Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

Murar o medo

O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.

No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional: os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência do país, e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes junto à nossa porta, os ditos terroristas são governantes respeitáveis e Karl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa narrativa de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano.

COUTO, Mia. Discurso pronunciado nas Conferências do Estoril da

Fundação Cascais. Disponível em: <http://www.vermelho.org.br/noticia.php? id_noticia=186637&id_secao=11>. Acesso em: 13 mar. 2014.

No Texto 4, a narração em primeira pessoa é usada para estabelecer um relato pessoal, mesclando experiências pessoais e leituras de momentos históricos. A mesclagem entre esses dois tipos de narrativa é um recurso argumentativo, com o objetivo de mostrar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Coxinhas: uma nova geração de mauricinhos, ou apenas um novo nome para eles?

A cada tanto aparecem “novos” tipos. Não estou falando necessariamente sobre segmentos novos, daqueles que fazem época e mudam o modo de pensar, como os hippies, os punks e alguns outros grupos, que sintetizaram o comportamento de uma época, mudaram o modo de ser, de se vestir e de se comportar e foram incorporados de tal forma que, passadas décadas de seu surgimento, ainda são relevantes no modo de vida atual. Outros são menos expressivos, como, por exemplo, o metrossexual, que, apesar de não “mudarem o mundo”, passaram a ter maior compreensão sobre o “lado feminino” do homem e, por outro lado, deram origem a outras vertentes, o ubersexual – metro exagerado e, também, o retrossexual – a volta do macho, em contraponto à “frescura” do metrossexual.

Segue então a “novidade” atual: os coxinhas. Na minha opinião, apenas uma evolução dos “janotas”, almofadinhas, burgueses, mauricinhos e outras denominações em geral para um grupo de pessoas que normalmente tem dinheiro – ou aspira ter e se comporta como se já tivesse, e que incorpora os modismos dos “alternas”. O ponto alto da matéria, na minha opinião, é quando o entrevistado diz que “Agora tem uma marca que é a do coxinha que pensa que é descolado, que ainda está “no armário”, que é a Osklen”. Será que é isso mesmo?

ROBIC, André. Disponível em: <http://jornalggn.com.

br/blog/luisnassif/fotos- charges-e-tirinhas-678>. Acesso em: 13 mar. 2014. (Adaptado).

No texto, há constante emprego de aspas, com funções distintas. Ao destacarem os termos “novo” e “novidade”, as aspas produzem um efeito de sentido de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Coxinhas: uma nova geração de mauricinhos, ou apenas um novo nome para eles?

A cada tanto aparecem “novos” tipos. Não estou falando necessariamente sobre segmentos novos, daqueles que fazem época e mudam o modo de pensar, como os hippies, os punks e alguns outros grupos, que sintetizaram o comportamento de uma época, mudaram o modo de ser, de se vestir e de se comportar e foram incorporados de tal forma que, passadas décadas de seu surgimento, ainda são relevantes no modo de vida atual. Outros são menos expressivos, como, por exemplo, o metrossexual, que, apesar de não “mudarem o mundo”, passaram a ter maior compreensão sobre o “lado feminino” do homem e, por outro lado, deram origem a outras vertentes, o ubersexual – metro exagerado e, também, o retrossexual – a volta do macho, em contraponto à “frescura” do metrossexual.

Segue então a “novidade” atual: os coxinhas. Na minha opinião, apenas uma evolução dos “janotas”, almofadinhas, burgueses, mauricinhos e outras denominações em geral para um grupo de pessoas que normalmente tem dinheiro – ou aspira ter e se comporta como se já tivesse, e que incorpora os modismos dos “alternas”. O ponto alto da matéria, na minha opinião, é quando o entrevistado diz que “Agora tem uma marca que é a do coxinha que pensa que é descolado, que ainda está “no armário”, que é a Osklen”. Será que é isso mesmo?

ROBIC, André. Disponível em: <http://jornalggn.com.

br/blog/luisnassif/fotos- charges-e-tirinhas-678>. Acesso em: 13 mar. 2014. (Adaptado).

O Texto 3 é um comentário de internet. A principal característica desse gênero textual são

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Coxinhas: uma nova geração de mauricinhos, ou apenas um novo nome para eles?

A cada tanto aparecem “novos” tipos. Não estou falando necessariamente sobre segmentos novos, daqueles que fazem época e mudam o modo de pensar, como os hippies, os punks e alguns outros grupos, que sintetizaram o comportamento de uma época, mudaram o modo de ser, de se vestir e de se comportar e foram incorporados de tal forma que, passadas décadas de seu surgimento, ainda são relevantes no modo de vida atual. Outros são menos expressivos, como, por exemplo, o metrossexual, que, apesar de não “mudarem o mundo”, passaram a ter maior compreensão sobre o “lado feminino” do homem e, por outro lado, deram origem a outras vertentes, o ubersexual – metro exagerado e, também, o retrossexual – a volta do macho, em contraponto à “frescura” do metrossexual.

