Magna Concursos

Foram encontradas 919 questões.

2023024 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Texto para as questões 55 a 60


Explicação


(Cecília Meireles)


O pensamento é triste; o amor, insuficiente;

e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.

Deixo que a terra me sustente:

guardo o resto para mais tarde.


Deus não fala comigo – e eu sei que me conhece.

A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.

A estrela sobe, a estrela desce…

– espero a minha própria vinda.


(Navego pela memória

sem margens.


Alguém conta a minha história

e alguém mata os personagens.)

No primeiro verso do poema há um caso de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023023 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Texto para as questões 47 a 54


I-Juca Pirama


(Gonçalves Dias)


VIII


“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de vis Aimorés.


“Possas tu, isolado na terra,

Sem arrimo e sem pátria vagando,

Rejeitado da morte na guerra,

Rejeitado dos homens na paz,

Ser das gentes o espectro execrado;

Não encontres amor nas mulheres,

Teus amigos, se amigos tiveres,

Tenham alma inconstante e falaz!


“Não encontres doçura no dia,

Nem as cores da aurora te ameiguem,

E entre as larvas da noite sombria

Nunca possas descanso gozar:

Não encontres um tronco, uma pedra,

Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos,

Padecendo os maiores tormentos,

Onde possas a fronte pousar.


“Que a teus passos a relva se torre;

Murchem prados, a flor desfaleça,

E o regato que límpido corre,

Mais te acenda o vesano furor;

Suas águas depressa se tornem,

Ao contacto dos lábios sedentos,

Lago impuro de vermes nojentos,

Donde fujas como asco e terror!


“Sempre o céu, como um teto incendido,

Creste e punja teus membros malditos

E o oceano de pó denegrido

Seja a terra ao ignavo tupi!

Miserável, faminto, sedento,

Manitôs lhe não falem nos sonhos,

E do horror os espectros medonhos

Traga sempre o cobarde após si.


“Um amigo não tenhas piedoso

Que o teu corpo na terra embalsame,

Pondo em vaso d’argila cuidoso

Arco e frecha e tacape a teus pés!

Sê maldito, e sozinho na terra;

Pois que a tanta vileza chegaste,

Que em presença da morte choraste,

Tu, cobarde, meu filho não és.”

Mais te acenda o vesano furor

No verso acima, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023022 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Texto para as questões 47 a 54


I-Juca Pirama


(Gonçalves Dias)


VIII


“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de vis Aimorés.


“Possas tu, isolado na terra,

Sem arrimo e sem pátria vagando,

Rejeitado da morte na guerra,

Rejeitado dos homens na paz,

Ser das gentes o espectro execrado;

Não encontres amor nas mulheres,

Teus amigos, se amigos tiveres,

Tenham alma inconstante e falaz!


“Não encontres doçura no dia,

Nem as cores da aurora te ameiguem,

E entre as larvas da noite sombria

Nunca possas descanso gozar:

Não encontres um tronco, uma pedra,

Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos,

Padecendo os maiores tormentos,

Onde possas a fronte pousar.


“Que a teus passos a relva se torre;

Murchem prados, a flor desfaleça,

E o regato que límpido corre,

Mais te acenda o vesano furor;

Suas águas depressa se tornem,

Ao contacto dos lábios sedentos,

Lago impuro de vermes nojentos,

Donde fujas como asco e terror!


“Sempre o céu, como um teto incendido,

Creste e punja teus membros malditos

E o oceano de pó denegrido

Seja a terra ao ignavo tupi!

Miserável, faminto, sedento,

Manitôs lhe não falem nos sonhos,

E do horror os espectros medonhos

Traga sempre o cobarde após si.


“Um amigo não tenhas piedoso

Que o teu corpo na terra embalsame,

Pondo em vaso d’argila cuidoso

Arco e frecha e tacape a teus pés!

Sê maldito, e sozinho na terra;

Pois que a tanta vileza chegaste,

Que em presença da morte choraste,

Tu, cobarde, meu filho não és.”

Pois choraste, meu filho não és!

A primeira oração do verso acima pode ser entendida com valor semântico de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023021 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Texto para as questões 47 a 54


I-Juca Pirama


(Gonçalves Dias)


VIII


“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de vis Aimorés.


“Possas tu, isolado na terra,

Sem arrimo e sem pátria vagando,

Rejeitado da morte na guerra,

Rejeitado dos homens na paz,

Ser das gentes o espectro execrado;

Não encontres amor nas mulheres,

Teus amigos, se amigos tiveres,

Tenham alma inconstante e falaz!


