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Foram encontradas 60 questões.

1628385 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 02

“A última vez que aceitei um cargo público tive uma decepção: tudo o que fizera, com sacrifício e empenho, foi destruído por meu sucessor, assim que ele assumiu. No Brasil, existe essa visão primária de que o que conta não é o interesse público mas a vaidade do sujeito que assume a direção de um órgão qualquer. Depois dessa, prometi a mim que não caio noutra.”

(Ferreira Gullar - poeta, crítico de arte, jornalista, escritor,

dramaturgo e tradutor - http://cultura.updateordie.com /literatura/2009/03/17/bate-papo-com-ferreira-gullar)

O termo por meu sucessor, exerce função sintática de:

 

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1618814 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Considerando-se a multiplicação dos métodos em psicoterapia, a partir de 1945, eles têm como origem:

I - Fontes analíticas: a psicanálise influenciou em grande parte o domínio da psicoterapia há um século.

II - Fontes pré-analíticas: encontram-se, por exemplo, ressurgências do tratamento moral em certos aspectos das psicoterapias de apoio e das psicoterapias cognitivas.

III – Fontes pós-analíticas: por exemplo, as terapias comportamentais resultantes dos trabalhos de psicologia experimental.

Está correto:

 

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1617863 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 02

“A última vez que aceitei um cargo público tive uma decepção: tudo o que fizera, com sacrifício e empenho, foi destruído por meu sucessor, assim que ele assumiu. No Brasil, existe essa visão primária de que o que conta não é o interesse público mas a vaidade do sujeito que assume a direção de um órgão qualquer. Depois dessa, prometi a mim que não caio noutra.”

(Ferreira Gullar - poeta, crítico de arte, jornalista, escritor,

dramaturgo e tradutor - http://cultura.updateordie.com /literatura/2009/03/17/bate-papo-com-ferreira-gullar)

Todas as palavras estão com a grafia correta em:

 

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1615890 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 01

“A sentença do STJ é uma aberração”

A deputada federal Maria do Rosário diz que a absolvição do corredor

Zequinha Barbosa, acusado de crime sexual contra menores, é um retrocesso.

(Ruth de Aquino)

No Brasil, fazer sexo com crianças e adolescentes não é crime, desde que elas já tenham sido prostituídas e que o cliente pague um punhado de reais. Essa é a visão do Superior Tribunal de Justiça, que absolveu no dia 17 de junho Zequinha Barbosa (campeão mundial em 1987 na corrida de 800 metros rasos) e seu ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação. Em 2003, eles pegaram em um ponto de ônibus em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, duas adolescentes de 12 e 13 anos. Fizeram sexo com elas no motel, fotografaram as duas nuas e pagaram R$ 80. O STJ confirmou assim a sentença de um tribunal de Mato Grosso do Sul de 2006. O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) repudiou o desfecho em nota pública na semana passada. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recorrerá ao Supremo Tribunal Federal. Em entrevista a ÉPOCA, Maria do Rosário Nunes, relatora da CPI do Congresso sobre exploração sexual infantil, afirmou que a sentença contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e a Constituição de 1988.

Entrevista (trechos) ÉPOCA – O que a senhora achou da decisão do STJ?

Maria do Rosário – Aviltante, porque nega a essas meninas o direito de crescer com um mínimo de dignidade, apenas por já terem sido vítimas de exploração sexual anterior. O que está em jogo não é a virgindade nem se eles foram os primeiros a explorar as duas. Esse foi um caso de abuso de poder físico e econômico de dois homens adultos sobre o corpo das meninas. A absolvição abre um precedente perigoso: ao absolver os “clientes”, é como se as meninas pobres e exploradas sexualmente não estivessem cobertas por nenhuma lei, como se não fossem nem mais crianças ou adolescentes, mesmo com menos de 14 anos. Uma sentença assim estimula o turismo sexual infantil no Brasil.

ÉPOCA – Há quem diga que os juízes não poderiam processar Zequinha e seu amigo por corrupção de menores porque elas já haviam sido corrompidas antes.

Maria do Rosário – Nossa legislação mudou muito nas duas últimas décadas. Ainda assim, o Código Penal trata o crime sexual como crime contra os costumes e tem uma visão distorcida da vítima. Mas já está superado o conceito de “mulher honesta” como condição para ter a proteção da lei. Isso acabou. Para absolver esses réus, os juízes do STJ usaram a doutrina anterior a nossa Constituição de 1988. Com isso, condenam essas meninas à exploração institucionalizada e colocam a violência sexual sob o manto do segredo, tanto na vida familiar quanto social. O crime fica invisível ao olhar acostumado da sociedade, estimulado pelas autoridades que deveriam assegurar os direitos das vítimas.

ÉPOCA – Como avançar na lei para evitar brechas e omissões?