Segue então a “novidade” atual: os coxinhas. Na minha opinião, apenas uma evolução dos “janotas”, almofadinhas, burgueses, mauricinhos e outras denominações em geral para um grupo de pessoas que normalmente tem dinheiro – ou aspira ter e se comporta como se já tivesse, e que incorpora os modismos dos “alternas”. O ponto alto da matéria, na minha opinião, é quando o entrevistado diz que “Agora tem uma marca que é a do coxinha que pensa que é descolado, que ainda está “no armário”, que é a Osklen”. Será que é isso mesmo?

ROBIC, André. Disponível em: <http://jornalggn.com.

br/blog/luisnassif/fotos- charges-e-tirinhas-678>. Acesso em: 13 mar. 2014. (Adaptado).

O projeto argumentativo do texto é construído e apresentado por meio de recursos linguísticos e ortográficos, em torno de um argumento nuclear, segundo o qual

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

Enunciado 703379-1

Disponível em: <http://epitafioemvida.blogspot.com.br

/2008/05/sobre-asmes- eu-ri-muito-algumas.html>. Acesso em: 13 mar. 2014.

A quebra de expectativa, que produz o humor da tira, baseia-se na quebra do pressuposto que sustenta a fala de Mafalda. Esse pressuposto é o de que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

Enunciado 703378-1

Disponível em: <http://epitafioemvida.blogspot.com.br

/2008/05/sobre-asmes- eu-ri-muito-algumas.html>. Acesso em: 13 mar. 2014.

Na tira, a situação comunicativa estabelece uma relação hierárquica entre as personagens. O recurso linguístico que estabelece a relação hierárquica e define a situação comunicativa é a

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Dizem as paredes - 2

Em Buenos Aires, na ponte da Boca: Todos prometem e ninguém cumpre.
Vote em ninguém.
Em Caracas, em tempos de crise, na entrada de um dos bairros mais pobres:
Bem-vinda, classe média.
Em Bogotá, pertinho da Universidade Nacional:
Deus vive.
Embaixo, com outra letra:
Só por milagre.
E também em Bogotá:
Proletários de todos os países, uni-vos!
Embaixo, com outra letra:
(Último aviso.)

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 2002. p. 55.

As frases citadas no texto são construídas de forma injuntiva. Os elementos linguísticos combinados, responsáveis pela injunção no texto, são os

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Dizem as paredes - 2

Em Buenos Aires, na ponte da Boca: Todos prometem e ninguém cumpre.
Vote em ninguém.
Em Caracas, em tempos de crise, na entrada de um dos bairros mais pobres:
Bem-vinda, classe média.
Em Bogotá, pertinho da Universidade Nacional:
Deus vive.
Embaixo, com outra letra:
Só por milagre.
E também em Bogotá:
Proletários de todos os países, uni-vos!
Embaixo, com outra letra:
(Último aviso.)

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 2002. p. 55.

Nas frases “Em Caracas, em tempos de crise, na entrada de um dos bairros mais pobres:/ Bem-vinda, classe média”, o sentido de “crise” é entendido como o de “crise econômica”. O recurso linguístico que possibilita a recuperação desse sentido no texto é a

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Dizem as paredes - 2

Em Buenos Aires, na ponte da Boca: Todos prometem e ninguém cumpre.
Vote em ninguém.
Em Caracas, em tempos de crise, na entrada de um dos bairros mais pobres:
Bem-vinda, classe média.
Em Bogotá, pertinho da Universidade Nacional:
Deus vive.
Embaixo, com outra letra:
Só por milagre.
E também em Bogotá:
Proletários de todos os países, uni-vos!
Embaixo, com outra letra:
(Último aviso.)

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 2002. p. 55.

A estratégia de composição do texto é a compilação de várias frases independentes. Os recursos coesivos utilizados para garantir a unidade de sentido do texto são

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

A tabela a seguir apresenta o índice de desenvolvimento humano (IDH) de alguns países da América Latina referente ao ano 2012.

Países IDH
Argentina 0,811
Bolívia 0,645
Brasil 0,730
Chile 0,819
Colômbia 0,719
Cuba 0,780
México 0,775
Uruguai 0,792
Venezuela 0,758

Disponível em: <http://www.abinee.org.br/abinee

/decon/decon55a.htm>. Acesso em: 24 fev. 2014. (Adaptado).

Dentre os países listados, aquele cujo IDH representa a mediana dos dados apresentados é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas