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Lula cria a Bolsa-Circo
Gilberto Dimenstein
Lula ajudou a dar o pão, ao ampliar (corretamente, diga-se), o Bolsa-Família. Agora, na reta final de seu governo, está querendo dar o circo, batizado de Vale-Cultura. É um risco de desperdício de bilhões que só explica pelo clima de eleições para agradar trabalhadores, artistas e empresários. No final, quem paga quase toda a conta é o contribuinte.
O empresário terá abatimento de imposto ao dar o Vale-Cultura para seus trabalhadores que, por sua vez, pagam a menor parte; o governo, ou seja, o contribuinte entra com o resto. É absolutamente previsível que o dinheiro público, tão escasso num país pobre e deseducado, vai acabar patrocinando shows e eventos populares, mas sem conteúdo educativo.
Participo da experiência batizada de Catraca Livre, um banco de dados sobre o que existe de graça ou a preço popular na cidade de São Paulo. É gigantesco o número de ofertas culturais de alta qualidade, mas com baixa frequência dos mais pobres, o que já é um monumental desperdício.
Não é elitismo querer que dinheiro público não patrocine espetáculos de shows de música funk, sertaneja ou pagode. Ou que vá para autores de livros de autoajuda ou filmes de violência. Assim como obviamente, não tem nada de errado que as pessoas se divirtam como quiserem. E não temos nada a ver com isso.
Considero, sim, importantíssimo aumentar o repertório cultural do brasileiro.
O desperdício está no fato de que, se é para gastar esse valor, muito melhor seria deixá-lo nas mãos dos estudantes de escolas públicas, capacitadas a fazer a ponte entre a cultura e o currículo. Educação ficaria mais interessante e se formariam, de fato, plateias.
Disponível em
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u6
00784.shtml.>. Acesso em 20 ag 2009.k
Em “O empresário terá abatimento de imposto ao dar o Vale-Cultura para seus trabalhadores...”, oração destacada classifica-se como
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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo, com base em Cardoso (2008) sobre a entrevista social.
( ) Na entrevista é possível extrair informações.
( ) A entrevista apura a escuta do assistente social.
( ) É necessário desenvolver uma atenção articulada com o processo de observação sensível.
( ) A entrevista desvela o ser político em ação.
( ) Entrevista é uma arte.
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A teoria Piagetiana foi intensamente difundida por ser respeitada devido as suas contribuições e embasada cientificamente. De que forma essa teoria contribui com o trabalho dos educadores?
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Segundo Carvalho e Lamamoto (2008), quando foi à primeira referencia explicita na legislação federal com respeito a Serviços Sociais?
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Os alunos que participam do programa da proposta ecológica de educação, apresenta uma participação ativa e integrada nas atividades desenvolvidas pela escola. Considere correta a resposta que apresenta condições que NÃO proporcionam a causa de deficiência múltipla.
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A perda auditiva condutiva é elevada em crianças na idade pré-escolar e escolar, baseado nesta afirmativa, assinale a alternativa que NÃO está de acordo com a avaliação auditiva destas crianças.
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A política do pão e circo
Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo de que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”, a política do pão e circo. Esse método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e, durante os eventos, eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraía e se alimentava, também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
Essa situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com a do Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente, e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e tentando evitar que as massas se rebelem, criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela as economicamente desfavorecidas e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.
Esses programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, na educação e na qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E, em vez dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por esse esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir às lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas.
A saída dessa dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente e assim garantir seu futuro e o de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.
Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e, assim, desligar-se desse vínculo com o “pão e circo”, pois esses são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim para crescer em conjunto.
Texto adaptado de <http://www.artigonal.com/politica-artigos/a-politica-do-pao-ecirco-
584140.html>. Acesso em 17 ag 2009.
Em “O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores...”, as duas expressões destacadas desempenham, respectivamente, função de
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A escrita de símbolos matemáticos em braille possuem regras específicas de transcrição.
Assinale a alternativa INCORRETA com relação a estas regras.
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Lula diz que brasileiro deixou de ser povo e está esperto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que "o povo deixou de ser povo" e passou a interpretar as notícias sem se guiar por formadores de opinião. Lula comentou que a eleição presidencial de 2006 provou essa tese quando foi reeleito em meio aos resquícios do escândalo do mensalão.
"Teve um tempo em que inventaram um tal de formador de opinião pública. Diziam que eu não poderia falar isso se não eles [formadores de opinião pública] não iriam gostar. Mas, quando chegou nas eleições de 2006, o povo deu uma lição. O povo não quer intermediários entre ele e em quem ele vai votar", afirmou.
Lula acrescentou que o povo aprendeu a entender "o que é mentira e o que é verdade, e o que é Justiça e o que é injustiça". Para o presidente, o povo não deve voltar a baixar a cabeça.
Em discurso durante cerimônia que marcou conclusão parcial de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, Lula afirmou que governa para todos, mas que sua prioridade é o "povo pobre".
Ele voltou a dizer que vai registrar em cartório as ações de seu governo e que seu sucessor vai ter de trabalhar muito mais, porque o povo está "esperto", "malandro" e "sabido".
Texto adaptado de
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u611496.shtml. Acesso
em 20 ag 2009.
Em “o povo deixou de ser povo”, o significado da expressão destacada, no contexto, pode ser interpretado de várias formas, EXCETO por
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Na transcrição em Braille de provas e itens de exercícios o procedimento correto é
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