620.000

GeoBrasil 2002: Perspectivas do meio ambiente no Brasil. IBAMA. Brasília, 2002 (com adaptações).

* Todos os valores foram arredondados para milhar, exceto os da primeira coluna.

1 A razão é igual a (total projetado – espécies desconhecidas)/conhecidas.

2 Incluem as cianobactérias (algas azuis).

3 Outros invertebrados são todos exceto os artrópodes.

4 Os vertebrados incluem os demais cordados.

A partir dos dados apresentados na tabela acima, julgue o item a seguir.

Apesar do número relativamente alto de espécies de vertebrados presentes no Brasil, que é correspondente a cerca de 16% das espécies do mundo, o endemismo nesse grupo é baixo.

 

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2076306 Ano: 2003
Disciplina: Biologia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IBAMA
Brasil

mundo

táxon

número de
espécies
conhecidas
total
projetado de
espécies
intervalo de confiança
do total de espécies
razão1

total projetado
de espécies

vírus

400 55.000 (39.000 - 71.000) 136 400.000

bactérias2

1.400 136.000 (97.000 - 176.000) 96 1.000.000

protozoários

3.200 27.000 (19.000 - 35.000) 8 200.000

fungos

13.000 205.000 (145.000 - 264.000) 15 1.500.000

algas

4.900 55.000 (39.000 - 71.000) 10 400.000

plantas

47.000 52.000 (49.000 - 56.000) 0,1 320.000

artrópodes

116.500 1.214.000 (860.000 - 1.568.000) 9 8.900.000

outros invert.3

9.700 116.000 (82.000 - 150.000) 11 850.000

vertebrados4

6.200 8.000 (7.000 - 9.000) 0,3 50.000

total

202.300 1.868.000 (1.340.000 - 2.400.000) 8 13.620.000

GeoBrasil 2002: Perspectivas do meio ambiente no Brasil. IBAMA. Brasília, 2002 (com adaptações).

* Todos os valores foram arredondados para milhar, exceto os da primeira coluna.

1 A razão é igual a (total projetado – espécies desconhecidas)/conhecidas.

2 Incluem as cianobactérias (algas azuis).

3 Outros invertebrados são todos exceto os artrópodes.

4 Os vertebrados incluem os demais cordados.

A partir dos dados apresentados na tabela acima, julgue o item a seguir.

A fauna tropical, inclusive a brasileira, ainda apresenta grandes lacunas quanto ao seu conhecimento taxonômico e ecológico, deficiência essa que tem repercussões sérias sobre as ações voltadas para a sua conservação.

 

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O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um animal de rara beleza e fragilidade que existe apenas na mata Atlântica. Mas não em toda a superfície desse ameaçado ecossistema. Ele somente ocorre nas florestas de baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, estando atualmente limitado ao que restou desse ambiente nos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação de Búzios, Saquarema e Rio Bonito.

Existem na natureza pouco mais de 1.000 indivíduos agrupados em algumas centenas de famílias, todos vivendo nas áreas da Reserva Biológica de Poço das Antas, da Reserva Biológica União e em fazendas particulares da região. Menos de 2% de seu hábitat original ainda existe, sendo poucas as grandes áreas de florestas contínuas. A fragmentação florestal resultante da contínua exploração madeireira, do desenvolvimento agropecuário e da urbanização, é uma característica marcante do hábitat dessa espécie.

Nurit Bensusan (org.). Seria melhor ladrilhar? biodiversidade,
como, para que, por quê. Brasília: ISA/UnB, 2000 (com adaptações).

Com base nos assuntos tratados no texto, julgue o seguinte item.

O mico-leão-dourado pode ser considerado uma espéciebandeira — aquela que, ao ser conservada em seu ambiente natural, resulta na conservação de inúmeras outras espécies e no funcionamento de sistemas naturais.

