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Há microrganismos que podem promover a fertilidade do solo e a produtividade das culturas, minimizando e podendo substituir os efeitos ambientais causados pelos fertilizantes químicos. Tais organismos, que compreendem principalmente fungos e bactérias, são classificados como biofertilizantes ou fertilizantes microbianos.
De acordo com conceitos estabelecidos em biotecnologia ambiental, considere as afirmações sobre os benefícios dos biofertilizantes:
I- Aprimoram o ciclo de nutrientes no solo, pois são capazes de promover a fixação de nitrogênio, a solubilização de fósforo e a decomposição de matéria orgânica.
II- Melhoram a estrutura do solo, pois estimulam a produção de polissacarídeos com característica adesiva que juntam as partículas do solo.
III- Aumentam a capacidade de retenção de água do solo, pois aprimoram a formação de agregados estáveis em água e melhoram a sua porosidade.
IV- Suprimem patógenos transmitidos pelo solo, pois competem por recursos e podem produzir compostos que inibem a sua proliferação.
V- Promovem o crescimento e a tolerância ao estresse das plantas, pois são capazes de produzir fito- hormônios.
Assinale a alternativa CORRETA.
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A biotecnologia dos alimentos é um campo interdisciplinar que utiliza conhecimentos de diversas áreas para melhorar a produção, qualidade e/ou segurança dos alimentos. A gama de técnicas empregadas é diversa, como a fermentação, a engenharia genética, a biopreservação e a produção de enzimas e microrganismos. Com base em seus conhecimentos em biotecnologia alimentar, qual das afirmações abaixo é INCORRETA?
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Considere as informações a seguir para responder às questões 43 e 44.
Em um levantamento topográfico planimétrico, foi determinada uma poligonal fechada, partindo do ponto O, com ré no ponto 5 e vante no ponto 1. Foram percorridos os pontos 1, 2,3,4e 5, com chegada no ponto O, conforme a figura e a tabela a seguir:

Estação | Ponto visado | Ângulo horizontal corrigido |
0 | 1 | 281º 27/00” |
1 | 2 | 245º 3710” |
2 | 3 | 221º 50' 20” |
3 | 4 | 255º 26' 00” |
4 | 5 | 279º 43' 00” |
5 | 0 | - |
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou em 30/06/2022 a NBR 17047:2022, a qual regulamentou o padrão dos trabalhos técnicos e o procedimento para o levantamento cadastral territorial para registros públicos. A normativa, que tem sido informalmente chamada de ”Lei do Georreferenciamento Urbano”, estabelece que a precisão posicional planimétrica da parcela ou do imóvel urbano deve ser de:
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Assinale a alternativa que indica a Norma Regulamentadora que visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho.
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A NR 10, sigla para Norma Regulamentadora nº 10, é um documento oficial do Governo Brasileiro que dispõe sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade (Ministério do Trabalho e Emprego, 2023). Sobre os objetivos da NR-10, podemos afirmar que:
Referência: Ministério do Trabalho e Emprego. <https://wnww.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-10-nr-10> Acessado 20/11/2023.
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Os textos abaixo são bases para responder a questão 59.
Texto XI

DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56.

DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56.

DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56.
Texto XII
Transcrição do poema “A Ave”
A ave VOA deNtro De sua cor
sua Aguda cRISTA ComplETA A solidão
Polir o VOO mais que A um ovo
que tatEaR é seu coNtorno?
Assim é que ela é tetO De seu olfato
A curva amarga s(e)u VOo e fecha um TEMPO com sua forma
(DIAS-PINO, Wlademir. Curadoria editorial Alberto Saraiva e Regina Pouchain. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2010, p. 114-119)
Opondo-se radicalmente à discursividade da poesia, publica-se em 1956 AAVE. De autoria do poeta, designer e artista visual Wlademir Dias-Pino (1927-2018), essa obra figura como importante marco na história das vanguardas poéticas brasileiras como o Concretismo, enveredando, posteriormente, por diferentes vanguardas brasileiras e latino-americanas do século XX, a exemplo do Intensivismo, do Neoconcretismo e do Poema-processo. Assim, a partir do conhecimento das tendências contemporâneas da literatura brasileira e da leitura dos textos acima, pode-se afirmar que:
I- A superposição do desenho de linhas impressas no papel sobre a página onde se encontram algumas palavras soltas (texto XI), cria um trajeto de leitura que orienta o olhar do leitor e dá sentido ao conjunto: a ave voa dentro de sua cor.
Il- A leitura dos poemas convidam a uma reflexão verbal, visual e tátil sobre o voo de uma ave como imagem artística que é produto de engenho (poético) e engenharia (combinatória).
III - A transcrição do poema (texto XII), necessária à sistematização de elementos verbais no poema, não faz jus, porém, a uma provocação primária colocada por A AVE (Texto XI). Afinal, se naquela temos as palavras justapostas horizontalmente em sentenças da esquerda para a direita, interrompidas arbitrariamente ao fim da linha, conforme convenções da poesia discursiva em línguas ocidentais, o que Dias-Pino propõe neste é de outra ordem: uma leitura geométrica.
IV - Uma das metáforas visuais presentes nos poemas (Texto XI) pode ser associada ao ato de leitura e a um livro com suas páginas abertas, de sorte a remeter à anatomia de uma criatura alada, cujo voo conotasse os deslocamentos simbólicos a que estão sujeitos todos os que leem.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
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O texto abaixo é base para responder as questões 50 e 51.
TEXTO IV
Buscando a Cristo
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p'ra cnamar-me
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1981.)
Quando lemos um texto, a nossa atenção costuma se voltar para o sentido das palavras. Ao fazer isso, analisamos seu aspecto semântico. As palavras, porém, também têm uma sonoridade muito explorada pela literatura. Essa sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. No poema em tela (Texto IV), quanto à presença desses recursos, só NÃO é correto afirmar que:
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A contribuição de Aristóteles é essencial para o desenvolvimento da teoria moderna dos gêneros. Assim, a partir do século XIX, especialmente no contexto do romantismo alemão, é que a definição dos gêneros literários se consolida, elaborada a partir de critérios que levaram em consideração a forma, a subjetividade e a relação com a realidade. Nesse período, a literatura será estudada a partir de três gêneros fundamentais: lírico, épico e dramático. Acerca do gênero lírico, só NÃO é correto afirmar que:
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Os textos abaixo são bases para responder a questão 58.
Texto IX
Em artigo na Revista Brasileira de Poesia, publicado em 1947, Péricles Eugênio da Silva Ramos resume o espírito do projeto literário da poesia de 1945: “Não há obra de arte sem forma, e a beleza é um problema de técnicae deforma”. E mais: "Poesia não é essencial apenas pelo assunto. Porque poesia não é apenas lirismo.”
(In.: RODRIGUES, Geraldo Pinto. POETAS POR POETA. São Paulo: Marideni - Embalagens e Artes Gráficas Ltda, 1988).
Texto X
“[...] Creio que uma das bases da minha poesia sempre foi [...] essa coisa visual. Sempre achei que a linguagem, quanto mais concreta, mais poética. Palavras como melancolia, amor, cada pessoa entende de uma maneira. Se você usar palavras como maçã, pedra ou cadeira, elas evocam imediatamente ao leitor uma reação sensorial. [...]”
MELO NETO, João Cabral de. In: LUCAS, Fábio. O poeta e a mídia: Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Meio Neto. São Paulo: Senac, 2003. p. 85. (Fragmento).
A partir da leitura dos excertos acima, pode-se entender a linguagem e projeto da Geração de 45 e o Concretismo (Pós-Modernismo) a partir do fato de que:
|- A valorização da técnica de composição promovida pela poesia da “Geração de 45” constitui-se, essencialmente, como continuidade da poética parnasiana.
Il - No Pós-Modernismo, o domínio da forma deve permitir que a combinação entre código e mensagem aconteça de modo absoluto, para que o poder de significação da palavra seja ampliado e o texto também tenha sua significação ampliada por essa articulação.
IIl - Diferentemente dos parnasianos, que investiam no rebuscamento formal sem pretender, com isso, criar novos sentidos para o texto (a arte pela arte, a perfeição formal, a imparcialidade diante do objeto do poema eram seus objetivos), os concretistas desejavam que a perfeição formal expressasse uma observação crítica da realidade.
IV - O planejamento do poema e a reflexão sobre o próprio processo de composição são a base do fazer literário de muitos poetas dessa geração. Dentre eles, destaca-se João Cabral, que pode ser visto como um poeta cerebral, e a essência de sua poética foi investir na forma, construindo poemas palavra por palavra, como um operário constrói uma parede tijolo por tijolo.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
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O texto abaixo é base para responder as questões 56 e 57.
Texto VIII
Mudança
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...] A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento).
A partir da leitura do excerto da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, só NÃO se pode afirmar que:
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