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De acordo com José Carlos Libâneo (2004), cada escola possui uma cultura que lhe é própria. Ao falar de “cultura escolar”, ele está se referindo aos modos de pensar e agir, aos significados, valores, comportamentos e modos de funcionamento que caracterizam a escola e as pessoas que nela trabalham, e que ajudam a conformar uma identidade para essa instituição. Acerca da relação entre “cultura escolar” e o Projeto Político-Pedagógico (PPP), afirma-se.
I. O PPP é o instrumento que “cultiva” a cultura escolar. Se a escola possui um PPP efetivamente implantado, sua cultura escolar é difusa e mutante;
II. Quando o PPP está consolidado, a cultura da escola (ou cultura organizacional) – isto é, aquilo que sintetiza, que gera um padrão coletivo de pensar e perceber as coisas e de agir –, instaura-se uma cultura escolar intencionalizada;
III. Nas escolas em que não há um PPP, a cultura escolar expressa, simplesmente, o intercruzamento das diversas culturas que nela coexistem (dos professores, dos servidores, dos alunos, da mídia);
IV. Podemos identificar uma escola, que conseguiu enraizar um PPP em sua cultura, como portadora de uma “cultura escolar pedagógica”, isto é, que possui uma proposta educacional marcada por princípios éticos e políticos claramente definidos, que se materializam em suas ações educativas;
V. O PPP consolidado configura-se num instrumento através do qual a escola garante sua autonomia, embora continuando refém das reformas educativas promovidas pelas instâncias superiores dos sistemas escolares, que desautorizam o protagonismo de seus profissionais.
São corretas:
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Durante a regulagem da profundidade de operação com o arado, fica evidente a importância da roda-guia.
Ela atua com um leme
Ela atua com um leme
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A durabilidade de um bico depende muito da forma como ele trabalha, levando-se em conta alguns aspectos: um deles é a pressão.
Desta forma, é correto afirmar-se que
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TEXTO – A última crônica (Fernando Sabino)
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico; nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico; nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção dos gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia de bolo. E, enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam discretos: parabéns pra você...” Depois, a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
O objetivo principal do texto é
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O empregador rural ou equiparado se responsabilizará pela capacitação dos trabalhadores, visando ao manuseio e à operação segura de máquinas e implementos, de forma compatível com suas funções e atividades. Quanto à capacitação, é incorreto afirmar-se que
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Sobre a organização do trabalho pedagógico, considerando-se que uma das atribuições do cargo de técnico em assuntos educacionais é coordenar as atividades de ensino, planejamento e orientação, é correto afirmar-se que
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TEXTO – O GAJO, O ÓCIO E A REDE (Adriana Calcanhoto)
Na Flip 2015, duas das questões mais caras ao homenageado do ano, Mário de Andrade, foram bem iluminadas por dois dos escritores portugueses presentes. Uma delas, o escrever “brasileiro”. O abrasileiramento da nossa língua escrita. Mário trocou muitas e intensas cartas com o poeta Manuel Bandeira, que concordava e gostava da ideia em essência, criticando apenas a sistematização utilizada pelo amigo. Em Portugal, diz-se normalmente que nós, brasileiros, falamos brasileiro e eles, portugueses, português. Nas linguagens catalogadas do mundo, assim como há um inglês britânico e um inglês americano, há o português de Portugal e o português do Brasil. Não exatamente aquele brasileiro com que Mário de Andrade acusava seus pares de não terem coragem de escrever; mas o brasileiro em que a poeta portuguesa Matilde Campilho respondeu às perguntas na tenda dos autores. Na hora de ler os seus poemas, Matilde pediu licença para ler em português, de Portugal, sua língua materna, ou para ela pareceria “mentira”. A poeta é bilíngue, viveu no Brasil.
Na Flip 2015, duas das questões mais caras ao homenageado do ano, Mário de Andrade, foram bem iluminadas por dois dos escritores portugueses presentes. Uma delas, o escrever “brasileiro”. O abrasileiramento da nossa língua escrita. Mário trocou muitas e intensas cartas com o poeta Manuel Bandeira, que concordava e gostava da ideia em essência, criticando apenas a sistematização utilizada pelo amigo. Em Portugal, diz-se normalmente que nós, brasileiros, falamos brasileiro e eles, portugueses, português. Nas linguagens catalogadas do mundo, assim como há um inglês britânico e um inglês americano, há o português de Portugal e o português do Brasil. Não exatamente aquele brasileiro com que Mário de Andrade acusava seus pares de não terem coragem de escrever; mas o brasileiro em que a poeta portuguesa Matilde Campilho respondeu às perguntas na tenda dos autores. Na hora de ler os seus poemas, Matilde pediu licença para ler em português, de Portugal, sua língua materna, ou para ela pareceria “mentira”. A poeta é bilíngue, viveu no Brasil.
De vossa mercê para vosmicê, de vosmicê para você, de você para cê, este é o caminho que mantém uma língua viva, o do menor esforço. Somos duas línguas, e não é questão de sotaque, melodia ou pronúncia, apenas. “Jóquei”, o primeiro livro de Matilde Campilho, foi lançado no Brasil na versão original, em brasileiro; já em Portugal, foi traduzido para o português por conta da série de palavras em brasileiro, incompreensíveis lá. Gonçalo M. Tavares, em sua fala, mais de uma vez certificou-se com o público se era do conhecimento geral o significado de uma ou outra palavra, “também usam, não é?”. Em brasileiro, usamos ainda palavras que, no português de hoje, são arcaicas, palavras que ficaram por aqui desde o tempo da Corte e que, em Portugal, caíram em desuso, sendo, portanto, incompreensíveis para os portugueses nossos contemporâneos. Telemóvel é telefone celular; guião é roteiro de cinema; ecran é tela, de cinema, TV ou computador; rato é mouse; peão é pedestre; pequeno-almoço é café da manhã; aquele gajo é aquele cara. Em brasileiro, temos três nomes para uma mesma raiz: aipim, macaxeira e mandioca. Três nomes diferentes para a mesma fruta: bergamota, tangerina e mexerica, e algum dia ainda teremos o dicionário brasileiro-brasileiro. Evidente que o escrever brasileiro que Mário almejava é muito mais do que isso, muito mais profundo, mas é sempre excelente provocação, e, quando aparece na Flip, a alguns meses de antecedência da assinatura do Novo Acordo Ortográfico, que Portugal poderá não assinar e com isso nos obrigar a pensar melhor (as duas línguas), achei excelente.