 

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2076304 Ano: 2003
Disciplina: Biologia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IBAMA

O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um animal de rara beleza e fragilidade que existe apenas na mata Atlântica. Mas não em toda a superfície desse ameaçado ecossistema. Ele somente ocorre nas florestas de baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, estando atualmente limitado ao que restou desse ambiente nos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação de Búzios, Saquarema e Rio Bonito.

Existem na natureza pouco mais de 1.000 indivíduos agrupados em algumas centenas de famílias, todos vivendo nas áreas da Reserva Biológica de Poço das Antas, da Reserva Biológica União e em fazendas particulares da região. Menos de 2% de seu hábitat original ainda existe, sendo poucas as grandes áreas de florestas contínuas. A fragmentação florestal resultante da contínua exploração madeireira, do desenvolvimento agropecuário e da urbanização, é uma característica marcante do hábitat dessa espécie.

Nurit Bensusan (org.). Seria melhor ladrilhar? biodiversidade,
como, para que, por quê. Brasília: ISA/UnB, 2000 (com adaptações).

Com base nos assuntos tratados no texto, julgue o seguinte item.

As técnicas utilizadas para a conservação de animais em cativeiro que incluem, entre outras, a relocação de indivíduos, incubação e inseminação artificial, possuem custos reduzidos, razão por que são mais vantajosas que a conservação do hábitat da espécie.

 

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O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um animal de rara beleza e fragilidade que existe apenas na mata Atlântica. Mas não em toda a superfície desse ameaçado ecossistema. Ele somente ocorre nas florestas de baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, estando atualmente limitado ao que restou desse ambiente nos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação de Búzios, Saquarema e Rio Bonito.

Existem na natureza pouco mais de 1.000 indivíduos agrupados em algumas centenas de famílias, todos vivendo nas áreas da Reserva Biológica de Poço das Antas, da Reserva Biológica União e em fazendas particulares da região. Menos de 2% de seu hábitat original ainda existe, sendo poucas as grandes áreas de florestas contínuas. A fragmentação florestal resultante da contínua exploração madeireira, do desenvolvimento agropecuário e da urbanização, é uma característica marcante do hábitat dessa espécie.

Nurit Bensusan (org.). Seria melhor ladrilhar? biodiversidade,
como, para que, por quê. Brasília: ISA/UnB, 2000 (com adaptações).

Com base nos assuntos tratados no texto, julgue o seguinte item.

Uma das alternativas para melhorar as condições de conservação das populações de Leontopithecus rosalia na região é o estabelecimento de corredores ecológicos, que são uma das categorias de unidades de conservação previstas na Lei n.º 9.985/2000.

 

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O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um animal de rara beleza e fragilidade que existe apenas na mata Atlântica. Mas não em toda a superfície desse ameaçado ecossistema. Ele somente ocorre nas florestas de baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, estando atualmente limitado ao que restou desse ambiente nos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação de Búzios, Saquarema e Rio Bonito.

Existem na natureza pouco mais de 1.000 indivíduos agrupados em algumas centenas de famílias, todos vivendo nas áreas da Reserva Biológica de Poço das Antas, da Reserva Biológica União e em fazendas particulares da região. Menos de 2% de seu hábitat original ainda existe, sendo poucas as grandes áreas de florestas contínuas. A fragmentação florestal resultante da contínua exploração madeireira, do desenvolvimento agropecuário e da urbanização, é uma característica marcante do hábitat dessa espécie.

Nurit Bensusan (org.). Seria melhor ladrilhar? biodiversidade,
como, para que, por quê. Brasília: ISA/UnB, 2000 (com adaptações).

Com base nos assuntos tratados no texto, julgue o seguinte item.

No caso de captura não-autorizada de exemplares de Leontopithecus rosalia, a pena aplicada pela justiça deve ser semelhante, quer se trate de crime cometido em uma das fazendas que abrigam exemplares da espécie, ou no interior de uma das unidades de conservação.

 

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