“Não encontres doçura no dia,

Nem as cores da aurora te ameiguem,

E entre as larvas da noite sombria

Nunca possas descanso gozar:

Não encontres um tronco, uma pedra,

Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos,

Padecendo os maiores tormentos,

Onde possas a fronte pousar.


“Que a teus passos a relva se torre;

Murchem prados, a flor desfaleça,

E o regato que límpido corre,

Mais te acenda o vesano furor;

Suas águas depressa se tornem,

Ao contacto dos lábios sedentos,

Lago impuro de vermes nojentos,

Donde fujas como asco e terror!


“Sempre o céu, como um teto incendido,

Creste e punja teus membros malditos

E o oceano de pó denegrido

Seja a terra ao ignavo tupi!

Miserável, faminto, sedento,

Manitôs lhe não falem nos sonhos,

E do horror os espectros medonhos

Traga sempre o cobarde após si.


“Um amigo não tenhas piedoso

Que o teu corpo na terra embalsame,

Pondo em vaso d’argila cuidoso

Arco e frecha e tacape a teus pés!

Sê maldito, e sozinho na terra;

Pois que a tanta vileza chegaste,

Que em presença da morte choraste,

Tu, cobarde, meu filho não és.”

“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Os versos acima são exemplo de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023020 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Texto para as questões 47 a 54


I-Juca Pirama


(Gonçalves Dias)


VIII


“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de vis Aimorés.


“Possas tu, isolado na terra,

Sem arrimo e sem pátria vagando,

Rejeitado da morte na guerra,

Rejeitado dos homens na paz,

Ser das gentes o espectro execrado;

Não encontres amor nas mulheres,

Teus amigos, se amigos tiveres,

Tenham alma inconstante e falaz!


“Não encontres doçura no dia,

Nem as cores da aurora te ameiguem,

E entre as larvas da noite sombria

Nunca possas descanso gozar:

Não encontres um tronco, uma pedra,

Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos,

Padecendo os maiores tormentos,

Onde possas a fronte pousar.


“Que a teus passos a relva se torre;

Murchem prados, a flor desfaleça,

E o regato que límpido corre,

Mais te acenda o vesano furor;

Suas águas depressa se tornem,

Ao contacto dos lábios sedentos,

Lago impuro de vermes nojentos,

Donde fujas como asco e terror!


“Sempre o céu, como um teto incendido,

Creste e punja teus membros malditos

E o oceano de pó denegrido

Seja a terra ao ignavo tupi!

Miserável, faminto, sedento,

Manitôs lhe não falem nos sonhos,

E do horror os espectros medonhos

Traga sempre o cobarde após si.


“Um amigo não tenhas piedoso

Que o teu corpo na terra embalsame,

Pondo em vaso d’argila cuidoso

Arco e frecha e tacape a teus pés!

Sê maldito, e sozinho na terra;

Pois que a tanta vileza chegaste,

Que em presença da morte choraste,

Tu, cobarde, meu filho não és.”

Analise as afirmativas a seguir a respeito do poema de Gonçalves Dias.

I. O poema, da melhor tradição romântica de primeira geração, assume a postura de que a temática indianista deve ser tratada com brasilidade, numa visão crítica em relação ao português.

II. O código de honra elogiado entre os timbiras é parte da idealização herdada da teoria do “bom selvagem” de Rousseau.

III. Além de indianista, Gonçalves Dias produziu poemas com outras temáticas, como o tom saudosista, por exemplo

Assinale

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023019 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Quando se emprega uma metáfora de comando, como “É possível fechar a porta?”, ilustra-se a função social da linguagem

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023018 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Assinale a alternativa que NÃO apresente uma ideia pertinente ao Gerativismo de Noam Chomsky.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023017 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Mia Couto representa a literatura africana em língua portuguesa, sendo apontado como um dos expoentes na área. Suas obras se constroem num cenário de pós-independência de seu país, que é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023016 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

Escrito na década de 1970, publicado em 1979, após a ida a Angola, narra a experiência vivida naquele país e seu processo de independência. É um livro que rendeu ao seu autor, António Lobo Antunes, um prêmio da embaixada da França em Lisboa. Trata-se de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2023015 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-CE

No cenário da Literatura em Portugal hoje, António Lobo Antunes, apontado como maior escritor português vivo, é considerado de leitura difícil. Criou enorme polêmica ao se manifestar com desagrado em relação à produção literária de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas