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Leia o texto abaixo.
Por mais paradoxal que pareça, o ceticismo sistemático está intimamente ligado às diversas doutrinas irracionais e místicas. Todas elas negam à razão a possibilidade de conhecer a verdade e de compreender a realidade circundante. O ceticismo sistemático é tão A) mortal para o sucesso pessoal e o desenvolvimento de uma nação quanto A) as diversas manifestações de misticismo e irracionalismo.
É fora de dúvida que esta onda anticientífica é insuflada por ideólogos de nações poderosas, interessados em manter os povos dos países subdesenvolvidos na ignorância e no obscurantismo para melhor poder subjugá-los e explorá-los. Pois C) as pessoas e os povos que ignoram a verdade são mais facilmente dominados e subjugados.
Assim B), a gnosiologia ou teoria do conhecimento da verdade é uma arena de lutas ideológicas que refletem os interesses econômicos de diferentes forças socioeconômico-políticas.
Por isso D), para o progresso e independência econômica de um país em desenvolvimento como o nosso, é de vital importância incentivar o estudo do conhecimento da verdade científica.
(BAZARIAN, J. O problema da verdade. São Paulo: Círculo do livro, s/d.)
Na construção de um texto, certos elementos da língua contribuem para o estabelecimento da coerência temática, indicam a força argumentativa dos enunciados, ou seja, a direção que se quer tomar ao dizer alguma coisa. Em relação a esses elementos, presentes no texto acima, assinale a alternativa que apresenta correlação INCORRETA entre o operador argumentativo dado e o sentido proposto.
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INSTRUÇÃO: Leia o excerto abaixo e responda à questão.
Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contra tom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.
É. Parece que estou mudando o modo de escrever. Mas acontece que só escrevo o que quero, não sou um profissional – e preciso falar dessa nordestina senão sufoco. Ela me acusa e o meio de me defender é escrever sobre ela. Escrevo em traços vivos e ríspidos de pintura. Estarei lidando com fatos como se fossem as irremediáveis pedras de que falei. Embora queira que para me animar sinos badalem enquanto adivinho a realidade. E que anjos esvoacem em vespas transparentes em torno de minha cabeça quente porque esta quer se transformar em objeto-coisa, é mais fácil.
(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.)
Que questão o narrador clariceano NÃO coloca ao leitor como ponto de sua reflexão/escrita?
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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda à questão.
Em 15/09/2010, no seu blog Todoprosa, o crítico e ficcionista Sérgio Rodrigues comentou que a editora Leya estaria lançando, pelo selo Lua de Papel, quatro títulos: Dom Casmurro e os discos voadores, O alienista caçador de mutantes, Senhora, a bruxa e Escrava Isaura e o vampiro. Dos comentários de seus leitores, foram destacados os três a seguir:
C1 Sara
Qualquer iniciativa que incentive a leitura dos clássicos é válida.
Um adolescente que lê um José de Alencar recriado agora, pode se interessar em ler o original. É uma maneira de seduzir, de mostrar que um clássico não é intocável. Sei que o Jane Austen Zumbis faz isso, mas não é crime seguir uma boa ideia.
C2 Foguete de Luz
Prezada blogueira todoprosista Sara, uma adolescente que lê um José de Alencar recriado a partir desta anticriativa, incômoda, retrógada e alienante busca de leitores, vai sim buscar “personagem fantasma” aqui e ali, e Machado de Assis, que é bom mesmo, ainda continuará sendo um fantasma para ele e seus coleguinhas que vão correr atrás do mais atual “encantamento bobo de modismo estrangeiro” em vez de buscar na realidade do cotidiano o lado mais humano que precisa ser explorado. Ficarão nessa sensação de que “há algo estranho no reino da literatura”. E Capitu? Nem será captada. Garanto!
C3 Gercília C.
Bobagem. O romantismo brasileiro pegava a onda do romantismo francês, os próprios Josés de Alencares da vida faziam isso... A literatura Modernista foi criada a partir de tudo o que existia. Isso é crítica de gosto sem fundamento.
(Disponível em http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/essa-
incomoda-sensacao-de-que-os-zumbis-somos-nos/ Acesso em 12/02/2012.)
Sobre o processo de formação de leitores, que perpassa os comentários, analise as afirmativas abaixo.
I - As adaptações dos contos e romances ou os best sellers para jovens optam pelas fórmulas do romance de amor ou de aventuras, em que predomina o enredo bastante movimentado, à semelhança de antigos folhetins.
II - O pastiche e a paródia caracterizam uma produção atenta a assuntos e subgêneros em voga – o terror e o sobrenatural – na tentativa de atrair para a leitura experientes leitores de outras mídias.
III - Os romances de aprofundamento psicológico de personagens, como Dom Casmurro, exigem um tempo mais demorado de leitura e contato prévio com outros livros e autores.
IV - As descrições espaciais e interrupções digressivas do narrador singularizam o romance de espaço, que serve de paradigma para as atrativas produções de massa que dispensam preparação para a leitura.
Estão corretas as afirmativas
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Em relação à gestão e organização do trabalho escolar, a perspectiva histórico-crítica aponta, dentre outras importantes considerações, que a educação pública brasileira precisa constituir a sua prática educativa, fundamentalmente, em práxis revolucionária. De acordo com tal perspectiva, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As equipes administrativa e pedagógica da escola precisam ter consciência crítica da realidade social, desenvolver um trabalho voltado aos interesses das classes trabalhadoras, buscando, sistematicamente, a transformação social.
( ) A função dos educadores e intelectuais que buscam a efetiva democratização da escola pública é lutar pela eliminação da dominação e das desigualdades sociais.
( ) É no contexto da unidade escolar, de forma desvinculada do movimento social mais amplo, que a escola pública pode alcançar uma prática efetiva de democratização em sua função educativa.
( ) As condições concretas da administração e organização do trabalho escolar, hoje, revelam-se contraditórias e com muitos desafios que dificultam a democratização no sentido substancial.
Assinale a sequência correta.
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei n.º 9.394/96, estabelece a respeito da educação profissional:
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INSTRUÇÃO: Leia o excerto de Vidas Secas e responda à questão.
Os pés calosos, duros como cascos, metidos em alpercatas novas, caminhariam meses. Ou não caminhariam? Sinhá Vitória achou que sim. Fabiano agradeceu a opinião dela e gabou-lhe as pernas grossas, as nádegas volumosas, os peitos cheios. As bochechas de Sinhá Vitória avermelharam-se e Fabiano repetiu com entusiasmo o elogio. Era. Estava boa, estava taluda, poderia andar muito. Sinhá Vitória riu e baixou os olhos. Não era tanto como ele dizia não. Dentro de pouco tempo estaria magra, de seios bambos. Mas recuperaria carnes. E talvez esse lugar para onde iam fosse melhor que os outros onde tinham estado.
Fabiano estirou o beiço, duvidando. Sinhá Vitória combateu a dúvida. Por que não haveriam de ser gente, possuir uma cama igual à de seu Tomas da bolandeira? Fabiano franziu a testa: Lá vinham os despropósitos. Sinhá Vitória insistiu e dominou-o. Por que haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos? Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias. Podiam viver escondidos como bichos? Fabiano respondeu que não podiam.
- O mundo é grande.
Realmente para eles era bem pequeno, mas afirmavam que era grande - e marchavam, meio confiados, meio inquietos. Olharam os meninos, que olhavam os montes distantes, onde havia seres misteriosos. Em que estariam pensando? zumbiu Sinhá Vitória. Fabiano estranhou a pergunta e rosnou uma objeção. Menino é bicho miúdo, não pensa. Mas Sinhá Vitória renovou a pergunta - e a certeza do marido abalou-se. Ela devia ter razão. Tinha sempre razão. Agora desejava saber que iriam fazer os filhos quando crescessem.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro / São Paulo: Record, 1994.)
Sobre o estilo de Graciliano Ramos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Construções como Os pés calosos, duros como cascos... zumbiu Sinhá Vitória... rosnou uma objeção... revelam a antropomorfização humana, bichos sem vida interior, atentos apenas aos seus instintos.
( ) O narrador utiliza-se do discurso indireto livre, uma forma que revela empatia pela personagem e seus percalços.
( ) Em E talvez esse lugar para onde iam fosse melhor que os outros onde tinham estado, a possível esperança indiciada pelo advérbio talvez é logo contida pela indicação de que essa ação já se repetira muitas outras vezes.
Assinale a sequência correta.
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INSTRUÇÃO: Leia os poemas abaixo e responda à questão.
| I | II | |
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Todo este sangue de mil raças
corre em minhas veias sou brasileiro mas do Brasil sem colarinho do Brasil negro do Brasil índio
Sérgio Milliet |
'senhor feudal'
Se Pedro Segundo
Vier aqui Com História Eu boto ele na cadeia
Oswald de Andrade
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Sobre os poemas de Milliet e Oswald de Andrade, é INCORRETO afirmar:
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INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda à questão.

(Internet/Facebook, fev.2012)
Sobre o texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se, em As 4 maçãs, o artigo for substituído pelo pronome aquelas, não haverá mudança de sentido.
( ) Entre a primeira parte da linguagem verbal e a não verbal há uma quebra na relação coesiva.
( ) A sintaxe da linguagem verbal e não verbal permite ao leitor perceber as mudanças do mundo ao longo do tempo.
( ) A diferença na nuança das maçãs identifica os logotipos das empresas representadas pelos nomes próprios.
Assinale a sequência correta.
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INSTRUÇÃO: Leia o excerto de Vidas Secas e responda à questão.
Os pés calosos, duros como cascos, metidos em alpercatas novas, caminhariam meses. Ou não caminhariam? Sinhá Vitória achou que sim. Fabiano agradeceu a opinião dela e gabou-lhe as pernas grossas, as nádegas volumosas, os peitos cheios. As bochechas de Sinhá Vitória avermelharam-se e Fabiano repetiu com entusiasmo o elogio. Era. Estava boa, estava taluda, poderia andar muito. Sinhá Vitória riu e baixou os olhos. Não era tanto como ele dizia não. Dentro de pouco tempo estaria magra, de seios bambos. Mas recuperaria carnes. E talvez esse lugar para onde iam fosse melhor que os outros onde tinham estado.
Fabiano estirou o beiço, duvidando. Sinhá Vitória combateu a dúvida. Por que não haveriam de ser gente, possuir uma cama igual à de seu Tomas da bolandeira? Fabiano franziu a testa: Lá vinham os despropósitos. Sinhá Vitória insistiu e dominou-o. Por que haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos? Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias. Podiam viver escondidos como bichos? Fabiano respondeu que não podiam.
- O mundo é grande.
Realmente para eles era bem pequeno, mas afirmavam que era grande - e marchavam, meio confiados, meio inquietos. Olharam os meninos, que olhavam os montes distantes, onde havia seres misteriosos. Em que estariam pensando? zumbiu Sinhá Vitória. Fabiano estranhou a pergunta e rosnou uma objeção. Menino é bicho miúdo, não pensa. Mas Sinhá Vitória renovou a pergunta - e a certeza do marido abalou-se. Ela devia ter razão. Tinha sempre razão. Agora desejava saber que iriam fazer os filhos quando crescessem.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro / São Paulo: Record, 1994.)
O romance regionalista, ou romance de 30, tem Graciliano Ramos como um de seus expoentes. Qual seu tema de eleição nessa obra?
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INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda à questão.

(Internet/Facebook, fev.2012)
Partindo do princípio de que o sentido do texto é construído na interação entre leitor e autor, analise o enunciado seguinte.
A produção de leitura ultrapassa a mera decodificação de símbolos.
PORQUE
Fatores como conhecimentos de mundo, linguístico e textual são ativados na construção do sentido do texto.
Em relação a esse enunciado, assinale a afirmativa correta.
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