De uma das coisas mais profundas do Brasil profundo de Mário de Andrade, teceu-se a fala de Gonçalo M. Tavares. O tempo lento. Interiorano, interior, o tempo de só ser. A desaceleração. Gonçalo afirma que a maioria de nós vive como imortais, quando não somos. Desperdiçamos nosso tempo, precioso e finito, ou precioso porque finito, saindo com alguém que sabemos que é chato, indo assistir a um filme que já sabemos médio. Comenta ele que, em Portugal, há agora, nas escolas, uma atividade chamada “ocupação do tempo livre”, o que em si é uma insanidade e da qual as crianças fogem e vão se esconder no banheiro (que em Portugal é casa-de-banho), muito compreensivelmente. Não há como viver sem espaços livres, não há criação sem ócio. Sem ócio não há negócio. Schopenhauer sustentava que a vida dos eruditos é, na grande maioria, intelectualmente muito pobre, porque só leem, da manhã à noite, e não dão-se a si mesmos espaços para livre pensar. Apenas acumulam informação. O oposto do erudito Mário, que descobriu que não era na eruditice livresca que morava o que realmente lhe interessava. Como disse em uma das primeiras cartas da correspondência com um então jovem Carlos Drummond: … “Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria, o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete, e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais.” …
No tempo de Mário, não havia internet. O poeta não viveu essa nossa angústia da velocidade de que Gonçalo falou tão andradinamente. Velocidade não é bom para tudo. Não serve para tudo. Saber agora que algo é lento gera impaciência, mas ser lento não é necessariamente defeito. Na escrita, para que ela seja lapidada, polida, enxugada, essencializada, que melhore enquanto escrita, leva tempo. Dura enquanto dura. Só o tempo opera a condensação de 24 laudas iniciais em duas finais, para dizer rigorosamente a mesma coisa. Já entendemos que não temos como assimilar tanta informação disponível e essa frustração é do tamanho de um luto: sabemos que não poderemos ler todos os clássicos ou todos os contemporâneos no tempo de uma vida. No tempo de Mário, tinha-se uma única certeza nesta vida. Agora temos duas. Então não adianta correr, ter mais e mais velocidade por muito menos, jamais conseguiremos; não adianta não viver o presente em velocidade máxima, daremos no mesmo lugar. Vamos com calma, devagar com o andor. Range rege. Ai! que preguiça!…
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/o-gajo-ocio-a-rede-16738272/. Acesso em 2 nov. 2016.
Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a frase
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TEXTO – Origem da palavra administração
Do latim minus, que significa “menos”.
É difícil acreditar, mas a raiz etimológica de “administração” está na palavra latina minus, que significa literalmente “menos”.
Este termo evoluiu para minor, um superlativo que é traduzido para “menor”.
Com o tempo, minor se transformou em minister, para se referir aos “servos” e “criados”. No entanto, mais tarde, a conotação deste termo passou a ser utilizado para “sacerdotes”, “servos de Deus” ou “servos religiosos”.
Esta palavra possuía um sentido de “desempenhar um cargo importante” ou “servir a uma personalidade importante”. Em outras palavras, consistia em “administrar” ou “organizar algo”.
Para somar o sentido de “desempenho de uma atividade”, foi anexado o prefixo AD, que significa “junto”. Assim sendo, administer – administrar – significa “servir ou ajudar junto a…” (uma instituição, governo, empresa e etc).
Após a definição do conceito moderno de administração, o termo entrou para o dicionário da língua portuguesa através do latim administratìo, evoluindo depois para amenistraçom e aministraçon (século XIV).
A palavra chegou à grafia atual – administração – apenas a partir do século XV.
Fonte: http://www.dicionarioetimologico.com.br/administracao/ (adaptado)
Com base no texto, considere as seguintes afirmativas.
I. O termo “administrar” tem sua raiz etimológica baseada na ideia de servir a uma entidade divina, a um ser superior.
II. Desde o início até os dias de hoje, o termo “administrar” sempre foi associado a uma atividade de menor importância social.
III. Com a inserção do prefixo “AD”, “administrar” passou a pressupor uma ação conjunta, formada por mais de um indivíduo.
IV. Pela evolução histórica do termo “administração”, percebe-se que sua origem é secular e sofreu muitas transformações.
Estão corretas:
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Há diferentes concepções e modos de explicar as dimensões biológicas e culturais do homem e a forma pela qual o sujeito aprende e se desenvolve. Analise as seguintes assertivas acerca dessas abordagens.
I. A abordagem apriorista, inspirada na filosofia empirista e positivista, atribui ao ambiente a constituição das características humanas;
II. A concepção associacionista leva em consideração a interação do indivíduo com o meio como característica definidora da constituição humana;
III. A visão e a prática da pedagogia tradicional (na sua versão conservadora, diretiva ou tecnicista) é permeada pelos pressupostos da concepção associacionista.
Está(ão) correta(s):
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Com base na função dos componentes do sistema de alimentação de combustível, é falso afirmar-se que
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