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TEXTO I
A sociedade da (in) comunicação e da (in) diferença
Houve um engano, segundo Gilles Lipovetsky: não estamos na pós-modernidade, mas na hipermodernidade. O primeiro termo que pautou as discussões durante anos era ambíguo e sugeria uma superação da modernidade pela pós-modernidade. O segundo termo, ao contrário, indica que a modernidade não acabou: chegou ao seu extremo. Aceleração total, velocidade máxima, sociedade do excesso. A fórmula encontrada pelo filósofo para caracterizar a hipermodernidade é simples e eficaz: o mais e o menos ao mesmo tempo. Nunca se buscou tanto a magreza e nunca se teve tantos obesos. Nunca houve tanta liberdade para expressão dos desejos e nunca houve tanta depressão. Nunca se buscou tanto o prazer e nunca se sofreu tanto por não se conseguir uma vida lúdica.
Nossa sociedade é dominada pelo imaginário da comunicação. Estamos na era da mídia e na midiatização da vida. As novas tecnologias invadem tudo e geram uma obsessão de interatividade. É preciso estar sempre conectado. Privado e público se confundem. Cada vez mais, cada um quer ser protagonista e contar sua vida num blog ou noutro mecanismo de exposição, o que antes era reservado à família, aos vizinhos e aos amigos.
(Juremir Machado da Silva – apresentação do livro “A Sociedade da Decepção” de Gilles Lipovetsky)
“Nunca se buscou tanto a magreza e nunca se teve tantos obesos.” Com relação ao termo grifado pode-se afirmar que:
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Sobre a trajetória das políticas de seguridade social, analise as proposições a seguir.
I. Mesmo de forma não-homogênea, todos os países da América Latina, de certo modo, instituíram sistemas de seguridade social a partir dos anos 20/30 do século XX.
II. O pensamento keynesiano foi determinante para o desenvolvimento e a expansão das políticas públicas e da seguridade social.
III. Um dos pilares de estruturação da seguridade social é sua organização com base na lógica do seguro social, que significa uma concepção de direito social ampliado.
IV. A seguridade social, em todos os países em que se desenvolveu, estruturou-se com base na organização do trabalho. V. O acesso à seguridade social, pela via do trabalho, pôde garantir uma proteção mais universalizada nos países que garantiram uma situação de quase pleno emprego.
Está inteiramente correto o que se afirma apenas em
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Em relação à redação de correspondências oficiais, considere as afirmações abaixo.
I – A linguagem deve ser clara, precisa seguindo a língua padrão.
II. O Memorando permite que o despacho seja feito no próprio formulário, agilizando a sua tramitação.
III. Circular é uma correspondência unidirecional, adequando o assunto para cada destinatário.
IV. O requerimento só pode ser expedido de instituição para instituição
Está (ão) correta (s) a (s) afirmação (ões):
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Na hora do jogo diagnóstico, a dificuldade para brincar é uma evidência da:
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Texto-base 01
“A sentença do STJ é uma aberração”
A deputada federal Maria do Rosário diz que a absolvição do corredor
Zequinha Barbosa, acusado de crime sexual contra menores, é um retrocesso.
(Ruth de Aquino)
No Brasil, fazer sexo com crianças e adolescentes não é crime, desde que elas já tenham sido prostituídas e que o cliente pague um punhado de reais. Essa é a visão do Superior Tribunal de Justiça, que absolveu no dia 17 de junho Zequinha Barbosa (campeão mundial em 1987 na corrida de 800 metros rasos) e seu ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação. Em 2003, eles pegaram em um ponto de ônibus em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, duas adolescentes de 12 e 13 anos. Fizeram sexo com elas no motel, fotografaram as duas nuas e pagaram R$ 80. O STJ confirmou assim a sentença de um tribunal de Mato Grosso do Sul de 2006. O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) repudiou o desfecho em nota pública na semana passada. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recorrerá ao Supremo Tribunal Federal. Em entrevista a ÉPOCA, Maria do Rosário Nunes, relatora da CPI do Congresso sobre exploração sexual infantil, afirmou que a sentença contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e a Constituição de 1988.
Entrevista (trechos) ÉPOCA – O que a senhora achou da decisão do STJ?
