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Assinale a alternativa correta acerca da arquitetura TCP/IP:
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Assinale a alternativa que corretamente expressa dois tipos de co-precitação.
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Crise de humanidade
A crise econômico-financeira, previsível e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade mínimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se aguenta de pé: a confiança e a verdade. A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe outrossim a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos, por volta de 48 trilhões de dólares anuais. Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.
Os gigantes de Wall Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informações antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam daí grandes lucros. Basta ler o livro do megaespeculador George Soros, A crise do capitalismo, para constatá-lo, pois aí conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função da ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.
Por que a crise atual é a crise da humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de autoafirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem a qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a competição com a cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou. Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdependência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes, temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual pessoal com direitos e por outro social comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.
Adaptado de BOFF, Leonardo. Portal da Agência Latinoamericana de Información , Alainet, em 14-11-2008.
Assinale a alternativa em que as palavras obedecem, respectivamente, à mesma regra de acentuação de fictícia, sistêmicos e pé
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MONOGAMIA - MONOTONIA?
Num livro recentemente publicado nos Estados Unidos, o psicólogo David Barash e a psiquiatra Judith Eve Lipton dedicam-se a destruir um mito laboriosamente erigido pela cultura humana: a monogamia. Escrito com enorme graça e fluência, The Myth of Monogamy: Fidelity and Infidelity in Animals and People (“O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas”, ainda inédito no Brasil) é uma bordoada erudita na propalada ideia de que homens e mulheres seriam naturalmente predispostos a viver juntos até que a morte os separe. Barash e Lipton mostram que são outras coisas — bem distantes de coloridas certidões de casamento e de funestos atestados de óbito — que costumam unir ou desunir casais.
Barash e Lipton afirmam que, entre humanos, a monogamia é um mingau fervido com muitas doses de preceitos religiosos, um bocado de pragmatismo econômico (como a necessidade de regular o direito à propriedade privada) e um toque de ingredientes sociais (reconhecimento da prole). E — claro — um punhado de comodismo. “Não é todo mundo que está disposto a frequentar o instável e arriscado mercado de encontros”, explicam os autores. Mais: que, além desses fatores, monogamia existiria única e exclusivamente devido ao empenho isolado e contínuo de cada casal. “O mais poderoso mito que envolve a monogamia é aquele que diz que, ao encontrarmos o amor das nossas vidas, nos dedicaríamos inteiramente a ele”, afirma Barash. “A biologia mostra que há um lado irracional e animal no comportamento humano.”
A maioria das espécies animais, assim como muitos outros agrupamentos humanos e indivíduos em geral, não são monogâmicos nem inclinados nesta direção. Segundo Barash e Lipton, o fato de não ocorrer monogamia na natureza (e de os machos serem tão volúveis e vorazes em seus apetites sexuais) pode ser explicado por uma contabilidade evolutiva. Esperma é barato, óvulos são caros. Melhor dizendo: um macho normal de qualquer espécie produz milhares de espermatozóides todos os dias e está sempre à disposição para novos intercursos sexuais, ao passo que as fêmeas ovulam bem menos e — em caso de fecundação — têm que arcar com um grande número de responsabilidades, que os pesquisadores costumam qualificar com a expressão “investimento parental”. Isso explica, por exemplo, por que fêmeas da maioria das espécies são menos dadas a aventuras extraconjugais. É uma equação de tempo, energia e risco que os pais biológicos depreendem para que a gestação e o nascimento de suas crias ocorram sem maiores problemas.
O que nenhuma explicação científica parece dar conta é do componente fundamental de toda relação humana: o amor. Sentimentalismos (e biologia) à parte, é o amor que sedimenta o envolvimento entre dois humanos que se gostam. O amor pode até ser uma invenção cultural — assim como a própria monogamia entre muitas sociedades —, mas o homo sapiens é formado por um feixe de elementos culturais.
“A monogamia é o mais difícil dos arranjos maritais entre humanos”, escreveu a antropóloga americana Margaret Mead. A favor da fidelidade conjugal, o máximo que os cientistas conseguiram catalogar até o momento é o caso exemplar do parasita de peixe Diplozoon paradoxum: ele encontra uma larva virgem e se funde a ela. Permanecem juntos para sempre. Até que a morte os separe.
Adaptado de SARMATZ, Leandro. Superinteressante. novembro/2001- edição 110-p.71-73.
O termo grifado em “é uma bordoada erudita na propalada ideia...” significa:
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TRABALHO E LAZER: UMA UNIÃO CRIATIVA
Às dez horas da manhã você acorda. Toma o café ainda de pijama. Lê alguns jornais. Confortavelmente acomodado numa poltrona, você começa a organizar suas tarefas. Ouvindo uma boa música, se lembra das idéias que teve na noite anterior para aquele texto que precisa entregar no fim do dia. Faz algumas anotações e, finalmente, se senta em frente ao computador para concretizar a obra. Você já está em ritmo de trabalho.