Maria do Rosário – Em nosso projeto parado no Senado, dizemos que toda abordagem sexual de menores de 14 anos deve ser punida como crime. Estamos acabando com a distinção entre estupro e atentado violento ao pudor. No Brasil, atualmente, só existe estupro quando se consuma um ato vaginal completo. Qualquer outro tipo de sexo – oral, anal – não seria estupro, e, por isso, meninos não seriam vítimas. Mesmo que a pena possa ser igual nos dois delitos, a sociedade entende o atentado ao pudor como um crime menor.

ÉPOCA – O que, a seu ver, poderia ter levado o STJ a absolver os réus?

Maria do Rosário – Não pretendo dar argumentos aos juízes e irei aos ministros do Supremo antes de recorrer aos organismos internacionais. Mas acho que a decisão do STJ reflete algo terrível em nossa sociedade. A maneira dúbia com que se encaram hoje nossas crianças. Numa hora, é a criança anjo, sem sexo, desprovida de qualquer desejo. Outra hora, é um ser diabólico e provocador, a menina vista como ninfeta. A sociedade contemporânea tem misturado a sexualidade de adultos e crianças. O corpo jovem tem sido valorizado sexualmente além dos limites aceitáveis. Modelos são obrigadas a se enquadrar num corpo esquálido e quase infantil, manequim 36. Revistas masculinas associam a nudez de mulheres ao universo infantil, com ursinhos de pelúcia, uniforme de colegial, quartos de adolescentes. Os juízes acabam agindo como peça de uma engrenagem que subtrai a infância.

(Revista Época, 03/07/2009)

No texto as concordâncias nominal e verbal seguem a gramática normativa. Considere as concordâncias abaixo:

I. Bastantes servidoras técnico-administrativas prestaram depoimento.

II. Precisamos de servidoras o mais honestas possível.

III. Vossa Excelência não podeis fazer uso de vossa palavra agora.

Com base na gramática normativa, existe erro de concordância:

 

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1614792 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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O termo desenvolvimento é muito amplo e complexo. Podemos afirmar que o desenvolvimento:

I- define o processo ordenado e contínuo que principia com a própria vida, no ato da concepção, mas não abrange todas as modificações que ocorrem no organismo e na personalidade;

II- os comportamentos mais sofisticados são resultantes do crescimento e amadurecimento físico e da estimulação variada do ambiente;

III- o desenvolvimento inclui dois processos complementares: a imitação e a aprendizagem;

IV- a maturação caracteriza-se por mudanças estruturais influenciadas pela hereditariedade, que ocorrem em dado momento, envolvendo a coordenação de numerosas partes do sistema nervoso;

V- toda a atividade humana depende da maturação, desde o mais simples comportamento como segurar um objeto até as abstrações e raciocínios mais complexos.

Estão corretas as afirmações:

 

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1611528 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 02

“A última vez que aceitei um cargo público tive uma decepção: tudo o que fizera, com sacrifício e empenho, foi destruído por meu sucessor, assim que ele assumiu. No Brasil, existe essa visão primária de que o que conta não é o interesse público mas a vaidade do sujeito que assume a direção de um órgão qualquer. Depois dessa, prometi a mim que não caio noutra.”

(Ferreira Gullar - poeta, crítico de arte, jornalista, escritor,

dramaturgo e tradutor - http://cultura.updateordie.com /literatura/2009/03/17/bate-papo-com-ferreira-gullar)

No texto 02, o verbo prometer – transitivo direto e indireto – segue as normas de regência preconizadas pelo português padrão. Assinale a alternativa em que pelo menos um verbo apresenta a regência incorreta, levando-se em conta a gramática normativa.

 

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1597625 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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As terapias cognitivistas têm por origem o encontro entre o campo de aplicação da psicologia cognitivista e o campo da patologia psiquiátrica. Sobre as terapias cognitivistas:

I - A psicologia cognitivista também apareceu nos anos 1960, mas encontramos suas premissas bem mais cedo: desde o século XIX.

II – A psicologia cognitiva engloba a psicologia behaviorista, portanto não faz distinção entre o cognitivo e o afetivo.

III - Para abordagem cognitivista o funcionamento mental normal é concebido em termos de tratamento da informação, e o funcionamento patológico será compreendido em termo de erro, de bugs, que se introduzem nos processos de tratamento.

IV - A maioria das técnicas utilizadas em terapia comportamental e cognitiva foi primeiramente experimentada e aplicadas em clínica. V - Atualmente, as psicoterapias cognitivo-comportamentais estão tendo um grande impulso, ligado ao fato de que o desaparecimento dos sintomas em alguns distúrbios serem em geral mais rápido do que em outras psicoterapias.

Está correto afirmar:

I, II e III.
 

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1593820 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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O termo “psicoterapia” surgiu há pouco mais de um século. Não é correto afirmar sobre a psicoterapia:

 

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1579386 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 02

“A última vez que aceitei um cargo público tive uma decepção: tudo o que fizera, com sacrifício e empenho, foi destruído por meu sucessor, assim que ele assumiu. No Brasil, existe essa visão primária de que o que conta não é o interesse público mas a vaidade do sujeito que assume a direção de um órgão qualquer. Depois dessa, prometi a mim que não caio noutra.”

