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Foram encontradas 60 questões.

455390 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Escrever, argumentar, seduzir

Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro. Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores. Para poetas e prosadores natos, basta preencher as folhas brancas com palavras, frases, parágrafos que, magicamente, materializam-se em histórias, personagens, espaços, paisagens, mundos cativantes. Nada de releituras, emendas, trocas de palavras, eliminação de excessos, inclusão de trechos, correção de deslizes.

Ledo engano. A atividade da escrita é um processo trabalhoso, exigindo de seu empreendedor bem mais que talento. Independentemente de sua finalidade, escrever requer observação, conhecimentos, vivência, pesquisa, planejamento, consciência das formas de circulação, muita paciência e, consequentemente, leituras, releituras, construção e reconstrução. Com os grandes escritores, podemos identificar parte dos esforços exigidos por essa atividade, surpreendendo alguns momentos em que eles demonstram a forte e ambígua relação que mantém com seus textos, expondo a maneira como administram os detalhes que envolvem a escritura e, também, após a publicação, o interesse pelas formas de recepção. E essas exposições entreabrem uma fresta para que os demais “escreventes” conheçam alguns percursos e percalços do escrever, do dar acabamento a um texto, das formas de vê-lo correr mundo.

(Beth Brait, Revista Língua Portuguesa, n. 25, 2007)

No trecho “Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores”, a expressão por mais que pode ser substituída sem alterar o seu sentido por

 

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455388 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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A questão refere-se ao texto seguinte.

“Antigamente, antes das democracias, quando não havia público para os escritores, o homem de letras(I) se tornava quase sempre o cortesão(II) dos poderosos, um ornamento gracioso de aristocratas ou de burgueses; hoje, porém, ele já se pode tornar independente pela possibilidade de viver do apoio e da compreensão dos leitores(IV). Permanece, no entanto, o perigo de outra forma de escravidão: o de se vender o escritor às exigências mais vulgares do grande público.”(III)

Álvaro Lins

Dadas as afirmativas sobre o texto,

I. A expressão homem de letras foi empregada em sentido pejorativo.
II. O termo cortesão tem sentido de adulador.
III. Em “o de se vender [...] grande público”, o autor quer dizer que o escritor pode prostituir-se intelectualmente.
IV. A locução substantiva compreensão dos leitores equivale a “o homem de letras é compreendido pelos leitores”.

verifica-se que

 

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455386 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.

Você em Portugal, diz ele [Jô Soares], é um tratamento respeitoso, de cerimônia. Na França é completamente diferente: você chama o motorista de vous (que corresponde ao senhor, em português). O tu (que seria você) é dado somente para as pessoas com quem tem intimidade, não tem nada a ver com classe social. Você vai engraxar o sapato, chama o engraxate de vous; vai numa loja e chama a balconista de vous; no Brasil ele é tratado de você. Lá, se você tem intimidade, trata de tu, ou você. Quando não tem intimidade, chama de senhor, de vous. No Brasil é diferente. O tratamento você [sic] é aplicado como se fosse uma forma de respeito, mas na realidade estabelece diferenças de classes sociais. A gente chama o motorista de você, mas o médico é tratado de senhor, então fica preconceituoso. E programa de televisão que entrevista um engraxate e logo depois um ministro, como o meu, não pode chamar o engraxate de senhor, porque vai ficar ridículo, porque o tratamento padrão com ele é você, e não pode tratar o ministro de senhor, logo depois. Ficaria muito ruim, seria uma diferença de classe social. (Jô Soares, Tramontina, 1996, p.183-4)

De acordo com o texto, assinale a opção incorreta.

 

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455381 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Quais as funções da linguagem predominantes no texto seguinte?

“O fio dental é tão importante para a higiene bucal quanto a escovação. Curve o fio na lateral do dente e movimente-o para cima e para baixo, penetrando cuidadosamente na linha da gengiva. Limpe o dente da esquerda e o da direita de cada espaço.”

 

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411164 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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A questão refere-se ao texto seguinte.

A comunidade de destino é tanto mais profunda quanto selada por uma fraternidade mitológica. De fato, o Estado-Nação é uma pátria, uma identidade consubstancialmente maternal/paternal, que contém, em seu feminino, o masculino da paternidade. Transfere, para a ampla escala de populações de milhões de indivíduos, muitas vezes oriundos de etnias bem diversas, as calorosas virtudes das relações familiares entre as pessoas pertencentes ao mesmo lar. Assim, a Nação, de substância feminina, comporta em si as qualidades da Terra- Mãe (Pátria-Mãe), do lar (foyer, home, Heimat), e ela desperta, nos momentos comunitários, os sentimentos de amor que são, naturalmente, despertados pela mãe. (Edgar Morin, Cabeça bem feita, Rio de Janeiro, 2004)

