Foram encontradas 420 questões.
O texto abaixo é base para responder as questões 56 e 57.
Texto VIII
Mudança
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...] A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento).
A qualidade das obras e o surgimento de autores importantes tornam os anos de 1930 a 1945 conhecidos como “a era do romance brasileiro”. A partir da publicação de A bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, define-se uma nova tendência na ficção nacional: a apresentação crítica da realidade brasileira, que procura levar o leitor a tomar consciência da condição de subdesenvolvimento do país, visível de modo mais evidente em algumas regiões, como a nordestina. A partir desse aspecto, só NÃO é correto afirmar que:
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O texto abaixo é base para responder a questão 55.
Texto VII
Mãos dadas
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes
a vida presente.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992.p. 68).
Em Sentimento do Mundo, terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940, encontra-se um dos seus melhores poemas: “Mãos Dadas”. Nele enxerga-se o reflexo de todo um contexto sócio-histórico que se espraia no que a historiografia literária convencionou chamar de a 2ª Geração Modernista. Os aspectos contidos nessa estética e relacionados àquele momento podem ser percebidos no poema em destaque, pois nele:
|- O eu lírico reflete sobre o sentido de estar no mundo, aspecto este que define uma das características do projeto literário da poesia da segunda geração modernista. Além disso, essa reflexão está associada a uma grande preocupação com a renovação da linguagem, anunciada na geração anterior.
Il - A análise do ser humano e de suas angústias e o desejo de compreender a relação entre o indivíduo e a sociedade da qual faz parte são os elementos recorrentes na poesia produzida na década de 1930.
III - É experimentada uma grande variedade de temas e de técnicas, o que caracteriza a segunda geração modernista por uma produção com forte dimensão social.
IV-O eu lírico desinteressa-se do passado (o mundo caduco) ou do futuro, anunciando nesse poema o compromisso com seus semelhantes. Assim, é quando assume a “vida presente” como matéria de sua poesia, tal qual faz nesse poema, que Drummond marca o papel do escritor como intérprete de seu tempo.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
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Os textos abaixo são bases para responder a questão 54.
Texto V
Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...] O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa. O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. [...]
(ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática. 1997. p. 14. (Fragmento).
Texto VI
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. [...]
[...] No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. [...]
Daí a pouco, em volta das bicas era um zum-zum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. [...]
(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 26. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 35-36). (Fragmento).
A partir da leitura dos textos V e VI, percebe-se que há entre eles certa distinção que os situa entre as estéticas Realista e Naturalista. Aliás, essa dicotomia se coloca, em muitos casos, como um dos problemas apresentados na discussão teórica da historiografia literária. Mesmo assim, nota-se que há uma necessidade comum entre elas, aproximando-as, pois ambas possuem uma espécie de comprometimento com o real, mas que assume formas distintas, pois:
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Partindo do entendimento, segundo Zilá Bernd (1992), de que há a existência de matizes românticas e modernistas na elaboração da conotação coletiva de identidade cultural, tanto no projeto literário contido nas obras mencionadas de José de Alencar e Mário de Andrade, mencionadas na questão anterior, só NÃO é correto afirmar que:
BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1992.
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O tema da identidade nacional foi relevante para os intelectuais brasileiros desde o Romantismo até o Modernismo. Essa preocupação persistiu no Brasil devido à necessidade de construir uma consciência nacional que, ao evitar a assimilação cultural, instilasse nos cidadãos um senso de identidade, crucial para o processo de autoafirmação. Assim, é CORRETO afirmar que:
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O termo gênero é frequentemente utilizado para descrever certos padrões de composição artística que, ao longo do tempo, têm sido empregados para moldar a imaginação humana. O filósofo Aristóteles foi um dos pioneiros a explorar os gêneros literários, identificando diferenças e hierarquias entre as diversas formas de expressão literária na Grécia Antiga. Essas análises foram posteriormente compiladas em sua obra Arte Poética (2003), que se tornou um clássico amplamente estudado e ainda é relevante para professores, pesquisadores e estudantes de Literatura. A respeito dessa obra, em síntese, é CORRETO afirmar que, para Aristóteles:
ARISTÓTELES. Arte poética. São Paulo: Martin Claret, 2003.
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Writing is one if the four language skills. It involves producing language rather than receiving it. We can say that writing involves communicating a message by making signs on a page. To write, we need a message and someone to communicate it to. We need to be able to form letters and words, and to join these together to make words, sentences or a series of sentences that link together to communicate that message. (SPRAT, 2005, p.26)
Choose the CORRECT item about teaching writing in a foreign language class.
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THE TEXT BELOW WILL BE USED FOR QUESTIONS 58 AND 59.
“Speakers normally have a communicative purpose and listeners are interested in discovering what that purpose is. However, even if listeners have some idea about the purpose, they must listen in orderto be sure. They cannot be sure, in other words, what it is before they hear what speaker says. [...] We communicate when one of us has an information that another does not have. This is known as an information gap. The aim of a communicative activity in class is to get learners to use the language they are learning to interact in realistic and meaningful ways, usually involving exchanges of information.” (Harmer, 2009, p.48)
Judge as (T) True or (F) False the following characteristics of a communicative activity.
( ) Repeating sentences that the teacher says;
( ) Doing oral grammar drills;
( ) Reading aloud from a coursebook;
( ) Giving instructions so that someone can use a new machine;
( ) Giving a prepared speech;
Choose the CORRECT sequence.
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THE TEXT BELOW WILL BE USED FOR QUESTIONS 58 AND 59.
“Speakers normally have a communicative purpose and listeners are interested in discovering what that purpose is. However, even if listeners have some idea about the purpose, they must listen in orderto be sure. They cannot be sure, in other words, what it is before they hear what speaker says. [...] We communicate when one of us has an information that another does not have. This is known as an information gap. The aim of a communicative activity in class is to get learners to use the language they are learning to interact in realistic and meaningful ways, usually involving exchanges of information.” (Harmer, 2009, p.48)
Read the dialogue below.
A: Excuse me.
B: Yes?
A: Do you have a watch?
B: Yes... Why?
A: | wonder if you could tell me what time it is?
B: Certainly... it's three o'clock.
A: Thank you.
B: Don't mention it.
Based on the dialogue, choose the CORRECT statement about it from the perspective of communicative activities.
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The use of Information Communication Technologies (ICTs) in language teaching has countless benefits. The development in the use of ICT, like language labs, videos, satellite broadcasting, videoconferencing and web seminars have supported the richness and quality of education both on and off campus. It harnessed several views of scholars which established the fact that ICTs are indispensable tools that facilitate the teaching and learning of the English language. (JAYANTHI & KUMAR, 2016)
Match the headings to their explanations about some of the positive impacts of ICTs on English Language Teaching.
1. Flexible pacing | ( ) ICTs help the teacher to prepare, produce, store and retrieve their materials easily and swiftly. Rich texts, different topics, quizzes, exercises help in saving the teacher's time. |
2. Autonomy | ( ) ICTs are very stimulating because of the diversity of the learning materials, whether they are computer-based, in the web or on CDs; therefore, the student can learn at their own pace. |
3. Authenticity | ( ) Students have the opportunity to choose the element/s of language which they want to focus, on meeting their learning strategies or learning styles. Here, the learner-centered approach is supported by these facilities offered by the ICTs while traditional techniques failed to give such opportunities. |
4. Helping Teachers | ( ) ICTs provide an authentic learning environment, because the learner can interact with other English speakers across the World. |
Choose the CORRECT sequence for the numbers in the right column.
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