Maria do Rosário – Aviltante, porque nega a essas meninas o direito de crescer com um mínimo de dignidade, apenas por já terem sido vítimas de exploração sexual anterior. O que está em jogo não é a virgindade nem se eles foram os primeiros a explorar as duas. Esse foi um caso de abuso de poder físico e econômico de dois homens adultos sobre o corpo das meninas. A absolvição abre um precedente perigoso: ao absolver os “clientes”, é como se as meninas pobres e exploradas sexualmente não estivessem cobertas por nenhuma lei, como se não fossem nem mais crianças ou adolescentes, mesmo com menos de 14 anos. Uma sentença assim estimula o turismo sexual infantil no Brasil.
ÉPOCA – Há quem diga que os juízes não poderiam processar Zequinha e seu amigo por corrupção de menores porque elas já haviam sido corrompidas antes.
Maria do Rosário – Nossa legislação mudou muito nas duas últimas décadas. Ainda assim, o Código Penal trata o crime sexual como crime contra os costumes e tem uma visão distorcida da vítima. Mas já está superado o conceito de “mulher honesta” como condição para ter a proteção da lei. Isso acabou. Para absolver esses réus, os juízes do STJ usaram a doutrina anterior a nossa Constituição de 1988. Com isso, condenam essas meninas à exploração institucionalizada e colocam a violência sexual sob o manto do segredo, tanto na vida familiar quanto social. O crime fica invisível ao olhar acostumado da sociedade, estimulado pelas autoridades que deveriam assegurar os direitos das vítimas.
ÉPOCA – Como avançar na lei para evitar brechas e omissões?
Maria do Rosário – Em nosso projeto parado no Senado, dizemos que toda abordagem sexual de menores de 14 anos deve ser punida como crime. Estamos acabando com a distinção entre estupro e atentado violento ao pudor. No Brasil, atualmente, só existe estupro quando se consuma um ato vaginal completo. Qualquer outro tipo de sexo – oral, anal – não seria estupro, e, por isso, meninos não seriam vítimas. Mesmo que a pena possa ser igual nos dois delitos, a sociedade entende o atentado ao pudor como um crime menor.
ÉPOCA – O que, a seu ver, poderia ter levado o STJ a absolver os réus?
Maria do Rosário – Não pretendo dar argumentos aos juízes e irei aos ministros do Supremo antes de recorrer aos organismos internacionais. Mas acho que a decisão do STJ reflete algo terrível em nossa sociedade. A maneira dúbia com que se encaram hoje nossas crianças. Numa hora, é a criança anjo, sem sexo, desprovida de qualquer desejo. Outra hora, é um ser diabólico e provocador, a menina vista como ninfeta. A sociedade contemporânea tem misturado a sexualidade de adultos e crianças. O corpo jovem tem sido valorizado sexualmente além dos limites aceitáveis. Modelos são obrigadas a se enquadrar num corpo esquálido e quase infantil, manequim 36. Revistas masculinas associam a nudez de mulheres ao universo infantil, com ursinhos de pelúcia, uniforme de colegial, quartos de adolescentes. Os juízes acabam agindo como peça de uma engrenagem que subtrai a infância.
(Revista Época, 03/07/2009)
O verbo absolver (parônimo de absorver) foi usado corretamente no texto com o sinônimo de inocentar. Assinale a alternativa em que a palavra em destaque também foi usada corretamente, considerando-se o sinônimo entre parênteses.
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Constitui princípio ético na experimentação animal, conforme o Conselho Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA):
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Qual o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações, desenvolvido pelo IBICT, que tem como objetivo proporcionar a implantação de bibliotecas digitais de teses e dissertações nas instituições de ensino e pesquisa e sua interação à Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)?
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São requisitos para a atuação do Serviço Social comprometido com os interesses da coletividade, exceto a competência
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A transferência de pólen das anteras para os estigmas das flores chama-se, popularmente, como processo de fecundação ou casamento das flores. Marque, abaixo, a alternativa correta:
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Quanto à terminologia, assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V).
I - Zoonose é a infecção ou doença infecciosa transmissível, sob condições naturais, de homens a animais e vice-versa.
II - Quarentena é a medida de profilaxia de segregação de comunicantes em instalações especiais por um período equivalente ao período máximo de incubação da doença.
III - Incidência é o número de casos clínicos ou de portadores existentes em determinado momento, em uma comunidade, dando uma idéia estática da ocorrência do fenômeno.
IV - Patogenicidade é a capacidade do agente em provocar efeitos maléficos no hospedeiro.
V – Geralmente, a imunidade produzida pela ocorrência natural do agente no hospedeiro é maior que a imunidade conferida pelas vacinas fabricadas com esse mesmo agente.
Assim, a sequência correta é:
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