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O texto a seguir serve de referência para a questão abaixo.
Era um menino triste. Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziamIV). Metia-me com os moleques por toda parte. Mas, no fundo, era um menino triste. Às vezes dava para pensar comigo mesmo, e solitário andava por debaixo das árvores da horta, ouvindo sozinho a cantoria dos pássaros.
O meu esporte favorito concorria para estes isolamentos de melancólico. Eu andava pegando pássaros no alçapãoIII). E, escondido, passava horas inteiras na expectativa do sucesso. Via o canário chegar, pousar em cima da gaiola, trocar suas carícias com o prisioneiro, lastimar a sorte daquele pobre amigo, e depois subir para o alçapão armado, fitar o milho dentro da armadilha, demorar um bocado, na indecisão de quem vai dar um grande passo na vida, e cair na cadeia. Mas isto demorava horas a fio. Muitos chegavam, examinavam tudo, punham o bico quase que dentro do alçapão, e iam-se embora, bem senhores do que se preparava para eles. Enquanto os canários vinham e voltavam, eu me metia comigo mesmo, nos meus íntimos solilóquios de caçador. Pensava em tanta coisa... E um rastejar de calango nas folhas secas fazia um ruído de coisa grande bulindo.
Pensava então naquilo que junto de gente eu não podia pensar. Já estava no engenho há mais de quatro anos. Mudara muito desde que viera de Recife.
— Para o ano — diziam — iria para o colégio.
E o que seria esse colégio? Os meus primos contavam tanta coisa de lá, de um diretor medonho, de bancas, de castigos, de recreios, de exercícios militares, que me deixavam mesmo com vontade de ir com eles. Mas o engenho tinha tudo para mimV). [...]
Tinha um medo doentio da morte. Aquilo da gente apodrecer debaixo da terra, ser comido pelos tapurus, me parecia incompreensível. Todo mundo tinha que morrer. As negras diziam que alguns ficavam para semente. Eu me desejava entre estes felizardos. Por que não podia ficar para semente? Dentro de um navio, enquanto o mundo todo se acabasse. E nesse barco eu me via cercado de tudo que era bicho, e a minha tia Maria, a negra Generosa, a vovó Galdina, o meu avô, tudo que me amava estaria comigo. Esta horrível preocupação da morte tomava conta da minha imaginação. [...]
Não ia para o almoço, entretido com a gaiola da chama. Procuravam-me por toda parte. Minha tia Maria ameaçava de soltar tudo quanto era passarinho.
— Nem come mais, só pensando em canários...
Absorvia-me inteiramente com o esporte cruel. Deixava os moleques e os primos para um canto. Mas os meus canários não cantavam. Via-os soltos, com trinados de estalos, dando os seus concertos nos galhos das árvores. Nas gaiolas, irremediavelmente mudos. Faziam greve contra mim. Tratava deles com cuidados maternosI). Limpava-lhes as gaiolas, pisava-lhes milho — e nada, calados de vez. Dependurava-os então pelos pés de pau, para ver se os enganava com esse contato com os palcos dos seus dias de festa. E mudos sempre. Os meus pássaros só trabalhavam ao bom preço da liberdade.
As negras me ameaçaram:
— Judiar com passarinho bota as pessoas pro inferno, menino. Deus Nosso Senhor fez os pássaros foi pra cantar no mato, soltinhos.
Porém os grandes dias de glória da minha infância me dera o meu alçapão, escancarado aos ingênuos canários do Santa Rosa.
Fonte: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 80. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001, p. 80-83 (adaptado).
Leia as considerações acerca de recursos de construção do texto de referência.
I – O pronome “deles”, na oração “Tratava deles com cuidados maternos.”, refere-se ao termo “os moleques e os primos” presente em uma das orações anteriores.
II – O autor utilizou-se do discurso direto para promover a escassa interação das falas das personagens, o que pode ser observado pelo uso dos travessões.
III – O enunciado “Eu andava pegando pássaros no alçapão.” pode ser classificado como um período composto por duas orações coordenadas.
IV – Dentro do enunciado “Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziam.”, há presença de apenas um substantivo que é, posteriormente, retomado por um pronome.
V – A oração “Mas o engenho tinha tudo para mim.” inicia-se com uma conjunção coordenativa adversativa que remete a uma oposição em relação à oração imediatamente anterior.
Está CORRETO o que se declara em:
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O texto a seguir serve de referência para a questão abaixo.
Era um menino triste. Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziam. Metia-me com os moleques por toda parte. Mas, no fundo, era um menino triste. Às vezes dava para pensar comigo mesmo, e solitário andava por debaixo das árvores da horta, ouvindo sozinho a cantoria dos pássaros.
