Foram encontradas 715 questões.
De acordo com a Lei 9.784/99, são deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo, o listado nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
Provas
Texto
A commodity certa no momento errado: reflexões sobre a manteiga de tartaruga
Em termos didáticos, a história econômica brasileira até o início do século 20 é comumente fragmentada em grandes ciclos, ou ondas, que têm em uma commodity específica seu alicerce. Seguindo a economia extrativista que marca os primeiros anos da colônia, surgem os ciclos do açúcar, do ouro, do algodão, do café, da borracha. Tal generalização, como a grande maioria das generalizações, esconde nuances, contradições e uma gama de outras atividades que em contextos locais foram igualmente vitais. Caso da manteiga de tartaruga, quiçá a mais inusitada commodity amazonense.
Apesar de ser classificada pelo historiador Caio Prado Júnior no clássico Formação do Brasil Contemporâneo como “gênero de grande comércio” do vale do Amazonas durante o período colonial, a pobre manteiga de tartaruga é, quando muito, nota de rodapé de livros sobre a região. Na falta de documentos e estatísticas oficiais, reconstruir a história da iguaria depende de observações coletadas por viajantes e naturalistas europeus que passaram pelo vale, sobretudo durante o século 19. Ao invés de narrativas complexas, que levam em consideração o ponto de vista das comunidades e suas nuances, nos restam fragmentos por vezes desencontrados de biólogos alemães sucumbindo ao calor dos trópicos.
A manteiga de tartaruga era um óleo, ou gordura, utilizado tanto na iluminação quanto na alimentação. Se levarmos em consideração a opinião dos colegas naturalistas, o gosto era um tanto quanto questionável. É possível, no entanto, que tendo acesso aos bastidores da produção eles foram incapazes de dissociar o processo do produto final. Difícil julgar…
A despeito do nome, a manteiga não era produzida fazendo uso das tartarugas em si, mas sim de seus ovos. Durante o período de desova, membros das comunidades ribeirinhas se deslocavam em direção ao rio Solimões, construindo abrigos temporários nas margens frequentemente utilizadas pelas tartarugas. Lá, de acordo com o número de indivíduos em cada família, pagavam tributos aos fiscais da coroa e esperavam a chegada das convidadas de honra. Após o retorno dos animais ao rio, o trabalho enfim começava.
Os ovos eram desenterrados e depositados em pilhas que, segundo relatos, chegavam a alcançar um metro e meio de altura. Apenas quando toda a área fosse devidamente escavada que a produção tinha início. Os ovos eram transportados para canoas, quebrados e batidos com água até a obtenção de uma pasta gelatinosa. Após horas de descanso sob o sol, a densidade da gordura, inferior à da água, fazia com que o óleo chegasse à superfície da canoa. Este óleo era então coletado em caldeirões de cobre, filtrado e cozido até obtenção do aspecto desejado. Todo o processo, da coleta ao envasamento em potes de barro, não passava de quatro dias.
A estimativa de um dos nossos exploradores alemães é que cada tartaruga desovasse por volta de cem ovos, e que para produzir um pote de manteiga era necessária a postura de trinta a quarenta tartarugas. Em um ano, segundo ele, eram enviados de 4.000 a 6.000 potes de manteiga para o Pará, chegando à vultosa conta de no mínimo 12 milhões de ovos usados anualmente na produção da manteiga. Estatísticas do ano de 1819, no entanto, indicam que foram exportados para o porto de Belém da capitania de São José do Rio Preto – atual Amazonas e Roraima – 8.034 potes, o que faz a conta ultrapassar 24 milhões de ovos. Não é de se surpreender que já no ano de 1860 a produção tenha caído para pouco mais de mil potes.
Coincidentemente, enquanto as consequências da prática predatória faziam desaparecer do Amazonas as tartarugas, seus ovos, e a manteiga, a commodity foi descoberta pela indústria cosmética. No início do século 20, devido a suas propriedades hidratantes e adstringentes, a manteiga, então produzida no Caribe, passou a ser utilizada em cosméticos que prometiam aliviar linhas de expressão. Tivéssemos cuidado das tartarugas ou investido em ciência, quem sabe nossa lista não incluísse hoje o “ciclo da manteiga de tartaruga”.
