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Pesquisas variacionistas com dados sobre o português brasileiro têm demonstrado que o uso do sujeito indeterminado pelos falantes, em grande medida, não reflete as estratégias descritas pelas gramáticas normativas. Isso significa dizer que, atualmente, o falante tem preferido usar outras estratégias para expressar a indeterminação do sujeito.
Considerando essa realidade da língua, assinale a opção que apresenta uma construção com sujeito indeterminado não aceita pela tradição normativa.
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Leia o texto e responda à questão.
“(...) meu corpo
Nordestino
Mais que isso
Maranhense
Mais que isso
São-luisense
Mais que isso
Ferreirense
Newtoniense
Alzirense
Meu corpo nascido numa porta-e-janela da rua
dos prazeres (...)”
(Gullar, F. Poema Sujo. Ed. Olympio, 2013, p 40).
A valorização da forma é um aspecto que fundamenta a ideia de que é a „mensagem pela mensagem" que caracteriza a função estética ou a função poética da linguagem. É esse aspecto (...) que acentua e valida o recurso à multissignificação das palavras, que estimula os novos efeitos de sentido (...).
(ANTUNES, I. Território das Palavras: estudo do léxico em sala de
aula. Parábola, 2012, p. 125).
Relacionando os processos de formação de palavras utilizados no trecho do poema com a temática do próprio poema, é CORRETO afirmar que a intencionalidade
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Leia o texto e responda à questão.
“(...) meu corpo
Nordestino
Mais que isso
Maranhense
Mais que isso
São-luisense
Mais que isso
Ferreirense
Newtoniense
Alzirense
Meu corpo nascido numa porta-e-janela da rua
dos prazeres (...)”
(Gullar, F. Poema Sujo. Ed. Olympio, 2013, p 40).
No trecho do Poema Sujo, Ferreira Gullar lança mão de dois processos de formação de palavras. Considerando as palavras destacadas, são eles, respectivamente:
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Com relação ao ensino de língua materna em sala de aula e a variação linguística, pode-se afirmar que a escola
I. deve ter como objetivo primeiro ampliar a competência comunicativa do aluno, reconhecendo e utilizando, para tanto, a pluralidade de normas da língua materna.
II. tem o dever de reconhecer a variação linguística, muito embora tenha de dedicar maior tempo ao ensino da norma-padrão.
III. deve reconhecer a variação linguística, e ajudar o aluno a compreender que a escolha entre os modos de falar é aleatória.
IV. não é obrigada a reconhecer a variação e deve primar pelo bom uso da língua portuguesa, independente do contexto de uso.
V. deve ter uma visão ponderada sobre a língua: deve compreendê-la tanto como um sistema em potência, conjunto abstrato de signos e de regras, como um sistema-em-função, vinculado às circunstâncias concretas de uso.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Com relação à competência comunicativa, noção tão cara aos estudos sociolinguísticos, em especial à educação em língua materna, é CORRETO o que se afirma na alternativa:
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Segundo a professora Stella Maris Bortoni-Ricardo, autora de uma expressiva produção científico-educacional na área da sociolinguística, um dos princípios fundamentais para a aplicação da sociolinguística ao processo educacional, principalmente, no que concerne ao ensino/aprendizagem da língua materna, é
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“Ao desenvolver o ensino de língua materna e trabalhar especificamente com o ensino de gramática, é conveniente que o professor tenha em mente que há vários tipos de gramática e que seu trabalho com cada um desses tipos pode resultar em atividades completamente distintas para o atendimento de objetivos bem diversos.”
(TRAVAGLIA, 1966).
Relacionando o texto de Travaglia com o texto de Luís Fernando Veríssimo, pode-se afirmar que o alvo da crítica de Veríssimo é o ensino da irrelevância, que deixa de ampliar a competência comunicativa do aluno, para tomar como referência, principalmente, a gramática
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O gigolô das palavras
Luís Fernando Veríssimo
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. [...].
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E, quando possível, surpreender, iluminar, divertir, mover... mas aí, entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.). A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas e, aí, é de interesse restrito dos necrólogos e professores de Latim, gente, em geral, pouco comunicativa (...). É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro (...). As múmias conversam entre si em pura Gramática.
(...) sempre fui péssimo em português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. (...) Exijo submissão. (...) Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. (...). As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito. (...)
A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.
Fonte: Disponível
ensinomediodigital.fgv.br/disciplinas/portugues/curso1/
aula3/artigos/o_gigolo_das_palavras.pdf Acesso em: 13/02/2015
(adaptado).
A leitura global do excerto de O gigolô das palavras permite afirmar que
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O gigolô das palavras
Luís Fernando Veríssimo
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. [...].
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E, quando possível, surpreender, iluminar, divertir, mover... mas aí, entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.). A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas e, aí, é de interesse restrito dos necrólogos e professores de Latim, gente, em geral, pouco comunicativa (...). É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro (...). As múmias conversam entre si em pura Gramática.
(...) sempre fui péssimo em português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. (...) Exijo submissão. (...) Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. (...). As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito. (...)
A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.
Fonte: Disponível
ensinomediodigital.fgv.br/disciplinas/portugues/curso1/
aula3/artigos/o_gigolo_das_palavras.pdf Acesso em: 13/02/2015
(adaptado).
Em O gigolô das palavras, temos um(a)
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Leia o texto e responda à questão.
O gigolô das palavras
Luís Fernando Veríssimo
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. [...].
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E, quando possível, surpreender, iluminar, divertir, mover... mas aí, entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.). A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas e, aí, é de interesse restrito dos necrólogos e professores de Latim, gente, em geral, pouco comunicativa (...). É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro (...). As múmias conversam entre si em pura Gramática.
(...) sempre fui péssimo em português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. (...) Exijo submissão. (...) Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. (...). As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito. (...)
A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.
Fonte: Disponível
ensinomediodigital.fgv.br/disciplinas/portugues/curso1/
aula3/artigos/o_gigolo_das_palavras.pdf Acesso em: 13/02/2015
(adaptado).
“Linguagem é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal”.
Nesta afirmação, há uma concepção de linguagem subjacente que considera
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