O meu esporte favorito concorria para estes isolamentos de melancólico. Eu andava pegando pássaros no alçapão. E, escondido, passava horas inteiras na expectativa do sucesso. Via o canário chegar, pousar em cima da gaiola, trocar suas carícias com o prisioneiro, lastimar a sorte daquele pobre amigo, e depois subir para o alçapão armado, fitar o milho dentro da armadilha, demorar um bocado, na indecisão de quem vai dar um grande passo na vida, e cair na cadeia. Mas isto demorava horas a fio. Muitos chegavam, examinavam tudo, punham o bico quase que dentro do alçapão, e iam-se embora, bem senhores do que se preparava para elesE). Enquanto os canários vinham e voltavam, eu me metia comigo mesmo, nos meus íntimos solilóquios de caçador. Pensava em tanta coisa... E um rastejar de calango nas folhas secas fazia um ruído de coisa grande bulindo.
Pensava então naquilo que junto de gente eu não podia pensar. Já estava no engenho há mais de quatro anos. Mudara muito desde que viera de Recife.
— Para o ano — diziam — iria para o colégio.
E o que seria esse colégio? Os meus primos contavam tanta coisa de lá, de um diretor medonho, de bancas, de castigos, de recreios, de exercícios militares, que me deixavam mesmo com vontade de ir com eles. Mas o engenho tinha tudo para mim. [...]
Tinha um medo doentio da morte. Aquilo da gente apodrecer debaixo da terra, ser comido pelos tapurus, me parecia incompreensível. Todo mundo tinha que morrer. As negras diziam que alguns ficavam para semente. Eu me desejava entre estes felizardos. Por que não podia ficar para semente? Dentro de um navio, enquanto o mundo todo se acabasse. E nesse barco eu me via cercado de tudo que era bicho, e a minha tia Maria, a negra Generosa, a vovó Galdina, o meu avô, tudo que me amava estaria comigo. Esta horrível preocupação da morte tomava conta da minha imaginação. [...]
Não ia para o almoço, entretido com a gaiola da chama. Procuravam-me por toda parte. Minha tia Maria ameaçava de soltar tudo quanto era passarinho.
— Nem come mais, só pensando em canários...
Absorvia-me inteiramente com o esporte cruel. Deixava os moleques e os primos para um canto. Mas os meus canários não cantavam. Via-os soltos, com trinados de estalos, dando os seus concertos nos galhos das árvores. Nas gaiolas, irremediavelmente mudos. Faziam greve contra mimE). Tratava deles com cuidados maternos. Limpava-lhes as gaiolas, pisava-lhes milho — e nada, calados de vez. Dependurava-os então pelos pés de pau, para ver se os enganava com esse contato com os palcos dos seus dias de festa. E mudos sempre. Os meus pássaros só trabalhavam ao bom preço da liberdade.
As negras me ameaçaram:
— Judiar com passarinho bota as pessoas pro inferno, menino. Deus Nosso Senhor fez os pássaros foi pra cantar no mato, soltinhos.
Porém os grandes dias de glória da minha infância me dera o meu alçapão, escancarado aos ingênuos canários do Santa Rosa.
Fonte: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 80. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001, p. 80-83 (adaptado).
A partir da leitura do fragmento de romance sob análise, NÃO é possível afirmar que:
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O texto a seguir serve de referência para a questão abaixo.
Era um menino triste. Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziam. Metia-me com os moleques por toda parte. Mas, no fundo, era um menino triste. Às vezes dava para pensar comigo mesmo, e solitário andava por debaixo das árvores da horta, ouvindo sozinho a cantoria dos pássaros.
O meu esporte favorito concorria para estes isolamentos de melancólico. Eu andava pegando pássaros no alçapão. E, escondido, passava horas inteiras na expectativa do sucesso. Via o canário chegar, pousar em cima da gaiola, trocar suas carícias com o prisioneiro, lastimar a sorte daquele pobre amigo, e depois subir para o alçapão armado, fitar o milho dentro da armadilha, demorar um bocado, na indecisão de quem vai dar um grande passo na vida, e cair na cadeia. Mas isto demorava horas a fio. Muitos chegavam, examinavam tudo, punham o bico quase que dentro do alçapão, e iam-se embora, bem senhores do que se preparava para eles. Enquanto os canários vinham e voltavam, eu me metia comigo mesmo, nos meus íntimos solilóquios de caçador. Pensava em tanta coisa... E um rastejar de calango nas folhas secas fazia um ruído de coisa grande bulindo.
Pensava então naquilo que junto de gente eu não podia pensar. Já estava no engenho há mais de quatro anos. Mudara muito desde que viera de Recife.
— Para o ano — diziam — iria para o colégio.
E o que seria esse colégio? Os meus primos contavam tanta coisa de lá, de um diretor medonho, de bancas, de castigos, de recreios, de exercícios militares, que me deixavam mesmo com vontade de ir com eles. Mas o engenho tinha tudo para mim. [...]
Tinha um medo doentio da morte. Aquilo da gente apodrecer debaixo da terra, ser comido pelos tapurus, me parecia incompreensível. Todo mundo tinha que morrer. As negras diziam que alguns ficavam para semente. Eu me desejava entre estes felizardos. Por que não podia ficar para semente? Dentro de um navio, enquanto o mundo todo se acabasse. E nesse barco eu me via cercado de tudo que era bicho, e a minha tia Maria, a negra Generosa, a vovó Galdina, o meu avô, tudo que me amava estaria comigo. Esta horrível preocupação da morte tomava conta da minha imaginação. [...]