(Hanna Manente Nunes. https://ahistoriaeaseguinte.blogfolha.uol.com.br/2021/02/26/a-commodity-certa-no-momento-errado-reflexoes-sobre-a-manteiga-de-tartaruga/, 26 fev 2021)
Em relação às ideias do texto e suas corretas inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Embora houvesse um período na história em que o Brasil, em sua capitania de São José do Rio Preto, tivesse alto lucro com a exploração e a produção da commodity, um verdadeiro “ciclo da manteiga de tartaruga”, não há, contraditoriamente, nos livros de História, referências desenvolvidas ao evento.
II. O texto afirma que o nome “manteiga” constitui na realidade uma impropriedade semântica, o que pode ser comprovado ao se conhecer o processo de produção da commodity.
III. Se houvesse sustentabilidade na produção, o Brasil teria alcançado, em mais cinquenta anos, lugar de destaque econômico com a comercialização da manteiga de tartaruga.
Assinale
Provas
A Educação Profissional e Tecnológica, com base no §2º. do art. 39 da LDB, também é desenvolvida por meio de cursos e programas de Educação Profissional Tecnológica, de graduação e de pós-graduação, incluindo saídas intermediárias de qualificação profissional tecnológica, cursos de especialização profissional tecnológica e programas de
Provas
De acordo com a legislação, a educação superior tem por finalidade o listado nas alternativas a seguir, EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
Provas
Um bom modelo de avaliação do evento, útil para perceber os pontos fortes e fracos do que se realizou, obtendo-se dados mais refinados, é o modelo de
Provas
“O conhecimento corporificado no currículo carrega as marcas indeléveis das relações sociais de poder.”
(SILVA, T. T. Documentos de identidade. Uma introdução as teorias do currículo. RJ. Autêntica, 2019)
A respeito da citação, assinale a afirmativa INCORRETA.
Provas
O fisioterapeuta que atende idosos deve procurar continuamente parâmetros que sugiram maior suscetibilidade a quedas. O Timed up and go test (TUG) é um teste que cronometra o tempo que o idoso levanta de uma cadeira sem braço, anda 3m, faz um giro de 180º e senta na mesma cadeira. O tempo que um idoso sem fragilidade leva para realizar esse teste é de até, aproximadamente,
Provas
Em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (U.A.N.) que oferece desjejum, almoço, lanche e jantar, qual deve ser o percentual do desjejum em relação ao valor calórico total?
Provas
Durante o exame físico de um paciente, foram identificadas unhas disformes em forma de colher (coiloníquia), sendo relatado que quebram com facilidade.
O exame físico indica deficiência de:
Provas
- Assistente SocialInstrumental TécnicoEstudo Social, Pareceres, Perícia Social, Relatório Social e Laudo Social
- Assistente SocialInstrumental TécnicoInstrumentos, Estratégias e Técnicas de Intervenção
Os diferentes espaços sócio-ocupacionais exigem da categoria profissional a definição dos instrumentos que serão utilizados no processo de intervenção. Há um conjunto de instrumentos que abarcam o cotidiano do/a assistente social. Relacione os instrumentos com suas respectivas definições:
1. Entrevista
2. Visita domiciliar
3. Visita institucional
4. Reunião
( ) instrumento que permite a coleta de dados observando no próprio local de vida familiar o cotidiano do usuário
( ) instrumento que permite o diálogo entre os atores, além de uma reflexão crítica e propositiva
( ) instrumento que permite realizar uma escuta qualificada. Pode se dar por meio de um roteiro estruturado, semiestruturado e não estruturado
( ) instrumento que permite a coleta de dados acerca dos serviços prestados pelas instituições públicas ou privadas.
Assinale a alternativa que apresente a sequência correta, de cima para baixo.
Provas
Caderno Container