(Ferreira Gullar - poeta, crítico de arte, jornalista, escritor,

dramaturgo e tradutor - http://cultura.updateordie.com /literatura/2009/03/17/bate-papo-com-ferreira-gullar)

Colocando-se no plural o termo “essa visão primária , a concordância estaria de acordo com a norma padrão em:

 

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1575362 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Texto-base 01

“A sentença do STJ é uma aberração”

A deputada federal Maria do Rosário diz que a absolvição do corredor

Zequinha Barbosa, acusado de crime sexual contra menores, é um retrocesso.

(Ruth de Aquino)

No Brasil(a), fazer sexo com crianças e adolescentes não é crime, desde que elas já tenham sido prostituídas e que o cliente pague um punhado de reais. Essa é a visão do Superior Tribunal de Justiça, que absolveu no dia 17 de junho Zequinha Barbosa (campeão mundial em 1987 na corrida de 800 metros rasos)(b) e seu ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação. Em 2003(c), eles pegaram em um ponto de ônibus em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, duas adolescentes de 12 e 13 anos. Fizeram sexo com elas no motel, fotografaram as duas nuas e pagaram R$ 80. O STJ confirmou assim a sentença de um tribunal de Mato Grosso do Sul de 2006. O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) repudiou o desfecho em nota pública na semana passada. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recorrerá ao Supremo Tribunal Federal. Em entrevista a ÉPOCA, Maria do Rosário Nunes, relatora da CPI do Congresso sobre exploração sexual infantil(e), afirmou que a sentença contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e a Constituição de 1988.

Entrevista (trechos) ÉPOCA – O que a senhora achou da decisão do STJ?

Maria do Rosário – Aviltante, porque nega a essas meninas o direito de crescer com um mínimo de dignidade, apenas por já terem sido vítimas de exploração sexual anterior. O que está em jogo não é a virgindade nem se eles foram os primeiros a explorar as duas. Esse foi um caso de abuso de poder físico e econômico de dois homens adultos sobre o corpo das meninas. A absolvição abre um precedente perigoso: ao absolver os “clientes”, é como se as meninas pobres e exploradas sexualmente não estivessem cobertas por nenhuma lei, como se não fossem nem mais crianças ou adolescentes, mesmo com menos de 14 anos. Uma sentença assim estimula o turismo sexual infantil no Brasil.

ÉPOCA – Há quem diga que os juízes não poderiam processar Zequinha e seu amigo por corrupção de menores porque elas já haviam sido corrompidas antes.

Maria do Rosário – Nossa legislação mudou muito nas duas últimas décadas. Ainda assim, o Código Penal trata o crime sexual como crime contra os costumes e tem uma visão distorcida da vítima. Mas já está superado o conceito de “mulher honesta” como condição para ter a proteção da lei. Isso acabou. Para absolver esses réus, os juízes do STJ usaram a doutrina anterior a nossa Constituição de 1988. Com isso, condenam essas meninas à exploração institucionalizada e colocam a violência sexual sob o manto do segredo, tanto na vida familiar quanto social. O crime fica invisível ao olhar acostumado da sociedade, estimulado pelas autoridades que deveriam assegurar os direitos das vítimas.

ÉPOCA – Como avançar na lei para evitar brechas e omissões?

Maria do Rosário – Em nosso projeto parado no Senado, dizemos que toda abordagem sexual de menores de 14 anos deve ser punida como crime. Estamos acabando com a distinção entre estupro e atentado violento ao pudor. No Brasil, atualmente, só existe estupro quando se consuma um ato vaginal completo. Qualquer outro tipo de sexo – oral, anal – não seria estupro, e, por isso, meninos não seriam vítimas. Mesmo que a pena possa ser igual nos dois delitos, a sociedade entende o atentado ao pudor como um crime menor.

ÉPOCA – O que, a seu ver, poderia ter levado o STJ a absolver os réus?

Maria do Rosário – Não pretendo dar argumentos aos juízes e irei aos ministros do Supremo antes de recorrer aos organismos internacionais. Mas acho que a decisão do STJ reflete algo terrível em nossa sociedade. A maneira dúbia com que se encaram hoje nossas crianças. Numa hora, é a criança anjo, sem sexo(d), desprovida de qualquer desejo. Outra hora, é um ser diabólico e provocador, a menina vista como ninfeta. A sociedade contemporânea tem misturado a sexualidade de adultos e crianças. O corpo jovem tem sido valorizado sexualmente além dos limites aceitáveis. Modelos são obrigadas a se enquadrar num corpo esquálido e quase infantil, manequim 36. Revistas masculinas associam a nudez de mulheres ao universo infantil, com ursinhos de pelúcia, uniforme de colegial, quartos de adolescentes. Os juízes acabam agindo como peça de uma engrenagem que subtrai a infância.

(Revista Época, 03/07/2009)

Qual dos termos abaixo ocasionaria prejuízo sintático-semântico caso estivesse ausente do texto?

 

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