Não ia para o almoço, entretido com a gaiola da chama. Procuravam-me por toda parte. Minha tia Maria ameaçava de soltar tudo quanto era passarinho.
— Nem come mais, só pensando em canários...
Absorvia-me inteiramente com o esporte cruel. Deixava os moleques e os primos para um canto. Mas os meus canários não cantavam. Via-os soltos, com trinados de estalos, dando os seus concertos nos galhos das árvores. Nas gaiolas, irremediavelmente mudos. Faziam greve contra mim. Tratava deles com cuidados maternos. Limpava-lhes as gaiolas, pisava-lhes milho — e nada, calados de vez. Dependurava-os então pelos pés de pau, para ver se os enganava com esse contato com os palcos dos seus dias de festa. E mudos sempre. Os meus pássaros só trabalhavam ao bom preço da liberdade.
As negras me ameaçaram:
— Judiar com passarinho bota as pessoas pro inferno, menino. Deus Nosso Senhor fez os pássaros foi pra cantar no mato, soltinhos.
Porém os grandes dias de glória da minha infância me dera o meu alçapão, escancarado aos ingênuos canários do Santa Rosa.
Fonte: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 80. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001, p. 80-83 (adaptado).
Cada texto apresenta escolhas por determinados elementos de acordo com a intencionalidade proposta pelo autor, resultando na predominância de uma função da linguagem. Após a leitura do fragmento de romance, pode-se afirmar que nele há predominância da função:
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.
Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas
Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.
Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.
O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.
Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do Livro, organização sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.
A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.
“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.
O Nexo entrou em contato com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao Ministério da Educação responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.
A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”
Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-
livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).
Em relação ao quinto parágrafo do texto de referência, é INCORRETO afirmar que:
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.
Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas
Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.
Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.
O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.
Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do Livro, organização sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.
A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.
“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.
O Nexo entrou em contato com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao Ministério da Educação responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.
A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”
Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-
livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).
Em relação às regras de acentuação gráfica aplicadas a palavras do texto de referência, avalie cada uma das cinco sentenças seguintes como (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA:
I – ( ) É aplicável a mesma justificativa para se acentuar as palavras “países” e “incluía”.
II – ( ) É correto afirmar que as palavras “relatório”, “prêmio” e “disponíveis” recebem acento gráfico por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
III – ( ) É correto afirmar que se acentuam graficamente as palavras “instituições” e “distribuição” por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
IV – ( ) É verificável que, no terceiro parágrafo, todas as palavras acentuadas graficamente são proparoxítonas.
V – ( ) Em todos os parágrafos, há pelo menos uma palavra acentuada graficamente por ser ou proparoxítona ou paroxítona terminada em ditongo crescente.
Está CORRETA, na ordem respectiva dos itens I, II, III, IV e V, a sequência:
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.
Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas
Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.
Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.
O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.
Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do Livro, organização sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.
A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.
“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.
O Nexo entrou em contato com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao Ministério da Educação responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.
A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”
Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-
livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).
Segundo Cunha e Cintra (2017), dentre outros usos, empregam-se aspas:
I – Para realçar ironicamente uma palavra ou uma expressão.
II – Para indicar a significação de uma palavra ou de uma frase.
III – Para acentuar o valor significativo de uma palavra ou expressão.
IV – Para fazer sobressair estrangeirismos, arcaísmos ou neologismos.
V – No início e no fim de uma citação para distingui-la do resto do contexto.
No texto de referência, o emprego de aspas se justifica pelos fins indicados nos tópicos:
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.
Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas
Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.
Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.
O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.
Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do Livro, organização sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.
A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.
“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.
O Nexo entrou em contato com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao Ministério da Educação responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.
A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”
Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-
livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).
Assinale a alternativa que NÃO poderia substituir, sem prejuízo para o sentido do enunciado, o vocábulo “adesão” no último parágrafo do texto de referência:
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.
Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas
Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.
Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.
O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.
Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do LivroB,D), organizaçãoA,C,E) sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.
A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.
“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.
O Nexo entrou em contato com o FNDEA,B) (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquiaD,E) ligada ao Ministério da EducaçãoC) responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.
A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”
Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-
livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).
Observando a concordância nominal regular, os adjetivos “responsável” e “responsável” concordam de forma direta com os respectivos substantivos de referência:
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O Conselho de Ética e Disciplina do Corpo Discente do Instituto Federal do Espírito Santo é o órgão que institucionalmente apura, julga e aplica as sanções, quando são cometidos atos de indisciplina grave ou ato infracional por estudantes.
Dos listados abaixo, qual se constitui ato de indisciplina GRAVE:
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De acordo com a Lei nº 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, assinale a alternativa INCORRETA:
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