Este deve ser o sonho de muita gente e é também a descrição do ideal de um trabalhador moderno. Ou seria melhor dizer pós-moderno? Vivemos na era pós-industrial. Ao mesmo tempo em que a sociedade da informação se instaura, ainda estamos sob a pressão da produção industrial. Apesar de tantas transformações, o tempo ainda é escasso.
Cada vez mais, a criatividade se apresenta como o valor máximo desse novo mundo. Dizem que daqui a algum tempo ela será a única capaz de manter os nossos empregos. Até porque as máquinas já fazem quase todo o trabalho braçal. Mas não há como nos tornarmos criativos sem termos a oportunidade de vivenciar experiências prazerosas e construtivas.
O sociólogo italiano Domenico de Masi desenvolveu a teoria do Ócio criativo – um sincretismo entre trabalho, aprendizado e prazer, para que o homem se desenvolva em todas as suas condições e tenha um aproveitamento(e) inteligente e construtivo do tempo. Ele aposta numa sociedade(c) em que as pessoas aprendam a ocupar o tempo(a) com atividades que tragam satisfação(b) e agreguem valor.
Na era da informação, o poder não está mais vinculado aos donos dos meios de produção de bens materiais, como na sociedade industrial, mas à produção de valores, símbolos, serviços, design, estética e conhecimento(d). A sociedade das idéias passa, então, a exigir ainda mais da inovação e da criatividade.
Diante desta perspectiva, a educação para criação e empreendedorismo assume um papel fundamental na formação de pessoas que saibam utilizar o seu tempo livre para acumular conhecimento e fertilizar novas idéias. Saber escolher um bom filme, um bom livro e estar aberto a boas relações de amizade são grandes elementos para a troca e fruição de experiências, alimentando a criatividade e o espaço de reflexão e crítica.
A professora da PUC-Rio Karina Kuschnir, doutora em antropologia social, aponta a importância de reservar um tempo para sentir-se bem fazendo o que se gosta, para aprender e refletir. Segundo ela, a repetição automática das atividades diárias leva à robotização do ser humano. Conversar sobre diferentes assuntos e contemplar a arte ajudam a desacelerar e a desenvolver o pensamento.
AMARAL, Fabíola; ROIZEN, Izabel; VIEIRA, Joana. Trabalho e lazer: uma união criativa. Eclética. Janeiro-junho/2004.p.56-57.
Assinale a alternativa cujo substantivo apresenta complemento no texto.
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Leia os textos abaixo que tratam da Reestruturação Produtiva e a Emergência de Novos “Modelos” de organização da Produção.
I. A reestruturação produtiva implica a adoção de velhos critérios tecnológicos, organizacionais, gerenciais e de organização/gestão do trabalho.
II. A reestruturação produtiva se impôs a partir da necessidade do capitalismo em gestar um novo padrão de acumulação que permitisse superar a crise que estava sendo vivenciada, desde meados da década de 1960, e que era atribuída à rigidez do sistema taylorista-fordista, então hegemônico. A crise era então associada aos problemas de funcionamento dos mercados de trabalho; problemas esses criados pelos sistemas de proteção social, pelas negociações coletivas e pelos sistemas nacionais de educação e formação profissional.
III. As formas de exploração do trabalho e da apropriação das riquezas proposta pelo capital através da “reestruturação produtiva” não é o resultado da evolução histórica do modo de produção capitalista.
IV. O processo de reestruturação produtiva tem nos novos métodos de produção a forma última do aumento da acumulação e a desorganização do trabalhador. Esse processo tem sido intensificado nos últimos anos pela presença das novas tecnologias – robótica – que ganhou uma dimensão internacional do capital e pela terceirização da produção mediada pelo Estado Liberal que ataca o coração da organização dos trabalhadores, a suas organizações sindicais.
V. A partir de meados de 1970, inicia-se, portanto, um período de mudança, onde vai-se configurando o que para muitos representa um novo paradigma, envolvendo: a substituição da lógica da produção em massa de produtos padronizados pela lógica da produção variável; a substituição do princípio taylorista do one best way pela busca constante da melhoria contínua no processo produtivo; a tendência a externalização de atividades, através de procedimentos como terceirização, subcontratação, etc. evidenciando-se, desta forma, a necessidade de flexibilidade nos processos produtivos.
Assinale a alternativa que caracteriza a Reestruturação Produtiva.
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- AdministraçãoMetadados e Dicionário de Dados
- AdministraçãoOtimização e Performance de Banco de Dados
Em SGBD relacional, o comando UPDATE STATISTICS da linguagem SQL:
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No dimensionamento de uma viga de concreto armado submetida à flexão simples, quando a tensão na armadura de tração for menor do que a tensão de escoamento do aço (caso de seção superarmada), é preciso:
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Assinale a alternativa que corretamente expressa o valor da força iônica, em mol.L–1, de uma solução contendo NaCl 0,5 mol.L–1 e KNO3 0,1 mol.L–1.
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Na determinação da densidade das partículas de uma amostra de solo, pelo método do balão volumétrico, foram utilizados um balão e uma bureta com capacidades volumétricas de 50 ml. A massa de sólidos foi 20 g e o volume de álcool gasto foi 42,6 ml. Qual o valor da densidade das partículas deste solo?
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