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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
tragedia- adoecimento-mental-preocupa-brumadinho-mg.shtml?origin=folha. Janeiro de 2022.)
Em automutilação, grafou-se corretamente o vocábulo com a união ao prefixo “auto-”.
Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha acontecido.
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade(a) em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras",(c) afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços.(d) De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda,(b) a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
tragedia- adoecimento-mental-preocupa-brumadinho-mg.shtml?origin=folha. Janeiro de 2022.)
Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura, retirada do texto, NÃO tenha se mantido em conformidade com a norma culta.
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
tragedia- adoecimento-mental-preocupa-brumadinho-mg.shtml?origin=folha. Janeiro de 2022.)
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
A respeito do segmento acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Caso se entenda o pronome “sua”, no segundo período, com valor anafórico, é correto afirmar que existe ambiguidade.
II. É possível inferir que Aline foi mais uma pessoa a perceber a mudança para maior dos índices analisados.
III. Aline já era psicóloga da ONG antes do rompimento da barragem, mas não coordenadora de uma equipe.
Assinale
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda(a) lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior(d) que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais(c) amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito(b) grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
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Assinale a alternativa em que, no texto, a palavra NÃO seja advérbio.
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos(a) e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde(b) de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos,(c) oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público(d) e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
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Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha recebido acento gráfico seguindo regra DISTINTA da de álcool.
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
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O texto, jornalístico, se classifica eminentemente como
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
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Para compor o texto, o autor fez uso de diversos recursos, como os listados nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA.
Assinale-a.
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Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)
Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.
Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.
Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.
Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.
De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.
"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.
De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.
Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.
Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.
A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.
Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.
"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.
Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.
“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.
O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.
Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.
Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.
(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres- anos-apos-
tragedia- adoecimento-mental-preocupa-brumadinho-mg.shtml?origin=folha. Janeiro de 2022.)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Em Brumadinho, os casos de suicídio registrados se deram em função do rompimento da barragem da Vale.
II. Os efeitos invisíveis da tragédia, como o desequilíbrio psicológico da população, são parte das consequências do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.
III. Não só efeitos psicológicos danosos à população foram causados pelo rompimento da barragem, mas também sociais e familiares.
Assinale
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Assinale a alternativa que apresenta uma proposição composta equivalente à “p !$ ↔ !$ ~q”:
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Analise as afirmativas a seguir sobre os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia:
I. As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais possuem natureza jurídica de autarquia, detentoras de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar.
II. Os Institutos Federais terão autonomia para criar cursos, nos limites de sua área de atuação territorial, bem como para extingui-los, mediante autorização do seu Conselho Superior.
III. Como é uma instituição de educação superior, básica e profissional, o Colégio Pedro II é considerado um Instituto Federal por semelhança, porém com vinculação à Presidência da República.
Assinale:
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