Foram encontradas 190 questões.
Um trabalhador recebeu um corte em seu salário de 20%. Para recompor o salário original deste trabalhador é necessário dar um aumento de
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A questão refere-se ao texto abaixo.
Devagar com andor que o santo é de barro A expressão que recomenda cuidado teria nascido da preocupação de vigários com a imagem de santos em procissões. É razoável acreditar que, ao sair da igreja, a estátua levada nos ombros de fiéis que andavam apressadamente, algum preocupado vigário tenha gritado a frase. Atualmente, a expressão é usada em sua forma reduzida, sendo mais frequente o uso apenas da primeira parte. Provérbio “da mesma família” dele é o “Devagar se vai ao longe” e “Quem depressa caminha se consome”. Do francês, trata-se de uma variação da frase Qui veut voyager loin ménage ses forces (Quem quer ter vida longa deve cuidar-se), lembra Roberto Cortez Lacerda, em Dicionário de provérbios. Em crônica sobre os defeitos da televisão, a atriz Lílian Blanc parodiou: “Leve com cuidado o cântaro à fonte, pois, tal qual o santo é de barro, e porque essa idéia não é minha”. Também o compositor Chico Buarque, num trecho da música Bom Conselho, satirizou: “[...] Devagar é que não se vai longe [...].”
(Hudinílson Urbano, Revista Língua Portuguesa, n. 25, 2007)
No trecho “Em crônica sobre os defeitos da televisão, a atriz Lílian Blanc parodiou: “Leve com cuidado o cântaro à fonte, pois, tal qual o santo é de barro, e porque essa idéia não é minha”. Também o compositor Chico Buarque, num trecho da música Bom Conselho, satirizou: “Devagar é que não se vai longe”, é correto afirmar que
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A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento militar em Portugal. Um espião foi condenado à morte pela câmara de gás. Chega o dia da execução. O prisioneiro é colocado numa sala grande, com um teto alto, várias janelas abertas, voltadas para o sol. No meio da sala, uma cadeira. Ele foi amarrado na cadeira e esperou que os carrascos fechassem as janelas ou pelo menos saíssem do local da execução.
Ouviu lentamente a sentença que o condenava a morrer pelo gás e ficou sem entender nada. As autoridades policiais não arredavam pé.
De repente, ele ouve a ordem:
– Preparar!
Ele olhou em volta e ficou tranquilo. Não ia ser possível morrer por gás em ambiente tão aberto e arejado. E mesmo que fosse, ia ele e iam todos os outros que estavam ali. Sorriu, tranquilão, da burrice de seus algozes. E ouviu com um certo ar de deboche a ordem final:
– Abrir o gás!
Pimba. Abriu-se o teto e – póf – caiu-lhe o botijão na cabeça.
O desfecho risível e inusitado da piada revela um efeito expressivo que se dá pelo acionamento de uma relação de sentido. A figura de linguagem que manifesta essa relação é
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Dos períodos seguintes, apenas um está com sentido denotativo. Indique-o.
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Escrever, argumentar, seduzir
Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro. Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores. Para poetas e prosadores natos, basta preencher as folhas brancas com palavras, frases, parágrafos que, magicamente, materializam-se em histórias, personagens, espaços, paisagens, mundos cativantes. Nada de releituras, emendas, trocas de palavras, eliminação de excessos, inclusão de trechos, correção de deslizes.
Ledo engano. A atividade da escrita é um processo trabalhoso, exigindo de seu empreendedor bem mais que talento. Independentemente de sua finalidade, escrever requer observação, conhecimentos, vivência, pesquisa, planejamento, consciência das formas de circulação, muita paciência e, consequentemente, leituras, releituras, construção e reconstrução. Com os grandes escritores, podemos identificar parte dos esforços exigidos por essa atividade, surpreendendo alguns momentos em que eles demonstram a forte e ambígua relação que mantém com seus textos, expondo a maneira como administram os detalhes que envolvem a escritura e, também, após a publicação, o interesse pelas formas de recepção. E essas exposições entreabrem uma fresta para que os demais “escreventes” conheçam alguns percursos e percalços do escrever, do dar acabamento a um texto, das formas de vê-lo correr mundo.
(Beth Brait, Revista Língua Portuguesa, n. 25, 2007)
No trecho “Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação de que isso tudo só vale para os que não nasceram escritores”, a expressão por mais que pode ser substituída sem alterar o seu sentido por
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Identifique a alínea que classifica corretamente a função morfológica do que, nas frases a seguir.
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A questão refere-se ao texto seguinte.
“Antigamente, antes das democracias, quando não havia público para os escritores, o homem de letras(I) se tornava quase sempre o cortesão(II) dos poderosos, um ornamento gracioso de aristocratas ou de burgueses; hoje, porém, ele já se pode tornar independente pela possibilidade de viver do apoio e da compreensão dos leitores(IV). Permanece, no entanto, o perigo de outra forma de escravidão: o de se vender o escritor às exigências mais vulgares do grande público.”(III)
Álvaro Lins
Dadas as afirmativas sobre o texto,
I. A expressão homem de letras foi empregada em sentido pejorativo.
II. O termo cortesão tem sentido de adulador.
III. Em “o de se vender [...] grande público”, o autor quer dizer que o escritor pode prostituir-se intelectualmente.
IV. A locução substantiva compreensão dos leitores equivale a “o homem de letras é compreendido pelos leitores”.
verifica-se que
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Qual a opção abaixo em que o verbo ou a locução verbal não exige o mesmo tipo de complemento do verbo demonstrar no período “Essa situação demonstra que o povo não sabe escolher seus governantes”?
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Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.
Você em Portugal, diz ele [Jô Soares], é um tratamento respeitoso, de cerimônia. Na França é completamente diferente: você chama o motorista de vous (que corresponde ao senhor, em português). O tu (que seria você) é dado somente para as pessoas com quem tem intimidade, não tem nada a ver com classe social. Você vai engraxar o sapato, chama o engraxate de vous; vai numa loja e chama a balconista de vous; no Brasil ele é tratado de você. Lá, se você tem intimidade, trata de tu, ou você. Quando não tem intimidade, chama de senhor, de vous. No Brasil é diferente. O tratamento você [sic] é aplicado como se fosse uma forma de respeito, mas na realidade estabelece diferenças de classes sociais. A gente chama o motorista de você, mas o médico é tratado de senhor, então fica preconceituoso. E programa de televisão que entrevista um engraxate e logo depois um ministro, como o meu, não pode chamar o engraxate de senhor, porque vai ficar ridículo, porque o tratamento padrão com ele é você, e não pode tratar o ministro de senhor, logo depois. Ficaria muito ruim, seria uma diferença de classe social. (Jô Soares, Tramontina, 1996, p.183-4)
De acordo com o texto, assinale a opção incorreta.
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A questão refere-se ao texto abaixo.
MOLAMBO
Jayme Florence e Augusto Mesquita
Eu sei que vocês vão dizer
Que é tudo mentira que não pode ser
Porque depois de tudo que ela me fez
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo
De todos vocês lamento, mas fiquem sabendo
Que ela voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade a tremenda saudade
Que não me deixou, que não me deu sossego
Um momento sequer
Desde o dia em que ela me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura fizesse de mim
Um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser.
Em relação ao trecho “Eu jamais deveria aceitá-la outra vez”, marque a opção que explica corretamente o emprego do pronome pessoal oblíquo átono.
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