Dados os itens que podem constituir a continuação coesa e coerente para o texto,

I. Já o estado é de substância paternal.

II. Assim, o mito nacional é uno. A fraternidade mitológica surge exclusivamente como uma fraternidade biológica.

III. Dispõe da autoridade absoluta e incondicional do pai patriarca, a quem se deve obediência.

IV. Entretanto, a idéia de nação contém um único espírito fraterno entre “filhos da pátria”.

V. A relação matripatriótica com o Estado-Nação desperta o sentimento de fraternidade mística dos “filhos da pátria”, perante o inimigo.

verifica-se que a quantidade de itens corretos é

 

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411077 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Assinale a opção que não transgride a norma-padrão da língua portuguesa.

 

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411043 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Escrever, argumentar, seduzir

Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro. Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores. Para poetas e prosadores natos, basta preencher as folhas brancas com palavras, frases, parágrafos que, magicamente, materializam-se em histórias, personagens, espaços, paisagens, mundos cativantes. Nada de releituras, emendas, trocas de palavras, eliminação de excessos, inclusão de trechos, correção de deslizes.

Ledo engano. A atividade da escrita é um processo trabalhoso, exigindo de seu empreendedor bem mais que talento. Independentemente de sua finalidade, escrever requer observação, conhecimentos, vivência, pesquisa, planejamento, consciência das formas de circulação, muita paciência e, consequentemente, leituras, releituras, construção e reconstrução. Com os grandes escritores, podemos identificar parte dos esforços exigidos por essa atividade, surpreendendo alguns momentos em que eles demonstram a forte e ambígua relação que mantém com seus textos, expondo a maneira como administram os detalhes que envolvem a escritura e, também, após a publicação, o interesse pelas formas de recepção. E essas exposições entreabrem uma fresta para que os demais “escreventes” conheçam alguns percursos e percalços do escrever, do dar acabamento a um texto, das formas de vê-lo correr mundo.

(Beth Brait, Revista Língua Portuguesa, n. 25, 2007)

Qual a alínea que melhormente resume o texto?

 

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411041 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Os períodos seguintes, embora desordenados, constituem um texto. Indique a alínea que apresenta a melhor sequência, de um ponto de vista descritivo.

1. “Nosso objetivo era o de aperfeiçoar as qualidades do tomate”, disse Antonio Granell, coordenador da pesquisa.

2. A cor incomum do tomate foi desenvolvida pelos cientistas para que fosse possível distingui-lo de um tomate normal.

3. Cientistas espanhóis criaram um novo tomate geneticamente modificado, de cor azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum e poderia ser usado com fins terapêuticos.

4. “Mas também queríamos fazer com que ele se transformasse em uma “biofábrica”, ou seja, fazer com que as suas células trabalhassem de acordo com nosso interesse”, afirmou o pesquisador.

5. O projeto do novo tomate é de estudiosos do Instituto de Biología Molecular y Celular de Plantas (IBMCP), de Valença, na Espanha.

 

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411038 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Escrever, argumentar, seduzir

Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro. Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores. Para poetas e prosadores natos, basta preencher as folhas brancas com palavras, frases, parágrafos que, magicamente, materializam-se em histórias, personagens, espaços, paisagens, mundos cativantes. Nada de releituras, emendas, trocas de palavras, eliminação de excessos, inclusão de trechos, correção de deslizes.

Ledo engano. A atividade da escrita é um processo trabalhoso, exigindo de seu empreendedor bem mais que talento. Independentemente de sua finalidade, escrever requer observação, conhecimentos, vivência, pesquisa, planejamento, consciência das formas de circulação, muita paciência e, consequentemente, leituras, releituras, construção e reconstrução. Com os grandes escritores, podemos identificar parte dos esforços exigidos por essa atividade, surpreendendo alguns momentos em que eles demonstram a forte e ambígua relação que mantém com seus textos, expondo a maneira como administram os detalhes que envolvem a escritura e, também, após a publicação, o interesse pelas formas de recepção. E essas exposições entreabrem uma fresta para que os demais “escreventes” conheçam alguns percursos e percalços do escrever, do dar acabamento a um texto, das formas de vê-lo correr mundo.

(Beth Brait, Revista Língua Portuguesa, n. 25, 2007)

Indique qual a relação de sentido implícita entre as informações anterior e posterior aos dois pontos no trecho: “Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro.”

 

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455597 Ano: 2008
Disciplina: Medicina
Banca: UFAL
Orgão: IF-AL
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Na Classificação tomográfica para Diagnóstico de Pancreatite Aguda (BALTAZAR) os achados tomográficos A e D correspondem, respectivamente, a
Questão Anulada

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